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BRASIL GERAL

Governo de MG confirma ao menos 7 mortos na tragédia em Brumadinho

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Foram retiradas nove pessoas com vida da lama e cerca de 100 pessoas ilhadas foram resgatadas

 

O governo de Minas Gerais confirmou na noite desta sexta-feira        ( 25), que pelo menos sete pessoas morreram atingidas pelo rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ainda não há identificação das pessoas que morreram. Os Bombeiros, porém, confirmaram 9 mortos  e 150 desaparecidos.

Segundo o governo, foram retiradas nove pessoas com vida da lama e cerca de 100 pessoas ilhadas foram resgatadas. Dados repassados pela Vale ao governador de Minas, Romeu Zema (Novo), indicaram que havia 427 pessoas no local – e 279 foram resgatadas vivas.

Segundo o governo, são cerca de 150 pessoas desaparecidas vinculadas à empresa.

Quase 100 bombeiros foram deslocados para a região para buscar pessoas desaparecidas. O contingente, segundo o governo de Minas Gerais, será dobrado a partir da madrugada deste sábado, 26.

Bolsonaro confirma ida a Brumadinho neste sábado e vai sobrevoar área

 Por Marcelo Brandão/ Agência Brasil  

Brasília- O presidente Jair Bolsonaro fez hoje (25) um pronunciamento, no Palácio do Planalto, para anunciar as medidas emergenciais para tentar buscar soluções para “minorar” a tragédia, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele confirmou que amanhã (26) cedo estará no local. Também destacou que um gabinete de crise monitora a situação.

“Amanhã pela manhã, juntamente ao ministro da Defesa, partiremos para Belo Horizonte. De lá, cerrará à nossa delegação o senhor governador do estado de Minas onde sobrevoaremos a região, para que possamos então, mais uma vez reavaliando os danos, tomar todas as medidas cabíveis para minorar o sofrimento de familiares de possíveis vítimas, bem como a questão ambiental”, disse o presidente em seu pronunciamento.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, fala sobre o rompimento da barragem de Brumadinho em Minas Gerais

Jair Bolsonaro, fala sobre o rompimento da barragem de rejeitos de mineração de Brumadinho, em Minas Gerais – Valter Campanato/Agência Brasil

 

Bolsonaro reiterou o envio nesta sexta-feira para a região dos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles; de Minas e Energia, almirante Beto Albuquerque Júnior; e Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, a prioridade do governo federal é em atender a população afetada. “Equipes do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres estão em permanente contato com representantes da prefeitura e do governo do estado para orientar nas primeiras ações de resgate às possíveis vítimas e demais necessidades emergenciais”, disse.

Bolsonaro sobrevoará a região acompanhado de ministros. O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, estará no sobrevoo. Outros serão contatados até o fim do dia, incluindo o próprio porta-voz. Ainda não está definido se o presidente Bolsonaro desce em Brumadinho ou apenas sobrevoará o local. A princípio, o presidente falará com a imprensa em Belo Horizonte, no aeroporto.

De acordo com Barros, o Exército disponibilizou três helicópteros e homens das três Forças Armadas para operar nas ações de busca e resgate. O governo trabalha com a estimativa de amortecimento do avanço dos rejeitos na Barragem da Usina Hidrelétrica do Retiro Baixo, a 220 quilômetros do local do rompimento.

(foto: Reprodução)

‘Tragédia nos pegou totalmente de surpresa’, diz presidente da Vale

Segundo Fabio Schvartsman, cerca de 300 funcionários – da companhia e terceirizados – trabalhavam no local no momento do acidente

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman (foto acima), disse na noite desta sexta-feira (25/1) que o rompimento de uma barragem de rejeitos em Brumadinho (MG) pegou a empresa “totalmente de surpresa”. “Estou completamente dilacerado”, afirmou em uma entrevista coletiva concedida no Rio de Janeiro. “Não sabemos o que foi que houve com essa barragem. É muito cedo para qualquer pessoa ter essa informação”, acrescentou.
Schvartsman deve ir para a cidade mineira ainda nesta sexta. Segundo o presidente, cerca de 300 funcionários — da companhia e terceirizados — trabalhavam no local no momento do acidente. “Não sabemos quantos foram acidentados, porque houve um soterramento pelo produto vazado da barragem”, justificou.

Campanhas na internet pedem doações para as vítimas de Brumadinho

Famosos, times de futebol e a Arquidiocese de Belo Horizonte já se manisfestaram e oferecem apoio as vítimas

A soliedariedade tomou conta das redes sociais depois do rompimento da barragem de Brumadinho. Campanhas de doação com anúncio dos postos de coleta estão sendo espalhadas pela internet, como fez a ex-BBB Ana Paula Renout pelo Twitter. Artistas, times de futebol e religiosos também se engajaram no movimento.

 

Ver imagem no Twitter

Ana Paula Renault 🍾@anapaularenault

🚨SOS Brumadinho!!! Postos de coleta de doações!

 

Em Belo Horizonte, a Arquidiocese anunciou uma campanha de recolhimento de doações para ajudar as vítimas do rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho. A instituição já começou a receber roupas, alimentos e água. Além das donativos físicos, a entidade disponibilizou uma conta-corrente para doações financeiras.
(foto: Divulgação)
(foto: Divulgação)

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Privatização da Petrobras, será? Guedes insinua a possibilidade

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Foto: Reprodução / Fonte: Istoé

O ministro da Economia, Paulo Guedes, insinuou que o presidente Jair Bolsonaro o tem questionado sobre uma eventual privatização da Petrobras. Guedes tocou no assunto enquanto comentava sobre o episódio da interferência no reajuste do preço do diesel, em entrevista à GloboNews na noite da quarta-feira, 17. “Essa crise do diesel não mostra que o melhor caminho seria privatizar a Petrobras?”, perguntou o jornalista da emissora, ao que Guedes rebateu: “Olha, você acabou de dizer um negócio que o presidente levantou a sobrancelha”.

Cobrado por explicações sobre esse comentário, Guedes desconversou. “Ué, se o preço do petróleo sobe no mundo inteiro e não tem nenhum caminhoneiro parando no Trump, não tem nenhum caminhoneiro parando na Merkel, não tem nenhum caminhoneiro na porta do Macron, será que tem um problema aqui?”.

Pressionado novamente a detalhar esse “levantar de sobrancelha” de Bolsonaro, Guedes disse que o presidente lhe enviou mensagens comparando o número de companhias petroleiras no Brasil e em outros países. “Brasil: veio uma bandeirinha só da Petrobras. Acho que ele quis dizer alguma coisa com aquilo ali”.

Questionado mais uma vez se Bolsonaro estaria mais próximo de “concordar” com a privatização da Petrobras, Guedes declarou: “Não, acho que isso seria um salto muito grande. Mas tem uma estatal particularmente que outro dia nós estávamos conversando e ele disse ‘PG, você está certo’”. O ministro se negou a dizer qual seria a empresa pública mencionada na conversa.

“Na minha interpretação, está ficando muito claro para o brasileiro e para o mundo o seguinte: tem cinco bancos, tem seis empreiteiras, tem uma produtora de petróleo e refinaria, tem três distribuidoras de gás e tem 200 milhões de patos”, declarou Guedes.

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Caminhoneiros ameaçam nova greve por conta do reajuste no preço do diesel

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Foto: Reprodução / Fonte: Estadão Conteúdo

O anúncio da alta do diesel na quinta-feira, 17, à noite foi mais um revés sofrido pelos caminhoneiros nesta semana. Depois do pacote de medidas que frustrou a categoria, a decisão da Petrobras de elevar em R$ 0,10 o litro do diesel deixou os motoristas divididos. A ala mais radical já se articula para uma paralisação nos próximos dez dias. Mas também há a turma do “deixa disso” e que prefere esperar mais.

O caminhoneiro Wanderlei Alves, conhecido como Dedeco, diz que não tem outra alternativa a não ser decretar uma greve. “O governo pagou para ver. Agora só estamos vendo a data, mas será em menos de dez dias.” Ele destaca que a conta não fecha já que o preço do frete continua igual e os custos, subindo. Para quem gasta 10 mil litros de diesel, o aumento de quinta-feira representa R$ 1 mil no bolso do caminhoneiro, como é o caso de Dedeco. “O governo insiste em tratar do setor com quem não tem caminhão”, critica Dedeco, uma das lideranças nacionais.

Em mensagem enviada ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o caminhoneiro Josué Rodrigues, um dos líderes na Região Norte, também ameaça nova greve para o mês que vem caso o preço não seja congelado e o tabelamento do frete não seja respeitado. “Se não fizer valer o piso mínimo do frete, nós vamos parar, não tem jeito. Se não agir antes do dia 21 de maio vai ter uma paralisação sangrenta, pode ter certeza.”

Outros representantes, no entanto, tentam apaziguar a situação. Alguns não acreditam em nova paralisação por causa da situação financeira precária da categoria. “Está todo mundo quebrado”, afirma Bruno Tagliari, uma das lideranças do Sul. Ele afirma que, no seu caso, se fizer uma paralisação não conseguiria pagar a despesa fixa, de R$ 6 mil por mês.

Mas, apesar da frustração, também há boa vontade por parte por parte dos caminhoneiros em dar mais tempo para o novo governo, afirma Ivar Luiz Schmidt, um dos líderes do Comando Nacional do Transporte (CNT) no Nordeste. A maioria votou em Jair Bolsonaro para presidente, e ainda espera que ele faça alguma coisa pelos motoristas. Mas paciência tem limite, avisam os caminhoneiros nas redes sociais.

Dentro dos grupos de WhatsApp, as medidas dos últimos dias são vistas como resultado da fragilidade da categoria, que não se valoriza. Outra reclamação tem sido latente entre eles: a insatisfação quanto a representatividade da categoria em Brasília. Muitos tentam se articular para conseguir colocar outras lideranças no Planalto e emplacar as reais reivindicações. Wallace Landim, o Chorão, que já não era unanimidade, hoje vive momento de rejeição.

/COLACOROU FELIPE FRAZÃO

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Para evitar greve dos caminhoneiros, governo anuncia R$ 2 bi em obras e crédito de R$ 500 mi

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizará R$ 500 milhões e abrirá uma linha de crédito especial para caminhoneiros autônomos. Os recursos deverão ser usados para aquisição de pneus e manutenção dos veículos.

O crédito faz parte de um pacote de medidas anunciadas hoje (16) pelo governo federal para atender o setor de transporte de cargas do país. “Nós temos que lidar com uma realidade que é a escolha que o Brasil fez há cinco décadas, do modal rodoviário, e que precisa ser enfrentada para garantir respeito e valorização do trabalhador e o abastecimento da população brasileira”, disse o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

De acordo com ele, a falta de manutenção de veículos é um dos principais problemas, identificados em blitz da Polícia Rodoviária Federal, que impacta na segurança das rodovias brasileiras. Manter as condições dos caminhões em ordem também tem um custo alto para os profissionais autônomos, segundo o ministro.

Para atingir especificamente os caminhoneiros autônomos, o credito será limitado àqueles que possuem no máximo dois caminhões registrados em seu nome. A linha de crédito deverá ser ofertada, inicialmente pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Cada caminhoneiro terá direito a R$ 30 mil para comprar pneus e fazer a manutenção dos seus veículos.

A política de preço de combustíveis e as medidas para atender o setor de transporte de cargas, como o tabelamento do frete, foram tema de reunião ontem (16), no Palácio do Planalto, entre ministros de Estado, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco e o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, participou por meio de videoconferência.

Política de preços

A política de preços da Petrobras também é uma reivindicação dos caminhoneiros e será tema de uma nova reunião na tarde de hoje, desta vez com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Pela manhã, o presidente se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com representantes de empresas do setor de combustíveis.

“Os ministérios e a Petrobras vão discutir esse tema. Agora, o governo sempre disse que a Petrobras tem autonomia e liberdade para exercitar aquilo que é necessário do ponto de vista de política de combustível”, disse Onyx.

Na semana passada, a Petrobras havia anunciado um reajuste de 5,7% do no preço do óleo diesel nas refinarias, mas a medida foi suspensa a pedido do presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro disse que quer entender aspectos técnicos da decisão da Petrobras e negou que haja interferência do governo na política de preços da estatal.

O presidente disse que há preocupação com o reajuste dos combustíveis pelo impacto no setor de transporte de cargas, afetando diretamente os caminhoneiros. Em maio do ano passado, a alta no preço do combustível levou à paralisação da categoria, que afetou a distribuição de alimentos e outros insumos, causando prejuízos a diversos setores produtivos.

Ao deixar o Palácio do Planalto, ontem, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a decisão de suspender o reajuste do óleo diesel foi empresarial e que o presidente da República apenas alertou que o aumento poderia desencadear insatisfação dos caminhoneiros.

Após a decisão de suspender o reajuste do diesel na sexta-feira (12), houve queda na bolsa de valores e desvalorização de 8,54% das ações da Petrobras. Apesar de negar que está intervindo nos preços, o mercado costuma reagir mal quando o governo interfere diretamente em uma estatal competitiva como a Petrobras.

Em março, a Petrobras já havia anunciado mudança na periodicidade do reajuste no preço do diesel nas refinarias. Segundo a estatal, os preços nas refinarias da companhia correspondem a cerca de 54% dos preços ao consumidor final e não será reajustado em prazos inferiores a 15 dias.

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