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Governo e experts divergem sobre impacto das fake news nas eleições

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Foto: Olhar Digital / Wikimedia
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Uma semana depois do fim das eleições de 2018, o fenômeno da disseminação de desinformação e das chamadas notícias falsas (fake news, no termo popularizado em inglês) foi tema de destaque entre os debates do Fórum da Internet no Brasil. O evento é uma realização do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI Br) e ocorre em Goiânia ao longo da semana.

Pesquisadores, integrantes de organizações da sociedade civil e representantes do governo federal analisaram, com posições divergentes, qual foi o peso de conteúdos enganosos no processo eleitoral e as medidas adotadas tanto por órgãos públicos como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto por plataformas como Facebook, Google, Twitter e WhatsApp.

O coordenador-geral de Ambientes de Negócios do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Sérgio Alves, considerou que o efeito das chamadas notícias falsas não foi tão efetivo nessas eleições, e que o uso de aplicações contribuiu positivamente no pleito ao permitir que eleitores buscassem informações sobre seus candidatos e novos concorrentes na disputa pudessem se fazer conhecidos.

O coordenador do MCTIC elogiou o Conselho Consultivo do Tribunal Superior Eleitoral sobre Internet e Eleições, colegiado que ficou responsável por apontar ações para o combate ao fenômeno. O gestor avaliou positivamente medidas adotadas por diversos atores, como programas de formação sobre como verificar a veracidade das informações, a atuação das agências de checagem e decisões judiciais de remoção de conteúdos bem como direitos de resposta.

Neste contexto, o representante do MCTIC lembrou que houve um movimento intenso de proposição de leis sobre o assunto e classificou como “uma vitória” o fato de nenhuma dessas ter prosperado no Parlamento. “A cada semana [nos meses anteriores à eleição] surgiam três a cinco projetos de lei, em geral de cunho penal e que mereciam muito mais amadurecimento. Foi um sucesso que não tenha tido projeto de lei aprovado neste sentido”.

A professora da Pontifícia Universidade do Rio de Janeiro (PUC-RJ) Caitlin Mullholand, por outro lado, enfatizou um papel importante de conteúdos enganosos durante o pleito eleitoral. A docente citou o relatório do Instituto Reuters sobre consumo de notícias segundo o qual 66% dos entrevistados brasileiros relataram usar as redes sociais para ler notícias e 48% obtêm informação pelo WhatsApp.

Um dos efeitos que potencializou a disseminação, acrescentou a catedrática, foi a política de “serviço grátis” para aplicativos, como os planos de acesso gratuito a plataformas como Facebook e WhatsApp. “Quando você tem política de serviços grátis [zero rating, no termo em inglês] impede que o sujeito vá buscar uma fonte fora daquela rede social. Você não clica no link, você confia que notícia é verdadeira”, disse.

Outro fator que contribuiu para o reforço dos impactos das notícias falsas foi que a professora chamou de “exposição seletiva”. Plataformas como Facebook e YouTube por meio dos filtros responsáveis por definir o que aparece aos usuários, acabam apresentando a ele pouco conteúdo que confrontem com suas preferências políticas. Essa lógica desfavorece os desmentidos de mensagens falsas ou mentirosas.

Soluções insuficientes

A integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social Olívia Bandeira considerou as medidas adotadas para o combate à desinformação ineficientes, tanto as das plataformas quanto a de outros atores, como autoridades eleitorais. Ela reforçou o entendimento do forte impacto das notícias falsas e citou pesquisa da organização Avaaz realizada pelo instituto IDEA Big Data, divulgada na semana passada, segundo a qual 93% dos eleitores do presidente eleito, Jair Bolsonaro, relataram ter sido expostos e conteúdos sobre supostas fraudes nas urnas eletrônicas, com 74% afirmando ter acreditado na informação.

A representante da organização avaliou que o movimento das agências de checagem não deu conta de reverter a onda de desinformação. Um primeiro problema apontado foi a definição do que era e o que não era verificado. Afirmações de presidenciáveis e boatos com impactos não receberam atenção, enquanto falas de candidatos com menos de 1% foram analisadas.

Um segundo problema é a desproporção entre o alcance e a velocidade da disseminação dos conteúdos enganosos em comparação com a capacidade de circulação dos desmentidos. Só a agência de checagem Aos Fatos, exemplificou, noticiou na semana passada que somente os 113 boatos desmentidos pelo site relativos as eleições tiveram 3,84 milhões de compartilhamentos.

Mas a ativista alertou que o combate ao fenômeno deve ser pensado com cuidado. “Tem que ter responsabilidade das plataformas, mas temos que tomar cuidado para acabar não dando mais poder do que elas já têm. Se uma empresa privada vai definir que conteúdo pode ou não ser removido a gente, pode abrir espaço para uma censura privada”, ponderou.

Fonte: Agência Brasil

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NASA vai transmitir pouso de nave em Marte dia 26; saiba como acompanhar

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Marque na sua agenda: dia 26 de novembro é dia de acompanhar um pouso de uma sonda da NASA em Marte. Vai ser a primeira vez em seis anos que a agência espacial norte-americana vai transmitir a chegada de uma de suas naves ao solo do planeta vermelho.

A sonda em questão é chamada InSight, e foi lançada em direção a Marte no dia 5 de maio. Ao chegar no nosso vizinho, a InSight vai estudar o “interior profundo” de Marte para coletar dados que ajudem cientistas a entender a formação de planetas rochosos – o que deve contribuir inclusive para pesquisas sobre as origens da Terra.

A última vez que a NASA transmitiu um pouso em Marte foi em 2012: foi quando a sonda Curiosity iniciou sua missão no planeta vermelho.

A transmissão do pouso em Marte vai ser feita pelo site da NASA, assim como pelo Twitter e Facebook. A previsão é que a sonda chegue ao nosso vizinho por volta das 17h (horário de Brasília).

Caso você não consiga acompanhar esse pouso, não deve precisar esperar mais seis anos para poder assistir a outro: a NASA planeja lançar a missão ExoMars para Marte em 2020 com um objetivo muito mais importante: buscar sinais de vida no planeta.

Fonte: Olhar Digital

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Tecnologia

Facebook lança portal com cursos online e novidades para busca de emprego

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Foto: Divulgação / Facebook
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O Facebook está disposto a roubar uma parcela do mercado do LinkedIn. A rede social anunciou o portal “Learn with Facebook” (Aprenda com o Facebook, em tradução livre) nesta terça-feira, 13, com um conjunto de vídeos educativos e de desenvolvimento profissional. Além disso, as ferramentas de busca e oferta de emprego receberam atualizações.

De acordo com o Facebook, o novo portal vai ajudar os usuários a desenvolverem habilidades para o mercado de trabalho digital. O conteúdo foi desenvolvido em parceria com a fundação Goodwill Community e envolve lições como “Melhore sua entrevista”, “Gerencie o seu marketing de conteúdo” e outros. Todos eles contam com estudos de caso e dicas de especialistas, estando disponíveis gratuitamente na rede social.

Por enquanto, a base de vídeos educativos ainda é bastante pequena: apenas 13 módulos estão disponíveis até o momento. Além disso, todo o conteúdo é fornecido apenas em inglês até o momento e não possui sequer tradução de legendas para o português.

De forma geral, o novo portal de aprendizado do Facebook foi visto como mais uma tentativa da empresa de Mark Zuckerberg de roubar usuários do LinkedIn. A rede social da Microsoft conta com o LinkedIn Learning: uma ferramenta de cursos online com mais de 13 mil módulos disponíveis no momento. No entanto, esse pacote só pode ser acessado pelos assinantes da versão Premium do site.

Novidades em grupos e busca de emprego

Em 2017, o Facebook anunciou um portal para busca e oferta para vagas de emprego. Segundo a rede social, a ferramenta já ajudou internautas a encontrarem mais de um milhão de postos de trabalho nesse período. Agora, a empresa permitirá que administradores de páginas publiquem os anúncios de vagas em grupos, que são usados por mais de 200 milhões de pessoas ao redor do mundo.

Por fim, o Facebook anunciou atualizações para a ferramenta de mentorias em grupos. A partir de agora, as pessoas podem manifestar interesse em compartilhar o que eles estão oferecendo ou procurando, facilitando sua localização por outros membros com interesses semelhantes. Semanalmente, a rede social fará sugestões para ajudar a conversa entre os participantes fluir.

Por enquanto, o Facebook não especificou que países receberão as novidades anunciadas nesta terça-feira, 13. Entretanto, é provável que a empresa esteja fazendo uma liberação gradual, começando pelos Estados Unidos antes de outros países. Confira neste tutorial como usar o Facebook Jobs para procurar empregos no Brasil.

Fonte:  Olhar Digital

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Falha na Nigéria interrompeu serviços do Google e derrubou parte da internet

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O Google enfrentou um problema grave na última segunda-feira, 12. O tráfego da empresa foi redirecionado para a China indevidamente, o que fez com que serviços da empresa e vários outros que dependem da plataforma de computação em nuvem da companhia, como foi o caso do Spotify, ficassem temporariamente indisponíveis.

A falha foi notada graças a duas empresas, a ThousandEyes e a BGPMon, que monitoram o mapa do tráfego de dados online. Eles notaram que as pessoas que tentavam acessar os serviços do Google estavam sendo direcionados para a China, o que não seria um comportamento normal da rede.

A desconfiança sobre uma ação proposital com fins malignos existe, mas o Google diz que não crê que a falha tenha se desenrolado com objetivos negativos, embora não revele quais plataformas foram afetadas nem quantos usuários foram atingidos. A justificativa que existe até o momento, no entanto, é curiosa: tudo começa com uma pequena operadora nigeriana chamada MainOne.

A explicação da MainOne à Reuters é de que, por um período de 74 minutos, houve uma falha de configuração em um filtro BGP (sigla para “Protocolo de Gateway de Fronteira”), equipamento que ajuda a direcionar o tráfego online para o lugar certo. Devido ao problema, o tráfego do Google acabou direcionado para uma parceira da MainOne, a China Telecom. Desde então, a empresa nigeriana disse ter estabelecido processos mais rigorosos para evitar que isso se repita.

No final da tarde de segunda-feira, o site Down Detector, que monitora a queda de serviços online com base nos relatos de usuários, reportou uma série de falhas simultâneas, indicando que os serviços foram afetados com a disrupção do tráfego do Google e sua plataforma de nuvem. Entre elas estavam serviços como Spotify, Snapchat, Gmail, YouTube TV e Discord. Também foram encontrados problemas no jogo Rocket League. Tudo isso em um espaço de 10 minutos, o que indica que as falhas têm relação entre si.

Esse tipo de falha é interessante para ver como a estabilidade de serviços online muitas vezes não dependem somente da empresa responsável graças ao modo como a internet funciona. Não é a primeira vez que operadoras de internet pelo mundo têm falhas em seus filtros BGP, e o próprio Google já foi alvo de um problema similar no ano passado, quando seu tráfego foi direcionado indevidamente para a Rússia.

Fonte: Olhar Digital

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