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ECONOMIA

Governo quer ‘reprivatizar’ a Vale, diz secretário de desestatização

Vale tem entre seus controladores fundos de pensão patrocinados pelo governo Foto: Ricardo Moraes / Reuters

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Salim Mattar destaca que a companhia tem entre seus controladores fundos de pensão patrocinados pelo governo

BRASÍLIA – O secretário de desburocratização e desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou nesta quarta-feira, 13, que o atual governo deverá “reprivatizar” a mineradora Vale, uma vez que a empresa tem entre seus controladores fundos de pensão patrocinados pelo governo.

Em entrevista ao jornal O Estado de Minas publicada nesta quarta, ogovernador Romeu Zema (Novo) chamou o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, que deixou mais de 160 mortos e dezenas de desaparecidos, de “incidente” e disse que a mineradora está fazendo o possível para minimizar os danos.

“Não tem faltado por parte da empresa neste momento assumir esse compromisso. Parece que desta vez eles reconheceram o erro apesar do incidente”, afirmou, segundo o Estado de Minas.

A declaração foi na terça-feira, 12, após ele ouvir críticas de deputados federais com quem se reuniu na Cidade Administrativa. O governador disse aos deputados que a Vale tem concedido tudo que é pedido pelos Bombeiros, Polícia Militar e famílias dos atingidos após o desastre.

Doação

A companhia tinha realizado até esta terça-feira 117 registros para a doação destinada a quem residia em imóvel na Zona de Autossalvamento (ZAS) da Barragem I, em Brumadinho, na data do rompimento. Segundo a Vale, o processo de análise de registro e pagamento pode durar, em média, sete dias.

“Quanto às doações de R$ 100 mil, destinadas aos representantes de empregados da Vale, de trabalhadores terceirizados e de pessoas da comunidade falecidos ou desaparecidos, conforme lista oficial validada pela Defesa Civil, já foram recebidas por 253 familiares até o momento”, diz a empresa.

A doação de R$ 15 mil está suspensa temporariamente até que a Vale e os órgãos competentes revisem a documentação necessária neste processo, explica a companhia. Essa doação é destinada para aqueles que desenvolviam atividades produtivas ou comerciais na ZAS.

“É importante destacar que o apoio financeiro é uma doação e que não se trata de indenização. Importante esclarecer também que não há prazo final para a fase de registros, que continuam a ser feitos na Estação Conhecimento em Brumadinho”, diz a companhia.

Mercado

Nesta quarta, as ações da Vale e da Bradespar, acionista da mineradora, avançavam mais de 2% por volta das 11h30. Os investidores estavam animados diante da notícia de que a mineradora poderá ser menos penalizada financeiramente do que se imaginava anteriormente após o rompimento da barragem com lixo tóxico em Brumadinho.

REUTERS E AGÊNCIA ESTADO

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ECONOMIA

INSS: MP quer suspensão da contratação de 7 mil militares

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência Brasil

Na última sexta-feira (17), o subprocurador-geral do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, pediu à Corte que suspenda a contratação de militares da reserva para atuar no Instituto Nacional do Seguro Social (INNS). A medida foi anunciada pelo governo nesta semana como uma maneira de reduzir as filas.

Para o subprocurador, a contratação de 7 mil militares não acontecer porque “nesse caso, é nítida a reserva de mercado que o governo federal está promovendo para remediar o impasse das filas de processos pendentes de análise”.

Para ele, militares não reserva não são funcionários públicos aposentados e a disponibilidade tem por objetivo atender necessidades das Forças Armadas e não necessidades de natureza civil.

O pedido será distribuído a um dos ministros do TCU.

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ECONOMIA

Investimentos de empresas chinesas no Brasil ultrapassam os US$ 100 bilhões

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Foto: Reprodução / Fontes: Equipe SNA, Animal Business Brasil , CEBC e Valor Econômico

O notável aumento dos investimentos chineses no Brasil reflete a estratégia adotada pelo governo da China de incentivar a internacionalização das empresas do país. A observação é do vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Hélio Sirimarco.

“Enquanto os negócios de energia e mineração dominam, a China busca cada vez mais o vasto território brasileiro para alimentar sua população”.

Dados recentes divulgados pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligada ao Ministério da Economia, mostram que os investimentos chineses no Brasil totalizaram US$ 1.87 bilhão até setembro de 2019, número que se mantém estável em relação à soma de US$ 1.8 bilhão do mesmo período do ano passado.

Analistas e empresários estimam que os chineses em 2020 deverão participar de grandes projetos de infraestrutura e iniciar novas empreitadas no País, diante de um cenário de recuperação econômica e retomada do programa de privatizações e concessões.

Investimentos de empresas chinesas no Brasil ultrapassam os US$ 100 bilhões 2

Em declaração ao portal Animal Business Brasil, Sirimarco disse que as características dos investimentos chineses no Brasil indicam a continuidade da fase iniciada em 2014, quando foram notadas mudanças significativas do perfil dos negócios realizados pela China em todo o mundo, em relação a volumes, modos de entrada e setores de interesse.

Comércio bilateral

A partir de 2014, o setor de geração e transmissão de energia do Brasil recebeu grandes investimentos de empresas estatais chinesas, como a State Grid Brazil e a China Communications Construction Company (CCCC). Ao mesmo tempo, os investimentos no agronegócio passaram a ganhar maior relevância, com a entrada de empresas chinesas como a Cofco e a Dakang International.

“A Dakang adquiriu a trade matogrossense Fiagril em 2016 e a empresa paranaense Belegrícola, comercializadora de grãos e insumos, em 2007. No momento, o grupo chinês está integrando as duas empresas e o orientando as vendas de soja para a China, enquanto comercializa mais defensivos e outros produtos para agricultores brasileiros”, informou o vice-presidente da SNA, acrescentando que a Dakang e a Cofco também pretendem investir no setor de carne bovina.

Investimentos de empresas chinesas no Brasil ultrapassam os US$ 100 bilhões 3

Foco agrícola
“Além disso, há outras empresas como a Xun Chin Agrícola querendo adquirir terras em Mato Grosso. As operações devem envolver recursos da ordem em US$ 200 milhões. A prioridade dessa empresa é a exportação e produção de grãos, notadamente para o mercado asiático”.

Sirimarco, que frequentemente mantém contato com diversos representantes de províncias chinesas que visitam a SNA, disse que a China mantém cada vez mais seu foco no setor agrícola. “Um dos exemplos disso é a Cofco, que em 2018 foi responsável por 22%, ou seja, 11 milhões de toneladas das exportações de soja do Brasil, especialmente para a China e que agora começa a investir no setor de açúcar brasileiro”.

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ECONOMIA

INSS define critérios para requisição de servidores

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Governo quer reduzir processos na fila do INSS Foto: Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) definiu os critérios e condições para pedidos e cessão de servidores públicos e militares para suprir a demanda de pedidos de benefícios, bem como diminuir filas em postos do órgão no país. A instrução normativa com as regras foi publicada nesta sexta-feira (17), no Diário Oficial da União.

Com a medida, deve ocorrer o remanejamento de 2.100 servidores do INSS para reforçar a análise de benefícios, o que vai permitir ao governo cumprir o prazo de seis meses para acabar com a fila de requerimentos atrasados. O governo já anunciou também que contratará cerca de 7.000 militares da reserva das Forças Armadas para reforçar a atuação do INSS.

O ato de convocação para os militares, é voluntário, e por conta disso dependerá da anuência de cada convidado. Todos os servidores terão de passar por um treinamento específico antes de assumir a tarefa.

Os reservistas receberão um adicional de 30% sobre a remuneração, que será pago pelo INSS. O custo será de R$ 14,5 milhões ao mês. A estimativa do governo é que a contratação dure nove meses, mas esse prazo poderá ser prorrogado em caso de necessidade, segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

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