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Economia

Guedes afirma que segundo maior gasto das contas públicas é com os juros da dívida

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Ministro da Economia participou de seminário da Fundação Getúlio Vargas nesta sexta-feira

Denise Luna, Fernanda Nunes e Vinicius Neder/ O Estado de S.Paulo

RIO – O ministro da Economia, Paulo Guedes, reafirmou nesta sexta-feira, 15, a prioridade do governo federal em privatizar empresas estatais e vender ativos como imóveis, para abater a dívida pública e reduzir despesas com o segundo maior gasto das contas públicas, aqueles referentes aos juros.

Paulo GuedesMinistro da Economia, Paulo Guedes, durante o seminário “A Nova Economia Liberal” realizado pela FGV. Foto: FABIO MOTTA / ESTADÃO

“Vamos atacar as prioridades. A primeira delas é a Previdência. O segundo maior gasto são os juros da dívida”, afirmou Guedes, ao descrever seu trabalho em palestra durante o seminário “A Nova Economia Liberal”, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

Para tirar as privatizações do papel, Guedes lembrou que nomeou Salim Mattar como secretário especial. “Eu trouxe o Salim Mattar, com apetite enorme, doido pra privatizar o máximo o possível, doido pra passar a faca”, afirmou Guedes.

Segundo o ministro, os ativos da União, incluindo as principais empresas estatais, inclusive as não listadas em Bolsa, e somando os imóveis, poderiam render R$ 1,2 trilhão para os cofres públicos.  “No final vai a (privatização da) Petrobrás também, vai o Banco do Brasil, tem que ir tudo”, afirmou.

Guedes voltou a defender a descentralização de recursos tributários. Segundo o ministro, os recursos estão muito concentrados no topo. Isso levaria a ineficiências e corrupção. “Se o presidente é Corinthians, surge estádio do Corinthians. E o Corinthians começa a ganhar”, afirmou Guedes, em tom de brincadeira e sob risos da plateia.

O ministro citou ainda as despesas com a máquina do Estado como o terceiro grande componente do gasto público. A ideia é cortar gastos. Guedes lembrou do fechamento de 21 mil cargos comissionados. Disse ainda que, de 40% a 50% dos servidores federais vão se aposentar nos próximos. Segundo o ministro, o plano não é contratar para repô-los, mas sim digitalizar o governo.

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Economia

Bolsa encosta em 100 mil pontos e fecha em nível recorde

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Dólar caiu para R$ 3,792, menor valor em duas semanas

Por Wellton Máximo / Agência Brasil 

 Brasília- Em um dia de otimismo no mercado financeiro, a bolsa de valores bateu recorde e encostou em 100 mil pontos. O dólar caiu para o menor valor em duas semanas. O indicador Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou esta segunda-feira (18) em 99.994 pontos, com alta de 0,86%. Durante a tarde, o indicador chegou a superar os 100 mil pontos, cedendo nos momentos finais de negociação.

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou vendido a R$ 3,792, com recuo de R$ 0,029 (-0,76%. Em queda pela segunda sessão consecutiva, a divisa está no valor mais baixo desde 1º de março, quando tinha encerrado em R$ 3,78.

Bovespa-Reuters

Bovespa bate recorde – Reuters/Direitos Reservados

Esta semana é marcada por decisões importantes na economia, tanto no cenário interno como no exterior. No Brasil, o governo entregará, na quarta-feira (20), a proposta de reforma nas aposentadorias e pensões dos militares. Também nesta semana, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados começa a discutir a reforma da Previdência.

O Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom) decide, também na quarta-feira, a taxa Selic (juros básicos da economia). Essa será a primeira reunião coordenada pelo novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Também na quarta, o Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, decide os juros da maior economia do mundo.

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Economia

Presidente da Embraer deixará cargo em 22 de abril, confirma empresa

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Comunicado foi divulgado hoje para investidores

Agência Brasil  

Brasília – A Embraer informou hoje (18), por meio de comunicado, que o atual presidente da companhia, Paulo Cesar de Souza e Silva, deixará o cargo no dia 22 de abril, quando termina seu mandato. De acordo com o documento, a empresa irá anunciar o sucessor até o encerramento das atividades do CEO.

“O futuro Presidente e CEO será anunciado até 22 de abril”, diz o comunicado.

Segundo a nota da Embraer, Paulo Cesar foi convidado para ser consultor sênior do Conselho de Administração da Companhia, com a incumbência de facilitar a integração do novo diretor presidente, bem como assessorar o Conselho de Administração até o fechamento da operação com a Boeing.

Embraer 190

Em comunicado, a Embraer informa que até 22 de abril será escolhido o novo presidente da empresa – Antonio Milena/Arquivo Abr

O comunicado é assinado por Nelson Krahenbuhl Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores.

O texto da Embraer foi publicado na página da B3.

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Economia

Multinacionais trazem R$ 120 bilhões em empréstimos para filiais no Brasil

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No ano passado, montante de dinheiro que veio do exterior para ajudar empresas, conhecido como empréstimo intercompanhia, saltou de US$ 6,2 bi, em 2017, para US$ 32,3 bi; dois terços dos recursos vieram para o setor industrial

Douglas Gavras/ O Estado de S.Paulo
 

São Paulo – As dificuldades enfrentadas pela economia brasileira fizeram com que as multinacionais tivessem de se valer, no ano passado, de um “socorro” bilionário das suas matrizes (ou das filiais de empresas do Brasil no exterior). Em 2018, o dinheiro que veio de fora para ajudar as empresas, o chamado empréstimo intercompanhia, quintuplicou: foi de US$ 6,2 bilhões, em 2017, para US$ 32,3 bilhões (R$ 123,40 bilhões).

Esse tipo de empréstimo costuma aumentar em momentos em que é preciso ajudar uma empresa em dificuldades ou quando as companhias precisam ter acesso a crédito mais barato para se prepararem para uma oportunidade de investimento.

Os dados de 2018 do Investimento Direto no País (IDP), do Banco Central, apontam que a entrada maior desses recursos no ano passado foi impulsionada pelo “socorro” às empresas, segundo analistas. Isso aconteceu, principalmente, pelas que a indústria e o setor de serviços enfrentam, com a lenta recuperação do País e a demanda interna reprimida.

Banco CentralDados do BC apontam que entrada maior de recursos foi impulsionada pelo ‘socorro’ às empresas. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Nesse período, enquanto o empréstimo intercompanhia crescia, a participação no capital — os recursos que incluem compras, fusões ou expansão de empresas no Brasil — caiu 12,5%, indo de US$ 64 bilhões para US$ 56 bilhões em um ano. “Os investimentos estrangeiros em participação de capital das empresas são, no fim das contas, aportes em produção. Ainda que esse aumento não se efetive, o investidor faz um aporte em expansão ou fusão de uma companhia para que a produção cresça’, avalia Fábio Silveira, da consultoria Macrosector.

“A operação intercompanhia pode crescer tanto em momentos de crise quanto de bonança na economia. Antes da recessão, os juros no Brasil estavam elevados e as empresas tomaram crédito mais barato lá fora para crescer. Nos últimos anos, se percebe um movimento de entrada de recursos maior para manter o que já está instalado no País do que para novos projetos”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas (Sobeet), Luis Afonso Lima.

Ele lembra que a crise e a necessidade de reposicionamento de mercado ajudam a explicar a redução da atividade de algumas empresas estrangeiras no Brasil, com parte delas até deixando o País. Recentemente, a rede de farmácias norte-americana CVS e a varejista francesa Fnac deixaram o mercado nacional e a rede americana Walmart vendeu 80% dos seus negócios no Brasil.

Afetada pelo desaquecimento do mercado e ainda tendo de lidar com a alta ociosidade, a indústria recebeu mais de dois terços dos recursos vindos de operações intercompanhia em 2018. A indústria geralmente é o principal destino desse dinheiro, seguida pelo setor de serviços, mas o seu peso nos empréstimos era menor.

“As empresas internacionais não estão desistindo do Brasil, mas o investidor estrangeiro trabalha com um sinal amarelo”, diz o economista Mauro Rochlin, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

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