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BELÉM

Guilherme Lessa quer governo mais administrativo do que político na PMB

A Província do Pará: Por Roberto Barbosa / Foto Reprodução

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Pastor evangélico, 46 anos, administrador de empresas, empresário do ramo de rouparia, comunicador, casado com a senhora Marlene Mateus, três filhos. Este é o perfil de Guilherme Lessa, candidato do Partido Trabalhista Cristão (PTC) ao cargo de prefeito municipal de Belém nas eleições de novembro deste ano, que promete, desde o primeiro dia de sua nova gestão, implementar um governo voltado para atender a população mais carente e fazer uma revolução na limpeza da cidade, assim como, transformar o “problema do lixo”, entre aspas como ele mesmo disse, em “geração de energia, gás, emprego e renda”, beneficiando as cooperativas que agregam centenas de trabalhadores que não têm outra alternativa de ganhar seus sustentos em razão da grande falta de emprego que está instalada no Brasil.

Lessa é o presidente estadual de seu partido, um partido com 30 anos de existência que tem cerca de seis deputados federais, teve um senador que era o ex-presidente Fernando Collor de Melo e que está se estruturando em todo o Brasil para se transformar numa grande agremiação partidária, tanto que, depois de muito diálogo geral com seus pares, o PTC resolveu lançar candidatura própria para a prefeitura de Belém, de vários municípios paraenses e em todo o Brasil, logicamente seguindo orientações da direção nacional da entidade.

PLANO DE GOVERNO

Guilherme Lessa explica que depois de organizada toda essa questão, ele traçou seu plano de governo para a prefeitura de Belém em sete eixos que considera fundamental para uma administração eficaz no tangente ao desenvolvimento da capital paraense, ao atendimento da população belenense nas suas mais variadas necessidades e especificidades.
Primeiro: infraestrutura e mobilidade urbana, afinal, o prefeito, diz ele, deve tomar providências para que as pessoas possam se deslocar com muito mais facilidade para suas próprias necessidades de locomoção. Todavia, há a necessidade de uma infraestrutura que garanta a fluência do trânsito. Assim, garante construir dez anéis viários – a maioria na faixa do BRT – e dois rodoviários em vários pontos da capital paraense, como em São Brás, no cruzamento das avenidas Magalhães Barata com José Bonifácil e Almirante Barroso; Tavares Bastos com Pedro Álvares Cabral, com a Almirante Barroso; Almirante Barroso com Dr. Freitas que deve ser reaberta ao tráfego em duas mãos; Dr Freitas com João Paulo II e Perimetral; e na Augusto Montenegro com acesso para as rodovias Mário Covas e do Tapanã.
Segundo: desenvolvimento social nos seus mais variados aspectos, que abrange saúde, educação, política de geração de emprego e renda.
Terceiro: cidadania e direito. A prefeitura precisa cuidar de seus cidadãos e lhes garantir seus direitos, pois são eles que trabalham efetivamente para garantir toda a movimentação da máquina.
Quarto: desenvolvimento econômico, e aí passa a questão do enxugamento da máquina administrativa, da política de geração de recursos e a busca de recursos para investimentos na cidade.
Quinto: Fazer uma gestão tecnológica, transparente e participativa, onde todos são responsáveis em fazer as coisas acontecerem e não apenas a figura do prefeito.
Sexto: promover a cidadania sustentável.
Sétimo: sociedade cristã.
Dentro desses sete eixos está uma série, na verdade, 85 protocolos de intenções que tentaremos resolver em quatro anos, pelo menos 50% a 60% dessas demandas.

FIM DAS ARARAS

Segundo Guilherme Lessa, eleito prefeito, uma de suas primeiras providências é acabar com a indústria da multa por meio dos radares, as chamadas araras. Ele questiona para onde vai o dinheiro dessas multas se a cidade está o tempo todo se ressentindo da falta de recursos, especialmente na questão da infraestrutura e mobilidade urbana.
Entende que, em alguns pontos de Belém, as araras estão instaladas simplesmente para multar e não para educar, para socializar. “Alguém está ganhando muito com isso e eu vou saber quando assumir. Vamos colocar, isto sim, câmeras de monitoramento de alta proporção, inclusive com identificação facial para que a gente promova a paz, a segurança e a humanização do trânsito de Belém”.

CRAS

Afirma Guilherme Lessa que os CRAS (Centro de Referência e Atendimento de Saúde) itinerantes serão instalados imediatamente. O serviço é ineficiente e precisa funcionar a contento e urgente para atender a população em seus bairros de domicílio. “Temos de atender a população em todas as partes da cidade. Haverá CRAS em todos os bairros de Belém”, promete.

TRANSPORTE

De acordo com Guilherme Lessa, no momento, uma única empresa detém 70% das linhas do transporte público da capital do Pará, o que tem de acabar, tem de ser revisto. Garante que essa empresa terá de se adequar ao novo cronograma da prefeitura, e que serão abertas concessões para cerca de 60 novas empresas trabalharem no modal de transporte de passageiros da cidade, inclusive com a finalização do projeto do BRT, para que funcione a contento. “Faremos com que a população possa se locomover pagando apenas uma passagem, mas é necessário que a gente reorganize todo esse sistema”. Criticou a compra, dos ônibus troncais sem ar-condicionado, o que fugiu do esquema do BRT, o qual está todo errado, não chega no centro da cidade e por isso, passará por uma série de ajustes técnicos, humanitários e sociais para que funcione efetivamente no transporte urbano de passageiros de Belém.
Por fim, ele promete aplicar o código de postura do município, que não passa do papel atualmente por omissão da prefeitura, que não fiscaliza, não oferece containers para a população depositar seu lixo – “porque o lixo é uma questão de postura”. Outra questão será a aplicação para que donos de bares não façam da calçada, do passeio público, seu local de trabalho com mesas que obrigam ao transeunte a caminhar no espaço dos carros.

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