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Há 15 anos o Remo conquistava a Série C; relembre a campanha e a festa do Fenômeno Azul

Fonte/Foto; GE

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“Se um dia quando unidos para a luta, o pavilhão sabemos defender”. O dia 20 de novembro de 2020 é celebrado 15 anos da conquista da Série C do Brasileiro pelo Clube do Remo. O primeiro título nacional do Leão foi conquistado muito longe de Belém, em um quadrangular de tirar o fôlego do torcedor azulino.

O ge Pará relembra detalhes daquela conquista que brindava o centenário do Clube de Periçá. Confira:

Início complicado

O Leão completava à época 100 anos de fundação e queria presentear seu torcedor com o título da Terceirona, além do acesso à Série B. Porém, a estreia não foi como o clube imaginava. Na primeira partida do Grupo 3, o Remo empatou em 2 a 2 com o São Raimundo-RR, resultando na demissão do técnico Walter Lima.

Para o lugar do técnico paraense, Roberval Davino assumiu a responsabilidade de comandar a equipe à gloria. No elenco, jogadores como Magrão, Serginho, Maurílio, Geraldo e Landu.

Nas duas primeiras partidas de Davino o Remo venceu o Abaeté por 2 a 1 e o São José-AP por 3 a 2, ambas no Mangueirão. No returno, o Leão empatou com a equipe amapaense, mas venceu as duas seguidas, conquistando uma vaga na fase seguinte.

Força do Fenômeno Azul

Então os azulinos chegaram ao primeiro mata-mata da Série C para enfrentar o Tocantinópolis. O início foi assustador: derrota por 2 a 0 fora de casa. O Leão precisava reverter o resultado jogando diante da sua fanática torcida.

Com mais de 40 mil pessoas no Mangueirão, o Remo não só venceu a partida, como goleou por 4 a 1, garantindo a classificação.

Pela frente tinha a boa equipe do Abaeté. No primeiro jogo, empate em 1 a 1. A volta foi também bastante disputada, mas deu Leão por 3 a 2. Agora era passar do Nacional-AM e comemorar o acesso à Segundona do Brasileiro.

Mas não foi fácil. Apesar de vencer os amazonenses fora de casa por 2 a 0, o Leão acabou perdendo a volta no Mangueirão por 1 a 0, mas conquistando a classificação na somatória dos gols.

A sorte estava ao lado

Mesmo vencendo o Novo Hamburgo na abertura do quadrangular final, o Remo teve dois reveses logo em seguida, fora de casa, para Ipatinga e América-RN. Para conquistar o título inédito, a equipe não podia mais perder e contar com tropeços dos seus adversários.

Contra o Mecão, vitória por 2 a 0 e contra o time mineiro empate em 2 a 2. O Remo chegava na última roda precisando vencer o Novo Hamburgo e torcer para que Ipatinga e América-RN empatassem. E foi justamente o que aconteceu

O Leão venceu por 2 a 1 no Estádio Santa Rosa, com gols de Capitão e Maurílio, enquanto que Luís Gustavo descontou para os donos da casa. No outro jogo, mineiros e potiguares não saíram do 0 a 0.

Então a festa estava pronta. Enquanto a delegação remista comemorava lá no interior do Rio Grande do Sul, Belém foi tomada pelo azul marinho. Os torcedores festejavam a primeira conquista nacional do clube de coração. Inclusive, naquele ano, o Fenômeno Azul proporcionou a maior média de público entre todas as divisões do Campeonato Brasileiro, com média de 34.728 azulinos apaixonados por jogo.

Torcida do Remo comemora título dao Campeonato Brasileiro da Série C de 2005
Torcida do Remo comemora título dao Campeonato Brasileiro da Série C de 2005

Maiores públicos

  • 42.086 | Remo 4 x 1 Tocantinópolis, Mangueirão (18/09/05)
  • 41.981 | Remo 0 x 1 Nacional-AM, Mangueirão (16/10/05)
  • 34.154 | Abaeté 2 x 3 Remo, Mangueirão (02/10/05)

“O Rugido Leão”. Este foi o livro lançado por Roberval Davino em abril de 2006 para relatar a trajetória do elenco do Remo durante a conquista da Série C. Com 70 páginas e uma tiragem inicial de 1.100 cópias, o treinador investiu mais de R$ 10 mil na produção da obra, que foi lançada em Belém, na sede social do clube.

Roberval Davino no lançamento do livro “Rugido do Leão”, em 2006, sobre o título da Série C com o Remo — Foto: Ary Souza/O Liberal

Odair Hellman, homem de confiança

Na época ainda conhecido apenas pelo primeiro nome, Odair passou quase dois anos no Remo. Não foi titular ao longo de toda sua estadia pelo Baenão, mas foi sem dúvida um homem de confiança de Roberval Davino durante a Série C. Permaneceu na para temporada seguinte, jogando Parazão, Copa do Brasil e Série B.

Ao longo da Segundona, aliás, teve sua primeira experiência como treinador. Após a demissão do técnico Artur Neto, Odair chegou a comandar o time interinamente em algumas partidas do primeiro turno do Brasileiro.

Com passagem de destaque no comando do Internacional, hoje ele é técnico do Fluminense. O Tricolor Carioca está atualmente na 8ª colocação do Brasileirão, brigando diretamente por uma vaga na Libertadores e até pelo título da temporada.

Odair Hellmann foi volante do Remo em 2005 e 2006 — Foto: Marcelo Seabra/O Liberal

Renascimento de Marquinhos

Marquinhos Belém foi um dos principais nomes daquela conquista. Ele havia vencido uma doença cardiovascular que quase o obrigou a parar de jogar futebol prematuramente. Porém, superou as adversidades e encerrou a carreira como ídolo do clube, apelidado de “Coração de Leão”.

Em votação numa rede social, o ex-jogador foi escolhido pela torcida como o melhor lateral-direito da história do Remo. Hoje, Marquinhos Belém atua como comentarista esportivo.

Marquinhos Belém e Maurílio, Remo, 2005, Série C — Foto: Ary Souza/O Liberal

O atacante chegou ao Baenão sem muita badalação, vindo da Tuna Luso. Porém Landu provou seu valor em 2005, sendo fundamental no título da Série C tendo a explosão e a velocidade como principais características. Em 2006 fez uma boa temporada, o que rendeu um contrato com o Itumbiara e, posteriormente, Vasco, já em 2008, onde reencontrou Serginho.

Atualmente o xodó azulino tem um projeto social no bairro da Cremação, em Belém, que atende cerca de 120 crianças da região. Landu também trabalha como pastor de uma igreja evangélica.

Ídolo azulino, Landu se tornou xodó da torcida em 2005 — Foto: Ary Souza/O Liberal

Campanha do título remista

Primeira Fase – Grupo 3

  • 31/07 – São Raimundo-RR 2 x 2 Remo – Canarinho
  • 07/08 – Remo 2 x 1 Abaeté – Mangueirão
  • 14/08 – Remo 3 x 2 São José-AP – Mangueirão
  • 21/08 – São José-AP 1 x 1 Remo – Zerão
  • 27/08 – Abaeté 1 x 2 Remo – Mangueirão
  • 03/09 – Remo 4 x 0 São Raimundo/RR – Mangueirão

Fase eliminatória

  • 11/09 – Tocantinópolis 2 x 0 Remo – Ribeirão
  • 18/09 – Remo 4 x 1 Tocantinópolis – Mangueirão
  • 25/09 – Remo 1 x 1 Abaeté – Mangueirão
  • 02/10 – Abaeté 2 x 3 Remo – Mangueirão
  • 08/10 – Nacional-AM 0 x 2 Remo – Vivaldão
  • 16/10 – Remo 0 x 1 Nacional-AM – Mangueirão

Quadrangular final

  • 22/10 – Remo 1 x 0 Novo Hamburgo/RS – Mangueirão
  • 29/10 – Ipatinga 1 x 0 Remo – Ipatingão
  • 02/11– América-RN 1 x 0 Remo – Machadão
  • 06/11 – Remo 2 x 0 América-RN – Mangueirão
  • 03/11– Remo 2 x 2 Ipatinga – Mangueirão
  • 20/11– Novo Hamburgo/RS 1 x 2 Remo – Santa Rosa

Novo Hamburgo 1 x 2 Clube do Remo
Local: Estádio Santa Rosa (Novo Hamburgo-RS)
Árbitro: Djalma José Beltrami (RJ)
Gols: Capitão aos 2 minutos, Maurílio aos 29 minutos e Luis Gustavo (pênalti) aos 34 minutos, todos do segundo tempo.
Público Pagante: 196 torcedores

Novo Hamburgo: Luciano; Sidney, William e Dias; Rafael, Emerson, Pedro Ayub, Preto e Gerson; Luis Gustavo e Flaviano (Duda). Técnico: Gilmar Iser

Remo: Rafael; Marquinhos, Magrão, Carlinhos e Eduardo; Márcio, Serginho, Maurílio e Geraldo (Capitão); Landu e Douglas Richard. Técnico: Roberval Davino.

*Sob supervisão de Pedro Cruz.

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