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ESPORTES

Há 25 anos, o Remo disputava o Torneio de Toulon, na França

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Foto: Reprodução / Matheus Miranda/Diário do Pará

Na última quarta-feira (15), o técnico da Seleção Brasileira Olímpica, André Jardine, divulgou o nome dos 22 jogadores convocados que irão participar do Torneio Maurice Rivello, o tradicional Torneio de Toulon, na França, entre os dias 1 e 15 de junho, competição preparatória com vista aos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

Realizado desde 1967, o certame sempre atuou com o objetivo de valorizar as seleções de base, para auxiliar e fomentar a descoberta de novos valores para o futebol. No entanto, os confrontos entre seleções amadores nem sempre foram a tônica do torneio, que, eventualmente, no decorrer dos anos, realizou edições com participações de clubes.

E o Clube do Remo até hoje carrega na sua história um feito inédito: ter sido a única equipe do Norte do Brasil a atuar em solo europeu, quando participou do quadrangular do Torneio de Toulon, em 1994, ocasião em que foi vice-campeão de forma invicta.

A façanha, aliás, que completará 25 anos nos dias 24 e 25 deste mês, é repleta de curiosidades. E a principal é referente à integração do Mais Querido no quadrangular, já que todas as equipes restantes eram do Velho Continente.

De acordo com o benemérito da agremiação, Orlando Ruffeil, reconhecido como historiador do Leão, e que à época era um dos 12 vice-presidentes da instituição, relembrou como ocorreu o convite. “Em 1994, Raimundo Ribeiro era o nosso presidente. Ele tinha um grande amigo francês, empresário, que era radicado aqui em Belém, e que gostava muito do Remo. Ele intermediou esse processo para que o Remo fizesse essa excursão pela Europa”, contou Ruffeil.

Naquele momento, de acordo com o benemérito, a equipe azulina disputava o Campeonato Paraense e deu uma pausa para poder se aventurar pela Europa. E a experiência não poderia ter sido melhor. Em campo, nas duas partidas realizadas, o resultado foi o empate no tempo regulamentar. Nos pênaltis, o time venceu uma e perdeu a outra.

O triunfo foi em cima da seleção de Bucareste/Romênia, por 4 a 3, após ter empatado em 1 a 1 no tempo normal. Na final, diante do Toulon, equipe da casa, novo empate em 1 a 1 nos dois tempos e a decisão em pênalti encerrou em 6 a 5 a favor dos franceses. A outra equipe participante foi o Olympique Marseille, que perdeu para o Toulon o primeiro jogo e também a decisão de 3º lugar, para o Bucareste, ambos pelo placar de 2 a 0.

“O nosso time chamou atenção de todos. E era um timaço. Tínhamos o Clemer, o Belterra, o Agnaldo, o Mazinho. A base era local e surpreendeu os adversários”, comentou o benemérito.

De acordo com Orlando Ruffeil, a participação do Leão, mesmo sem ter culminado com a taça, trouxe sorte ao time após o seu retorno da Europa. “Logo quando o time voltou teve um Re-Pa no dia 4 de junho. O Remo venceu por 2 a 1. Foi aí que iniciou a campanha do tetra”, conta Ruffeil.

Motivo de orgulho para a torcida azulina

Em 46 edições do Torneio de Toulon, a competição de seleções de base é uma espécie de berço dos craques, por ter ajudado a projetar atletas de qualidade em começo de carreira. Dos notáveis, Zinedine Zidane, David Beckham, Javier Mascherano, Lilian Thuram, Cristiano Ronaldo, etc. A França, aliás, país-sede da competição, é a maior vitoriosa do certame.

Ao todo, são 12 canecos conquistados. O mais recente foi em 2015, na vitória por 3 a 1 em cima da seleção do Marrocos. O Brasil é a segundo maior vencedor, com oito títulos e, no certame, revelou atletas como Ronaldo, Kaká, Daniel Alves, Marquinho, Adriano Imperador e Cafu.

Não à toa, em 1994, mesmo com a peculiaridade em abrir espaço para disputa de clubes, as delegações olímpicas também tiveram vez, com a Inglaterra sendo a campeã naquele ano.

Em solo paraense, os torcedores mais antigos exaltam a participação azulina, algo que nunca será esquecido. “Os mais novos não vão lembrar, mas quando o Remo viajou foi algo que ninguém daqui imaginava. Os torcedores do Paysandu ficaram morrendo de inveja. Foi ano de Copa do Mundo e imagina como foi por aqui… No aeroporto, na volta foi uma festa também”, disse o torcedor José Maria Flores, de 64 anos, contador.

Se hoje em dia o Clube do Remo é conhecido pela sua torcida fanática, há 25 anos, quando cruzou o oceano para jogar na Europa, não era diferente. O Leão de Antonio Baena, que brevemente se tornou o Leão Mundial, foi benquisto também na França.

“O Remo é um time que agrada a todo mundo. A nossa camisa, que é referência hoje em qualquer lugar, antigamente também era elogiada. Eles se impressionaram também com o nosso poder de torcida, porque alguns torcedores acompanharam essa expedição”, contou o benemérito Orlando Ruffeil.

Os mais antigos, ao relembrarem da ida do time à França, em uma campanha positiva, que encerrou de forma invicta, o celebram como uma grande conquista, comparada à façanha dos rivais, inclusive.

“Eles (bicolores) quando falam de Libertadores, era da mesma forma quando fomos para lá (França). Vemos da mesma forma, porque o nosso time foi convidado. Qual outro do Norte foi? É normal do Sul-Sudeste. Era uma dor de cotovelo deles. E fizemos bonito, empatando na casa deles e por pouco não veio o título”, destacou o torcedor Fernando Avelar, 52 anos.

Viagem traz boas lembranças

A estada azulina na Riviera Francesa foi quase uma aventura para muitos dos que viajaram. Aliás, a própria viagem foi recheada de emoções. Na primeira escala antes de chegarem ao Velho Continente, em Trinidad e Tobago, a delegação quase ficou sem seu principal jogador. As autoridades de Porto de Espanha requisitaram os documentos de todos os membros da delegação, mas o atacante Alex Dias havia perdido o RG. Não fosse a atuação do consulado brasileiro, seria um desfalque certo.

Já em Bandol, o balneário de pouco mais de oito mil moradores onde os azulinos ficaram hospedados, o desafio era pedir comida e bebida nos restaurantes. “O Dema era nosso ‘intérprete’, já que ele jogava no Toulon. Mas ele não sabia falar nada de francês. Para fazer os pedidos ele apontava para as coisas”, lembra o então capitão do time, o hoje técnico Agnaldo de Jesus.

Numa dessas caminhadas, Agnaldo, Dema e o lateral-esquerdo Júnior foram parar nas proximidades da praia de Engraviers, aberta aos praticantes do naturismo. “Não foi sem querer (risos)”, lembra Agnaldo. “Era algo novo e queríamos ver. Mas acho que era o dia da terceira idade porque só tinha um pessoal mais velho por lá”, recorda o Seu Boneco.

O frio não chegou a ser um empecilho, mas impediu que desse praia – em Badol não existem apenas praias naturistas – para os jogadores. Num desses passeios, o médico Amintas Melo brincou com o lateral Júnior para que ele deixasse o tornozelo de molho na água gelada. O pé lesionado no primeiro jogo ficou bem e ele esteve no segundo, sem problema.

Para Agnaldo, ficou a boa campanha e o nome do futebol paraense na Europa. “Fomos muito bem recebidos e honramos o Clube do Remo. Para mim o saldo foi muito bom”, finaliza.

 

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ESPORTES

Val-de-Cans recebe a 2ª Corrida e Caminhada dos Aeroportuários e Aeroviários

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Em homenagem ao Dia do Aeroportuário, celebrado dia 17 de novembro, o Aeroporto Internacional de Belém/Val-de-Cans (PA) promoverá a 2ª Corrida e Caminhada dos Aeroportuários e Aeroviários. O evento é aberto ao público e ocorrerá no dia 23 de novembro, na área interna do terminal belenense, com largada às 6h15, da Praça do Avião. O circuito terá dois percursos: corrida de 5km e caminhada de 2km.

A iniciativa é uma parceria da Infraero com a comissão da Semana Interna de Prevenção do Acidente do Trabalho (SIPAT) de Val-de-Cans e tem o objetivo de estimular a prática esportiva, aproximando aeroporto e comunidade.

Os interessados deverão se inscrever na administração do aeroporto até o dia 20 de novembro. As vagas são limitadas a 250 participantes e custam R$ 25,00 para o público em geral. Os inscritos receberão uma camiseta para participar do evento. Mais informações podem ser obtidas no telefone (91) 3210-2407.

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ESPORTES

Remédios com risco de causar doping devem ter alerta em rótulo, decide CE

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência Senado

A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta terça-feira (12) o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 68/2016, que obriga os laboratórios a trazerem um alerta na bula e no rótulo de medicamentos sobre eventuais riscos de provocar doping. A iniciativa recebeu parecer favorável da relatora, senadora Leila Barros (PSB-DF). Pelo projeto, a advertência “contém substância considerada doping no esporte” deverá vir registrada em medicamentos de uso humano e veterinário. O descumprimento dessa exigência legal deverá configurar infração sanitária, sujeitando o infrator às penalidades previstas na legislação.

— É uma situação real. A [campeã olímpica de atletismo pelo Brasil] Maurren Maggi, por exemplo, foi suspensa por dois anos porque usou um creme depois de uma sessão de depilação definitiva. Ela não sabia da composição e o exame deu positivo para doping — citou Leila na comissão.

Ao analisar o PLC 68/2016, a senadora reconheceu que a fiscalização do uso de substâncias proibidas no esporte tem se tornado mais ampla e frequente. Mas, se a Agência Mundial Antidopagem tem punido de forma mais eficaz atletas flagrados nesse desvio de conduta, Leila pondera que o alerta expresso em bulas e rótulos de remédios vai ajudar a reduzir a dopagem involuntária e evitar punir injustamente quem fez uso acidental desses produtos.

— Por desinformação na bula ou descuido do atleta, ele acaba sendo suspenso e muitos encerram a carreira por terem ficado tanto tempo fora. Isso é real para os atletas — alertou a senadora.

A relatora considerou oportuna ainda a extensão da advertência aos medicamentos de uso veterinário. Conforme observou, os cavalos utilizados em competições de hipismo também se submetem ao controle de dopagem e podem ficar vulneráveis a esse tipo de contaminação involuntária. O PLC 68/2016 segue para votação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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FUTEBOL

Tite não dá pistas de escalação do Brasil

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Foto: Lucas Figueiredo/CBF / Fonte: Estadão Conteúdo

No segundo treino realizado pela seleção brasileira nesta semana, sendo o primeiro após o grupo de convocados ficar completo em Abu Dabi, nos Emirados Árabes, o técnico Tite não deu pistas nesta terça-feira em relação aos titulares que ele poderá escalar contra a Argentina no amistoso da próxima sexta, às 14 horas (de Brasília), em Riad, na Arábia Saudita.

O comandante separou dois grupos com dez jogadores em cada um, mas não indicou prováveis escalações, até porque estas equipes não contaram com goleiros e não tiveram uma divisão entre titulares e reservas. Um time, usando colete, contou com Emerson, Militão, Thiago Silva, Alex Sandro, Casemiro, Coutinho, Gabriel Jesus, Willian e Wesley. Já o outro, sem colete, teve Danilo, Marquinhos, Felipe, Renan Lodi, Fabinho, Lucas Paquetá, Richarlison, Rodrygo e Roberto Firmino.

O único que não treinou no campo nesta terça foi o volante Douglas Luiz, que realizou apenas um trabalho regenerativo, tendo em vista o fato de que precisava ser poupado por causa de desgaste físico. No gramado, os auxiliares técnicos Cléber Xavier e Matheus Bachi, filho de Tite, dirigiram o treino tático em campo reduzido, enquanto o treinador da seleção observou de longe a atividade.

Após enfrentar os argentinos, a seleção brasileira terá pela frente a Coreia do Sul, na próxima terça-feira, em Abu Dabi, nos Emirados Árabes. E estes dois próximos amistosos do Brasil serão os últimos compromissos da equipe nacional antes do início das Eliminatórias para a Copa do Mundo, que começam em março do ano que vem.

Para estes duelos contra argentinos e sul-coreanos, a principal baixa do Brasil será Neymar, do Paris Saint-Germain, que ainda se recupera de uma lesão grau 2 na coxa esquerda, sofrida justamente em um amistoso da seleção, contra a Nigéria. Isso abriu espaço para Tite apostar em nomes como Rodrygo, que vem brilhando com a camisa do Real Madrid, e David Neres, do Ajax, que depois acabou sendo cortado por lesão e deu lugar a outro jovem atacante: Wesley, do Aston Villa, da Inglaterra.

Contra a Argentina, o Brasil vai tentar encerrar um jejum de vitórias que começou após a conquista do título da Copa América, em julho. Depois da competição, a seleção empatou por 2 a 2 com a Colômbia, em Miami, e foi derrotado por 1 a 0 pelo Peru, em Los Angeles, em dois confrontos nos Estados Unidos. Em seguida, a equipe nacional acumulou duas igualdades por 1 a 1, com Senegal e Nigéria, em amistosos realizados em Cingapura.

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