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Hackers vazam dados de mil policiais após repressão durante protestos em Belarus

Mulher é detida durante protesto em Belarus — Foto: Reuters

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Governo de Alexander Lukashenko disse que vai encontrar e punir os responsáveis ​​pelo vazamento dos dados, que foram amplamente distribuídos nos canais do Telegram na noite de sábado.

Hackers anônimos vazaram, neste sábado (19), os dados pessoais de 1.000 policiais bielorrussos em retaliação a uma repressão nas manifestações de rua contra o presidente Alexander Lukashenko. As informações são da Reuters.

Centenas de pessoas foram detidas durante os atos em Belarus. A maioria foi libertada depois.

“À medida que as prisões continuam, continuaremos a publicar dados em grande escala”, disse um comunicado distribuído pelo canal de notícias da oposição em aplicativo de mensagens Telegram. “Ninguém permanecerá anônimo.”

O governo disse que vai encontrar e punir os responsáveis ​​pelo vazamento dos dados. “As forças, meios e tecnologias à disposição dos órgãos de corregedoria permitem identificar e processar a esmagadora maioria dos culpados de vazamento de dados pessoais na Internet”, disse Olga Chemodanova, porta-voz do Ministério de Assuntos Internos.

A lealdade das forças de segurança é crucial para a capacidade de Lukashenko de se manter no poder após a eleição presidencial do mês passado, na qual ele conquistou a vitória, mas vem sendo acusado de fraude por seus oponentes.

Protestos

Manifestante é detida neste sábado em Minsk — Foto: Tut.By via Reuters
Manifestante é detida neste sábado em Minsk — Foto: Tut.By via Reuters

Uma parte da população, insatisfeita, começou a fazer protestos nas ruas contra o atual mandatário. A opositora Tikhanovskaya se refugiou na Lituânia.

Neste sábado, policiais do Batalhão de Choque prenderam centenas de pessoas durante uma manifestação de mulheres na capital Minsk. Cerca de duas mil mulheres participaram do protesto, muitas com bandeiras vermelhas e brancas, símbolo do protesto. Os agentes bloquearam a passagem dos manifestantes, que se deram as mãos.

Os policiais começaram, então, a arrastá-los para as vans, de acordo com um jornalista da AFP. O lema da convocação foi “A marcha cintilante”. Todas as presentes estavam vestidas de roupa com brilho. A oposição bielo-russa, perseguida pelo regime, que prendeu ou expulsou muitos de seus líderes, convocou várias manifestações de mulheres.

A polícia deteve tantas mulheres que ficaram sem veículos disponíveis para levá-las, e algumas acabaram sendo soltas no local. Várias ambulâncias foram enviadas para atender às mulheres durante os incidentes.

Em uma nota divulgada antes deste novo protesto, Tikhanovskaya já havia elogiado as “bravas mulheres de Belarus”. “Elas marcham, embora sejam ameaçadas e pressionadas constantemente”, completou.

Manifestantes protestam contra os resultados das eleições presidenciais em Minsk, em Belarus, neste sábado — Foto: Stringer/Reuters
Manifestantes protestam contra os resultados das eleições presidenciais em Minsk, em Belarus, neste sábado — Foto: Stringer/Reuters
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