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Cultura

Helder Barbalho e Úrsula Vidal revitalizam Memorial da Cabanagem

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A Secretaria de Estado de Cultura (Secult), do Governo do  Pará, realiza, a partir de hoje (7) a 12 de janeiro (data em que Belém foi fundada em 1516) , a programação “Belém Cabana”, uma semana alusiva ao Movimento da Cabanagem (1835-1840), culminando com as comemorações pelos 403 anos de Belém.

Helder reabilita obra que seu pai,  o hoje senador Jader Barbalho, realizou há 34 anos, em homwnagem à maior revolução popular do Brasil

O governador Helder Barbalho fará a abertura da programação, nesta segunda-feira (7), a partir das 17h30, prestando homenagem à memória dos Cabanos, com a inauguração de uma iluminação especial no Memorial da Cabanagem, no Entroncamento. A programação seguirá nos dias 11 e 12, com atrações em diversos espaços culturais da capital, sempre com entrada franca.

Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o Memorial da Cabanagem foi inaugurado há exatos 34 anos, em 7 de janeiro de 1985, pelo então governador Jader Barbalho, marcando os 150 anos do movimento que ocorreu na Província do Grão-Pará. A ideia foi do historiador Carlos Roque, à época diretor de A Província do Pará.

O Monumento abriga os restos mortais do Cônego Batista Campos e dos cabanos Félix Clemente Malcher, Francisco Pedro Vinagre e Eduardo Angelim. Segundo a concepção de Niemeyer, a rampa elevada em direção ao firmamento representa a grandiosidade da revolta popular, que chegou perto de atingir seus objetivos, e a “fratura” faz alusão à ruptura do processo revolucionário.

 

Eduardo Angelim, 3º governador cabano

Único projeto de Niemeyer no Pará, o memorial foi abandonado pelo poder público nos últimos anos, sendo alvo de depredação e vandalismo.  Com a programação “Belém Cabana”, o Governo do Estado pretende reforçar a importância de valorizar a memória e a história do Pará.

Úrsula Vidal, secretária de Cultura do Pará, marca um gol de letra

Ursula Vidal, secretária de Estado de Cultura, observa que o Memorial da Cabanagem, há muito anos, deixou de fazer parte do cotidiano da cidade, como uma referência arquitetônica importante de um dos períodos mais marcantes da história do Estado.

“A Cabanagem foi um movimento que teve como característica a luta pela participação popular nas construções e decisões políticas. A programação vem para marcar essa valorização ao nosso patrimônio histórico e arquitetônico, dos nossos movimentos da cultura popular, além deste tempo novo que estamos inaugurando na Secult, com portas abertas, construção coletiva e fortalecimento dos instrumentos democráticos de gestão”, disse a secretária, que, assim. marca um gol de letra. logo no começo da sua atidsade.

A programação cultural reúne música, artes cênicas e visuais, visita aos museus, arte de rua e cultura popular, com trabalhos artísticos inspirados na Cabanagem e outras atrações, tanto nos espaços gerenciados pela Secult e também nas ruas da Cidade Velha, cenário da revolução cabana há 184 anos.

Na próxima sexta-feira (11), a partir de 19h, no Mercado de São Braz, será realizado o Sarau da Cabanagem, com o Slam Dandaras do Norte. No mesmo dia, no Theatro da Paz, a partir de 19h30, haverá o relançamento do livro “Cabanagem Poemas” e do CD “Poemas da Cabanagem”, do professor Valdecir Palhares, seguido da apresentação do coro infanto-juvenil Vale Música, e finalizando com o espetáculo “Cabanos”, do Grupo Encenação.

No sábado (12), aniversário de Belém, a programação começa às 10h, no Teatro Gasômetro, com apresentação de cortejo afro, seguida pelo Cordão de Pássaro Colibri, Grupo Madalenas e do Coletivo In Bust. Também a partir de 10h, no Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP), além da exposição “Saramago”, haverá a “Imersão Cabana”, uma visita educativa ao acervo do museu com materiais históricos sobre a Cabanagem.

A partir de 18h, em frente ao MHEP, o público poderá prestigiar vídeo mapping com os VJs Lobo e Luan, intervenção cênica com a atriz Esther Sá, cortejo com o Batalhão da Estrela até o Píer das Onze Janelas, culminando com Batuque Vozes de Fulô e Cobra Venenosa.

Serviço: A programação “Belém Cabana”, com a semana alusiva ao Movimento da Cabanagem (1835-8140) integrando as comemorações pelo Aniversário de Belém, será aberta nesta segunda-feira (7), a partir de 17h30, com inauguração da iluminação do Memorial da Cabanagem (Entroncamento) pelo governador Helder Barbalho. Nos dias 11 (sexta-feira) e 12 (sábado), acontece programação cultural no Mercado de São Braz, no Teatro Gasômetro, no Theatro da Paz, no Museu Histórico do Estado do Pará e no bairro da Cidade Velha. Todas as atrações terão entrada franca.

A realização é do Governo do Estado do Pará por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult).

Cultura

Literatura fantástica brasileira é redescoberta em dois livros

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Principais editoras do País voltam os olhos para fantasia, ficção científica e horror, enquanto editoras especializadas falam sobre crescimento do gênero

Dentro da literatura brasileira existe uma outra literatura subterrânea, invisível. Nela, autoras e autores radicalmente inventivos na forma e no conteúdo destilam ideias vertiginosas. Por décadas desprezada pela crítica, ofuscada pelo mercado e ignorada pelo público, a ficção especulativa nacional vem sendo (re)descoberta. Dois lançamentos recentes contribuem para isso: a coletânea Fractais Tropicais (Sesi-SP) reúne 30 dos melhores contos de ficção científica no Brasil; e o estudo Fantástico Brasileiro (Arte e Letra) perpassa a história da literatura nacional pinçando elementos fantásticos na obra dos principais autores.

Uma História de Amor e Fúria

Cena do filme ‘Uma História de Amor e Fúria’ (2013), animação de Luiz Bolognesi Foto: Europa Filmes

O intelectual israelense Yuval Noah Harari, autor de Sapiens Homo Deus, acredita que hoje a ficção científica é o mais relevante gênero artístico existente, pois “molda a compreensão do público de coisas como inteligência artificial e biotecnologia, que provavelmente transformarão nossas vidas e a sociedade mais do que qualquer outra coisa nas próximas décadas”. Talvez isso explique por que  se interessou pelo estilo. A autora de Um Defeito de Cor – lançado em 2006, foi considerado por Millôr Fernandes o mais importante livro da literatura brasileira no século 21 – ambienta seu próximo livro, Quem é Josenildo?, em uma São Paulo futurista cujos habitantes têm chips implantados em seus cérebros.

 Ao se aventurar pelo estilo, Gonçalves entra em uma longa tradição que é apresentada didaticamente na coletânea Fractais Tropicais, organizada por Nelson de Oliveira em três “ondas” de autores. Essa divisão foi cunhada por Roberto de Sousa Causo, escritor e pesquisador do gênero, que também tem um conto na antologia. A primeira fase surgiu nos anos 1960 pelas mãos do editor Gumercindo Rocha Dorea, 94, pioneiro na publicação sistemática do gênero no Brasil. Nela se encaixam a acadêmica da ABL Dinah Silveira de Queiróz (1911-1982), autora de Eles Herdarão a Terra (1960), e André Carneiro (1922-2014), autor, entre outros de Piscina Livre(1980) e Amorquia (1991).

A segunda e terceira ondas despontaram à margem do mercado editorial. Uma com as fanzines dos anos 1980 e a outra, ainda em expansão, pela internet. Ambos os períodos se confundem, pois vários autores continuam produzindo intensamente, como Carlos Orsi, Gerson Lodi-Ribeiro e Braulio Tavares, todos contemplados na antologia. Enquanto alguns autores como Tavares, Causo e Jorge Luiz Calife se mantêm em um registro que prima pelo rigor científico, outros nomes como Fausto Fawcett, Ronaldo Bressane e Andréa Del Fuego transitaram durante a carreira pela literatura mainstream e injetam influências diversas no gênero.

A obra demonstra que a literatura especulativa brasileira, diferente da estrangeira, tem um pé no absurdo surrealista de Murilo Rubião, José J. Veiga e Campos de Carvalho, nas maquinações fantásticas de argentinos como Jorge Luis Borges (o conto Metanfetaedro, de Alliah, brinca com a geometria de uma forma inventiva que lembra as ficções de Borges) e Adolfo Bioy Casares, e no realismo mágico de Gabriel García Márquez. A mistura é singular, sem paralelos na literatura mundial.

Insólito literário

Fantástico Brasileiro não se limita à ficção científica, mas amplia seu escopo para a fantasia, o horror e outras categorias especulativas. Para empreender tal investigação,  Bruno Anselmi Matangrano, doutorando em letras pela USP, e Eneias Tavares, professor de literatura na UFSM, utilizam o conceito de “insólito”. Essa ideia, proposta pelo professor da UFRJ Flavio García, é um guarda-chuva que abarca desde o inseto monstruoso de Franz Kafka, a cegueira coletiva de José Saramago e o defunto-autor de Machado de Assis até dragões, robôs, fantasmas e sociedades distópicas.

O conto que inaugurou o elemento insólito na literatura brasileira é Um Sonho (1838), do político, jornalista e escritor Justiniano José da Rocha (1812-1863). Nele, a protagonista Teodora recebe a visita fantasmagórica de sua mãe morta, Tereza, que antevê sua morte em três dias. A aparição é tida como onírica pela mulher, mas três dias depois ela de fato morre. Já o luso-brasileiro Augusto Emílio Zaluar (1825-1882) foi autor da primeira ficção científica do País, intitulada Dr. Benignus (1875), que retrata “um cientista buscando a transcendência espiritual através do conhecimento científico”, contam os estudiosos. “Em outras palavras, o insólito brasileiro nasce praticamente ao mesmo tempo que a noção de literatura nacional.”

Mas o aspecto especulativo ou fantasioso não se limita aos autores identificados especificamente com esses gêneros. O mérito de Matangrano e Tavares é mostrar como esse elemento permeia toda a literatura nacional, como no modernismo de Mário de Andrade (Macunaíma) e Menotti Del Picchia (A Filha do Inca, ficção científica também conhecida como República 3000) ou no regionalismo insólito de Graciliano Ramos (A Terra dos Meninos Pelados) e Ariano Suassuna (O Auto da Compadecida). O conto Congresso Pamplanetário, de Lima Barreto, por exemplo, mostra uma reunião entre representantes de diversos planetas para discutir o papel de Júpiter na política espacial. Já Um Moço Muito Branco, de Guimarães Rosa, sugere a visita de um alienígena ao sertão nordestino.

É claro que Fantástico Brasileiro reserva a maior parte de suas páginas à catalogação de autores dedicados exclusivamente à literatura especulativa, principalmente contemporâneos como Felipe Castilho (A Ordem Vermelha) e Aline Valek (As Águas Vivas Não Sabem de Si). No entanto, outros nomes de contemporâneos pouco associados a ela também estão contemplados no livro, como Joca Reiners Terron (Noite Dentro da Noite), Ignácio de Loyola Brandão (Não Verás País Nenhum) e Chico Buarque (Fazenda Modelo), o que torna o livro interessante também para quem não conhece os gêneros em questão. Detalhando a produção nacional em uma divisão temática, a obra torna-se referência incontornável para quem quiser se aprofundar no tema.

Mercado editorial

Nos últimos anos, a ficção especulativa ganhou espaço também no mercado editorial. Grandes editoras criaram ou reformaram selos para publicar esse tipo de literatura, como a Fantástica Rocco, a Suma de Letras (da Companhia das Letras) e a Minotauro (da Planeta). “Do ponto de vista editorial, a FC brasileira vive nesta segunda década do século o seu melhor momento, com o surgimento ou a consolidação de editoras, principalmente em São Paulo, como Devir, Aleph, Draco, Tarja, Terracota, Giz”, escreve Braulio Tavares em Páginas do Futuro, coletânea que organizou para a Casa da Palavra.

A editora Bárbara Prince, da Aleph, especializada em traduções dos clássicos estrangeiros de FC, afirma que o público do gênero, embora restrito, vem crescendo especialmente entre os mais jovens. “Pode ser meio bobo, mas acho que um dos fatores para esse aumento é a normalização do nerd. O interesse por ficção científica acompanha isso. Ainda existe preconceito por parte do leitor mais velho, mas tenho visto os jovens se aproximando.” Ela acredita que o recente sucesso de obras audiovisuais como A Chegada e Black Mirror ajuda a desmistificar o estilo, mas lamenta: “Ainda existe a ideia de que esse tipo de história é infantil e exclusivamente masculina.”

Erick Sama, editor da Draco, uma das principais casas de autores nacionais, acredita que o onipresente complexo de vira-lata brasileiro vem sendo vencido aos poucos. “No começo, tínhamos uma preocupação sobre como o público reagiria, se as pessoas só se interessam pelo que tem grife estrangeira, mas foram barreiras que quebramos. Sinto que o público se importa cada vez menos se é estrangeiro ou daqui, desde que seja bom.” Em 2018, a coletânea de contos Solarpunk, organizada por Gerson Lodi-Ribeiro para a Draco, chegou a ser publicada pela World Weaver Press nos Estados Unidos, o que apenas reforça a qualidade pouco explorada dos autores brasileiros. “O retorno que recebemos é a surpresa de ‘Isso é tão bom, é nacional mesmo?’”, brinca Erick.

Victor Gomes vem consolidando a editora Morro Branco com autoras estrangeiras premiadas, como Margaret Atwood, Octavia Butler e N.K. Jemisin, mas espera que esses títulos ajudem a fomentar interesse para a literatura nacional. “Precisamos mudar a percepção do público. Temos essa pendência como um povo, não só na literatura, de pensar que o estrangeiro é melhor”, lamenta ele. “Nesse momento, estamos trazendo obras principalmente internacionais, mas nossa ideia é, por meio delas, melhorar o mercado de ficção científica aqui no Brasil e em um futuro bem próximo trazer obras nacionais desse gênero.”

Essa opinião é compartilhada por Thiago Tizzot, editor da Arte e Letra, de Curitiba, que publica autores nacionais como Fausto Fawcett e Ana Cristina Rodrigues. Ele vê no mundo virtual uma ferramenta poderosa para esse fomento. “A literatura especulativa cria universos que são propícios para o surgimento de grupos de discussão. A internet hoje permite encontrar pessoas que gostem das mesmas coisas que você. Isso faz com que esses grupos se fortaleçam e o interesse por esses livros aumente”, afirma o editor.

Thiago acredita que a recente entrada de grandes editoras nesse cenário e a evolução qualitativa das pequenas e médias torne as obras brasileiras ainda mais atraentes para o público. “Até pouco tempo atrás, o autor nacional se autopublicava ou tinha editoras que não faziam um trabalho tão profissional. A partir do momento que editoras mais consistentes deram espaço para esses autores, isso reflete na percepção do leitor.”

Enquanto essa onda de imaginação literária floresce, resta aguardar o que os autores da literatura nacional terão a dizer em um Brasil cujo cotidiano é cada vez mais surrealista.

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Cultura

Carlos Gomes encerra atividades de 2018 no Theatro da Paz

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Grupos artísticos da Fundação Carlos Gomes farão apresentações musicais gratuitas

A Fundação Carlos Gomes (FCG) fará na nesta quarta-feira (12), às 20h, no Theatro da Paz, em Belém,  um concerto de encerramento das atividades da Fundação Carlos Gomes e do Instituto Estadual Carlos Gomes (IECG) no ano de 2018. Alunos e professores que integram os

Coro Carlos Gomes

mostrando um pouco do trabalho desenvolvido pela instituição nos cursos regulares de música oferecidos anualmente pelo Instituto.

Participam do concerto, a Orquestra Acadêmica da Fundação Carlos Gomes com participação especial do Coro Carlos Gomes. O programa terá árias de óperas como “Carmen”, do compositor francês George Bizet, e a participação especial do Coro Carlos Gomes interpretando “Aleluia do Messias”, de Haendel, sob regência da maestrina Maria Antônia Jiménez e do maestro Pedro Messias, ambos professores do IECG.

Para o diretor de Ensino do IECG, Claudio Trindade, o concerto “celebra também o encerramento festivo da gestão da Fundação Carlos Gomes, que nos últimos oito anos, demonstrou extrema competência nas ações para a promoção da música e educação musical no Estado do Pará”.

O Concerto é gratuito, sendo necessária a retirada de ingressos no dia 12, a partir das 9h, na bilheteria do teatro.

Orquestra – Fruto do processo de institucionalização do ensino de prática orquestral voltado aos alunos do curso técnico e do bacharelado do IECG, a Orquestra Acadêmica da FCG teve como embrião a Orquestra Jovem da Fundação Carlos Gomes. A partir dela, os alunos tiveram uma maior possibilidade de desenvolvimento artístico na prática orquestral, com estímulo às habilidades técnicas e musicais, e é parte do currículo do curso superior de música do IECG. Entre seus objetivos, destaca-se o aprimoramento do aluno dentro de um ambiente artístico, fortemente vinculado ao processo acadêmico, além da promoção da prática orquestral realizada pelo IECG.

Coro – Criado em abril de 1995 pela maestrina cubana Maria Antonia Jiménez, desde sua constituição, inseriu-se nas atividades culturais do Estado do Pará, realizando um intenso trabalho de disseminação da música coral erudita e brasileira e contribuindo para o desenvolvimento da cultura musical. O Coro Carlos Gomes possui três CDs gravados: O “Belo” (2002), “O Cantochão dos Mercedários do Grão Pará” (2004) e “Cantares”. Em 2010, surpreendeu o público com a estreia mundial e registro fonográfico da Obra “Missa Amazônica em Homenagem à Virgem de Nazaré”. Seu repertorio é eclético, abrangendo todos os estilos da música coral erudita tanto a capela quanto sinfônico coral, e interpretando também música popular, folclórica e contemporânea. Sua maestrina é natural de Santiago de Cuba. Formada em regência coral no Conservatório Estatal de São Petersburgo “Rimsky Kórsakov”, na Russia, onde concluiu o mestrado. É professora do Instituto Estadual Carlos Gomes (IECG).

Pedro Messias – Foi assistente do coro de Câmera da Unesp e assistente do maestro Abel Rocha no projeto Fabrica de Óperas, onde entre outras atividades era responsável pela preparação do elenco de cantores com experiência no repertório operístico. No Teatro São Pedro, em São Paulo, atuou como maestro assistente do maestro Luiz Fernando Malheiro (Mto e Diretor artístico do Festival de Ópera de Manaus) e do Maestro André dos Santos (aluno da famosa coaching Janine Reiss, maestro, pianista co-repetidor e coaching com mais de 20 anos de experiência pela Europa), dois ícones incontestáveis da Lírica Brasileira. Atuou em grandes casas de ópera do Brasil com destaque para: Teatro São Pedro (SP), Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Teatro Guaíra, Teatro Amazonas e Theatro da Paz (Belém). Recentemente assumiu o posto de maestro assistente da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e Diretor do Núcleo de Ópera do Instituto Estadual Carlos Gomes.

SERVIÇO: “Encerramento das atividades acadêmicas do IECG. Data: 12 de Dezembro de 2018. Hora: 20h. Local: Theatro da Paz. Entrada Franca com retirada de ingressos no dia do evento a partir de 9h.

Por Rosa Cardoso/Agência Pará

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Cultura

Jurista e educador Joaquim Falcão toma posse na ABL

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O novo acadêmico foi eleito no dia 19 de abril deste ano, na vaga do escritor e jornalista Carlos Heitor Cony, morto no dia 5 de janeiro

 Agência Brasil

Brasília– O jurista, educador e intelectual Joaquim Falcão tomou posse na noite de ontem (23) na cadeira 3 da Academia Brasileira de Letras (ABL), em solenidade no Salão Nobre do Petit Trianon. O novo acadêmico foi eleito no dia 19 de abril deste ano, na vaga do escritor e jornalista Carlos Heitor Cony, morto no dia 5 de janeiro. No discurso de posse, Falcão propôs que a ABL seja considerada um patrimônio cultural e o Estado Democrático de Direito, um patrimônio político.

“Cultura é a capacidade de cada um escolher seu melhor futuro. Matéria-prima da democracia, tão importante quanto segurança, emprego, saúde, educação e justiça. Nenhuma economia funciona sem eficiente infraestrutura: rodovias, saneamento, transportes, energia e tanto mais. Assim, também, a democracia. Não funciona sem adequada infraestrutura para a livre circulação de direitos e deveres culturais. Direito é energia. Move igualdades e liberdades. Não pode faltar”, avaliou.
Em outro trecho do discurso, destacou o direito de ler, de leitura e a literatura. Por todos os meios: livro, jornal, laptop, celular, internet, rádio, TV, exposições de arte. “Ler vendo, ler lendo, ler ouvindo, ler acessando. Sou dos que acreditam que mesmo em era visual, nunca se leu tanto no mundo. Apenas, lê-se diferentemente. Sejam grandes romances, instalações, Twitter, Facebook ou WhatsApp”.
Falcão disse que o país venceu o analfabetismo que impedia tecnicamente a leitura. “Não devemos nos entregar à outra escuridão. Aquela onde alguém escolhe por nós o que nós mesmos podemos escolher”.
Ao encerrar o pronunciamento falou que “o direito de expressão é direito relacional. Entre a liberdade do emissor e a escolha do receptor. Um energiza e dá vida ao outro”.
Recepção
A escritora e ensaísta Rosiska Darcy de Oliveira, em seu discurso de recepção ao novo acadêmico, enumerou o talento e episódios da vida do educador.
“Joaquim tem o dom de fazer o sentido da sua vida jogando no caleidoscópio do seu destino seus múltiplos talentos, atividades, criações, pertencimentos, afetos, andanças, como se toda essa diversidade pudesse se entender entre si, harmoniosamente, como se pertencesse a uma mesma matriz. Joaquim de Arruda Falcão Neto, advogado, jurista, jornalista, homem de letras, educador, intelectual público e que, por todos esses títulos, pertence a partir de hoje à Academia Brasileira de Letras”, encerrou.

Perfil

Jurista, educador, intelectual público, Joaquim Falcão é o sexto ocupante da cadeira 3 da ABL. Ele tem 74 anos, nasceu no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, mas mantém origem e vínculos com Olinda, Pernambuco. Bacharel em Direito pela Universidade Católica do Rio de Janeiro, é mestre em Direito na Harvard Law School, mestre em Planejamento de Educação e doutor pela Universidade de Genebra. Foi Diretor, na década de 70, da Faculdade de Direito da PUC-Rio. Professor Associado da Universidade Federal de Pernambuco e Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fundador e professor titular da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.
Trabalhou diretamente com a família Marinho e foi convidado a dirigir a Fundação Roberto Marinho, na década de 90. Na época, criou o Telecurso 2000, que chegou a ter mais de 2 milhões de alunos. Criou, também, o pioneiro Globo Ecologia e o Canal Futura.
Na área jurídica, especializou-se no Supremo Tribunal Federal e publicou o livro O Supremo, em 2015. Organizou com colegas os livros Onze Supremos, publicado pela Editora Letramento – Belo Horizonte, em 2017; Impeachment de Dilma Rousseff: entre o Congresso e o Supremo, em 2017, editora Letramento – Belo Horizonte; e em breve sairá o novo livro O Supremo Criminal.

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