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SAÚDE

Hemopa começa a semana com estoque de sangue renovado

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Pará

O final de semana foi de solidariedade na sede da Fundação Hemopa, em Belém, que recebeu vários grupos de doadores voluntários. Eles contribuíram para deixar o estoque de sangue abastecido para atender plenamente a rede hospitalar do Estado. Mais de 240 coletas foram realizadas e vão ajudar a salvar quase mil pacientes.

No último sábado (14), um grupo de estudantes levou o projeto “Ação Social do Bem” para o Hemocentro da Batista Campos. Técnicos do setor de assistência social do Hemopa ministraram uma palestra sobre o ciclo do sangue e a importância de fomentar a doação voluntária. Logo em seguida, os estudantes se disponibilizaram a doar e foram coletadas 40 bolsas de sangue.

“O nosso projeto mobiliza alunos para desenvolver atividades com cunho social, extraclasse. E escolhemos o Hemopa para que eles se familiarizem com as atividades do hemocentro, como forma de aprendizado pessoal e profissional”, destacou o professor Leônidas de Araújo Jr.

Quem também participou da ação foi a Guarda de Nazaré, que lotou a recepção de doadores e deixou o clima ainda mais festivo com músicas de louvor para receber a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. A assistente social do Hemopa, Lilian Bouth, da Gerência de Captação de Doadores (Gecad), descreveu o momento como emocionante. “Foi um sábado muito próspero, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré abrilhantou este dia de solidariedade”.

Após o momento de oração e bênçãos na sala de coleta, os guardas seguiram para a doação. Linevaldo Santos, 33, foi um dos voluntários. “Desde que eu comecei na guarda, comecei a enxergar a necessidade de olhar o próximo com mais carinho. Já tive gente na família que precisou de sangue e sei o quanto é importante doar”, contou.

Também marcaram presença, no sábado, voluntários do grupo “Amor Solidário”, os atletas de corrida “Torcida Azulina” e os estudantes da gincana solidária do Colégio Tenente Rêgo Barros. No total, 211 pessoas compareceram e 168 bolsas de sangue foram coletadas na sede do Hemopa, na Batista Campos. Já no posto de coleta Castanheira, foram registrados 66 comparecimentos e 54 doações.

Campanha Externa – Ainda no sábado, o Hemopa também esteve em campanha externa no Instituto de Ensino de Segurança do Pará (Iesp), localizado em Marituba. Foram coletadas 25 bolsas de sangue e realizadas três cadastros para o Registro de Doadores de Medula Óssea (Redome).

“Essas parcerias são muito importantes para a missão do Hemopa que é de ajudar a salvar vidas. Só temos a agradecer a disponibilidade de cada grupo e das instituições que nos recebem com tanto carinho”, destacou Lilian Bouth.

Na próxima quarta e quinta-feira (18 e 19), a unidade móvel do Hemopa vai estar em Icoaraci, na Rua Lopo de Castro, em frente a Estação Cidadania. O atendimento será das 8h às 14h.

Doação – Podem doar pessoas entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), com mais de 50 kg, saudável e bem alimentado. Basta levar um documento de identificação oficial, original e com foto. Mais informações: 0800 280 8118/ 3110-6500.

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SAÚDE

Obesidade cresce de forma acelerada no Brasil

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Fonte: BBC/Foto: Reprodução

A quantidade de pessoas obesas no Brasil cresceu de forma mais acelerada que a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Agora, o Brasil se aproxima da taxa do problema nos países ricos.

Mais de um quinto da população brasileira é obesa, segundo um estudo da OCDE divulgado nesta quinta-feira (10/10).

O documento revela que a proporção de obesos na população adulta brasileira passou de 12,7% em 1996 para 22,1% em 2016. No mesmo período, a média da OCDE passou de 15,4% para 23,2%.

O levantamento é baseado em critérios definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que levam em conta o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC).

O IMC é uma equação que leva em conta o peso e a altura da pessoa. Um IMC entre 25 e 29,9 indica sobrepeso. O índice de 30 ou mais aponta obesidade, sendo que acima de 35 é a chamada obesidade mórbida.

Existem grandes disparidades entre os países membros da organização: enquanto nos Estados Unidos o número de obesos atinge 36,2% da população adulta, no Japão ele é de apenas 4,3%, um dos mais baixos entre os 52 analisados no estudo chamado O Fardo Pesado da Obesidade: a Economia da Prevenção.

A Arábia Saudita — que, como o Brasil, não integra a OCDE — é o segundo país com maior índice de obesos: 35,4%. A Índia possui o menor número de obesos entre os países avaliados, apenas 3,9% dos adultos. Na China, esse número é de 6,2%.

Nos países da OCDE, 58% da população tem sobrepeso, decorrentes de uma alimentação pouco saudável e falta de atividade física, que contribuem para o aumento da obesidade. Dos 36 países membros da organização, 34 têm mais da metade da população acima do peso.

Segundo o estudo, a média de adultos obesos na OCDE cresceu de 21% em 2010 para quase 24% em 2016, último dado do estudo, o que representa um acréscimo de cerca de 50 milhões de pessoas.

Pessoas de baixa renda e com menor nível educacional têm maior probabilidade de consumir uma alimentação menos saudável, com quantidade insuficiente de frutas e legumes, e se tornarem obesas, afirma a organização. O problema afeta mais as mulheres nessa categoria social.

No Brasil, 25,4% das mulheres adultas são obesas, enquanto o número de homens é de 18,5%.

Crianças

No Brasil, quase 11% das crianças são consideradas obesas. A média na OCDE é de 9,9%. O número de crianças pré-obesas no país chega a 17,2%.

Na média dos países da OCDE e do G20, a obesidade infantil tem crescido anualmente 0,3 pontos percentuais na última década.

O estudo afirma que crianças com um peso saudável têm mais chances de ter melhor desempenho na escola e completar o ensino superior.

Já as crianças com problemas de peso tem menos satisfação com a vida e têm quase 4 vezes mais chances de sofrer bullying nas escolas, o que pode contribuir para resultados escolares inferiores e diminuir suas chances no mercado de trabalho.

A OCDE afirma que 50 dos 52 países analisados no estudo têm programas de saúde para lutar contra a obesidade e que 45 deles têm programas específicos para a obesidade infantil. “No entanto, o aumento das taxas de obesidade mostra que é preciso ampliar os esforços”, diz o estudo.

Segundo a organização, investir em “pacotes de prevenção” para lidar com o problema “é um investimento para os países”.

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SAÚDE

Tratamento para doenças raras precisa de investimentos em pesquisa

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência Brasil

O sistema público de saúde não está preparado para tratar pacientes de doenças raras, segundo avaliação de Antoine Daher, cientista político e presidente da Casa Hunter – organização não governamental dedicada aos pacientes com doenças raras. “Não está totalmente preparado, mas está se preparando, através de várias políticas públicas, portarias, incorporação das novas tecnologias. Ainda estamos no início, temos que acelerar mais”, disse durante a entrega do Prêmio Gente Rara neste domingo (13), na capital paulista.

Daher ressaltou que só se pode avançar na questão com investimento em pesquisa e em novos tratamentos. Para ele, a atenção governamental para o tema é um desafio. “Só a união de todos os interessados – a indústria farmacêutica, gestores públicos, que representam o ministério da saúde, secretaria de saúde, associação de pacientes, a comunidade científica – para traçar um novo desenho, através de transferência de tecnologia, baratear um pouco o custo e a [realização] de pesquisa clínica no país. Tem que ser feitas pesquisas no país”, disse.

Os premiados no evento deste ano foram o cartunista Maurício de Souza, criador da Turma da Mônica, o maestro João Carlos Martins e o secretário municipal para Pessoa com Deficiência da cidade de São Paulo, Cid Torquato. O prêmio reconhece o trabalho de pessoas que se destacam defendendo a causa das doenças raras. O ministro da Justiça Sergio Moro estava presente na cerimônia.

Classificação de doença rara

Uma doença é classificada rara quando sua incidência é de até 65 por 100 mil habitantes. A estimativa, segundo a Casa Hunter, é que de 420 a 560 milhões de pessoas no mundo sejam acometidos por um desses distúrbios, sendo 13 milhões no Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, o número exato de doenças raras não é conhecido, mas estima-se que existam entre 6 mil a 8 mil tipos diferentes de doenças raras em todo o mundo. Um dos exemplos de doença rara é a fibrose pulmonar idiopática (FPI), que atinge de 13 a 18 mil brasileiros, não tem cura e é mais comum em pessoas acima de 50 anos. A doença leva ao enrijecimento dos pulmões por meio da formação de cicatrizes.

Qualidade de vida

Alguns dos objetivos do movimento encampado pela Casa Hunter é a melhora da qualidade de vida dos pacientes e a oferta de um tratamento eficaz, além de buscar soluções junto aos gestores públicos devido ao alto custo desses tratamentos. “Está chegando para o Brasil, para o mundo inteiro, terapias novas, terapias avançadas, que também trazem cura de doenças que eram consideradas sentença de morte para muitos pacientes e hoje se fala de cura desses pacientes. Só que ao mesmo tempo essa cura é muito cara”, disse Daher.

“Em um evento desses a gente destaca esses desafios que temos que enfrentar, como podemos fazer um desenho novo de uma política pública nova, que traz conforto para as famílias e ao mesmo tempo traz sustentabilidade para o nosso governo”, disse.

Na avaliação de Daher, o Brasil tem capacidade de ter próprias patentes dos tratamentos para doenças raras. “Por que importamos todas as patentes de fora e não podemos ter as próprias patentes? Esses são os desafios que vamos enfrentar nos próximos dez anos”.

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BRASIL GERAL

Desmatamento está entre principais causas de surtos de doenças infecciosas em humanos

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Fonte: Verofato Foto: Reprodução

Sem as áreas naturais, insetos se proliferam com mais facilidade e migram para as regiões urbanas. Nas últimas três décadas, a presença de doenças transmitidas por mosquitos dobrou no Brasil

As mudanças de uso da terra, geradas principalmente pelo desmatamento, monocultura, pecuária em grande escala e mineração, estão entre as principais causas de surtos de doenças infecciosas em humanos e pelo surgimento de novas doenças no continente americano. Essa é uma das conclusões apontadas no Relatório da Biodiversidade da Organização das Nações Unidas (ONU), que analisou mais de 15 mil pesquisas científicas e informações governamentais durante três anos.

“Os bens e serviços fornecidos pela natureza são os fundamentos definitivos da vida e da saúde das pessoas. A qualidade do ambiente em que vivemos desempenha papel essencial na nossa saúde. Em ambiente natural, com florestas intactas, mamíferos, répteis, aves e insetos se autorregulam. O desmatamento, somado à expansão desordenada das áreas urbanas, faz com que os animais migrem para as cidades.

No caso dos mosquitos, que são vetores de muitas doenças, a crise climática e o aumento da temperatura também trouxeram condições favoráveis à reprodução desses indivíduos. Nas cidades, eles passam a se alimentar também do sangue das pessoas, favorecendo a transmissão de enfermidades”, explica a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.

Nessa linha, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Convenção da Diversidade Biológica (CDB) reconheceram que a biodiversidade e a saúde humana estão fortemente interligadas e, durante a COP-13, em 2016, recomendaram uma série de ações. Segundo a OMS, ao menos 50% da população mundial corre o risco de contaminação por doenças transmitidas por mosquitos, chamadas de arboviroses.

No Brasil, o Ministério da Saúde estima que o número de arboviroses tenha dobrado nas últimas três décadas. Algumas delas, como malária, dengue, febre amarela e zika, já causaram surtos em áreas urbanas.

Doutora em Ciências Florestais, Leide destaca ainda que a conservação do patrimônio natural é importante para o controle de outras doenças, especialmente as mentais. O contato com a natureza é capaz de diminuir a ansiedade e o estresse, contribuindo com o bem-estar da população.

A natureza nos fornece água, ar puro, alimentos e outros recursos essenciais para o nosso dia a dia. Precisamos encontrar um ponto de equilíbrio para que as pessoas aproveitem esses recursos de forma responsável, sem prejudicar a fauna e a flora e sem colocar as próximas gerações em risco”, afirma Leide, que também é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

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