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POLÍCIA

Homem que atropelou e matou PM chefia grupo de extermínio no Pará, diz polícia

Foto: Divulgação / Fonte: Ver-O-Fato

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Imagens de câmeras de vários ângulos mostram a participação direta de Marcelo Pantoja Rabelo, o Marcelo da Sucata, no atropelamento que matou o cabo da Polícia Militar Idemar Alves Dias Neto, de 35 anos, em uma rotatória na avenida Governador Hélio Gueiros, na última quarta-feira (29), por volta das 13h. Ele dirigia o carro, modelo Toyota, que fugiu do local do acidente.

Marcelo da Sucata tentou enganar a polícia, mandando uma irmã se apresentar na Seccional de Polícia Civil da Cidade Nova, como sendo a condutora do veículo que causou o acidente. Ela prestou depoimento, mas as imagens das câmeras de rua e do condomínio onde o acusado mora desmascararam a farsa.

O acusado não se apresentou na polícia para prestar esclarecimentos. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios de Agentes Públicos (DHAP).

As imagens mostram a hora do atropelamento, em que o veículo dirigido por Marcelo da Sucata vira bruscamente para entrar na rotatória e acerta a moto pilotava pelo policial militar. Em seguida, o motorista da Toyota dá a volta e segue, sem socorrer a vítima, que ainda foi socorrida por uma ambulância do Corpo de Bombeiros, mas morreu antes de chegar ao Hospital Metropolitano.

Imagens do condomínio onde ele mora, próximo do local do atropelamento, mostram ele na direção do carro, o qual é deixado no estacionamento do prédio. Marcelo da Sucata aparece entrando em outro veículo e deixando o condomínio.

De acordo com a polícia, Marcelo Pantoja Rabelo tem envolvimento com o crime. Ele foi acusado de liderar um grupo de extermínio no Pará, tendo sido preso no ano passado em Fortaleza (CE) e estava respondendo ao processo em liberdade.

Marcelo da Sucata foi apontado como chefe de um grupo de extermínio que executou seis pessoas, em 2016, no Pará, além de ter envolvimento em uma dupla tentativa de homicídio, em 2018.

Ele foi preso em maio de 2019 em um carro de luxo blindado, durante uma ação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) do Ceará, quando estava na condição de foragido da justiça do Pará. Ele também foi autuado em flagrante por uso de documento falso e posse de substância anabolizante, pois conduzia uma carteira de identidade falsa. Marcelo da Sucata tinha uma vida de luxo e morava em um condomínio de luxo, onde a polícia encontrou ampolas de anabolizantes, vários celulares e um caderno de anotações.

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