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SANTARÉM

Hospital Regional de Santarém supera marca de 50 transplantes

Foto: Reprodução / Fonte: Portal Santarém e Joab Ferreira

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O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, tem muito a comemorar. No “Setembro Verde”, mês que faz alusão ao Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, a unidade superou a marca de 50 transplantes de rins. Destes, 32 foram na modalidade intervivos, quando o receptor tem um familiar compatível, e 18 de doadores falecidos.

Esse “sim” dos familiares pôde proporcionar o renascimento para pacientes renais crônicos como é o caso de Mariane dos Santos, de 36 anos. “Tenho duas datas de nascimento: 18 de dezembro de 1982 e 24 de maio de 2018, esta última, dia em que fiz meu transplante. É vida nova! Agora estou vivendo tudo que não vivi quando precisava fazer hemodiálise. A vida na hemodiálise era difícil e de superação diária. Ficava noites sem dormir porque não conseguia respirar. Depois do transplante, a vida muda muito. Salve uma vida como salvaram a minha”.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2018 foram realizados quase 6 mil transplantes renais no país. O responsável técnico pelo serviço de transplantes no HRBA, médico nefrologista Emanuel Espósito, explica que no Brasil, cerca de 80% das necessidades de transplantes são renais e diz que a realidade de Santarém e região não é diferente. “Estamos focados nos transplantes renais porque é a maior necessidade da população. Tínhamos zero captação, hoje temos 149 captações de órgãos; tínhamos zero transplantes, hoje temos 50. Temos 30% das pessoas entrevistadas dizendo sim para doação. Numa cidade do Norte do país, no interior do estado do Pará, fazendo todo esse desdobramento em todas as fases do transplante. Sem dúvida é uma vitória, mas precisamos melhorar e continuar nessa caminhada, pois só teremos transplantes se tivermos doações”.

O Hospital Regional de Santarém é uma unidade pública de saúde do Governo do Estado do Pará e gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, e iniciou a captação de órgãos em 2012. Após atender a todos os requisitos em capacitação da equipe e estrutura, realizou em novembro de 2016 o primeiro transplante de rim proveniente de doador vivo e, em maio de 2018, fez o primeiro transplante de órgão de doador falecido. De 2012 a julho de 2019 foram realizadas 149 captações de órgãos.

O diretor hospitalar do HRBA, Hebert Moreschi, comemora as conquistas, mas chama atenção para a necessidade de conscientizar mais pessoas a doarem. “Toda vez que falamos de um transplante, existe comemoração na sociedade, mas também existe uma controvérsia, porque hoje no momento em que você aborda a família de um potencial doador, infelizmente em quase 70% dos casos, há a negativa da família em fazer a doação. Nós comemoramos os transplantes viabilizados, mas temos dificuldades de ouvir um sim, da população entender a importância desse ato. Dizer sim a doação de órgão é uma opção pela vida”, ressaltou.

Com a finalidade de compartilhar os avanços e motivar mais pessoas a se tornarem doadores, o HRBA conta ao longo deste mês com uma programação de atividades relacionadas ao tema. “Doação de órgãos é mais que um ato de amor, é um ato de cidadania, porque qualquer um de nós pode um dia estar na fila para receber um órgão ou para fazer uma doação”, finalizou Moreschi.

No dia 2 de setembro foi realizado um workshop que contou com a palestra de vários médicos. No dia 10, o hospital participou da sessão comemorativa ao Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, realizada pela Câmara de Vereadores. No dia 12 de setembro, a equipe de Organização à Procura de Órgãos (OPO) realizará uma ação com aferição de pressão e teste de glicemia, no pátio central do Paraíso Shopping, das 10h às 18h.

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SANTARÉM

Remessa de medicamento para combate à leishmaniose em Santarém é suspensa pelo governo federal

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência Santarém de Notícias

Santarém, assim como os municípios da federação brasileira, dependem do Governo Federal para receber os medicamentos para o tratamento da Leishmaniose. A falta de envio da medicação motivou a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), a adequar o tratamento para que os pacientes que necessitam da medicação não sejam prejudicados.

De acordo com a bióloga da Divisão de Vigilância em Saúde (Divisa), Nara Feitosa, mesmo com o não envio do medicamento pelo Governo Federal, o tratamento dos pacientes com a Leishmaniose está sendo garantido, tanto com a medicação, quanto com o acompanhamento do médico infectologista.

“No momento não temos nenhum paciente em Santarém, pendente de atendimento. Para a pessoa receber essa medicação, você tem que passar com o médico, pois não podemos liberar o medicamento sem a prescrição, até porque o caso precisa de uma avaliação, pois pessoas cardíacas não podem receber, então tem que passar com o médico, para isso, temos aqui na Divisa, toda quarta-feira, os médicos infectologistas, que vem um, toda semana para atender esses pacientes. Atendem as pessoas para avaliação de primeira vez e fazem o acompanhamento até dar alta ambulatorial dos pacientes em tratamento”, frisou.

Em Santarém, a média de atendimento por mês de pacientes positivos é de 16 pacientes tanto do município, quanto de outras cidades da região. A maioria das pessoas é do interior e que procuram diretamente a Divisa, para avaliação dos profissionais, para averiguar se estão com a doença. Passam pela triagem para identificar se é a doença e, em seguida, passam por os exames. A Leishmaniose Tegumentar Americana, conhecida também como “ferida brava” é mais característica do interior, pois os hospedeiros são os animais silvestres, como tatu, anta, paca, preguiça e o vetor é diferente, pois é adaptável para área de mata. As pessoas infestadas são as que moram no interior na grande maioria dos casos, ou que saem para trabalhar na zona rural, região de garimpo, agricultores. Na área urbana, a Leishmaniose Visceral, conhecida como calazar, que atinge os órgãos internos, principalmente o fígado e baço.

A bióloga relatou ainda que a falta de envio do medicamento, Glucantime, não está prejudicando os atendimentos aos pacientes, pois os médicos tiveram que fazer adequações no tratamento. “Mesmo com a falta do envio do medicamento, não só para Santarém, mas para todos os municípios da 9ª Regional, pois dependemos do envio dessa medicação, através do governo do Estado, que também necessita do envio via Ministério da Saúde. Desde o final do ano de 2019 estamos com essa problemática e para garantir o tratamento os nossos médicos tiveram que optar pelo segundo tratamento, que também é embasado pelo manual que orienta sobre o tratamento, o intralesional, isso com os pacientes com LTA, com a utilização de uma quantidade menor do medicamento, uma ampola por aplicação, com três aplicações, a cada 15 dias. É o que está garantido o tratamento, mas que está quase em falta”, explicou.

O tratamento convencional, dura de 20 a 30 dias, no caso da Tegumentar são 20 dias e do calazar são 30 dias, com aplicação endovenosa, com o número de ampolas de acordo com o peso, sendo que cada paciente usa de 40 a 60 ampolas, no caso de calazar, chega até 90 ampolas por tratamento.

Nara detalhou como os pedidos dos medicamentos são feitos. “Há dois anos, a medicação era solicitada via ofício, solicitávamos o quantitativo, ai veio uma nota da Sespa informando que a partir daquele momento a demanda para envio da medicação seria de acordo com os dados verificados via Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), por conta do controle da leishmaniose fazer parte do controle nacional e baseado com informações do sistema e dos relatórios enviados desse controle mensal da medicação, e a quantidade de pacientes que nós atendemos o Governo Federal envia a medicação”, destacou.

Desde 2019, quando iniciou os atrasos no repasse dos medicamentos, que era liberado aos municípios mensalmente com o quantitativo de 1.500 (mil e quinhentas) ampolas, passando para trimestral, Santarém passou a receber 500 (quinhentas) ampolas, de dois em dois meses. Desde então, os médicos optaram por realizar o tratamento intralesional, se não o município estaria como a maioria das cidades brasileiras, com uma lista de pacientes aguardando o medicamento.

A bióloga frisou ainda que todos os pacientes que são atendidos no ambulatório da Divisa estão sendo tratados, e, quando não podem ser tratados com o Glucantime, recebem as medicações de segunda escolha, que é a Pentamidina, Anfontericina B solicitadas via ofício à Sespa, sendo que nenhum paciente que passa pelo ambulatório sai sem o tratamento, todos são atendidos.

Em um ofício emitido na última sexta-feira (14) aos municípios atendidos pela 9ª Regional da Secretaria de Estado de Saúde do Pará, foi informado que o Ministério da Saúde já liberou a medicação e que a previsão é que até o fim do mês de fevereiro o medicamento chegue aos municípios.

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SANTARÉM

Santarém registra maior número de casos de doenças sexualmente transmissíveis em homens

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência Rádio Mais

Em Santarém, a maioria dos casos registrados de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) é em homens. De acordo com a Secretaria de Saúde do município, até o final de 2019 foram 235 casos de HIV na região Oeste do Pará, área onde fica localizada Santarém, sendo 163 registros do sexo masculino e 72 em mulheres.  O mesmo pode ser observado nos casos de Sífilis. Foram notificados 272 casos, sendo 165 em pessoas do sexo masculino e 107 em mulheres. 

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos e são transmitidas, principalmente, por meio de contato sexual sem o uso de preservativo. A transmissão também pode acontecer da mãe para o filho durante a gestação, parto ou amamentação. O uso de preservativo é o método mais eficaz para evitar a transmissão das ISTs. 

Independentemente da idade, estado civil, classe social, identidade de gênero ou orientação sexual, a população deve se atentar, pois uma pessoa pode estar aparentemente saudável, mas estar com alguma IST. A coordenadora de IST/Aids da Secretaria de Saúde do Pará, Andrea Miranda, destaca a importância da prevenção, principalmente entre os jovens.

“É importante que a gente mostre a necessidade da prevenção nesse momento em que o índice tem aumentado no público jovem. Ele pode estar passando essas doenças para outras pessoas. É importante a gente se prevenir para evitar consequências mais graves na frente. Se eu me gosto, se eu me previno, eu evito infecções sexualmente transmissíveis.”

Algumas ISTs não são de notificação compulsória, ou seja, não são registradas em bancos de dados. Com isso, é provável que o número de pessoas com alguma IST em Santarém seja maior. O Papillomavirus humano, mais conhecido como HPV, é um exemplo de IST que não é considerado um agravo de notificação estadual. A infecção atinge mais da metade da população jovem brasileira entre 16 e 25 anos e é a IST mais comum no mundo, atingindo 11,7% da população global. Isso porque, para que a contaminação aconteça, basta o contato direto com a pele ou mucosa infectada. 

Diego Fontenele tem 26 anos e é motorista. Morador do bairro Aeroporto Velho, ele descobriu que estava com HPV há aproximadamente seis meses. Após notar algumas verrugas e sangue no pênis, ele passou por exames, que confirmaram a infecção. Assim que o diagnóstico foi confirmado, Diego começou o tratamento.

“Eu comecei a desconfiar que tinha alguma coisa errada. Aí eu fui procurar algum tratamento. Fiz o exame de sangue e falaram da doença para mim. O médico falou que tinha conhecimento sobre esse tipo de doença. Ele olhou, disse qual era o tratamento e fiz.”

O tratamento é oferecido de forma gratuita por todas as unidades do Sistema Único de Saúde, o SUS. Além disso, todas as Unidades de Saúde têm testes para a detecção de ISTs. Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e se proteja dessas ISTs e de outras, como HIV e hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist. 

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SANTARÉM

Defesa Civil monitora áreas de risco em cinco bairros de Santarém

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Foto: Créditos: Agência Santarém de Notícias / Fonte: O Estado Net

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Santarém (Comdec), órgão ligado à Secretaria de Gestão, Orçamento e Finanças (Semgof), da Prefeitura de Santarém monitora diariamente todas as áreas de risco do município. Nesta quarta-feira (29), foram visitados os bairros: Uruará, Área Verde, Vitória Régia, Nova República e Maracanã. O trabalho prévio visa evitar danos e preservar o bem estar da população.

Em Santarém, no ano de 2019, o órgão atendeu mais de 300 ocorrências, divididas entre alagamentos, vendaval, monitoramento em áreas de risco, enxurradas, riscos em obras civis, monitoramento do nível do Rio, fornecido pela Companhia Docas do Pará (CDP), baseado na régua da Agência Nacional das Águas (ANA) e outros serviços.

A Defesa Civil de Santarém pode ser acionada pelo telefone ‪(93) 3523-5170‬ ou 190, via Núcleo Integrado de Operações (Niop).

“Estamos trabalhando todos os dias com vistorias. Nós mapeamos e relatamos os pontos críticos mostrando a realidade referente a infraestrutura, para que as providências emergenciais sejam tomadas. O importante é ver a união das secretarias municipais. A Prefeitura tem feito serviços de drenagem em pontos críticos da cidade. Então, temos uma esperança que não ocorram mais alagamentos, pois ocasionam muitos prejuízos para à população. É importante também que as pessoas joguem seus lixos em locais adequados. Em uma vistoria realizada ontem na orla da cidade, vimos muitas garrafas pet jogadas na via e no momento da chuva a tendência é ir parar nos bueiros e entupir as galerias, ocasionando alagamentos. Por isso pedimos que o povo tenha educação e jogue o lixo no local correto”, destacou o coordenador da Defesa Civil de Santarém, Darlison Maia.

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