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Meio Ambiente

Hydro dá férias coletivas para mais de mil funcionários em Barcarena

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Refinaria da Hydro, em Barcarena, teve produção reduzida pela metade após escoamentos ilegais serem descobertos. — Foto: Tarso Sarraf / O Liberal

A empresa Hydro Alunorte  férias coletivas para cerca de mil funcionários da refinaria em Barcarena, a 30 Km de Belém.  Primeiro, deu as mesmas férias a 40 operários da Hydro, e já anunciou que vai  paralisar também as atividades de mineração e, Paragominas. 

De acordo com a Hydro, a medida tem o objetivo de preservar empregos diante da redução da operação de refinaria em 50%, depois que dois escoamentos sem licença ambiental foram feitos por um duto clandestino para o rio Murucupi.

Diversos rios de Barcarena estão contaminados com níveis acima do permitido pela lei de 14 substâncias em áreas próximas às praias de Sirituba e Beja, Guajará do Beja, Arapiranga, igarapés do Curuperê e Dendê e igarapé do Tauá, segundo recente laudo do Instituto Evandro Chagas.

Além dos 40 trabalhadores de Barcarena, a empresa confirma férias coletivas para 400 pessoas a partir de segunda-feira (2), por 15 dias, para funcionários de Paragominas, no sudeste do estado. A empresa afirma que o Ministério do Trabalho e Emprego foi informado sobre a decisão, assim como os sindicatos correspondentes e que a Hydro não considera demissões no momento.

 — Foto: Infográfico: Alexandre Mauro e Igos Estrella / G1 — Foto: Infográfico: Alexandre Mauro e Igos Estrella / G1

— Foto: Infográfico: Alexandre Mauro e Igos Estrella / G1

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Meio Ambiente

Licenciamento recorde de novos agrotóxicos aumenta risco à saúde e ao meio ambiente

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Brasil está consumindo agrotóxicos já proibidos em vários países — Foto: Divulgação

Blog  André Trigueiro

Em favor da flexibilização da lei – o “Pacote do Veneno” ainda não foi votado em plenário – os ruralistas dizem que o processo usual de licenciamento dessas “moléculas” (como a ministra prefere chamar) costuma levar anos, prejudicando a produção. O grande problema é a distância que separa o gabinete da ministra do Brasil real. Enquanto no andar de cima a palavra de ordem é “libera geral”, multiplicam-se os fatores de risco à saúde e ao meio ambiente.

Outro motivo de preocupação é a instrução normativa nº 40 da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura (lançada no ano passado) que deu plenos poderes aos engenheiros agrônomos para determinarem livremente misturas de diferentes agrotóxicos para a produção de receitas de acordo com cada situação. Ou seja, deu-se carta branca para que estes profissionais inventem novas receitas químicas sem que os efeitos dessa mistura sobre a saúde ou o meio ambiente sejam devidamente conhecidos. “Empoderamos os engenheiros agrônomos”, disse então o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

Uma tragédia silenciosa sobre a qual nem a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e muito menos o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se pronunciaram até agora é a elevada mortandade de abelhas no Brasil em eventos associados à pulverização de agrotóxicos. O registro mais recente de desastre vem do Rio Grande do Sul, onde a Associação dos Apicultores Gaúchos contabiliza a perda de 6 mil colmeias nos últimos meses, inviabilizando a entrega de 150 toneladas de mel. “Claro que tem outras causas de mortes, mas em 80% das análises das abelhas mortas, foi constatado algum tipo de agrotóxico presente”, afirmou ao G1 o tenente Edelberto Ginder, da Patrulha Ambiental da Brigada Militar de Santa Rosa.

O prejuízo dos apicultores é apenas a ponta do iceberg. O maior problema – já visível em vários países – é o impacto sobre a polinização de alimentos. Estima-se que o trabalho realizado de graça pelas abelhas tenha um valor econômico equivalente a 10% da produção agrícola mundial. No Brasil, mais de 50 milhões de toneladas de produtos agrícolas dependem diretamente da polinização. Alguns cálculos dão conta de que a morte contínua das abelhas pode significar quase 50 bilhões de reais de prejuízos para a agricultura brasileira.

O assunto é tão grave e urgente que para proteger as abelhas, a União Europeia decidiu no ano passado proibir o uso de agrotóxicos claramente associados a mortandade do inseto. No Brasil, nada sugere que algo parecido venha a acontecer. Alguns produtos proibidos na Europa – como os neonicotinoides, inseticidas derivados da nicotina – continuam sendo pulverizados em larga escala por aqui.

Outro problema amplamente diagnosticado no Brasil é a pulverização de venenos por aviões, sem que se respeitem os protocolos básicos de segurança como evitar a dispersão dos agrotóxicos em sobrevoos muito altos ou quando haja vento forte. A chuva de veneno fora do perímetro das lavouras com impactos sobre a saúde das comunidades próximas e a biodiversidade vem sendo documentada há anos, sem a devida resposta do poder público. Há pouco mais de um ano, na maior operação de combate às práticas criminosas de pulverização irregular por aeronaves, nada menos que 48 aviões foram interditados nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná. A Operação Deriva II resultou na aplicação de R$ 8,2 milhões em multas que, como se sabe, resultam em processos intermináveis sem prejuízo efetivo para os infratores. Aeronaves não autorizadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e pulverização de agrotóxicos proibidos por lei no Brasil ou com prazos de validade vencidos são infrações comuns. Não se sabe quando será a próxima operação ou por que elas acontecem de forma tão espaçada.

 Uma cena da novela “Velho Chico”, de Benedito Ruy Barbosa, exibida em 2016 pela TV Globo, ilustra bem o que parece ser o pensamento de uma parcela dos produtores rurais que aplicam agrotóxicos de forma irresponsável em suas lavouras. Na fazenda de Afrânio (Antonio Fagundes), as plantações de manga recebem cargas monumentais de veneno. Maria Tereza (Camila Pitanga), filha de Afrânio, fica horrorizada com o que vê. E dá a ordem aos funcionários: “Podem parar com isso. Todos vocês”. Eles dizem que devem continuar, mas ela é taxativa: “Que pare o mundo se for preciso. Eu não quero mais uma só manga sendo colhida encharcada”. Maria Tereza colhe uma fruta do pé e segue irritada até o escritório do pai. Lá chegando, cobra dele uma explicação: “Pai, o que é isso? O senhor está encharcando a manga de veneno. Muito mais do que o necessário. Isso não está certo. Pode dar problema”. O pai olha com ar de desdém para a filha e responde sem afetação: “É daí? Eu não planto pra comer. Eu planto pra vender”.

O Brasil merece comer o que se planta sem sustos, sem riscos, sem que o interesse privado se sobreponha ao interesse público.

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Meio Ambiente

Onça-pintada está ameaçada de extinção na caatinga

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Onça-pintada (Panthera Onca) em foto tirada em 2012, no México. No Brasil, a espécie é considerada vulnerável, mas o status de avaliação muda conforme o bioma em que ela vive — Foto: WWF / AFP

Por Elida Oliveira/ G1


Onça-pintada (Panthera onca) em foto de junho de 2012. Espécie é o maior felino das Américas e está vulnerável no Brasil. — Foto:  WWF / AFP

Onça-pintada (Panthera onca) em foto de junho de 2012. Espécie é o maior felino das Américas e está vulnerável no Brasil. — Foto: WWF / AFP

As espécies ameaçadas são foco da segunda série “Desafio Natureza”, que já abordou as ações feitas para preservar a arara-azul-de-lear no sertão da Bahia.

A onça-pintada e a arara-de-lear fazem parte das 1.173 espécies que vivem sob risco de extinção no Brasil. A caatinga abriga 182 desses animais – 46 são espécies endêmicas, ou seja, só existem neste lugar do mundo.

Para ajudar na preservação da onça-pintada na caatinga, o governo federal criou em abril de 2018 o Parque Nacional do Boqueirão da Onça, com 347 mil hectares, e a área de proteção ambiental (Apa), de 505 mil hectares.

A presença deste tipo de felino no Boqueirão da Onça foi descoberta somente em 2006. Até então, acreditava-se que apenas a onça-parda (Puma concolor) vivia na região e que a pintada se restringia a outras áreas de caatinga. A comprovação da existência desta espécie naquele local específico fez com que o pedido de criação do parque nacional ganhasse mais força – uma discussão que já se arrastava há pelo menos 14 anos.

Onça-pintada, o maior felino das Américas — Foto: Igor Estrella/G1

A importância dos animais ‘topo de cadeia’

Conhecida cientificamente como Panthera onca (sem cedilha), a onça-pintada é uma das prioridades da Red List (Lista Vermelha, em inglês), da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN). No Brasil, ela está presente em quase todos os biomas e está ameaçada em todos eles (veja quadro abaixo).

Embora o número de onças-pintadas seja igualmente crítico na mata atlântica e na caatinga, a situação é pior no bioma do semiárido porque, ele mesmo, não é alvo de conservação.

No caso das onças, que são territorialistas, a preservação do ambiente está diretamente ligada à manutenção da espécie, que pode ocupar até 495 km². Mas, segundo pesquisadores, 50% da área de vegetação nativa da caatinga já foi devastada.

Além disso, a escassez da cobertura vegetal pode afetar as nascentes da região, tornando o acesso à água ainda mais difícil para a onça.

A estimativa é de que existam menos de 250 indivíduos na região.

“É uma espécie ecologicamente importante porque é topo da cadeia alimentar. A extinção desta espécie leva ao aumento de outras, que antes eram suas presas, e provoca o desequilíbrio ambiental”, diz Rogério Cunha, coordenador substituto do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap), ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

Um exemplo, conta Cunha, foi o que aconteceu no Oeste de São Paulo. Um estudo de impacto ambiental sobre a construção de uma hidrelétrica mostrou que as onças-pintadas, que antes viviam na região, foram mortas por fazendeiros após atacar o gado. Com o sumiço das onças, aumentaram as capivaras, que antes eram suas presas.

“As onças foram acompanhadas com coleiras [de monitoramento]. Com isso, vimos que as que foram para as áreas secas [após o alagamento] começaram a atacar o gado, porque as presas que ela comiam morreram afogadas no lago [da hidrelétrica]. Os fazendeiros passaram a matar as onças. A população de capivaras aumentou de forma assombrosa [porque não tinha mais onças para caçá-las], passaram a comer as plantações, aumentaram os casos de febre maculosa [transmitida pelo carrapato-estrela, que se hospeda na capivara]. Foi um efeito cascata”, explica Cunha.

Ameaças

A devastação ambiental e o avanço da agricultura são ameaças constantes para as onças em todos os biomas. Conforme a presença humana avança sobre as áreas nativas, a onça recua para se afastar do convívio.

“Ela é muito sensível à presença humana. Precisa de grandes áreas nativas bem preservadas para sobreviver. É um animal solitário e territorialista que precisa do seu espaço”, diz Cláudia Bueno de Campos, bióloga e coordenadora do Programa Amigos da Onça, do Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais – Pró-Carnívoros.

Na caatinga, a criação extensiva dos rebanhos de ovinos, caprinos e bovinos traz um novo agravante: o confronto com os humanos, que temem o ataque das onças aos animais.

“São rebanhos criados soltos na caatinga, para se alimentar da própria mata nativa, principalmente na época de seca. E, como eles andam bastante, isso pode fazer com que os animais sejam perdidos pelos criadores, seja por doença, ataque de cobra, furto de outros criadores, ou até mesmo o ataque das onças. Mas, por causa da fama que os predadores naturalmente têm, a culpa de todas as perdas sempre sobra para elas”, diz.

Um projeto da Pró-Carnívoros tenta estimular a população a fazer a criação semi-intensiva, com áreas delimitadas para o rebanho. Mas o desafio é longo. A cultura da caça atinge até os mais jovens, que vêem na morte do animal um ato de bravura.

Onça-pintada está presente em quase todos os biomas do país, mas status de conservação muda em cada área. — Foto: Roberta Jaworski / G1

Onça-pintada está presente em quase todos os biomas do país, mas status de conservação muda em cada área. — Foto: Roberta Jaworski / G1

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Meio Ambiente

Segup e ICMBio vão combater extração irregular de madeira e minérios no Pará

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Rrepresentantes da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) se reuniram em Brasília, nesta terça-feira (19),  para tratar de um acordo de cooperação técnica, que tem como objetivo o apoio dos órgãos do Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Sieds) ao combate a crimes ambientais nas Unidades de Conservação no Pará.

A reunião teve como finalidade a elaboração de um Plano de Trabalho para o desenvolvimento das ações que visam coibir atividades criminosas, garantindo a preservação desses espaços ao longo de 2019. De acordo com dados do ICMBio, cerca de 94% dos desmatamentos nas Unidades de Conservação da Amazônia estão no Pará, no biênio 2017/2018.

O cronograma do Plano de Trabalho já inicia em março deste ano e prossegue até fevereiro de 2020. Serão 12 meses de atividades que incluem, por exemplo, a capacitação dos agentes de segurança do Estado em cursos oferecidos pela academia do ICMBio, em São Paulo (SP), na área de policiamento ambiental, e a elaboração de um plano de captação de recursos no Fundo Amazônia.

“Nós não podemos fechar os olhos para os crimes ambientais que estão devastando o Pará, como a extração de madeira e minério dentro das unidades de conservação, por exemplo. Por isso, vamos atuar juntos na fiscalização e no policiamento”, ressaltou o chefe do Núcleo de Planejamento Operacional da Segup, tenente-coronel Mascarenhas.

Também participaram do encontro o coordenador da Consultoria Jurídica da Segup, Márcio Camelo; o titular do Comando de Policiamento Ambiental da PM, coronel Marinho; a chefe da Divisão de Operacionalização da Proteção Ambiental do ICMBio, Ângela Garda, e o coordenador da 3ª Regional do ICMBio, Carlos Pinheiro.

Por Aline Saavedra

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