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MEIO AMBIENTE

Ibama suspende embargo da Hydro em Paragominas

Foto: Tarso Sarraf / O Liberal / Fonte: G1 PA

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Sem maiores explicações, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) suspendeu o embargo da nova área de Depósito de Resíduos de Sólidos de Bauxita (DRS2) da Hydro/Alunorte, em Paragominas, Nordeste do Pará. Porém, o embargo da Justiça Federal continua em vigor, segundo informou a assessoria da mineradora, na manhã desta sexta-feira, 26.

O embargo foi determinado no dia 28 de fevereiro, após o Instituto Evandro Chagas (IEC) comprovar o vazamento de rejeitos da mineração em tubulações clandestinas da Hydro, em Barcarena. Com as fortes chuvas que caíram na região de Barcarena, 16 e 17 de fevereiro, toda área do município ao redor da mineradora ficou extremamente alagada. Nos dias seguintes, a população denunciou que as águas dos rios, igarapés e até dos poços, estavam contaminadas com os rejeitos do minério.

O Ibama multou a Hydro Alunorte em R$ 20 milhões e embargou Depósito de Rejeitos Sólidos N° 2. Foram duas multas contra a mineradora, uma de R$ 10 milhões por realizar atividade potencialmente poluidora sem licença válida da autoridade ambiental competente e R$ 10 milhões por operar tubulação de drenagem também sem licença.

Além disso, por solicitação conjunta do Ministério Público Federal e Estadual, a justiça determinou a redução da atividade da mineradora em 50%.

Embargo judicial de 50% das atividades da Hydro permanece

De acordo com a mineradora, a decisão de suspender o embargo veio após uma decisão interlocutória concedida pelo Ibama à Alunorte, dia 5 de outubro. A autorização liberou o uso da tecnologia de filtro prensa, que a empresa alega ser a melhor tecnologia disponível para disposição de resíduos de bauxita. “O uso do DRS2, em combinação com a tecnologia de filtro prensa, representa a única solução sustentável de longo prazo para a Alunorte”, argumenta.

“Continuaremos o diálogo com as autoridades para buscar a permissão para utilizar o novo depósito. Isso é fundamental para a sustentabilidade e continuidade das operações da refinaria”, diz John Thuestad, Vice-Presidente Executivo da Hydro da área de negócios de Bauxita & Alumina.

O DRS2 é construído especialmente para armazenar os resíduos de bauxita processados pelos filtros prensa. A Alunorte iniciou o projeto para migrar as operações para a nova tecnologia de filtro prensa no DRS 2 em agosto de 2014. Antes dos embargos impostos em março deste ano, a refinaria estava em processo de comissionamento dos filtros prensa e do DRS2, com a intenção de migrar gradualmente para a nova tecnologia. Ao mesmo tempo reduzindo a atividade dos filtros tambor e da antiga área de depósito DRS1.

A direção da mineradora ressalta, que o prazo para a suspensão dos embargos que limitam a produção da Alunorte a 50% da capacidade total permanece e não há previsão para liberação geral das atividades.

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