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BRASIL GERAL

Ibovespa em dólar cai 35% no ano e tem pior desempenho entre emergentes

Fonte: Valor Globo — Foto: Pixabay

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O Ibovespa encerra a semana com queda de 0,07%. Já no mês a desvalorização chega a 1,09% e, em 2020, a 15,01%, em moeda local.

Em dólar, as perdas são ainda mais expressivas, de 35,23% e, assim, o Ibovespa é a bolsa com pior desempenho no ano entre os principais emergentes e os índices americanos.

Vídeo: Ibovespa tem pior desempenho dentre bolsas globais no ano

Ibovespa tem pior desempenho dentre bolsas globais no ano

Ibovespa tem pior desempenho dentre bolsas globais no ano

Na sequência, aparecem o IPC, do México, com queda de 25,4%, o BIST 100, da Turquia, com perdas de 23,65%, o IPSA, do Chile (-21,3%) e o índice Merval, da Argentina (-20,9%).

Já o RTS da Rússia cai 20,68% e o Colcap, da Colômbia (-19,01%). Ainda entre os emergentes, a bolsa da África do Sul tem baixa de 17,28% em 2020 e a da Índia cai 8,71%. Já o Xangai Composto, da China, sobe 13,31%.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones é o único índice a ainda concentrar perdas neste ano, de 3,09%. O S&P 500 sobe 2,75% e o Nasdaq tem alta de 20,3%.

A bolsa brasileira alcançou pela primeira vez este patamar de pior bolsa em abril, no ápice da crise do coronavírus, mas vinha em recuperação desde então. Em meados de julho, o índice estacionou e tem descolado do exterior em alguns pregões.

A justificativa, segundo profissionais do mercado, está na volatilidade cambial e no aumento dos riscos fiscal e político. Um exemplo ocorreu nesta semana, quando declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o Renda Brasil levantaram preocupações sobre atritos entre o presidente e a equipe econômica.

Naquela terça-feira (15), o Ibovespa fechou em alta, mas de apenas 0,02%, contra um avanço de 0,52% do S&P 500 e de 1,21% do Nasdaq, em Nova York.

Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos, explica que muitos países sofrem com a retomada das atividades econômicas, mas o Brasil tem, além de todo o impacto da pandemia, uma situação fiscal que já vinha complicada, sem muita consistência de evolução do PIB e com risco político. “A bolsa brasileira sofre mais porque tem toda essa situação fiscal crônica e embates entre Executivo, Legislativo e outros”, explica.

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