Conecte-se Conosco

CIDADE

Incêndio no Museu Nacional atinge também acervo do Emílio Goeldi no Pará

Publicado

em

Arte de divulgação: cabeça muduruku como a que estava no Museu Nacional

O Incêndio do Museu Nacional do Brasil, ocorrido no último domingo, 2, causou danos também ao  acervo do Museu Paraense  Emílio Goeldi: cabeças esculpidas pelo povo munduruku, materiais biológicos e mais de 100 peças arqueológicas do século XIX, coletadas pelo pesquisador Domingos Ferreira Pena, que pertenciam ao Emílio Goeldi, foram destruídas no incêndio, segundo a nota abaixo, publivcada pela direção do Goeldi, em seu site, nesta segunda-feira (3).

Nota sobre a destruição do Museu Nacional

Com um incêndio de proporções gigantescas, o mais antigo museu brasileiro, um dos símbolos da constituição da nação, o nosso Museu Nacional tombou como resultado da falta de investimentos na cultura, ciência e educação. A imagem das chamas consumindo patrimônio, história e conhecimento nos levou ao choque e a desoladora sensação de perda. O pior pesadelo para quem trabalha com pesquisa e formação de acervos tornou-se realidade mais uma vez, lembrando o golpe sofrido pelo Instituto Butantan (2010), Museu da Língua Portuguesa (2015) e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1978).

A história do Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG, criado em 1866, o segundo museu de ciências mais antigo no Brasil, está imbricada com a do Museu Nacional. As trocas de pesquisadores, acervos, documentos e técnicas progrediram no decorrer das décadas. A destruição de grande parte dos acervos do Museu Nacional leva junto também alguns testemunhos da história institucional do Museu Goeldi, como mais de 100 peças arqueológicas coletadas por Domingos Soares Ferreira Penna no século XIX. O ocorrido deixa a todos em alerta e aumenta a responsabilidade das autoridades na elaboração de políticas públicas de fomento e gestão de ciência, cultura e educação no País.

Cada museu tem sob a sua salvaguarda objetos e valores fundamentais da sociedade a que servem. O seu desaparecimento apaga o esforço de gerações, some com testemunhos únicos, afeta a capacidade de construir e consolidar o conhecimento e de narrar histórias locais, regionais, nacionais ou mundiais. Não podemos aceitar essas perdas como algo natural. A política de corte de investimentos no setor público nos deixou a todos com os olhos e a boca cheios de cinzas.

A comunidade do Museu Goeldi se solidariza com a comunidade do Museu Nacional e reforça publicamente o compromisso de continuar lutando pela conservação do patrimônio cultural e ambiental nacional e pelo avanço do conhecimento.

 

Parque Zoobotânico volta a funcionar às terças-feiras

Agência Museu Goeldi

 A partir do dia 4 de setembro, o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi volta a abrir para visitação de terça-feira a domingo, garantindo ao público mais um dia para apreciar as belezas da fauna e flora da Amazônia e aproveitar a programação que o espaço oferece. O horário de funcionamento continua de 9h às 17h, com venda de ingressos na bilheteria até às 16h15.

Parque Zoobotânico passa a abrir também às terças-feiras.Devido às restrições orçamentárias que impactavam diretamente na manutenção de serviços como segurança, energia e limpeza, a visitação ao Parque Zoobotânico funcionava a partir de quarta-feira. Após a recomposição do orçamento do Museu Goeldi, puderam ser restabelecidos os serviços gerais, as ações museais e a vigilância nas bases físicas da instituição.

O Parque Zoobotânico, localizado no centro urbano de Belém (PA), há 123 anos possui uma privilegiada área de 5,4 hectares, onde é possível encontrar mais de três mil animais, pertencentes a 100 espécies, vivendo em um jardim histórico com mais de duas mil árvores, cipós e arbustos, que representam 500 espécies botânicas. Com o ingresso do Parque, os visitantes têm acesso também ao Aquário Amazônico Jacques Huber e ao Pavilhão Domingos Soares Ferreira Penna (Rocinha).

Exposições e Café do Museu – “Os Kayapó e Yairati. Saberes e lutas compartilhadas” é a mais recente exposição do Museu Emílio Goeldi, abrigada na Rocinha. A mostra é uma celebração ao povo indígena milenar e guerreiro Mebêngôkre-Kayapó e ao pesquisador norte-americano Darrell Posey (1947-2001), que atuou por mais de três décadas na Amazônia, sendo chamado pelos indígenas de Yairati.

Aquário Jacques Huber abriga peixes, répteis e quelônios.O público também pode visitar a exposição “Transformações: a Amazônia e o Antropoceno”, que tem o objetivo de discutir o que alguns cientistas consideram como uma nova era geológica, provocada pelas alterações do homem na superfície da Terra. São disponibilizados conteúdos multimídia, simulações em tamanho real de áreas de floresta e exibição de resultados de pesquisa do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia, com sede no Museu Goeldi.

O “Salão 150 anos” conta um pouco da história e da trajetória da mais antiga instituição de ciência da Amazônia, como espaço de pesquisa, lazer e educação. Os visitantes podem colaborar com a mostra deixando fotografias feitas na instituição. No Parque Zoobotânico também está o Café do Museu, um charmoso chalé que reúne loja, livraria e cafeteria.

Ingresso – O valor do ingresso do Parque Zoobotânico é R$ 3,00 (inteira) e R$ 1,50 (meia-entrada) para estudantes mediante a apresentação da carteira de identificação estudantil e jovens de baixa renda com apresentação da Identidade Jovem, acompanhada de documento de identificação com foto. Crianças de até 12 anos incompletos, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência têm direito à gratuidade.

Continue lendo
Clique para comentar

Copyright © 2018. A Província do Pará Todos Direitos Reservados . Desenvolvido por Ideia Virtual