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Incêndios no leste da Austrália causam morte e deixam 100 casas destruídas

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Vítima fatal foi encontrada em carro; duas pessoas estão desaparecidas e 30 ficaram feridas. No total, 100 incêndios atingem as áreas rurais dos estados de Nova Gales do Sul e Queensland; 17, muito perigosos, permanecem fora de controle.

Helicóptero derrama água para combater incêndio em Harrington, na Austrália, na sexta-feira (8) — Foto: AAP Image/Shane Chalker/via Reuters
Helicóptero derrama água para combater incêndio em Harrington, na Austrália, na sexta-feira (8) — Foto: AAP Image/Shane Chalker/via Reuters

Pelo menos uma pessoa morreu e 100 residências foram destruídas pelos incêndios que assolam o leste da Austrália, segundo os bombeiros, que lutam com grandes dificuldades para extinguir muitos focos ao mesmo tempo.

Os bombeiros no estado de Nova Gales do Sul disseram ter encontrado os restos mortais de uma pessoa em um carro enquanto combatiam dezenas de incêndios florestais.

“Nesta etapa, parece que pelo menos 100 casas foram destruídas pelas chamas”, acrescentou o serviço de bombeiros.

Até o momento, duas pessoas estão desaparecidas enquanto outras 30 foram feridas, na maioria bombeiros.

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, disse que o grande número de incêndios era “incrivelmente preocupante” e pediu os moradores a “permanecerem seguros” e “ouvirem os serviços de emergência”.

No total, 100 incêndios atingem as áreas rurais dos estados de Nova Gales do Sul e Queensland.

Dezessete deles, muito perigosos, permanecem fora de controle.

Fumaça de incêndio deixa o céu alaranjado em Port Macquarie, na Austrália, na sexta-feira (8) — Foto: Mireya Reyes/Reuters

“Nunca tivemos tantos incêndios ao mesmo tempo e com tal nível de urgência”, disse à televisão pública ABC Shane Fitzsimmons, chefe dos serviços de bombeiros da zona rural de Nova Gales do Sul.

“Estamos em território desconhecido”, acrescentou.

No verão, os incêndios de ervas daninhas e de várzea são frequentes na Austrália, mas este ano começaram cedo.

Este início da temporada de verão no sul foi dramático, mas os cientistas se preocupam com o que pode acontecer nos próximos meses.

As mudanças e os ciclos climáticos geraram uma seca excepcional, um fraco índice de umidade e ventos fortes, que contribuem para gerar incêndios na vegetação rasteira.

Os incêndios se espalharam por mais de mil quilômetros na costa do Pacífico.

Portanto, os bombeiros enfrentam grandes dificuldades, apesar do apoio aéreo de cerca de 70 aparelhos.

Em Nova Gales do Sul, as autoridades indicaram que os incêndios ultrapassaram as áreas onde foram confinados, de modo que parte da Rodovia do Pacífico que liga Sydney e Brisbane teve que ser fechada.

Imagem de vídeo aéreo mostra incêndio ao norte de Tuncurry, na Austrália, na sexta-feira (8) — Foto: NSW Rural Fire Service via Reuters

Ao longo da Sunshine Coast, no estado de Queensland, a polícia ordenou a evacuação total de Tewantin, um bairro que tem cerca de 4.500 habitantes.

“Vão embora imediatamente, suas casas estão ameaçadas”, alertaram aos moradores.

Em algumas regiões, os moradores se viram presos e foram instruídos a “procurar abrigo, já que é tarde demais para fugir”.

As estações de rádio locais interromperam seus programas para informar sobre como sobreviver a um incêndio, no caso de pessoas ficarem presas pelo fogo em suas casas ou em seus veículos.

Os ventos fortes e as altas temperaturas que atingem a Austrália Oriental devem diminuir no próximo fim de semana, oferecendo assim alívio dos incêndios.

No entanto, secas prolongadas e baixos níveis de umidade continuarão favorecendo o fogo.

“É uma dinâmica muito volátil e perigosa”, diz Fitzsimmons.

A Austrália anunciou esta semana um programa de ajuda financeira de um bilhão de dólares australianos (US$ 690 milhões) para combater as consequências da seca.

A seca é uma das características da Austrália, mas os cientistas acreditam que o clima extremo é exacerbado pelas mudanças climáticas.

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Tiroteio deixa feridos em escola nos Estados Unidos

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Fonte/Foto: G1 Pessoas aguardam alunos e informações do lado de fora da escola de ensino médio de Saugus, na Califórnia, depois de um tiroteio nesta quinta-feira (14). — Foto: Marcio Jose Sanchez/AP
Polícia busca o suspeito descrito por testemunhas como um homem vestido de preto.

Um tiroteio deixou feridos na escola de ensino médio Saugus, em Santa Clarita, na Califórnia, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (14). A polícia busca o suspeito descrito por testemunhas como um homem vestido de preto. (Veja abaixo imagens ao vivo do local).

Não há muitos detalhes sobre a ocorrência, que ainda está em andamento. A polícia do condado de Los Angeles informou que cinco pessoas receberam atendimento médico.

“Recebemos dois pacientes em condições críticas e três estão no caminho. Daremos atualizações quando elas se tornarem disponíveis”, publicou o hospital Henry Mayo em uma rede social.

Ambulâncias foram estacionadas do lado de fora da escola de ensino médio Saugus, em Santa Clarita, na Califórnia, depois de um tiroteio nesta quinta (14). — Foto: Marcio Jose Sanchez/AP
Ambulâncias foram estacionadas do lado de fora da escola de ensino médio Saugus, em Santa Clarita, na Califórnia, depois de um tiroteio nesta quinta (14). — Foto: Marcio Jose Sanchez/AP

Imagens divulgadas por canais locais mostram feridos sendo levados para ambulâncias e alunos deixando a instituição de ensino.

Por medidas de segurança, escolas do distrito de William S. Hart foram fechadas.

Várias unidades policiais foram mobilizadas para atender a ocorrência. As autoridades recomendaram aos moradores da região ficarem em casa com as portas trancadas.

Transmissão ao vivo: ataque a tiros em escola da Califórnia

O delegado Alex Villanueva afirmou que suspeita que o autor dos disparos seja um dos alunos. A polícia foi avisada do tiroteio às 7h38 (12h38 de Brasília).

Mapa mostra local de tiroteio em escola na Califórnia — Foto: G1
Mapa mostra local de tiroteio em escola na Califórnia — Foto: G1

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Cantores de k-pop são condenados a prisão por estupro

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Fonte/Foto: Jung Jin-Young e Choi Jong Hoon (Montagem VEJA/Reprodução)
Jung Joon Young e Choi Jong Hoon foram sentenciados a sete e cinco anos de prisão, respectivamente

A Justiça da Coreia do Sul condenou duas estrelas do k-pop à prisão nesta quarta-feira, 13. Os cantores Jung Joon Young, do grupo Drug Restaurant, e Choi Jong Hoon, da banda F.T. Island, foram sentenciados a sete e cinco anos de prisão, respectivamente, por terem participado, filmado e compartilhado imagens de um estupro coletivo em um grupo virtual criado para esta finalidade em duas ocasiões no ano de 2016.

A emissora sul-coreana SBS divulgou uma entrevista com uma das vítimas, que preferiu não se identificar. A mulher afirmou que havia saído com cinco pessoas, incluindo os músicos, e desmaiou. Ao acordar na manhã seguinte, notou que estava nua em um quarto de hotel.

Em março, Jung foi indiciado por gravar vídeos de suas relações sexuais e compartilhar o material em chats online. Na ocasião, ele se declarou culpado por ter gravado as imagens sem o consentimento das mulheres. “Enquanto eu fazia isso, não senti nenhuma culpa. Pelo resto da minha vida irei me arrepender dos meus atos imorais e ilegais que constituem crimes”, declarou.Veja também

O grupo

Não é a primeira vez que celebridades do ramo se envolvem em escândalos sexuais. O aplicativo KakaoTalk, equivalente coreano do WhatsApp, tornou-se conhecido no país por abrigar um grupo onde artistas de k-pop compartilhavam conteúdo criminoso.

Nomes como Seungri, da banda Big Bang, o guitarrista Lee Jong-hyun, do grupo CNBlue e Yong Jun-hyung, do Highlight, já foram citados no escândalo.

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Presidentes da Rússia e da China pedem diminuição de protecionismo

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Foto: Reprodução / Fonte: Com informações da Agência Brasil

A diminuição do protecionismo é essencial para enfrentar a desaceleração econômica global, disseram hoje (13) os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping. Em discursos no encerramento do Fórum Empresarial do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os dois líderes defenderam o aprofundamento do comércio internacional para haver desenvolvimento. 

Segundo Putin, os países do Brics podem contribuir para suavizar a desaceleração econômica global, ao estreitarem os laços comerciais e tecnológicos entre si. “Dada essa recessão dupla que temos enfrentado, temos visto o crescimento de atitudes protecionistas, de problemas alfandegários. Os países do Brics têm de se esforçar para não se deixar abater por essas coisas. Temos de manter o nível de vida de nossas populações ou até aumenta-las”, declarou. Ele disse que, desde 2018, o mundo enfrenta um desaquecimento econômico e deve encerrar 2019 com o menor crescimento em dez anos. 

Em 2020, a Rússia assumirá a presidência rotativa do Brics. Putin lembrou que o comércio do país com os demais membros do grupo tem aumentado mais de 20% nos últimos cinco anos. O presidente russo destacou as cooperações entre os integrantes do Brics nas áreas farmacêutica, de exploração espacial, aeronáutica e disse que o governo russo está disposto a aumentar o intercâmbio na área de tecnologia da informação, de informática e em energia limpa, principalmente no segmento de gás natural. 

O aumento do protecionismo global também foi abordado por Xi Jiping em seu discurso. Segundo ele, a guerra comercial desestimula os investimentos em inovação, o principal instrumento para impulsionar a economia global. China e Estados Unidos, as duas maiores economias do planeta, enfrentam tensões comerciais desde que o governo do presidente Donald Trump decidiu impor tarifas a produtos chineses, com retaliações do país asiático. 

“Com a nova rodada de transformações industriais e tecnológicas, os motores de desenvolvimento estão ajudando a aumentar a produtividade, a avançar nas áreas sociais e econômicas. No entanto, o crescente protecionismo e as ameaças no mundo estão ameaçando o comércio internacional e o investimento internacional e também levando a uma desaceleração mundial da economia”, disse o mandatário chinês.

Em seu discurso, Xi Jiping defendeu a ampliação dos investimentos em inovação, economia digital e economia verde (desenvolvimento aliado às preocupações com o meio ambiente) e afirmou que o país está empenhado em abrir o comércio. Ele destacou que o desenvolvimento da China representa uma oportunidade para o mundo inteiro, principalmente para os países do Brics. 

“Nos últimos cinco anos, a China tem contribuído, em média, cerca de 30% do crescimento econômico mundial. No ano passado, o investimento externo da China foi de US$ 143 bilhões, 53% a mais que no ano anterior. A decisão da China é de abrir ainda mais o mercado. Portanto temos a mesma expectativa de aumentar o crescimento no futuro”, acrescentou. 

O primeiro-ministro indiano, Nahendra Modi, disse que os países do Brics têm buscado harmonizar os procedimentos tributários e alfandegários de forma a aumentar os fluxos comerciais e de investimentos. Ele ressaltou o progresso do grupo nos últimos anos em ampliar a cooperação entre os bancos e na área de direitos de propriedade intelectual e disse estar empenhado para elevar para US$ 5 trilhões o tamanho da economia da Índia até 2024. 

Modi sugeriu que o Fórum Empresarial do Brics, formado por representantes de empresas do grupo, mapeie como as economias dos cinco países membros se complementam e identifique áreas prioritárias para investimentos conjuntos entre os países. O primeiro-ministro agradeceu a decisão unilateral do presidente Jair Bolsonaro de dispensar visto para turistas e homens de negócios da Índia e da China. 

“Agradeço ao presidente do Brasil a sua decisão recente de permitir a entrada de cidadãos indianos sem a necessidade de vistos. Os cinco países também deveriam considerar mecanismos tais como um acordo preferencial mútuo. Amigos, talvez estejam também cientes dos avanços recentes nos rankings de facilidade de fazer negócios”, declarou Modi. 

O presidente da África do Sul Cyril Ramaphosa disse que o país está fortalecendo os pilares do crescimento sustentado, tais como educação, meio ambiente e respeito ao Estado de Direito. Ele ressaltou que seu governo tem dado incentivos para mais investimentos, como o desenvolvimento da zonas econômicas industriais com infraestrutura de nível internacional. 

Ramaphosa disse que a África do Sul está revisando o regime de vistos para acolher pessoas capacitadas e competentes, de várias partes do mundo, para visitarem, fazerem negócios e trabalharem na África do Sul. Ele destacou ainda o potencial econômico do continente africano para os países emergentes.

“Até 2050, a população da África terá crescido a até 2,5 bilhões de habitantes. Ao criarmos uma área de livre comércio unificada na África, temos por objetivo tornar esse potencial humano subjacente em oportunidade efetiva de alcançar crescimento compartilhado e sustentável”, disse.

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