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SAÚDE

Instagram é o pior aplicativo para a saúde mental dos jovens, diz estudo

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Fonte/Foto: Techtudo
Pesquisa #StatusOfMind busca entender como as redes sociais afetam a mente dos jovens.

O Instagram é a rede social mais propensa a provocar ansiedade, depressão, má qualidade de sono e insatisfação com o próprio corpo nos jovens. A informação vem de um estudo do Royal Society for Public Health (RSPH), chamado Status of Mind, que teve foco em entender de que forma e em que medida as redes sociais estão afetando a mente dos jovens — maioria dos usuários em todas as plataformas. Para isso, as redes sociais analisadas foram as mais

A ansiedade e a depressão em jovens, segundo o relatório da pesquisa, ganharam uma incidência 70% maior nos últimos 25 anos. As redes sociais estariam atuando no sentido de agravar esse quadro, sendo um combustível para alimentar expectativas irreais e aumentar sentimentos como o de inadequação. “Ver amigos em constante “curtição”, de férias, em festas e eventos faz com que os jovens sintam que estão perdendo a vida, enquanto outros a apreciam. Esse sentimento costuma promover comparações e consequente desespero”, diz o relatório.

Viciados em redes sociais

O relatório lembra que essas plataformas têm caráter mais viciante que drogas lícitas como cigarro e álcool, e também estão relacionadas a má qualidade de sono, ciberbulling e uma nova síndrome chamada de FoMO (Fear of Missing Out, ou medo de estar perdendo algo, em português) entre os jovens mais conectados.

”Eu preciso manter meu celular sempre carregado, caso contrário posso perder algo no Facebook e começo a roer minhas unhas”, afirma um participante da pesquisa, na faixa ente 17 e 19 anos, que ilustra os efeitos provocados pela FoMO.

Pessoas perfeitas

Outro problema se apresenta como a dificuldade de aceitação corporal: hoje, nove de cada dez meninas estão insatisfeitas com seu corpo. Dentre as redes sociais destacadas, o Instagram foi apontado como maior responsável por isso, devido à quantidade de fotos editadas e irreais de corpos com ”padrões perfeitos”.

”O Instagram faz meninas e mulheres sentirem que seus corpos não são bons o suficiente, porque as pessoas colocam filtros e editam as suas fotos para parecem perfeitas”, diz outra participante da pesquisa, na faixa de 20 a 24 anos.

Novidade na aba explorer deixa você pesquisar Stories por localização — Foto: Carolina Ochsendorf/TechTudo

A pesquisa apresentou 14 itens relacionados a saúde mental e bem estar, como suporte emocional, solidão, ansiedade, identidade, aceitação corporal e mais. Em cada um deles o usuário precisava dar uma nota entre -2 e +2, sendo -2 o mais nocivo, e +2 o mais positivo. A soma dos resultados apresentou que a rede mais nociva aos usuários é o Instagram, em segundo lugar do Facebook, seguido do whatsapp, Twitter e, por último, o YouTube — único que apresentou saldo positivo.

Instagram é a rede social mais nociva à saúde mental dos jovens — Foto: Reprodução/RSPH

O estudo, que recebeu nome de #StatusOfMind (Status da Mente, em tradução para o português), foi realizado com 1.500 jovens de 14 a 24 anos do Reino Unido. A pesquisa foi desenvolvida pelo Royal Society for Public Health (RSPH) no ano de 2017. Embora o recorte seja de um país da Europa, os resultados, possivelmente, são similares no resto do mundo, já que os conteúdos publicados se parecem.

O RSPH agora pede que algumas medidas sejam tomadas para amenizar dados: que as redes sociais apresentem quando uma foto foi muito manipulada digitalmente; avisos de pop-up quando o jovem está usando demais as redes sociais; além de plataformas de apoio que identifiquem que o jovem possa estar tendo problemas mentais e ofereçam a ajuda necessária para evitar sofrimento.

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SAÚDE

Depressão: veja 10 sinais frequentemente ignorados da doença

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Fonte/Foto: Terra

Especialistas contam quais são os sintomas que nem sempre são ligados à doença, mas que devem servir como alerta

Tristeza profunda, energia baixa, falta de esperança, apatia, pensamentos pessimistas e dificuldade para sentir prazer. Esses são fatores rapidamente ligados à depressão, especialmente se o quadro se mantiver por um longo período. No entanto, nem sempre essa doença, que segundo estatísticas atinge entre 10 e 20% da população mundial, se apresenta de maneira tão óbvia.

Em alguns casos ela pode provocar indícios que não são facilmente notados pelo portador do mal ou pelas pessoas à sua volta e por isso passam batido, atrasando o seu diagnóstico e prejudicando o seu controle, o que ainda pode levar a uma piora do quadro. Para evitar que isso aconteça, listamos 10 sintomas que podem valer uma consulta com um profissional, especialmente se durarem muito tempo ou se derem as caras em conjunto.

Dificuldade de concentração
A pessoa fica dispersa, desatenta e pouco objetiva, como se estivesse no mundo da lua em alguns momentos, fator que normalmente é atribuído à turma que é naturalmente mais desligada, que está muito cansada ou com estresse mental.

Memória prejudicada
Esquecimentos, lapsos, atos falhos, atrasos ou faltas frequentes em compromissos, no trabalho ou no cumprimento de tarefas e sensação de confusão mental, fatores muito ligados à correria e ao estresse da vida moderna, podem ser outro sinal de depressão.

Distúrbios do sono
Eles podem aparecer na forma de insônia, que é o mais recorrente, como sono agitado e não reparador e até mesmo na chamada hipersonia, quadro no qual a pessoa dorme demais e fica muito sonolenta durante o dia, pensando o tempo todo na hora de voltar para a cama.

Alterações de apetite
O mais comum é que o indivíduo sofra com inapetência e não sinta prazer na ingestão de nenhum alimento, nem mesmo naqueles que costumava adorar. Mas pode acontecer também de haver um aumento na vontade de comer e na ingestão de álcool.

Descuido com a aparência e a higiene pessoal
Hábitos como tomar banho e fazer a barba são frequentemente esquecidos, assim como outros cuidados com a limpeza, e a vaidade é totalmente abandonada, transformando-a em uma pessoa bastante desleixada.

Aparecimento de dores sem justificativa física
Formigamento, tontura, falta de ar, palpitação, dores vagas e imprecisas ou crônicas, na cabeça, no estômago, nos músculos ou na coluna, por exemplo, são reportadas pelo deprimido, mas a causa de nenhuma delas é constatada através de exames médicos.

Perda do desejo sexual
Esse sintoma é considerado normal nos dias de hoje, já que vivemos estressados e sem tempo, o que provoca desgaste na relação e falta de entrosamento, mas a queda na libido também pode ser um sinal de depressão.

Culpa, vergonha e sensação de inutilidade
Esses são sentimentos comuns em indivíduos deprimidos. Eles normalmente têm atitudes autopunitivas e boicotam a sua própria felicidade, além de enxergar o mundo cinza e se retrair, o que dificulta ainda mais a suspeita da doença.

Introversão
Acontece o afastamento dos amigos, dos parentes e das atividades rotineiras com as quais a pessoa obtinha prazer. Esse quadro pode ser interpretado como uma fase difícil, mas se não houver causa aparente e estiver associado a outras mudanças no comportamento pode sinalizar um quadro de depressão.

Mau humor, irritação e agressividade
O deprimido pode viver de pavio curto e se irritar com muita facilidade, características que as pessoas à sua volta associam à sua personalidade ou a algum problema, mas não percebem que elas podem ser um sinal de algo patológico. Pode haver também um excesso de ansiedade que propicia a insegurança e a falta de iniciativa.

Fontes: Leonard F. Verea, psiquiatra de São Paulo e Triana Portal, psicóloga clínica e psicoterapeuta também da capital paulista.

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SAÚDE

Mudança de ares: redução de poluição atmosférica diminui mortalidade

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orreio Braziliense

Reduções nos níveis de poluição atmosférica têm resultados imediatos na saúde das populações, mostra relatório divulgado por cientistas americanos. Entre os benefícios atingidos em poucos dias está a queda da mortalidade em 16% e de 50% de internações

Diferentes iniciativas de redução dos níveis de poluição do ar resultam, em pouco tempo, em melhoras significativas na saúde e na rotina das populações. Redução do absenteísmo escolar em 40% e dos casos de hospitalização por complicações respiratórias em 50% são alguns dos efeitos quase instantâneos apresentados em um relatório divulgado, nesta sexta-feira (6/12), na American Thoracic Society’s journal, publicação integrante do Annals of the American Thoracic Society.
“Sabíamos que havia benefícios no controle da poluição, mas a magnitude e o tempo relativamente curto para alcançá-los são impressionantes. Nossas descobertas indicam efeitos quase imediatos e substanciais nos resultados de saúde, após redução da exposição à poluição do ar”, destaca, em comunicado, Dean Schraufnagel, pesquisador da Sociedade Torácica Americana e principal autor do relatório.
Um dos casos se deu em Utah, nos Estados Unidos. O fechamento durante 13 meses de uma usina siderúrgica no estado resultou na redução em 50% de hospitalizações por pneumonia, pleurisia, bronquite e asma. O absenteísmo escolar caiu 40% e a mortalidade, 16%. O estudo concentrou-se nas PM10, partículas que têm diâmetro inferior a 10 micrômetros (µm) e, por isso, são facilmente inaláveis, podendo comprometer o funcionamento do aparelho respiratório e do sistema cardiovascular.

Em Atlanta, também nos EUA, o enfoque foi no transporte público. Durante 17 dias dos Jogos Olímpicos de 1996, adotou-se estratégias para reduzir o tráfego e, dessa forma, ajudar os atletas a chegarem às competições a tempo. As medidas também diminuíram consideravelmente a poluição do ar na cidade e, consequentemente, impactaram na rotina e na saúde dos moradores.
Nas quatro semanas seguintes, a ida de crianças a clínicas e hospitais para tratar complicações de amas caiu mais de 40%, e as visitas aos departamentos de emergência, em 11%. As hospitalizações por asma diminuíram 19%. Da mesma forma, quando a China impôs restrições de fábrica e de viagem para as Olimpíadas de Pequim, em 2008, a função pulmonar da população melhorou em dois meses, com menos consultas médicas relacionadas ao problema respiratório e menos mortalidade cardiovascular, segundo o artigo,
Para Dean Schraufnagel, esses exemplos mostram que a poluição do ar é, em grande parte, um risco evitável à saúde, e que o atual cenário de crescimento urbano, expansão da industrialização e aquecimento global aumenta o grau de urgência no controle desse problema. “Felizmente, reduzir a poluição do ar pode resultar em ganhos de saúde imediatos e substanciais. Políticas abrangentes, que afetem um país inteiro, podem reduzir a mortalidade por todas as causas em semanas.  (…) É fundamental que os governos adotem e apliquem as diretrizes para a poluição do ar imediatamente”, defende.

Recado para os líderes da COP25

Com o apoio da jovem ativista Greta Thunberg, milhares de pessoas marcharam, ontem, em Madri para exigir dos líderes da 25ª edição da conferência do clima das Nações Unidas (COP25) que tomem ações urgentes ante a crise climática. A caminhada de 5 quilômetros tinha como o lema “O mundo acordou para a emergência climática”. Começou em frente a conhecida estação de metrô Atocha e percorreu as principais avenidas da cidade.
Cartazes exibidos pelos participantes exibiam frase como “Sem planeta não há futuro” e “Políticos, a Terra morre”. “Não podemos esperar mais” porque “as pessoas estão sofrendo e morrendo pela emergência climática e ecológica”, disse Greta Thunberg, em uma conferência de imprensa antes da mobilização.
Para os organizadores da marcha, a mobilização envia uma mensagem clara aos representantes de quase 200 signatários do Acordo de Paris reunidos, na Espanha, até o próximo dia 13. “Exigimos aos governos participantes que reconheçam que a inação climática atual e insuficiente ambição que refletem os compromissos mais ambiciosos dos países nos levarão a um aquecimento global desastroso para a vida”, disse, à agência France-Presse, Pablo Chamorro, um porta-voz da mobilização.

Segurança

Greta, porém, não completou todo o percurso. Ela precisou abandonar o grupo, por questões de segurança, quando a marcha chegava ao Museu do Prado, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade espanhola. “A polícia diz que não posso continuar assim, sinto isso, há problemas de segurança, há muita gente”, afirmou a ativista sueca, que foi embora em um automóvel elétrico.
A jovem ficou conhecida internacionalmente ao dar início ao movimento “sexta-feira pelo futuro”, quando, durante mais de um ano, fez greve diante de sua escola todas as sextas-feiras para exigir ações contra a mudança climática. O movimento foi repetido em várias cidades do mundo, e ela passou a participar de eventos voltados para as questões climáticas. Greta faz questão de se deslocar de forma que reduza o impacto ao meio ambiente. Para chegar a Madri,  pegou um catamarã no Chile, onde ocorreria a COP25. Ontem, houve uma marcha simultânea na capital chilena em prol do combate ao aquecimento global. 

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SAÚDE

Saúde perderá R$ 500 mi para fundo eleitoral, diz ministro

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Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta Foto: MS/Erasmo Salomão

Durante a 5ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, afirmou que ficou surpreso com a retirada de R$ 500 milhões da pasta para o fundo eleitoral.

– Infelizmente, ontem, nós fomos surpreendidos para a retirada de R$ 500 milhões da saúde, do Orçamento, para poder alocar no fundo eleitoral – declarou Mandetta.

O ministro ainda disse que “com esses R$ 500 milhões, podem ter certeza que a gente poderia fazer muito mais e fazer chegar de uma maneira muito mais intensa para que vocês possam entregar as realizações em 2020”.

Uma comissão do Congresso Nacional aprovou o relatório do Projeto de Lei Orçamentária de 2020 na Comissão Mista de Orçamento. Nele, é previsto um aumento do fundo eleitoral, verba que financiará as campanhas em 2020, de R$ 2 bilhões para R$ 3,8 bilhões. A saúde perderá o equivalente a R$ 500 milhões e áreas como a educação, infraestrutura e saneamento básico também serão atingidas.

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