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Iphan elege Belém como referência nacional nas discussões sobre centros históricos

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Com a presença de Zenaldo Coutinho, da presidente do Iphan, Kátia Bogéa, e de uma comitiva de superintendentes regionais e diretores, foram apresentados os estudos referentes à área de intervenção

Em um evento fechado para convidados na noite desta terça-feira, 6, no Palácio Antônio Lemos, sede da Prefeitura de Belém, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apresentaram as normativas sobre o centro histórico de Belém, tema que é objeto de discussão em diversos grupos de trabalho.

Com a presença do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, da presidente do Iphan, Kátia Bogéa, e de uma comitiva de superintendentes regionais e diretores do órgão federal e convidados, foram apresentados durante a reunião os estudos referentes à área de intervenção para a preservação do centro histórico, proposta que integra o Iphan, a Prefeitura de Belém e o governo do Estado.

Com o tema “Gestão compartilhada do patrimônio cultural brasileiro”, o estudo apresentado trata de assuntos acerca dos critérios de proteção e intervenção em bens e imóveis e sítios urbanos, com foco na gestão integrada.

Para Kátia Bogéa, Belém dá lição de qualidade urbanística das cidades. “Essa cidade tem muitas áreas urbanísticas de referência, com os corredores de mangueiras, prédios históricos, com equilíbrio e harmonia neste conjunto. É uma qualidade urbanística boa, e isso é excepcional. Hoje as cidades brasileiras vivem uma crise, que por falta de qualidade urbanística perdem sua qualidade de vida. A praça da República ficou linda, quando falamos em urbanização lembramos dela com aquelas árvores, bancos, arquitetura. Isso diferencia cidades e não cidades. Essa é a lição que levamos de Belém. E colocamos como missão do Iphan para 2019 enfrentar o desafio de conseguir fazer as normativas de cidades brasileiras tombadas”.

O prefeito festejou a parceria institucional. “Na qualidade de prefeito festejo essa parceria institucional e torço para que possamos consolidar essas normativas. Preservar o patrimônio de uma cidade requer, também, a preservação da nossa identidade. Temos que pensar nisso de forma que mantenhamos a ocupação de pessoas nesses ambientes, que só serão realmente protegidos se tiverem vidas. Ainda estamos em fase final dessa construção das normativas, mas sei que este já foi um grande avanço, e a partir deste trabalho das equipes já conseguimos avançar”, avaliou Zenaldo Coutinho.

Diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Andrey Rosenthal declarou que Belém sai na frente dos demais municípios. “O resultado do trabalho que vimos agora é o que queremos nos demais locais. Nós queremos que a cidade cresça, que a política pública seja desenvolvida dialogando com a preservação, e Belém, neste caso, segue na frente. Foi por isso que fizemos questão de reunir todos aqui para mostrar o quanto é necessário apostar na construção de normas”, afirmou.

Por Karla Pereira/ Comus PMB

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Governo quer explorar Base de Alcântara comercialmente, diz Pontes

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Instalações do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

Akemi Nitahara /Agência Brasil  

Rio de Janeiro – O acordo assinado esta semana com os Estados Unidos para Salvaguardas Tecnológicas (AST)é um passo importante para que o Brasil transforme a base de lançamento aeroespacial de Alcântara, no Maranhão, em um centro comercial, o que “vai ser muito bom para o Estado e para a região”, disse hoje (22), o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes.

Segundo o ministro, o objetivo é fazer de Alcântara o que foi feito no Centro Espacial John F. Kennedy, no Cabo Canaveral, Ilha Merritt, nos Estados Unidos. De acordo com Pontes, a exploração comercial da base de lançamento conseguiu retomar a economia local, após as dificuldades enfrentadas com o fim do programa do ônibus espacial da Nasa.

“Ali fazia o recolhimento, manutenção e decolagem do ônibus espacial. Quando acabou aquilo, perdeu um monte de emprego lá dentro, perdeu o shopping, as cidades afundaram, quase que virou uma cidade fantasma. Quando virou um centro comercial, aquilo reergueu. O pessoal está com uma qualidade de vida excelente, tem muita riqueza no entorno”.

 O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, apresenta o novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), João Luiz Filgueiras de Azevedo.

Ministro Marcos Pontes: informações que estão sendo divulgadas sobre o acordo de salvaguarda estão incorretas – Arquivo/Agência Brasil

O ministro adiantou que o governo está preparando um plano para incentivar a formação de profissionais e a geração de empregos em Alcântara. A intenção é preparar profissionais “para trabalhar no centro e nas empresas que vão trabalhar no centro, ajudar no crescimento de empresas, startups locais, que podem trabalhar com o centro também. Isso tudo aumenta a riqueza local, a qualidade de vida local, e assim por diante, é a única maneira de fazer isso funcionar bem”.

Um relatório técnico sobre o uso comercial de Alcântara foi publicado no ano passado, produzido pelo Programa Espacial Brasileiro e pela Agência Espacial Brasileira. Na conclusão, o texto aponta a janela de oportunidades que pode ser aproveitada com a infraestrutura já instalada no Centro Espacial, mas destaca que a operação comercial deve ocorrer por um curto período de tempo, tendo em vista que a concorrência está crescendo com a instalação de “novos spaceports em diversas localidades do globo”. O texto destaca também a necessidade de se definir a modelagem institucional para a gestão e as questões jurídicas envolvidas.

Acordo de salvaguarda

Pontes disse que as informações que estão sendo divulgadas sobre o acordo de salvaguarda estão incorretas. Segundo o ministro, não será permitido que os Estados Unidos lancem foguetes do Brasil, muito menos mísseis. “Não é permitido, pelo acordo ou qualquer definição daqui, lançar qualquer tipo de míssil, isso não existe. Ali o uso é civil, pacífico”.

“Não é ‘o Brasil está autorizando os Estados Unidos a lançar foguete aqui’. Não tem nada disso. É ‘os Estados Unidos estão autorizando o Brasil a lançar foguetes ou satélites de qualquer empresa e qualquer país que tenham componentes americanos’. Em troca, a gente garante que vai preservar essa tecnologia, para não deixar roubar”, afirmou o ministro, adiantando que o Brasil deve firmar acordos semelhantes com o Japão e Israel, entre outros países.

Na próxima semana, o ministro participa de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para dar mais detalhes sobre o acordo, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.

Coppe

O ministro Marcos Pontes ministrou a aula inaugural no Coppe-UFRJ e conheceu alguns projetos desenvolvidos pelo instituto, como o trem de levitação magnética Maglev-Cobra, desenvolvido pelo Laboratório de Aplicações de Supercondutores; o ônibus híbrido elétrico-hidrogênio; a parceria com a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern); o Laboratório Oceânico, que tem o maior tanque para pesquisa oceânica do mundo; e a tecnologia de dessalinização por membranas, desenvolvida pelo Laboratório de Processos de Separação com Membranas e Polímeros.

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Morre dona Natalina, tia de Carlos Santos, aos 100 anos

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Faleceu nesta terça-feira, aos 100 anos, a senhora Natalina Santos, tia e praticamente mãe de criação do empresário, cantos e comunicador Carlos Santos,    Diretor-Presidente de A Província do  Pará. Em nota,  divulgada pelas redes sociais e pelo Grupo Marajoara de Comunicação, de  sua propriedade,  Carlos Santos fez o comunicado do óbito de sua tia e convidou  parentes   e amigos para o velório e  o sepultamento de sua querida tia

  NOTA DE  FALECIMENTO

 

Com imenso pesar,  comunicamos o falecimento de minha amada É com imenso pesar que comunicamos o falecimento de minha amada Tia Natalina Santos, aos 100 anos de idade. Foi ela quem me acolheu,  na sua residência em Belém,  quando vim de Salvaterra.  Como ela sempre dizia. cem anos bem vividos e bem trabalhados. Seu legado fica registrado “assiduidade e pontualidade, são fatores de disciplina”. Seu falecimento ocorreu nesta terça-feira(19). O velório está sendo realizado nos Capuchinhos, Guamá,  e o enterro será nesta quarta-feira (20),  às 15:30h, no cemitério Santa Izabel. Convidamos e agradecemos a todos,  parentes e amigos, a comparecer a este ato de piedade Cristã.
Deus conforte os corações de todos nós,  familiares e amigos.

Fraternalmente,

Carlos Santos e família.

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Corpo do ex-prefeito Fernando Coutinho Jorge é velado em Belém. Enterro será às 15h

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O caixão com o corpo de Coutinho Jorge foi coberto com as bandeiras do Pará, do Município de Belém e do colégio Paes de Carvalho, onde ele estudou.

Familiares, parentes e amigos do ex-prefeito de Belém, Fernando Coutinho Jorge, participaram no final da tarde desta segunda-feira (18) do velório do ex-prefeito de Belém, Coutinho Jorge,, que faleceu no domingo (17), em Brasília (DF), vítima do Mal de Alzheimer. Ele tinha 79 anos e deixou viúva Rosemary Felipe Jorge e quatro filhos.

O corpo foi trasladado de Brasília e chegou em Belém por volta da 14h30 desta segunda. O velório está sendo realizado em uma das capelas mortuárias do cemitério Recanto da Saúde, no bairro do Umarizal. O sepultamento será esta terça-feira (19), às 15 horas, no cemitério homônimo à capela, localizado na rodovia BR 316.

Em pesar pela morte de Coutinho Jorge, a Prefeitura de Belém decretou três de dias de luto oficial na capital.

Para Rodolfo Felipe Jorge (foto acima), o terceiro dos quatro filhos do Coutinho Jorge, mais que a saudade de pai, fica o exemplo do grande homem que ele foi. “Vamos sentir a falta do orientador e amigo, mas o que fica também são o legado e referência dele na vida pública, que ficarão na história. Mesmo tendo ficado pouco tempo no cargo de prefeito, acredito que meu pai deixou uma marca e um legado para o município de Belém”, disse Rodolfo.

Trajetória – Fernando Coutinho Jorge foi o primeiro prefeito de Belém eleito democraticamente após o golpe de 1964, com mandato entre os anos de 1986 e 1988, em uma fase de transição na política paraense. Também foi deputado federal, senador, conselheiro presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PA) e o primeiro ministro do Meio Ambiente do Brasil, no governo de Itamar Franco.

No mandato como prefeito, deu início ao projeto da Guarda Municipal de Belém e criou o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. Implantou a Coordenadoria de Arquitetura e Urbanismo, responsável por estudos que promoveram a reforma do Código de Edificações (Lei nº 7.400/1988).

Criou o Museu da Cidade de Belém, que reuniu numa só instituição a Pinacoteca Municipal e toda a memória histórico-cultural do município. Constituiu a Companhia de Turismo de Belém (Belemtur) e conseguiu o tombamento do Centro Histórico de Belém.

Criou o Fundo Municipal de Apoio aos Audiovisuais, que envolvia Embrafilme, Secretaria de Educação (Semec), Associação Brasileira de Documentaristas – Seção Pará, Associação Paraense de Críticos Cinematográficos (APCC) e o curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Além de político, foi professor da Faculdade de Economia da UFPA e integrou o grupo de profissionais do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), coordenando vários cursos de pós-graduação. Também foi secretário de Estado nos governos de Aloysio Chaves, Alacid Nunes e Jader Barbalho.

O ex-deputado Gerson Peres (foto acima) foi dos primeiros a chegar ao velório de Coutinho Jorge. Ele falou da grande admiração que tinha pelo amigo. “A referência dele será sempre o grande conhecimento na área econômica, tanto que chegou à presidência do Tribunal de Contas do Estado. Fomos amigos e a impressão sempre foi de um homem honrado, de grande responsabilidade, com uma inteligência ampla e diversificada. Foi um homem público exemplar”, destacou.

Segurança – O cortejo do corpo, entre o aeroporto de Val de Cães e a capela mortuária, foi acompanhado por agentes em duas viaturas e batedores em motocicletas da Guarda Municipal de Belém (GMB). O trânsito foi ordenado por agentes da Superintendência de Mobilidade Urbana de Belém (SeMOB), que permaneceram às proximidades da capela para dar segurança a todos os presentes.

O caixão com o corpo de Coutinho Jorge foi coberto com as bandeiras do Pará, do Município de Belém e do colégio Paes de Carvalho, onde ele estudou.

Dedé Mesquita

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