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Irã eleva tensões ao anunciar maior enriquecimento de urânio

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

O Irã anunciou neste domingo que em breve vai aumentar seu enriquecimento de urânio acima do limite estabelecido em um acordo nuclear de 2015, movimento que deve provocar uma reação mais dura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump vem pressionando o Irã para renegociar o pacto.

Em um sinal de elevadas tensões, França, Alemanha e Reino Unido –todos participantes do acordo– demonstraram preocupações sobre a decisão do Irã.

Em entrevista à imprensa, autoridades iranianas disseram que o país continuará reduzindo seus compromissos a cada 60 dias, a menos que os signatários europeus do pacto o protejam das sanções dos EUA.

“Estamos totalmente preparados para enriquecer urânio a qualquer nível e com qualquer quantidade”, disse Behrouz Kamalvandi, porta-voz da Organização de Energia Atômica do Irã.

“Em algumas horas o processo técnico será finalizado e o enriquecimento além de 3,67% começará”, disse ele, referindo-se ao limite estabelecido no acordo de 2015.

Teerã não dá sinais de sucumbir à pressão de Trump em um confronto que atingiu dimensão militar, com Washington culpando Teerã por ataques a petroleiros e o Irã derrubando um drone dos EUA.

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Retomada, contagem rápida mostra Morales à beira da vitória no 1º turno e provoca protestos

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Fonte/Foto: O GLOBO

Site com apuração manual, no entanto, mostra que diferença levaria a disputa para um segundo turno; Carlos Mesa não reconhece resultado

Em uma leitura preliminar, o Supremo Tribunal Eleitoral da Bolívia divulgou na noite desta segunda-feira resultados da contagem rápida que indicam que Evo Morales estaria à beira de uma vitória ainda no primeiro turno. Com 95,53% das urnas apuradas, o presidente, que busca seu quarto mandato, teria 46,40% dos votos, contra 37,07% de seu adversário, o ex-presidente Carlos Mesa — uma diferença de 9,33 pontos.

São necessários 10 pontos percentuais para que Morales saia vitorioso, sem precisar enfrentar um segundo turno previsto para o dia 15 de dezembro. De acordo com a legislação chilena, um segundo turno também poderá ser evitado caso um dos candidatos consiga mais de 50% dos votos.

Os resultados oficiais, por sua vez, estão sendo computados manualmente, mas de maneira bem mais lenta. Com 60,65% das urnas apuradas, os dois candidatos aparecem tecnicamente empatados: a aliança de centro Comunidade Cidadã, de Mesa, teria 42,54% dos votos, contra 42,32% do Movimento ao Socialismo de Morales.

A leitura dos resultados preliminares na sala do TSE, em La Paz , foi imediatamente recebida com gritos de “fraude” por aliados de Mesa. Apoiadores de Morales, por sua vez, gritavam “assassassinos, assassinos”. Do lado de fora do prédio, houve confrontos entre partidários de ambos os candidatos, que precisaram ser disperçados pela polícia.

Manifestações também foram registradas nas ruas de Sucre e de Santa Cruz , cujo governo “convencido de que o voto popular é a expressão mais democrática que existe em um Estado que garanta direitos e liberdades para todos” convocou os cidadãos para “defender a legitimidade da vontade popular”.

Ao jornal El Deber, Carlos Mesa disse que não reconhece os resultados da contagem rápida e afirmou que organizará uma articulação com grupos cívicos e organizações em defesa do voto pois considera o resultado “uma fraude”.

Confusão na contagem
A apuração dos votos na Bolívia tem gerado bastante confusão, levantando uma série de suspeitas sobre a transparência do processo eleitoral. Desde o referendo de 2016, o Tribunal Superior Eleitoral usa um sistema de transmissão de dados, a Transmissão de Resultados Eleitorais Preliminares (TREP), que permite que, mesmo em locais mais remotos, como as zonas rurais, os votos sejam computados com mais agilidade, já que as atas são fotografadas e transmitidas via sistema para o órgão eleitoral — a chamada contagem rápida .

Os resultados oficiais, por sua vez, estão sendo computados manualmente, mas de maneira bem mais lenta. A contagem avançava normalmente desde a noite de domingo, sem nenhum tipo de interrupção.

O TSE havia prometido um resultado preliminar total no domingo, às 22h (horário local), mas o sistema de contagem rápida parou quando atingiu 83,76% das atas, ou seja, faltando quase 16% dos votos, o equivalente a 1,1 milhão de pessoas. Após o governo anunciar que pararia de atualizar este sistema, o site voltou a mostrar os resultados na noite desta segunda-feira.

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Guindastes de construção do Hard Rock Hotel são destruídos

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Fonte: BBC / Fotos: Reprodução

Dois guindastes no canteiro de obras do Hard Rock Hotel em Nova Orleans foram destruídos, depois de serem considerados instáveis ​​pelas autoridades.

Os guindastes impediram que as autoridades continuassem com as operações de recuperação após o colapso parcial do prédio na semana passada, que matou três trabalhadores.

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O que o Japão tem a nos ensinar sobre limpeza

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Fonte: BBC/ Fotos: Reprodução

Sentados nas carteiras, os alunos estão ansiosos para ir para casa depois de um longo dia de sete aulas de 50 minutos, mas ouvem pacientemente enquanto o professor faz alguns anúncios sobre o dia seguinte.

Então, como sempre, ele encerra da seguinte forma: “Ok, pessoal, lista das tarefas de limpeza de hoje. As fileiras um e dois limparão a sala de aula. Três e quatro, corredor e escada. Cinco, banheiros.”

Alguns sinais de insatisfação podem ser notados na fileira cinco, mas as crianças se levantam, pegam os esfregões, panos e baldes no armário e partem para os banheiros. Cenas assim estão acontecendo ao mesmo tempo em escolas de todo o Japão.

A maioria das pessoas que visitam o país pela primeira vez ficam impressionadas com a limpeza das ruas. Então, percebem a ausência de lixeiras e de varredores e se perguntam: como é possível tudo estar tão limpo?

A resposta mais simples é que os próprios habitantes cuidam disso. “Durante os 12 anos de vida escolar, do ensino fundamental ao ensino médio, a limpeza faz parte da programação diária dos alunos”, diz Maiko Awane, diretora-assistente do escritório em Tóquio da Província de Hiroshima. “Em nossa vida doméstica, os pais nos ensinam que é ruim não mantermos nossas coisas e espaços limpos.”

A inclusão desse elemento no currículo escolar ajuda as crianças a desenvolverem uma consciência e um orgulho sobre os ambientes que frequentam. Que alunos vão sujar ou depredar uma escola que têm de limpar?

“Às vezes, não queria limpar a escola”, lembra a tradutora Chika Hayashi, “mas fazer isso era parte da rotina. Acho que ter de limpar a escola é uma coisa boa, porque aprendemos que é importante assumir a responsabilidade de cuidar das coisas e dos lugares que usamos.”

Ao chegar à escola, os alunos deixam seus sapatos em armários e trocam de roupa. Também em casa, as pessoas deixam seus calçados na entrada. Até os prestadores de serviço que vão a uma residência fazem isso.

E, à medida que as crianças crescem, o conceito do que constitui seu espaço se estende para além da sala de aula e passa a incluir a vizinhança, a cidade e o país.

Cuidado com a higiene está presente na vida cotidiana

Alguns exemplos desta característica japonesa se tornaram virais, como o ritual de sete minutos de limpeza de trens-bala, que se tornou uma atração turística por si só.

Até os torcedores de futebol do Japão têm essa consciência. Nas Copas do Mundo de 2014 e 2018, surpreenderam o mundo ao recolher o lixo no estádio ao fim das partidas. Os jogadores também deixaram o vestiário em perfeitas condições. “Que exemplo para todas as equipes!”, tuitou a coordenadora-geral da Fifa, Priscilla Janssens.

Os japoneses são muito preocupados com sua reputação aos olhos dos outros, diz Awane. “Não queremos que os outros pensem que somos pessoas ruins ou sem educação.”

Cenas semelhantes acontecem em festivais de música. No Fuji Rock, o maior e mais antigo do Japão, os fãs mantêm o lixo com eles até encontrarem onde descartar. Os fumantes são instruídos a levar um cinzeiro portátil e a “evitar fumar onde isso possa afetar outras pessoas”, de acordo com o site do festival.

Também há exemplos dessa consciência na vida cotidiana. Por volta das 8h, funcionários de escritórios e lojas limpam as ruas ao redor de seu local de trabalho. As crianças se voluntariam para participar de uma faxina mensal, quando recolhem o lixo das ruas perto das escolas. Bairros também realizam eventos regulares de limpeza. Não que haja muito o que limpar, porque as pessoas levam seu lixo para casa.

Até as cédulas saem dos caixas eletrônicos tão limpas quanto uma camisa engomada. No entanto, o dinheiro fica sujo, e é por isso que nunca é colocado diretamente na mão de alguém. Nas lojas, hotéis e até em táxis, há uma pequena bandeja para isso. A outra pessoa pega então o dinheiro dali.

A sujeira invisível — germes e bactérias — são outra fonte de preocupação. Quando as pessoas pegam resfriados ou gripes, usam máscaras cirúrgicas para evitar infectar outras pessoas. Esse simples ato reduz a propagação de doenças e economiza uma fortuna em dias de trabalho perdidos e despesas médicas.

A origem da preocupação com a limpeza

Mas como os japoneses se tornaram tão preocupados com isso? Certamente, não é uma novidade, como mostra a biografia do marinheiro Will Adams, escrita por Giles Minton.

Em 1600, Adams tornou-se o primeiro inglês a pisar no Japão e encontrou uma “nobreza extremamente asseada” e um sistema de saneamento “imaculado” em um momento em que as ruas da Inglaterra “frequentemente transbordavam de excrementos”. Os japoneses “ficaram horrorizados” com a falta de cuidado dos europeus com a higiene pessoal.

Em parte, isso se deve a preocupações práticas. Em um ambiente quente e úmido como o do Japão, a comida estraga rapidamente. Bactérias se proliferam. Os insetos abundam. Portanto, ter uma boa higiene significa ter uma boa saúde.

A limpeza também é uma parte central do budismo, que chegou da China e da Coréia entre os séculos 6 e 8. E, na versão zen do budismo, que veio da China nos séculos 12 e 13, tarefas diárias de limpeza e culinária são consideradas exercícios espirituais, tal qual meditar.

“Todas as atividades da vida diária, incluindo refeições e limpeza dos espaços, devem ser vistas como uma oportunidade de praticar o budismo. Lavar a sujeira física e espiritual tem um papel importante nisso”, diz Eriko Kuwagaki, do Templo Shinshoji, em Fukuyama.

Em O Livro do Chá (Editora Pensamento, 2009), de Kakuzo Okakura, sobre a cerimônia do chá e a filosofia zen que a permeia, o autor escreve que, na sala onde o ritual é realizado, “tudo está absolutamente limpo”. “Nenhuma partícula de poeira será encontrada no canto mais escuro, porque, se houver alguma, o anfitrião não é um mestre do chá.”

Okakura escreveu essas palavras em 1906, mas elas são válidas ainda hoje. Antes de uma cerimônia de chá na casa Seifukan, em Hiroshima, a assistente do mestre passa um rolo de fita adesiva no chão para retirar toda a poeira.

Então, por que todas as nações budistas não são tão zelosas com a limpeza quanto o Japão?

Bem, muito antes da chegada do budismo, o Japão já tinha sua própria religião: o xintoísmo, que significa “o caminho dos deuses” e tem a limpeza como elemento básico. Portanto, a ênfase do budismo neste aspecto apenas reforçou algo que os japoneses já praticavam.

Um conceito-chave no xintoísmo é o kegare (impureza ou sujeira), o oposto da pureza. Exemplos de kegare variam de morte e doença a praticamente qualquer coisa desagradável. Rituais de purificação frequentes são necessários para afastar o kegare.

“Se um indivíduo é atingido por kegare, pode prejudicar a sociedade como um todo”, explica Noriaki Ikeda, sacerdote xintoísta no santuário de Kanda, em Hiroshima. “Portanto, é vital praticar a limpeza. Isso purifica e ajuda a evitar trazer calamidades à sociedade. É por isso que o Japão é um país muito limpo.”

Essa preocupação com os outros é compreensível no caso de, digamos, doenças infecciosas. Mas também funciona em níveis mais prosaicos, como coletar seu próprio lixo. Como Awane coloca: “Nós japoneses acreditamos que não devemos incomodar os outros ao sermos preguiçosos e negligenciarmos o lixo que criamos”.

Há muitos exemplos de rituais de purificação xintoístas na vida cotidiana. Antes de entrar em um santuário, os fiéis enxaguam as mãos e a boca com água em uma bacia de pedra.

Muitos japoneses levam seu carro novo para ser purificado pelo sacerdote, que agita uma varinha chamada onusa em volta do carro. Ele então abre as portas, capô e o porta-malas para purificar o interior.

O sacerdote também purifica pessoas, agitando a onusa de um lado para o outro sobre elas. Ele a usa até para purificar as terras onde um novo prédio será erguido.

Se você mora no Japão, logo se vê adotando um estilo de vida mais higiênico. Para de assoar o nariz em público, usa desinfetantes para as mãos fornecidos aos clientes em lojas e escritórios e aprende a separar o lixo doméstico em dez tipos diferentes para facilitar a reciclagem.

E, como Adams em 1600, descobre que sua qualidade de vida melhora. Então, quando volta para sua terra natal, fica chocado com os bárbaros que espirram e tossem na sua cara. Ou entram em sua casa com sapatos sujos. Coisas impensáveis no Japão.

Mas ainda há esperanças. Afinal, outras instituições culturais japonesas, como o sushi, os celulares com câmera e Pokémon, também levaram algum tempo até se popularizarem no resto do mundo.

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