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Em entrevistas ao Grupo Marajoara, Jatene afirma: “Márcio Miranda tem temperança para ser governador”

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Em entrevista à Super Rádio Marajoara, o governador disse que o senador Jader Barbalho terá que devolver aos cofres do Banpará, milhões de reais, desviados quando foi governador no primeiro mandato. A ex-mulher do Senador, deputada Elcione Barbalho e o pai, já falecido, Laércio Barbalho estariam envolvidos.

O governador Simão Jatene é recebido pelo apresentador Silvinho Santos e o casal de empresários Carlos (Aline) Santos nos estúdios da Super Rádio Marajoara e  base de A Província do Pará, Foto: Getúlio Barbosa.

 Da Redação/ Josué Silva Araújo

O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), que está licenciado do cargo para poder se dedicar mais à campanha do candidato à sua sucessão, Márcio Miranda (DEM), atual presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), foi entrevistado nesta segunda-feira (2), no programa Mix Atualidades, apresentado pelo radialista Nonato Pereira, na Super Rádio Marajoara, emissora do Grupo Marajoara de

Santos. Com duração de uma hora, o programa foi retransmitido pela TV Marajoara Digital, canal 50.1; Rádio Guarani (Soure), a Rádio Ximango da Amazônia (Monte Alegre), com cobertura do jornal A Província do Pará (versões online e impressa). Jatene fez uma ampla prestação de contas de seus oito anos de governo e  esclareceu alguns pontos de interesse dos paraenses, alertando os eleitores para votem conscientemente, usando a razão, na escolha de seu sucesso, que, se depender de sua vontade e visão de mundo, será Márcio Miranda que ele considera com temperança (ter moderação, equilíbrio e parcimônia em suas atitudes, Vem do latim temperantia “guardar o equilíbrio”, e  honestidade suficiente para não acabar com o cheque moradia, não paralisar as obras já iniciadas, não atrasar o pagamento dos servidores públicos estaduais e não deixar roubar, além de manter e ampliar todos os serviços prestados pelo Estado à  população.

O governador defendeu-se das acusações emanadas do  também candidato a governador Helder Barbalho (MDB), adversário direto de Márcio Miranda;  e de seu pai, o senador Jader Barbalho, candidato ao Senado, que lidera a corrida para o Senado, e os acusou também de terem passado 14 anos atazanando a si e à sua família, com a denúncia vazia de seu envolvimento em um escândalo que ficou conhecido como o “caso Cerpasa”, relativo à liberação de incentivos fiscais à Cervejaria Paraense S.A, em troca de propina, do qual Jatene foi inocentado pelo Superior Tribunal de Justiça, por falta provas. No rebote, disse que Jader Barbalho, que foi governador do Pará e “quase quebrou” o Banco do Estado do Pará (Banpará), com operações fraudulentas, ainda está sujeito às penalidades legais referente à devolução corrida dos valores sacados na instituição. “Temos as cópias de todos os cheques, com datas e valores”, e que terão que ser devolvidos polo réu”.

Mais adiante, Jatene perguntou se alguém saberia dizer-lhe se uma família que sempre praticou atos lesivos ao Estado, poderia, de repente, deixar o passado no esquecimento e se tornar, daqui pra frente, uma família honesta, digna de assumir os mais relevantes postos do Estado, como o governo, o senado e a Câmara dos Deputado

Realizações do governo

Simão Jatene está no terceiro mandato de governador, tendo ficado fora de 2010 a 2014, quando o Estado foi governador pela então petista Ana Júlia Carepa, hoje no PC do B. Na entrevista a Nonato Pereira, o governador fez um breve apanhado desses 12 anos à frente do Executivo paraense, ressaltando a construção de 17 hospitais de alta complexidade (faz tratamento mais especializado, portanto mais demorado). Todas as regiões do Estado foram beneficiadas com esses hospitais, sendo que apenas dois ainda estão em construção.

“Ao todo – ele ressaltou – são 20 hospitais. Três ainda estão em fase de conclusão”.

Entre as cidades de maior porte beneficiadas (com os hospitais regionais) estão Santarém, Paragominas, Marabá, Tailândia, Redenção, Breves e Altamira).

No início do primeiro mandato, só havia três grandes hospitais – a Santa Casa, o Ophir Loyola e o Hospital de Clínicas.  “Estes os hospitais são os maiores legados que deixo aos paraenses”, disse Jatene, comparando o que fez e o que havia desde a fundação da cidade em 1616.

Portanto é mais de um hospital de grande porte (alta complexidade) construído e em funcionamento, por ano, lembrou.

Cheque Moradia

Benefício importante criado na gestão de Simão Jatene, é o cheque-moradia, que é entregue às famílias de baixa renda ou sem renda nenhuma, para que possam melhorar as suas habitações e até mesmo construí-las, pois há casos em que o cidadão tem apenas o terreno e não tem como adquirir o material de construção, cada vez mais caro. Por causa disso, depois da eleição de 2014, quando derrotou Helder Barbalho (MDB), no segundo turno, Jatene foi acusado de “comprar votos” com os ditos cheques e teve até cassado o seu mandato, pelo R[Tribunal Regional Eleitoral (TER-PA), estando a governar por força de uma liminar que obteve na Justiça.

Esse programa – e o Cred Cidadão – ajuda muitos cidadãos de baixa renda. “Muita gente – ressaltou – queria construir o banheiro, construir um pavimento superior e não podia. O cheque-moradia facilitou a vida dessas famílias”, além de injetar recursos na economia local e gerar emprego e renda na construção civil.

O cheque-moradia serviu de modelo para o governo federal, que criou um, parecido.

Jatene citou, entre as várias obras e serviços de sua gestão, o “Asfalto na Cidade”, que já alcançou mais de mil quilômetros e beneficiou inúmeras comunidade que, antes, enfrentam lama no inverno e poeira no verão. Consiste em serviços da pavimentação e instalação de esgotos em cidades do interior, cujas prefeituras não têm recursos para atender à demanda da população nessa área.

Como obra de relevo na capital, Belém, Simão Jatene destacou como a mais importante para desafogar o tráfego, o prolongamento da Avenida João Paulo II, que facilitará o escoamento de veículos, de Belém para a Alça Viária e vice-versa. E para Castanhal, cidade natal do governador e, por adoção, do candidato Márcio Miranda, que lá se criou, estudou e trabalhou até ser deputado.

“Agora, no fim deste ano, a obra será entregue, totalmente pronta”, garantiu o governador, que há uns 15 dias, liberou a João Paulo II, para ajudar a melhorar o tráfego de veículos, mas algumas passarelas ainda estavam por ser concluídas, assim como a sinalização e os equipamento de fiscalização.

Quem reside ao longo daquela avenida, no novo trecho, teve seu imóvel mais valorizado em muitas vezes, pois passou a contar com ótimas pistas de rolamento, acesso ao parque do Utinga, facilidade para acessar a BR-316 e sair da cidade sem transtornos como antes.

“Cito a Avenida Perimetral, a Independência, como exemplos de urbanização, na Grande Belém”, ele destaca o governador. Ele enfatiza que o que foram feitos, hospitais, pavimentação, Hangar, e muito mais benefícios, “não são do Jatene! São do povo, do cidadão, que é quem paga impostos, e, portanto, é o legítimo (e legal) dono do patrimônio”.

“Precisamos acabar de vez com a ideia de que o governador está acima do governo. É o contrário, o governo é maior que o governador”.

Santa Casa

Sobre a Santa Casa de Misericórdia, um dos mais antigos hospitais públicos do Pará, o governador esclareceu que, ao assumir o terceiro mandato, terminou as obras iniciadas na administração da governadora Ana Júlia Carepa, hoje candidata a deputada federal pelo PC do B. “Inclusive convidei a ex-governadora a participar da inauguração das obras (na Santa Casa)”, lembrou Jatene. De fato, no dia da inauguração da obra, Ana Júlia foi homenageada com uma placa gigante de reconhecimento por ter começado a obra.

Os Barbalho

Dando sequência à entrevista, Simão Jatene não poupou críticas à família Barbalho (Jader, Elcione e Helder), acusando-os de enriquecimento ilícito e de tentarem se eternizar no comando do Estado do Pará. “A família fez fortuna, montando um império de comunicação. O que Jader ganhou como político jamais daria para ter o que tem: fazendas, TV, jornal, avião, cobertura, rádios”, disparou Jatene.

Disse que os meios de comunicação dos Barbalho servem tão-somente para atacar seus adversários políticos, os caluniando, difamando. E defender seus interesses da própria família. “Todo político safado, desonesto, trata logo de montar um império de comunicação, que é para poder se defender e atacar os seus adversários”, ironizou o governador.

“Eu não tenho TV, jornal, portanto não tenho como me defender das mentiras, das calúnias. Tenho só meu Facebook e o meu Faceboca, que são os amigos que me defendem, por saberem que não sou o que os adversários propalam”.

Um exemplo da terrorismo midiático da imprensa dos Barbalho foi o caso Cerpasa , de acordo com Jatene. Por 14 anos, o governador foi alvo  de matérias jornalísticas caluniosas, de que teria beneficiado a empresa (Cerpasa) com isenção de ICMS, em troca de apoio político e financeiro.

O caso (isenção fiscal dada pelo estado) foi analisado pelo STJ, o Superior Tribunal de Justiça. A corte, por maioria absoluta, absolveu Jatene. “A sentença (do STJ) mostrou não haver nenhum envolvimento meu, direta ou indiretamente, com esse caso da Cerpasa”.

Foram mais de 100 matérias (TV, rádio e jornal) contra o governador. “Minha absolvição (pelo STJ) nunca foi citada na imprensa dos Barbalho. Eles nos caluniam, mentem, e fica por isso mesmo”, critica o governador.

“Disseram que eu seria preso. Acho que meios de comunicação nas mãos de políticos deve ser proibido, o mais rápido possível”.

Simão Jatene comentou sobre o caso Banpará, na gestão Jader Barbalho. Foi o desvio de recursos dos cofres públicos da instituição (Banpará).

“O processo continua”, disse o governador. Jader se livrou da ação penal, ser preso e confinado em cadeia pública.

O caso é conhecido: Jader emitiu cheques, com altos valores, que foram sacados numa agência do Banpará no Rio de Janeiro (RJ). O dinheiro teria sido sacado pela atual deputada estadual Elcione Barbalho e por Laércio Barbalho, pai do senador Jader, já falecido

Laércio já faleceu, portanto não faz mais parte do processo judicial no caso Banpará. O processa tramita no Tribunal de Justiça do Pará, de forma lenta. Porém não prescreveu ainda.

Jader terá de devolver o valor aos cofres públicos, milhões de reais já corrigidos.

O senador do MDB também vem sendo citado por delatores na Operação Lava Jato, por corrupção passiva. Helder igualmente.

“Espero que o eleitor tenha se conscientizado – e não entregue de novo o Pará nas mãos da família Barbalho”.

Por que Márcio Miranda?

Sobre o candidato Márcio Miranda (DEM), a quem está apoiando ao governo do Estado, Simão Jatene disse que o escolheu por ser uma pessoa equilibrada, de temperança. De responsabilidade.

Diferente do candidato do MDB, Helder, que, agora mesmo, em campanha, às vésperas do 7 de Setembro, invadiu a residência de um rapaz, para lhe o aparelho celular, onde grava perguntas que desgostaram o candidato, justamente sobre como se livraria das acusações sobre os desfalques no Banpará e na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), demonstrando desequilíbrio emocional.

Essa atitude de Helder é bem temerosa, de acordo com Jatene, porque mostra que ele, Helder, como governador, pode usar a polícia para calar os opositores, à força, ou para proteger os bandidos que sejam seus amigos e simpatizantes. Bandidos de todo tipo, mafiosos e estelionatários etc. Mostra também que ele pode usar o Fisco para perseguir e chantagear empresários que não estejam agindo de acordo com a sua vontade. Não importa se pagam direito os seus impostos ou não”, argumentou.

Segurança Pública

Quanto à segurança, que tem sido uma das teclas mais batidas pelo candidato Helder Barbalho, tentando passar à população a noção de que o Estado está entregue à bandidagem, Jatene reconheceu que o Pará tem sérios problemas a resolver nessa área. “Mas lhes garanto que fiz muito nesse setor”, ele garantiu. Disse que aos policiais militares concedeu duas promoções/ano. Havia soldados e cabos com a mesma patente, há 15, 20 anos. E que foram promovidos. Acrescentou que concedeu-lhes auxílio fardamento no contracheque. Mais auxílio alimentação e pagamento de folga dobrado, para que não fiquem tirando bico por aí e arriscando a própria vida. Agora em outubro será inaugurado o Centro de Inteligência Policial.

O governo do Estado vem negociando um conjunto residencial da Caixa Econômica Federal, para servir de moradia a PMs. Mas até o momento a Caixa (governo federal) não se posicionou. Como Márcio Miranda é oficial da PM, se eleito, por certo, dará prosseguimento à essas políticas em favor dos policiais.

Jatene explicou que incorporou mais de 3,5 mil novo policiais militares, mas que teve muitas dificuldades com os concurso por causa da própria Justiça, em função dos recursos de candidatos embargando os certames. Contou até o caso de uma moça que engravidou durante o concurso e não poderia se submeter à prova de aptidão física, por recomendações médica, e que entregou na Justiça, pra trancar o concurso. Outro candidatos, reprovados, também recorreram à Justiça, pedindo anulação das provas.

Depois da entrevista Simão Jatene participou de uma confraternização com os diretores e funcionários do Grupo Marajoara Foto: Getúlio Barbosa/A Província do Pará

Confraternização

Depois da entrevista, Simão Jatene, acompanhado de Carlos e Saline Santos, e Silvinho Santos, participou de um café oferecido pela direção da Super Marajoara e A Província do Pará, nos estúdios da Trav. Campo Sales. Em seguida, viajou para Conceição do Araguaia, com sua equipe, para divulgar mais ainda a candidatura de Márcio Miranda.

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