Conecte-se Conosco

DIREITOS HUMANOS

Jornalista se diz atacada, de novo, pelo jornal dos Barbalho

Publicado

em

A jornalista Franssinete Florenzano, do blog Uruatapera, postou um texto bastante contundente, contra o jornal “Diário do Pará”, da família do senador Jader Barbalho, presidente do MDB, cujo filho, Helder Barbalho, ex-ministro da Integração Nacional, é candidato ao governo do Pará, estando, inclusive, na dianteira do pelotão de candidatos. Leiam o que diz Franssinete Florenzano, a premiada blogueira paraense:

“O Diário do Pará, em sua coluna “Repórter Diário” de hoje, está me atacando de novo. De modo solerte, torpe, com a clara intenção de denegrir a minha imagem, repete a mesma infâmia que já publicou no ano passado, e que de imediato eu provei ser mentira em meu blog e páginas no Facebook, Twitter, Instagram e Google Plus. Assim como publiquei meu contracheque há muitos anos, antes mesmo de ser instituído o Portal da Transparência, e também no ano passado, para provar a todos a injúria, calúnia e difamação de que fui vítima, volto a publicá-lo, ante tamanha falta de decência. Como em tudo na minha vida, não é segredo e é reflexo de uma história de vida limpa. Está estampado para qualquer cidadão, para ser visto a qualquer tempo, no Portal de Transparência da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, de onde sou servidora há 34 anos, sem que nada, absolutamente nada, desabone minha conduta. Qualquer pessoa pode ver que jamais recebi um tostão indevidamente. Menos o jornalista que redige a coluna “Repórter Diário”.

Há exatamente um ano, na tarde do dia 22.08.2017, antes de começar a sessão solene da Alepa que homenageou o aniversário de 35 anos de fundação do Diário do Pará, à qual compareceram os donos do jornal, a diretoria e jornalistas, reclamei pessoalmente a Jader Barbalho Filho, o dono-diretor-presidente do Diário, acerca da injusta ofensa praticada contra minha pessoa, nas vésperas, pelo Diário do Pará. Jader Filho disse que só viu a matéria quando a edição já estava pronta, que tomou um susto com o envolvimento de meu nome, que não concordava com o texto e que nunca o teria permitido. Deu-me seu número de celular e convidou-me a ir conversar com ele com mais calma em seu ambiente de trabalho. Não fui porque não achei necessário. Já tinha dito toda a minha justa revolta e indignação, de modo que decidi aceitar as suas palavras, embora a publicação tenha causado mal imensurável à minha imagem e honra como pessoa, jornalista, advogada, servidora pública e mãe, vez que meu maior patrimônio é moral e não abro mão de deixá-lo à minha filha, que nunca terá vergonha do meu nome.

É de obviedade gritante que os ataques contra a minha pessoa começaram a partir do momento em que surgiram os rumores quanto à candidatura do presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda, ao governo do Estado, se contrapondo à candidatura de Helder Barbalho.

Mas o candidato não precisa bater em mim, que não sou política, muito menos partidária e nem participo da campanha eleitoral, a não ser como jornalista, na cobertura que inclui Helder, por sinal. O redator do “Repórter Diário” agiu a mando do dono ao atacar jornalista funcionária pública com mais de três décadas de carreira, que galgou todos os seus postos com honestidade e dedicação, ou agiu assim para ‘mostrar serviço” e por indisfarçada “dor-de-cotovelo”, desejo de estar em posição para a qual se deve ser capaz?

No ano passado protestei a Jader Filho pela matéria do Diário porque sempre tive com ele uma ótima relação. Para quem não sabe, durante mais de uma década imprimi o pequeno jornal que criei, o Uruá-Tapera, no parque gráfico do Diário do Pará. Época que coincidiu, aliás, com os dois governos de Almir Gabriel, quando eu chefiava a Comunicação na Secretaria de Estado de Transportes. Sempre fui bem recebida na redação de lá, onde fiz bons amigos. Por reconhecer o quanto eu sempre fui batalhadora e as imensas dificuldades da luta para realizar meu sonho, Jader Filho me deixava até ocupar um computador quando precisava alterar algo na edição – e sempre surgia alguma coisa -. Ficava até altas horas da madrugada e acompanhava todas as fase da impressão do Uruá-Tapera – assim como ele, que sempre foi muito profissional e não se comportava como dono e sim como editor – e de lá eu seguia para despachar os pacotes da distribuição no aeroporto, muitas vezes levando minha filha que ainda era criança, porque não podia deixá-la sozinha em casa.

Detalhe: antes das oficinas no Diário do Pará, fui cliente da Imprensa Oficial do Estado, e isso na gestão de Jader Barbalho, que certa vez recebeu ofício da mulher do então prefeito de Oriximiná, Graça Calderaro – que era do seu partido -, afirmando que eu usava de graça a IOEPA para imprimir um jornal que se dedicava a atacar o seu próprio governo e os prefeitos do MDB. Jader consultou a presidência da IOEPA, que lhe enviou todos os comprovantes de pagamento à vista pela impressão do jornal. E respondeu à mulher do prefeito informando que nada havia de irregular e não lhe cabia como governador fiscalizar o conteúdo do Uruá-Tapera. Quem presidia a Imprensa Oficial era o saudoso jornalista Walter Guimarães, que me chamou ao seu gabinete, relatou toda a história e me mostrou o ofício dela e o despacho de Jader.

É lamentável que um jornal e o jornalista com”j” minúsculo que redigiu a nota do “Repórter Diário” se preste a esse papel triste de mentir descaradamente.

Assim dispõe o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros:
“Art. 1° – O acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo de interesse.
Art. 2° – A divulgação da informação, precisa e correta, é dever dos meios de divulgação pública, independente da natureza de sua propriedade.

Art. 3° – A informação divulgada pelos meios de comunicação pública se pautará pela real ocorrência dos fatos e terá por finalidade o interesse social e coletivo.”

Por fim, mas não menos importante, exijo o respeito que me é devido e, caracterizada que está a reiterada prática de crime contra a minha honra pessoal e profissional, com todos os agravantes previstos nos códigos Civil e Penal, não hesitarei em requerer ao Judiciário a proteção aos meus direitos e a reparação aos danos morais e materiais perpetrados.

URUATAPERA.BLOGSPOT.COM
Política, economia, comportamento, arte, cultura e gastronomia.
Continue lendo
Clique para comentar

Copyright © 2018. A Província do Pará Todos Direitos Reservados . Desenvolvido por Corpes Digital