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Judiciário deixa 31 acusados de corrupção concorrer na eleição deste ano

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POR ESQUERDA DIÁRIO/ ALAGOAS

A operação Lava Jato, o Supremo Tribunal Fedetal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vêm mostrando cada vez mais que não estão afim de combater a corrupção, no Brasil, mas a fim de proteger interesses de poderosos, como sempre foi no país, desde a proclamação da República (15 de novembro de 1889).  Escolhem os prazos, os métodos e os acordos (inclusive com a ONU) que irão acatar a cada momento para botar sua marca no resultado das eleições, e  impedem que Luiz Inácio Lula da Silva, líder dee intençõ de votos em todas as pesquisas, se candidate, mantendo-o preso em Curitiba, sem conseguir provar nada contra ele, apenas baseado nas convicções dos procurados e nas desconfianças dos juízes.  Aos corruptos do golpe, suas leis são mais generosas e poderão se candidatar.

A lista e denunciados inclui lideranças do congresso que tentam renovar seus mandatos, como Edson Lobão (MDB-MA) e Valdir Raupp (MDP-RO). Em Alagoas, Renan Calheiros e Benedito de Lira estão liderando as pesquisas para o Senado, de acordo com dados divulgados pelo Ibope. Ambos os candidatos são acusados pela Procuradoria Geral da República como integrantes do “quadrilhão” ligado ao MDB e ao PP, respectivamente.

Para governo de  Alagoas,  os principais candidatos são o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTC), réu acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e Renan Filho (MDB), foco de um inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) derivado da delação da Odebrecht.

Entre os presidenciáveis, Geraldo Alckmin (PSDB), que é acusado de ação de improbidade pelo Ministério Publico de São Paulo e que é considerado como “O Santo” no departamento de propinas da Odebrecht, está com seu caso arquivado e pode se candidatar sem problemas. Enquanto isso, os juízes do STF impedem arbitrariamente a candidatura de Lula, que detém a maior parte das intenções de voto, tirando um direito básico do povo que é o direito de decidir em quem votar e dando continuidade a mais um capítulo do golpe institucional.

A atuação arbitrária do judiciário é a maior expressão de que a Lava Jato não veio pra combater a corrupção, e sim para manipular as eleições e garantir que seja eleito o candidato escolhido pela burguesia para aplicar melhor os ataques do que o PT vinha fazendo. Os juízes que aumentam seus salários em meio a crise ao mesmo tempo que aprovam a absurda lei de terceirização irrestrita não foram eleitos por ninguém e só servem para garantir os interesses dos empresários e do imperialismo.

A justiça nunca será pela via da Lava Jato ou qualquer órgão da polícia e do poder Judiciário, que sequer é eleito por voto popular. Para que ela exista de fato, precisamos exigir que os casos de corrupção, ao invés de serem julgados por esse judiciário golpista, sejam julgados por júri popular. Os juízes privilegiados que hoje servem para garantir o lucro dos patrões deveriam ser eleitos pelo povo com mandatos revogáveis.

Para que isso aconteça, não podemos ter nenhuma confiança no PT, que sempre acreditou no judiciário do jeito que ele é hoje, foi quem abriu espaço pro Golpe se aliando com partidos burgueses, adotando os métodos corruptos dos capitalista e fortalecendo o Judiciário e a PF. Não atoa, em seu governo, o PT aprovou a Lei Ficha Limpa que hoje se volta contra Lula, mas se voltará decisivamente contra o resto de influência das massas nas eleições.

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