Conecte-se Conosco

Direitos Humanos

Justiça do Chile condena 53 agentes da ditadura por morte de 9 comunistas

Publicado

em

Menina segura uma vela num antigo centro de tortura usado durante a ditadura de Augusto Pinochet, em Santiago, no Chile. 

Entre os condenados se destaca o brigadeiro do Exército, Miguel Krassnoff Martchenko, que com a sentença já soma 700 anos de prisão por violações aos direitos humanos

O Estado de S.Paulo (EFE)

SANTIAGO – A Justiça do Chile condenou nesta segunda-feira, 3, 53 agentes repressores da ditadura de Augusto Pinochet por responsabilidade na execução de nove membros do Partido Comunista em 1976, o que representa uma das maiores sentenças no país relacionadas com violações aos direitos humanos.

 Segundo um comunicado do Poder Judiciário, o juiz especial para casos de violações aos direitos humanos da Corte de Apelações de Santiago, Miguel Vázquez Plaza, expediu a sentença pelo crime de sequestro qualificado.
 As vítimas eram Mario Zamorano Donoso, Onofre Muñoz Poutays, Uldarico Donaire Cortéz, Jaime Donato Avendaño, Elisa Escobar Cepeda, Lenin Díaz Silva, Eliana Espinoza Fernández e Víctor Díaz López, todos do Partido Comunista chileno.

As penas dos agentes, todos da temível Direção de Inteligência Nacional (Dina), a polícia secreta da ditadura entre 1973 e 1977, oscilaram entre 3 e 20 anos de prisão.

Entre eles se destaca o brigadeiro do Exército chileno, Miguel Krassnoff Martchenko, que com essa sentença já soma 700 anos de prisão por violações aos direitos humanos.

Relembrar a história

 Os repressores Jorge Madariaga Acevedo, Hugo Clavería Leiva, José Soto Torres, Raúl Soto Pérez, Juan Escobar Valenzuela, Jerónimo Neira Méndez, Pedro Mora Villanueva e Jorge Escobar Fuentes, também investigados por estes crimes, foram absolvidos.

Segundo estabeleceu a investigação, todas as vítimas do processo foram detidas para serem interrogadas e torturadas em razão da sua militância política, a fim de obter informação sobre as atividades do partido e, especialmente, a identificação posterior de outros membros na clandestinidade.

“Tais constragimentos não cessavam até a obtenção da informação requerida ou até a inconsciência das vítimas”, detalhou a decisão judicial.

Para matá-los, os agentes usavam uma bolsa plástica para cobrir suas cabeças e a amarravam ao pescoço, impedindo-lhe a respiração, o que provocava a morte por asfixia.

Uma vez constatada a morte, muitos dos opositores foram colocados em grossas bolsas de polietileno, que eram amarradas com arames em torno da sua cintura, atando-os a um pedaço de barra de metal para serem lançados ao mar.

Nesta mesma linha, o juiz Vázquez Plaza estabeleceu que o lançamento de corpos ao mar foi uma prática sistemática utilizada pelos agentes de segurança entre 1974 e 1978.

Durante a ditadura de Pinochet, de acordo com números oficiais, cerca de 3,2 mil chilenos morreram nas mãos de agentes do Estado, dos quais 1.192 figuram ainda como detidos desaparecidos, enquanto outros 33 mil foram torturados e presos por motivos políticos.

 

Continue lendo
Clique para comentar

Direitos Humanos

Brasil sairá de pacto migratório, diz futuro chanceler

Publicado

em

O futuro chanceler, Ernesto Araújo Foto: Dida Sampaio/Estadão

O embaixador Ernesto Araújo, confirmado para assumir o Ministério das Relações Exteriores, disse nesta segunda-feira (10), nas redes sociais, que o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, vai se desassociar do Pacto Global de Migração. Segundo ele, a imigração deve ser tratada de acordo com “a realidade e a soberania de cada país”.

“O governo Bolsonaro se desassociará do Pacto Global de Migração que está sendo lançado em Marrakech [Marrocos], um instrumento inadequado para lidar com o problema. A imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e a soberania de cada país”, afirmou o futuro chanceler em sua conta no Twitter.

O Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular das Nações Unidas (ONU) foi aprovado hoje

por representantes de mais de 150 países na conferência intergovernamental da organização na cidade marroquina.

Ao discursar na conferência, o secretário-geral da ONU, António Guterres chamou a atenção para “o direito soberano dos Estados de determinar suas políticas de migração e suas prerrogativa para governar a migração dentro de sua jurisdição, em conformidade com o direito internacional”, insistiu o secretário-geral.

Marco regulatório

Também no Twitter, o futuro chanceler disse como o governo brasileiro pretende lidar com o fluxo migratório. Segundo ele, o país buscará acolher os imigrantes fixando um marco regulatório compatível com a realidade nacional.

“O Brasil buscará um marco regulatório compatível com a realidade nacional e com o bem-estar de brasileiros e estrangeiros. No caso dos venezuelanos que fogem do regime [do presidente venezuelano Nicolás] Maduro, continuaremos a acolhê-los, mas o fundamental é trabalhar pela restauração da democracia na Venezuela.”

O embaixador acrescentou ainda que os imigrantes são bem-vindos no Brasil e não serão discriminados. Porém, defendeu a definição de critérios para garantir segurança a todos. Não detalhou quais seriam esses critérios.

“A imigração é bem vinda, mas não deve ser indiscriminada. Tem de haver critérios para garantir a segurança tanto dos migrantes quanto dos cidadãos no país de destino. A imigração deve estar a serviço dos interesses  acionais e da coesão de cada sociedade.”

Continue lendo

Direitos Humanos

‘Não troco minha dignidade pela minha libertação’, diz Lula em carta

Publicado

em

Lula (PT), ex-presidente do Brasil, antes de preso em abril deste ano pela PF Foto: Andre Penner / AP

Preso há oito meses, ex-presidente aguarda julgamento de pedido de habeas corpus no STF

Daniel Weterman/  O Estado de S.Paulo

 

No dia em que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, foi diplomado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente petista escreveu que é ele quem deveria ter sido eleito. “O Brasil e o mundo sabem que os procuradores da Lava Jato, o Sérgio Moro e o TRF-4 armaram uma farsa judicial para impedir que eu fosse eleito presidente mais uma vez, como era a vontade da maioria dos eleitores.” Lula disse ainda que pensa todos os dias no futuro do País e que a defesa dos direitos humanos vai continuar.

Apoiadores confeccionaram um tapete vermelho de 100 metros bordado com mensagens de apoio ao ex-presidente para, segundo Haddad, ser usado para Lula caminhar na saída da prisão em Curitiba quando for solto. No Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento de um pedido de habeas corpus da defesa do petista foi interrompido na semana passada.

Continue lendo

Direitos Humanos

Polícia Civil cumpre mandados de prisão de três acusados de estupro de vulnerável em Muaná

Publicado

em

Cidde de Muaná, no Marajó, sacudida por crimes hediondos

A Polícia Civil deflagrou, no final de semana, em Muaná, região do Marajó Oriental, a denominada “Harpócrates” para dar cumprimento de mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça mediante representação da Polícia Civil de três acusados de estupros de vulneráveis. A ação policial foi iniciada na noite de sexta-feira (07), com a presença da equipe policial na região do Alto Rio Atuá, em companhia do Conselho Tutelar. Durante a operação, Jairo da Silva Pureza foi preso acusado de estuprar uma criança de 10 anos após a vítima sair de um culto evangélico na Vila Valéria, na região do Alto Rio Atuá. Jairo foi conduzido à Delegacia de Muaná onde permanece recolhido à disposição da Justiça.

Na madrugada do dia seguinte, a equipe policial foi até o rio Tapuruquara para localizar e prender outro acusado de estupro de vulnerável. O acusado é Elias Ferreira Mendes, apontado como autor de estupros contra a própria filha desde que ela completou 12 anos. Ao chegar a essa idade, explica o delegado Rodrigo Amorim, titular da Polícia Civil no Marajó Oriental, Elias passou a deixar o quarto onde dormia com a esposa para abusar sexualmente da filha. Elias ameaçava privar a adolescente do convívio escolar e de bens materiais, e a maltratava toda vez que ela se recusava a ceder às vontades do acusado. “Os abusos perduraram por cerca de quatro anos. Atualmente, a vítima tem 16 anos”, explica o policial. Elias foi preso no momento em que chegou em sua casa vindo de uma celebração ecumênica na região. Ele está custodiado na Delegacia de Muaná à disposição da Justiça.

Nas imediações do Rio Tapuruquara, já próximo ao furo Urubuquara, a equipe policial prendeu mais um acusado de estupro de menores. O comerciante João Ademias Lima de Oliveira foi preso em seu comércio, onde, conforme as investigações, ocorriam os abusos contra uma criança de 9 anos. As investigações mostram que a vítima era abusada pelo comerciante toda vez em que frequentava o comércio de propriedade do acusado. Ele sempre oferecia iogurte e biscoito à vítima. Em troca, ele a chamava para os fundos do imóvel, onde praticava os crimes sexuais. Ao receber a voz de prisão no local, o acusado resistiu e foi devidamente contido e depois conduzido até a Delegacia de Muaná para ficar recolhido para responder pelo crime.

Continue lendo

Facebook

Propaganda

Destaques