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Macron cai nas pesquisas para eleição presidencial da França

Presidente da França, Emmanuel Macron Foto: EFE/Benoit Tessier

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O atual presidente francês Emmanuel Macron não tem apresentado bom desempenho nas últimas pesquisas para as eleições presidenciais de 2022. Números de uma análise realizada pelo Ifop para o Le Journal du Dimanche apontaram crescimento da candidata de direita Marine Le Pen e possibilidade real de revanche em relação ao resultado do último pleito.

De acordo com os dados relativos ao primeiro turno, houve um aumento acentuado de Le Pen em comparação ao resultado das eleições de 2017. Enquanto há dois anos ela recebeu 21,3% dos votos, hoje ela receberia 27%. Já Macron, que obteve 24%, hoje teria 28%, uma diferença de apenas 1%. Como a margem de erro da análise é entre 1,4% e 3,1%, o resultado apresenta um empate técnico.

Já no segundo turno, a vantagem que Macron aplicou há dois anos diminuiu drasticamente. Em 2017, o atual presidente marcou 66,1% contra 33,9% de Le Pen. Já se a eleição fosse hoje, a pesquisa aponta que Macron cairia para 55% das intenções de voto e Marine Le Pen avançaria para 45%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 30 de outubro, com um total de 1.503 eleitores registrados.

MUNDO

China diz que novo coronavírus pode se espalhar antes do aparecimento de sintomas

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Fonte: G1 Foto: Reproducao

O ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse neste domingo (26) que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas. A infecção causada pelo vírus matou 56 pessoas no país.

Segundo a Reuters, Ma afirmou ainda durante a coletiva que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados.

Como medida de prevenção do surto, o governo chinês anunciou no domingo que vai estender o recesso de Ano Novo até o dia 2 de fevereiro em todas as escolas do país.

Ma disse também que o período de incubação do coronavírus pode variar de um a 14 dias, e que o vírus é infeccioso durante a incubação, o que não foi o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), um coronavírus que se originou na China e matou quase 800 pessoas globalmente em 2002 e 2003.

Também neste domingo, a China anunciou uma proibição nacional da venda de animais silvestres em mercados, restaurantes e plataformas de comércio eletrônico. Acredita-se que o vírus tenha se originado no final do ano passado em um mercado na cidade chinesa de Wuhan, que vendia ilegalmente animais selvagens.

Raio X do novo coronavírus — Foto: Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1

Raio X do novo coronavírus — Foto: Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1

Segundo o jornal estatal “Diário do Povo” de domingo (26), um bebê de 9 meses está entre os pacientes diagnosticados com a doença em Pequim.

A capital da China registrou ao menos 68 infectados por coronavírus desde o início do surto, em 31 de dezembro.

China atualiza para 56 o número de mortos por coronavírus

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, está a caminho de Pequim onde vai se reunir com o governo chinês e especialistas para discutir sobre o atual surto de coronavírus. O executivo escreveu em seu Twitter que a visita vai “estreitar a colaboração” entre a entidade e o país asiático.

Ghebreyesus escreveu que a visita deve contribuir com ações de proteção do país. Ele pediu também que pesquisadores e cientistas que tenham estudos sobre o vírus aprovados em periódicos científicos mas que não tenham sido publicados, que compartilhem as descobertas com a organização.

Ambulância cruza uma ponte em Wuhan, na província de Hubei no sábado (25); a cidade está isolada após surto de coronavírus — Foto: Chinatopix/AP
Ambulância cruza uma ponte em Wuhan, na província de Hubei no sábado (25); a cidade está isolada após surto de coronavírus — Foto: Chinatopix/AP

Os Estados Unido organizam o retorno de cidadãos americanos e diplomatas da cidade de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus. Segundo a Embaixada dos norte-americana na China, um voo partirá da cidade com destino a San Francisco, Califórnia, na terça-feira (28).

França, Japão e Coreia do Sul organizam ações similares em parceria com as autoridades chinesas. O rei Abdullah II, da Jordânia, destinou uma aeronave para evacuar cidadãos de seu país na China. Segundo a rede de notícias CNN, a ação já foi autorizada pelas autoridades chinesas.

Dados divulgados pelo governo local no domingo mostram que o número de mortes causadas pelo coronavírus na China chegou a 56, incluindo a primeira vítima fatal em Xangai. O número de pessoas que já tiveram diagnósticos da doença confirmados no país ultrapassa os 2 mil.

A província de Hubei tinha 13 cidades com restrições de circulação até sexta-feira, o que afeta cerca de 40 milhões de pessoas. Na manhã de domingo (26, horário local), foi anunciado que a cidade de Tianjin também irá interromper a circulação de todos os ônibus intermunicipais para tentar conter a disseminação do vírus.

A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) – grupo internacional para o controle de doenças – anunciou na quinta um fundo para apoiar três programas de desenvolvimento de vacinas contra o 2019-nCoV, o novo coronavírus.

Rússia, por meio de seu órgão regulador, também havia anunciado que está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

Portão trancado no parque temático da Disney em Hong Kong — Foto: Tyrone Siu/Reuters
Portão trancado no parque temático da Disney em Hong Kong — Foto: Tyrone Siu/Reuters

China suspende viagens turísticas

A China vai suspender todas as viagens turísticas que partem do país a partir de segunda-feira (27) para tentar conter o surto de coronavírus. Neste sábado a Associação de Turismo da China anunciou que as viagens em grupo ao exterior estarão suspensas. Segundo a associação, viagens domésticas já estavam sob restrição desde sexta-feira (24).

Os parques de diversões de Hong Kong Disneyland e Ocean Park serão fechados a partir deste domingo (26) para evitar a propagação do vírus. Em Xangai, o governo também anunciou que o parque da Disney ficará fechado. A China está em feriado do Ano Novo Lunar, período em que os parques costumam ficar cheios de turistas.

Casos de coronavírus pelo mundo — Foto: Rodrigo Sanches/Arte G1
Casos de coronavírus pelo mundo — Foto: Rodrigo Sanches/Arte G1
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Kobe Bryant, um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, morre em acidente aéreo

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Fonte Metrópoles

Astro do Los Angeles Lakers e um dos maiores ídolos da história, ele morreu aos 41 anos, num acidente de helicóptero

Morreu, aos 41 anos, o ex-jogador de basquete Kobe Bryant. O lendário jogador do Los Angeles Lakers estaria em um helicóptero que caiu em Calabasas, na Califórnia (EUA). As informações são do portal TMZ, site norte-americano especializado em notícias de celebridades.

Além de Bryant, outras três pessoas estariam na aeronave. Ainda de acordo com o TMZ, ninguém teria sobrevivido à queda.

A polícia de Los Angeles confirmou, por meio do Twitter, a ocorrência de um acidente aéreo. Segundo a força policial, um acidente de helicóptero matou cinco pessoas. Não houve sobreviventes.

Até a noite deste sábado (25/01/2020), Kobe Bryant era o terceiro maior pontuador da história da NBA. Ele foi ultrapassado por LeBron James na derrota do Los Angeles Lakers para o Philadelphia 76ers, em partida disputada na Califórnia.

A morte do astro comoveu a comunidade do basquete no mundo. Pessoas ligadas à modalidade lamentaram a morte do ex-jogador.

Ex-jogador Kobe Bryant morre em acidente aéreo

Twitter/Reprodução

Twitter/Reprodução


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Coronavírus: o avanço da doença que já afeta 4 continentes impactará a economia mundial?

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Fonte: G1 Foto: Reprodução

A China está lutando contra um novo vírus que matou ao menos de 56 pessoas até este domingo (26/1). O surto do coronavírus é uma séria questão de saúde tão séria que a Organização Mundial de Saúde já declarou situação de emergência no país asiático — ainda que tenha descartado, por ora, uma situação crítica global.

Inevitavelmente, esse surto terá consequências econômicas. Mas quão severas elas serão e quantos países serão atingidos?

Economistas hesitam em falar em número nesse estágio inicial, em que já foram registrados 1.975 casos da doença em 13 países de quatro continentes (Ásia, Oceania, Europa e América, mais especificamente o subcontinente do Norte) — especialistas da área de saúde indicam uma provável subnotificação da doença, e que o número real pode passar de 6.000 casos.

Mas é possível identificar qual forma o impacto terá e observar os danos econômicos causados por episódios similares no passado, especialmente o caso da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) entre 2002 e 2003, que também começou na China.

Uma estimativa sugere que o custo do surto à época para a economia mundial foi de US$ 40 bilhões (R$ 167 bilhões).

Jennifer McKeown, da consultoria britânica Capital Economics, indica que o crescimento global foi um ponto percentual menor no segundo quadrimestre de 2003 do que teria sido sem a Sars. É um efeito bastante substancial, mas ela também diz que a recuperação foi rápida depois.

Segundo ele, o cenário é influenciado por outros fatores que afetaram o crescimento global naqueles anos, e que é “muito difícil separar qualquer dano de longo prazo ao PIB global gerado pelo Sars, que foi um vírus inusitadamente grave e que se espalhou muito.”

No surto atual, já é possível perceber alguns dos danos econômicos. Restrições para viagens foram adotadas para milhões de pessoas em uma época em que muitas pessoas viajam, o Ano Novo chinês. O impacto na indústria do turismo é claro, mas ainda não é mensurável.

Banimento de viagens e circulação de pessoas

O gasto de consumidores com entretenimento e presentes também será afetado. Muitas pessoas ficarão relutantes em participar de atividades fora de casa, ainda mais com aglomerações, que podem levar à exposição ao vírus. Muitas pessoas cancelam os planos por vontade própria para evitar risco de exposição à doença.

O impacto foi aumentado na China pelo fato de Wuhan, a cidade onde o surto começou, ser um importante centro de transporte. Ali, onde vivem 11 milhões de pessoas, a circulação de carros foi amplamente proibida.

Restrições à viagens também são um problema para qualquer negócio que precisa mover bens ou pessoas. A cadeia de suplementos da indústria será afetada, já que parte das entregas será barrada e outra ficará mais cara.

Haverá perda de atividade econômica como consequência do fato das pessoas não poderem ou não estarem dispostas a viajar.

O governo central da China também decidiu suspender todas as excursões e vendas de pacotes de viagem e hotel para cidadãos chineses a partir de segunda-feira (27), além de interromper as viagens de ônibus entre províncias do país.

Segundo o mandatário chinês, Xi Jinping, a situação é grave e está acelerando.

Hong Kong, província semiautônoma da China, também declarou situação de emergência, e aulas nas escolas foram suspensas até meados de fevereiro. A maratona de Hong Kong, que ocorreria em 8 e 9 de fevereiro, também foi cancelada.

Impacto financeiro com o tratamento de pacientes

Também vai haver um custo financeiro com o tratamento dos doentes, que será pago por planos de saúde, pelo governo (onde há sistema público de saúde) e por pacientes.

Fora da China, muita coisa vai depender do quanto a doença vai se espalhar. Se os surtos forem grandes em outros países, os mesmos efeitos serão vistos.

O alcance desses efeitos dependerá do quão facilmente transmissível for o vírus e da taxa de mortalidade dos afetados. Felizmente muitas pessoas até agora se recuperaram totalmente, com trágicas exceções. Ainda é segundo, segundo os pesquisadores, para determinar qual letal é essa doença.

A taxa de mortalidade da Sars chegava a 10%, por exemplo, e a da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), matava 35% dos pacientes infectados.

É comum que problemas econômicos sejam refletidos rapidamente por mercados financeiros, porque a visão dos traders sobre quais ações são valiosas é afetada por suas expectativas sobre um desenvolvimento futuro.

Ganhos na indústria farmacêutica e de equipamentos médicos

Até o momento, o surto teve algumas consequências negativas em Bolsas de Valores, especialmente na China. Mas elas não foram muito graves — até o índice composto da Bolsa de Xangai está mais alto do que estava há seis meses.

Há alguns negócios que poderiam ter lucros, como farmacêuticas. O que está imediatamente disponível são remédios para alívio dos sintomas, como analgésicos e antitérmicos. E no longo prazo pode haver uma oportunidade mais lucrativa no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus.

O diretor científico da Johnson & Johnson, Paul Stoffels, disse à BBC que suas equipes já fizeram um “trabalho básico” no desenvolvimento de uma vacina. Ele acredita que ela possa estar disponível em cerca de um ano.

Também houve aumento na demanda por máscaras cirúrgicas e luvas para proteção contra a infecção. Ações de empresas chinesas que fabricam esses itens — remédios e equipamentos protetores — tiveram um aumento abrupto dos preços.

Ainda que especialistas da área de saúde sejam céticos em relação à eficácia desse tipo de equipamento para evitar que uma pessoa contraia o vírus, por exemplo. Segundo eles, lavar as mãos com frequência é uma estratégia mais eficaz.

Casos de coronavírus pelo mundo — Foto: Arte/G1
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