Conecte-se Conosco

POLÍTICA

Maia promete blindar a Câmara em nome da aprovação das reformas

Publicado

em

foto: Minervino Junior/CB/D.A Press

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (11/6) que é preciso blindar a Casa de qualquer crise e que o mais importante é o resgate da confiança dos investidores, o equilíbrio das contas públicas e a geração de emprego no país. Ele deu a declaração um dia após os partidos de oposição na Câmara (PT, PSol e PCdoB) anunciarem que vão obstruir todas as votações até que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, deixe o cargo. O ex-juiz federal está no centro de uma crise política desde que mensagens trocadas entre ele e o coordenador da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, foram hackeadas e divulgadas, no domingo, pelo site The Intercept Brasil, com diálogos também de outros membros do Ministério Público Federal (MPF) do Paraná.

“Vamos blindar a Câmara de qualquer crise. Nosso esforço e nosso foco está na aprovação das reformas e de todos os projetos que são essenciais para o Brasil. Nada é mais importante do que o resgate da confiança, com o equilíbrio das contas públicas e a geração de empregos no país”, disse Maia, em suas redes sociais. A postagem ocorre às vésperas da apresentação do relatório final da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara, marcada para esta quinta-feira (13/6), pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP).

No Congresso, o caso divide os parlamentares. De um lado, os que concordam com os termos da reportagem do site e acusam Moro de parcialidade por, supostamente, ter aconselhado Dallagnol à época em que era responsável pelos processos da Lava-Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba. De outro, deputados e senadores que defendem uma investigação sobre a responsabilidade pelo hackeamento das mensagens.

Apoiadores de Moro, os deputados Carlos Jordy (PSL/RJ) e Filipe Barros (PSL/PR) protocolaram nesta terça-feira (11/6) requerimento pela criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar a interceptação, a violação de sigilo e a divulgação das conversas. Conforme o requerimento, as mensagens foram expostas na imprensa com o intuito de denegrir a imagem de Moro e de Dallagnol.

“Importante ressaltar que o ataque não foi um roubo simples de dados, como ocorre com pessoas comuns. O ataque foi direcionado aos principais atores que investigam e processam as mais altas autoridades na Operação Lava-Jato”, diz o texto do documento. No fim da tarde desta terça-feira (11/6), os dois deputados estavam em plenário tentando obter as 171 assinaturas necessárias para a instalação da CPI. Já os partidos de oposição ensaiam a criação de uma CPI para investigar possíveis desvios de conduta de Moro, Dallagnol e de outros membros da Lava-Jato.

O deputado Pompeu de Mattos (PDT/RS), vice-líder da minoria, classificou o caso como um escândalo, pois são duas pessoas com responsabilidade pública. “Isso não pode ser tolerado. Não quer dizer que tem de acabar com a Lava-Jato nem jogar tudo o que foi feito no lixo. Os dois tinham de ser afastados da função pública até que tudo seja investigado.”

Ataque

No Senado, uma das repercussões do caso ocorreu na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Em reunião do colegiado, parlamentares afirmaram que os diálogos evidenciariam indevida coordenação de esforços na força-tarefa. Outros consideram que é preciso investigar como ocorreram os vazamentos.

“Na minha opinião, o ministro da Justiça não pode mais continuar ministro, a não ser que ele coloque, acima de tudo, a necessidade de ter um emprego e jogar por terra, como já jogou, toda sua história de magistrado, que nós todos pensávamos isento e imparcial, o que, pelas últimas informações e notícias dadas como corretas e sérias, não corresponde à realidade”, disse Otto Alencar (PSD-BA).

Já Alessandro Vieira (Cidadania-SE) avaliou que o vazamento indica estar em curso um ataque orquestrado contra a Lava-Jato. “Uma organização criminosa, provavelmente contratada por alguém interessado em prejudicar investigações, está em ação no Brasil. Nós temos uma quadrilha fazendo monitoramento, infiltração e hackeamento de aparelhos smartphones, celulares de autoridades: ministros, juízes, desembargadores, procuradores da República e, quem sabe, senadores.”

Continue lendo
Clique para comentar

POLÍTICA

Damares: Cerco está fechando para agressores de mulheres

Publicado

em

Ministra Damares Alves Foto: Folhapress

Na última quarta-feira (18), a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou em um evento em Boa Vista (RR) que o governo de Jair Bolsonaro está “fechando o cerco” para aqueles que agridem mulheres.

– Estamos fechando o cerco. Deixa eu mandar um recado para o agressor de mulher no Brasil: Acabou. Nós vamos atrás de vocês. Bater em mulher não é cultura, tem que acabar essa história no Brasil. Nós vamos enfrentar a violência física contra a mulher, a violência psicológica, patrimonial, emocional. Todo tipo de violência será enfrentado. Essa questão veio para transformar – declarou a ministra.

Damares não quer que agressores sejam somente presos, mas também tratados para não voltarem a cometer atos de violência.

– Não queremos só colocar o agressor na cadeia. Nós precisamos tratá-lo também, porque nós temos um dado de que muitas mulheres que denunciam a violência voltam com o agressor. Se elas voltam, ele vai continuar agredindo. A Lei Maria da Penha nos obriga também a ter medidas voltadas à restauração e recuperação desse agressor – disse a ministra.

Continue lendo

POLÍTICA

PF atribui ‘esquema criminoso’ a Fernando Bezerra

Publicado

em

Foto: Wilson Dias/ABr / Estadão Conteúdo

A Polícia Federal (PF) atribui “esquema criminoso” ao senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do Governo no Senado, alvo nesta quinta-feira, 19, de buscas em seu gabinete e em sua residência no âmbito da Operação Desintegração. Em entrevista na entrada do prédio onde mora, em Brasília, o senador informou que colocou o cargo de líder do governo à disposição.

Segundo a PF, a investigação busca desarticular um “esquema de pagamentos de vantagens indevidas por empreiteiras à autoridades públicas”. Bezerra e seu filho, o deputado Fernando Coelho Filho (DEM/PE), também alvo de buscas, são investigados por suposta ligação com irregularidades e propinas em obras públicas, entre elas a da transposição do São Francisco.

A PF aponta que empreiteiras investigadas assumiam “dívidas pessoais de autoridades, principalmente relativas às campanhas eleitorais”. Segundo a Federal, a investigação teve início em 2017, com base nas delações de investigados da Operação Turbulência.

A “Turbulência” foi deflagrada em junho de 2016 contra um grupo especializado em lavagem de dinheiro, em Pernambuco e Goiás, que teria movimentado mais de R$ 600 milhões desde 2010.

Na época, a investigação foi iniciada com base na análise de movimentações financeiras suspeitas detectadas nas contas de algumas empresas envolvidas na aquisição da aeronave Cessna Citation PR-AFA.

Esse avião transportava o ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República, Eduardo Campos pelo PSB, em seu acidente fatal, ocorrido em agosto de 2014.

A PF suspeitava que parte dos recursos que transitaram nas contas de fachada do grupo servia para pagamento de propina a políticos e formação de “caixa dois” de empreiteiras.

Os empresários João Lyra, Eduardo Freire Bezerra Leite e Apolo Santana Vieira fecharam acordo de colaboração com o Ministério Público Federal em 2017. Lyra era apontado pela Polícia Federal como líder do esquema investigado pela “Turbulência” e como responsável por entregar propina de empreiteiras a Campos.

A Polícia Federal indicou que os colaboradores investigados pela “Turbulência” confirmaram o pagamento de “vantagens indevidas” a autoridades públicas, entre 2012 e 2014. As operações foram realizadas por empreiteiras que estavam executando obras custeadas com recursos públicos, indica a PF.

Em denúncia contra alvos da Operação Turbulência, Bezerra é citado como “cliente” de um esquema de lavagem de dinheiro desviado dos cofres públicos. O grupo investigado teria movimentado mais de R$ 600 milhões desde 2010 e seria supostamente liderado pelo empresário João Carlos Lyra.

Entre os valores que foram lavados pela organização estariam recursos públicos federais desviados dos lotes 9 e 11 do eixo leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco, indica a peça da Procuradoria Geral da República em Pernambuco apresentada em agosto de 2016.

O político não foi denunciado pela Turbulência. Como detentor de foro privilegiado, é investigado perante a Procuradoria-Geral da República no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

Ao todo, o senador é alvo de cinco inquéritos, dois deles por supostos crimes contra a lei de licitações quando era prefeito de Petrolina, dois do período em que era secretário estadual e um da época em que foi ministro.

Defesa

O advogado André Callegari, que defende Fernando Bezerra e Fernando Coelho Filho divulgou nota sobre a operação desta Quinta-feira. “Causa estranheza à defesa que medidas cautelares sejam decretadas em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade com o objeto da investigação. A única justificativa do pedido seria em razão da atuação política e combativa do senador contra determinados interesses dos órgãos de persecução penal. A defesa ainda não teve acesso ao pedido e à decisão do ministro que autorizou as medidas, mas pode afirmar que as medidas são desnecessárias e extemporâneas”.

Continue lendo

POLÍTICA

Ex Ministro da Dilma Rousseff, Senador Fernando Bezerra, é alvo da PF

Publicado

em

(foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
O senador Fernando Bezerra (MDB-PE), Ex Minstro da Dilma Rousseff, está na mira da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (19/9). Buscas e apreensões no gabinete do parlamentar foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. O filho do senador, o deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE), também é alvo da operação.
A PF investiga denúncia de desvio de dinheiro público de obras de transposição do Rio São Francisco da época em que Bezerra ocupava o cargo de ministro da Integração Nacional no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, Bezerra era filiado ao PSB e estava entre os nome de confiança do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.
A PF também confirmou que há mandados de prisão no estado de Pernambuco, mas não informou os nomes dos alvos. Um endereço ligado aos parlamentares na Asa Norte também foi vistoriado pela polícia.

Em nota, a defesa do senador disse que recebeu a notícia da operação com “estranheza” e que a “única justificativa” para os mandados de busca e apreensão no gabinete do senador  “seria em razão da atuação política e combativa do senador contra determinados interesses dos órgãos de persecução penal”.

Bezerra foi escolhido como líder do governo Bolsonaro em 20 de fevereiro de 2019. Como ministro da Ingregração Nacional, entre 2011 a 2013, o pernambucano foi responsável por parte do projeto de transposição do Rio São Francisco e por outras obras hídricas importantes no país.

Outras investigações

Não é a primeira vez que o senador é alvo da Polícia Federal. Em 2014, o Ministério Público Federal (MPF) apurou que a empresa Camargo Corrêa entregou propina a Fernando Bezerra. A denúncia serviu como base para a Operação Turbulência da Polícia Federal, que também tinha o senador como alvo.
Em 3 de outubro de 2016, Fernando Bezerra foi denunciado na Operação Lava-Jato pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. É acusado de receber propina de cerca de R$ 41 milhões.

Continue lendo

Destaque