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Mão de Onça relembra gol épico marcado por Pelé na Rua Javari: “Aborreceram a fera”

Mão de Onça relembra gol épico marcado por Pelé na Rua Javari: "Aborreceram a fera"

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Aos 89 anos, ex-goleiro afirma que o mundo não verá outro jogador igual ao Rei: “É a mesma coisa de você preencher uma peneira de água. Você consegue fazer isso?”

Ver a bola balançar a rede talvez seja a maior decepção de um goleiro, profissão das mais ingratas do futebol. Afinal, cabe a ele ser o vilão e evitar o gol, a maior das alegrias de quem ama o esporte. Aos 89 anos, um ex-goleiro lamenta cada um dos gols sofridos ao longo da carreira, menos um, marcado por um rei e que está gravado na retina há 61 anos.

No dia 2 de agosto de 1959, o então goleiro do Juventus Durval de Moraes, conhecido como Mão de Onça, foi o grande espectador de uma das maiores obras-primas da história do futebol. Naquele dia, viu Pelé passar por três marcadores, antes de também deixá-lo no chão para marcar o gol que é considerado o mais bonito entre os 1.281 marcados por Pelé, que celebra 80 anos nesta sexta-feira.

E mesmo mais de seis décadas depois, Mão de Onça ainda detalha cada momento antes de sofrer o gol de Pelé. Segundo ele, o camisa 10 do Santos foi provocado durante todo o jogo pelos torcedores presentes na Rua Javari. E quem pagou a conta foi ele, que acabou sendo a vítima do último drible de uma sequência mágica que acabou com a bola no fundo do gol.

O pessoal fala muito desse gol aí, mas ninguém sabe o começo. A torcida atrás do gol aborreceu muito o Pelé, começaram a falar que ele não era de nada, isso e aquilo. Inflamaram a fera e naquela jogada ele fez aquilo que todo mundo sabe. Saiu pulando e mostrando o distintivo do Santos.

Especial do ge reproduziu lance épico do gol marcado por Pelé na Rua Javari — Foto: Reprodução

O gol marcado por Pelé também representou uma das maiores marcas da carreira do maior camisa 10 de todos os tempo. Após o golaço, o Rei comemorou dando socos no ar, comemoração que se tornou rotina a partir daquele jogo.

– Joguei contra o Pelé e não consegui nenhum vitória, nem empate. Naquele tempo era muito difícil, o time do Santos era acertadinho, então nunca ganhei do Santos e nem empatei – conta Mão de Onça.

Aos 89 anos, Mão de Onça vive na cidade natal Itu. Durante a carreira, além do Juventus, o ex-goleiro defendeu São Paulo, Atlético-MG, Clube Atlético Ituano, entre outros. E Durval de Moraes se orgulha da trajetória construída e de ostentar um dos apelidos mais icônicos do futebol.

– O apelido de Mão de Onça começou porque eu não gostava de encaixar a bola, encaixar no peito, eu achava melhor pegar a bola dando bote, segurando sem soltar. Ficava bonita fazer essa defesa, porque não podia me machucar. Comecei a praticar, fazer essas defesas para minha mão crescer. Ficava jogando a bola na parede e abria a mão, ela cresceu mesmo. Foi assim que tudo começou – relembra.

Uma das testemunhas de um dos maiores feitos de Pelé acredita que a humanidade nunca verá outro jogador com a qualidade do eterno camisa 10 do Santos e da seleção brasileira.

É a mesma coisa de você preencher uma peneira de água. Você consegue fazer isso? Não tem esse jogador hoje, mas nem igual, parecido. Não tem. Assisto bastante jogos, a gente que jogou futebol gosta, mas não tem ninguém não.

— Mão de Onça, ex-goleiro.

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