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MARAJÓ

Marajó espera que governador salve museu criado por Giovanni Gallo, mas que está falido

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O governador do Pará,  Helder Barbalho (MDB) chega ao arquipélago  do Marajó, neste domingo (20), para inaugurar o Mercado Municipal de Soure. A programação, que faz parte das comemorações pelos 160 anos da cidade, começa às 10h. O mercado existe desde 1991, mas por três anos ficou fechado, em obras. O investimento de R$ 60 mil no espaço foi feito pela prefeitura, visando qualidade no atendimento aos consumidores e conforto aos feirantes.

Em seguida, Helder estende a visita à região até o município de Cachoeira do Arari, onde a população homenageia o glorioso São Sebastião todo dia 20 de janeiro. No município, o governador faz a vistoria de duas escolas do Estado que passam por obras de reforma e ampliação. São elas as escolas estaduais de Ensino Fundamental e Médio Delgado Leão e Umarizal. Com 48,85% da obra executados, a Escola Delgado Leão é financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com investimento total de R$ 2,06 milhões. A Escola Umarizal recebe investimento de R$ 929 mil do Tesouro Estadual.

Homenagens

A Festividade de São Sebastão é uma tradição de mais de 200 anos em Cachoeira do Arari. Desde janeiro de 2010, por meio da Lei Estadual 7.377/ 2010, é titulada como patrimônio cultural do Pará, além de ser patrimônio cultural de natureza imaterial do Brasil, desde novembro de 2013. Nela, devotos se envolvem na manutenção ou salvaguarda dos bens culturais ligados ao evento, que vão além do cunho religioso.

Em Cachoeira do Arari, Helder Barbalho fará visita à igreja do município para participar da programação, que conta ainda com o Cordão do Galo, ação educativa e cultural realizada desde 2008 pelo Instituto Arraial do Pavulagem e parceiros. Formado principalmente por crianças e adolescentes que conduzem a brincadeira sob o ritmo de toadas de boi, carimbós, quadrilhas e banguês, o cordão é inspirado nos folguedos de bicho, característicos do Pará.

Os brincantes saem em cortejo levando alegria às ruas da cidade. O nome também faz referência à obra do padre Giovanni Gallo, italiano naturalizado brasileiro, fundador do Museu do Marajó, situado em Cachoeira do Arari, e o qual o governador também deverá visitar.

MUSEU DO MARAJÓ

O povo marajoara espera também que o governador se comprometa em resgatar o Museu do Marajó, fundado nos anos 1970, pelo padre italiano naturalizado marajoara, Giovanni Gallo, já falecido, e que fica mesmo em Cachoeira do Arari.

O Museu do Marajó foi criado com a perseverança do Padre Giovanni Gallo. Guarda a memória da cultura marajoara em geral. Além dos elementos antropológicos, mostra a fauna e a flora da Região.

PERFIL DE GIOVANNI GALLO

Padre Giovanni Gallo (1927- 2003) era italiano, de Turim. Mas gostava de ser chamado Jovano, Galinho, ou Garnizé. Para as crianças de Cachoeira do Arari, na Ilha de Marajó, era simplesmente o Lalá: A bênção, Lalá! Afinal, todo marajoara que se preze pede a bênção aos mais velhos e tem um apelido dado por amigos.

Desde o primeiro dia em que colocou os pés nesta ilha arcana e povoada de mistérios, padre Gallo sentiu-se marajoara. De corpo e alma. O seu coração mandou e ele prontamente disse sim: naturalizou-se brasileiro.

Da infância humilde em Turim, padre Gallo lembrava-se de que gostava muito de ler e estudar. Mas não guardou nenhuma recordação da visita que Jesus lhe fez, quando teve meningite e foi desenganado pelo médico – como seu pai afirmava aos quatro ventos. O velho contava que certo dia, no período da doença, ao voltar da igreja onde fora pedir que os anjos acolhessem o filho moribundo, encontrou o menino alegre e descrevendo para os demais a visita celestial que acabara de receber.

Giovanni guardava também a lembrança viva de que, aos seis anos, percebeu que havia algo errado com os seus olhos: era incapaz de distinguir as cores. Envergonhado, sempre escondeu a deficiência. Mais tarde, na Sardenha, quando já era sacerdote ordenado da Companhia de Jesus, constatou ter acromatopsia quase total. Das dez mil gradações de cores percebidas por um olho normal, ele só distinguia dez. Padre Gallo, no entanto, enxergava com os olhos da alma.

Aos 40 anos, ofereceu-se para trabalhar no Brasil, na Ilha de Marajó, da qual apenas ouvira falar. Chegou a Jenipapo no início da década de 70, e foi um choque. Nesse vilarejo no interior da ilha, todo construído em palafitas – da igreja ao mercadinho –, não havia água, luz ou telefone, e a comida era precária. Não havia posto médico.

No jardim-de-infância, encontrou só duas escovas de dente – uma para os meninos e a outra para as meninas. “Poderia estar na Suíça ou na Escandinávia, mas estava em Marajó. Confortava- me o fato de ter escolhido uma missão que, apesar de difícil, reservava para mim muitas satisfações como padre e como homem”, refletia ele.

Com muito esforço, o padre construiu o posto de saúde de Jenipapo e passou a sonhar com uma escola que fosse além da quarta série. Ao mesmo tempo, pensou no que fazer para incentivar, em toda a comunidade, o interesse pelo estudo e pelo conhecimento.

Após anos de verdadeira saga em busca de ajuda e revoltado com a pobreza e as dificuldades desse povo que vive metade do tempo na água e a outra metade na lama, padre Gallo foi considerado subversivo pelas autoridades policiais e eclesiásticas. Como resultado dessa intolerância, foi proibido de exercer atividades sacerdotais.

O QUE É O MUSEU DO MARAJÓ

Foi assim que nasceu o projeto de um museu com a meta de resgatar e conservar a história da região, e valorizar a identidade dos ilhéus. Isso daria cor à vida comunitária, pensava ele: um empreendimento intelectual que se converteria em pólo de desenvolvimento social. Mas ele via ainda mais além: “Museu significa pesquisa, nesse caso pesquisa voltada à criação de atividades produtivas, pois oferece matéria prima para várias formas de artesanato, desenvolve as habilidades do povo e provoca uma evolução no ambiente. Para receber visitantes, é preciso melhorar o aspecto da cidade, criar infraestrutura adequada. Em palavras concretas, tudo isso significaria também uma nova e diversificada oferta de trabalho.” A seu ver, um museu revela, informa e mostra. É elemento catalisador de uma série de atividades. É, em essência, um projeto global.

Após anos de verdadeira saga em busca de ajuda e revoltado com a pobreza e as dificuldades desse povo que vive metade do tempo na água e a outra metade na lama, padre Gallo foi considerado subversivo pelas autoridades policiais e eclesiásticas. Como resultado dessa intolerância, foi proibido de exercer atividades sacerdotais.

Padre Gallo foi considerado SUBVERSIVO por causa do seu interesse e respeito pela cultura tradicional marajoara

Na década de 80, ele finalmente encontrou apoio, embora parcial, do prefeito de Cachoeira de Arari, localidade situada bem no coração da ilha, onde atracam barcos vindos de Belém. No passado, por ali passaram todas as nações de índios marajoaras, o que fez do lugar um dos mais ricos em achados arqueológicos. Gallo, que não desistira da idéia do museu, sentiu que ali era o local perfeito para sua instalação, até por conta das facilidades de acesso aos turistas.

Os antigos galpões de uma fábrica de óleos vegetais falida tinham se tornado morada de uma multidão de morcegos. As instalações foram entregues a padre Gallo para serem transformadas na sede do Museu do Marajó. Nem bem terminados os trabalhos de reforma e de preparação dos espaços, o padre começou a recheá-los com os inesgotáveis tesouros da ilha.

Seu irmão, certa vez, lhe perguntou se “valia a pena sacrificar sua vida sobre o altar de um museu”. Gallo, em resposta, lhe mostrou as mensagens deixadas no livro de visitantes do museu. Algumas delas: “Este não é um museu, é uma viagem”, “De todos os museus que já conheci, este é o mais criativo e adaptado aos valores do caboclo marajoara”, “Gostei muito. Sou marajoara e simplesmente não conhecia nada de Marajó”.

Assim que chegou ao Brasil, Gallo notou que “o brasileiro tem olhos na ponta dos dedos”, sempre toca e mexe nas coisas que observa. Por isso, idealizou o museu como um grande brinquedo, repleto de aparelhos e instalações que definiu como “computadores caboclos”. Tais engenhocas utilizam placas móveis, portinholas, engrenagens, rodas e janelas que, manipuladas, desvendam segredos. Para fazê-las, dada a falta de recursos, ele estimulou o aproveitamento de materiais da terra como tábuas, sementes, caroços de frutas, palha e outros. Baixo orçamento compensado por alta criatividade.

Logo na entrada do museu estão duas caixinhas com perguntas intrigantes: “Quantos anos tem a peça mais antiga do Museu?” Ao erguer a tampa de uma das caixas surge um fóssil de 190 milhões de anos. Na caixa ao lado, outra pergunta: “Qual é a peça mais nova?” No seu interior está um espelho com a escrita: “É você!” Cada visitante descobre o “seu” museu, seguindo os próprios interesses, interagindo.

A primeira seção é de arqueologia, com peças dos índios marajoaras. Ali estão tangas de cerâmicas, únicas no mundo, além de igaçabas, urnas funerárias decoradas com intricados desenhos e objetos para uso cerimonial e cotidiano. Não fosse o Museu do Marajó, a maioria dessas peças estaria em museus de Nova York ou Tóquio.

Na seção “Você fala tupi?”, o visitante levanta tabuinhas com palavras indígenas e sob elas a etimologia: igarapé é riacho ou caminho, iguaçu é água grande ou cachoeira, ipanema é água que não é boa para o pescador porque não tem peixe.

Rodando a manivela de um outro “computador”, ele se depara com informações comparativas sobre diferentes culturas. Criança que “nasceu empelicada” é aquela que nasceu junto com a placenta e será uma pessoa de sorte. E um que nasceu con la camicia – nasceu com a camisa, para os italianos – ou um gluckshaube, um que nasceu com o gorro da sorte, para os alemães.

Uma superengenhoca contendo 128 fichas mostra o segredo do radar e do sonar que sabemos existir no morcego, as mensagens da mariposa, a orientação do sol e das estrelas, as raças de búfalos que se adaptaram à ilha, como o Jafarabadi, o Murrah, o Mediterrâneo e o Carabao.

Todos os aspectos da vida de Marajó estão representados no museu: as embarcações, as fazendas, o vaqueiro e suas vestimentas típicas, o forte e resistente cavalinho puruca e o boto, peixe- fauno, infatigável Don Juan dos rios amazônicos. Há documentos curiosos, como os que contam a história dos escravos e a carta de alforria com a qual João Manoel da Cunha Mello, em 1847, doou a liberdade à cafuza Francisca Maria de Nazaré – com a condição, porém, de ela não poder se retirar de sua companhia enquanto ele fosse vivo.

Inspirado na brincadeira do arraial, na qual o moleque puxa o fio para ganhar o prêmio, padre Gallo inventou a “pescaria da saúde”. Nas placas está a relação das doenças. Ao puxar uma cordinha, vem a indicação do remédio ou da simpatia – a medicina mágica. Ao lado na instalação “Como Falam os Caboclos”, vêem-se as palavras: gateado – animal de olhos claros; geribana – corda de laçar de couro; rancolho – animal com testículos defeituosos.

Na área externa estão o arboreto, uma espécie de horta/pomar com várias plantas amazônicas; a casa do artesanato, com as bordadeiras que reproduzem em ponto cruz, nas camisas de linho dos marajoaras, os motivos dos desenhos arqueológicos; e o jazigo do padre. Ao lado do túmulo e sobre ele, flores, velas e cartas de agradecimento, ex-votos. Padre Giovanni pouco a pouco começa a ser beatificado pela população local. O povo sabe reconhecer quem só lhe fez o bem. Graças ao museu, Cachoeira do Arari foi oficialmente incluída entre as cidades turísticas de Marajó.

 

MARAJÓ

Evanildo Bragança Mendes: Um Marajoara imortal das Ciências Brasileira

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Foto: Reprodução

A Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura, teve sua cadeira de número 10 ocupada por um Marajoara, a partir do último dia 30 de Abril. Evanildo Bragança Mendes é natural de Cachoeira do Arari, na ilha do Marajó. Ele passa a ocupar a cadeira que era da imortal Ada Pellegrini Grinove, em cerimônia que contou com a presença da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, uma das autoridades presentes ao evento, quando ocorreu o registro com foto ao lado do novo imortal das ciências brasileiras.

O marajoara é o primeiro paraense a ocupar uma cadeira na ABRASCI, colocando, assim, seu nome da história desta academia. Justamente no momento que ele está concluindo sua auto biografia. Um livro que conta sua trajetória de vida, desde os tempos de menino advindo de família humilde, nascido na vila de Cará Cará, município de Cachoeira do Arari, em meio as adversidades de uma região pouco assistida pelo Estado e tendo que se jogar muito cedo no mundo do trabalho para ajudar a família no sustento diário, até os dias atuais, quando supera todos os obstáculos e chega ao mais alto grau de formação acadêmica do País, passando a investir em educação e criando a EBM Consultoria Educacional, responsável pela formação de centenas de jovens pelo interior dos estados do Pará, Amapá e Maranhão, tanto a nível técnico, como superior e pos graduação.

Falaremos mais sobre seu livro numa próxima matéria, mas já adiantamos que o lançamento está previsto para o mês de julho.

Parabéns Doutor Evanildo Mendes, pela conquista honrosa, dignificando nosso Marajó e servindo de bom exemplo para nossos jovens. Exemplo de perspicácia, determinação, garra, sabedoria, vontade de vencer e muita auto estima. Todos nós Marajoaras nos sentimos honrados e altamente representados pela sua trajetória de vida e conquistas.

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MARAJÓ

Justiça assegura reajuste de tarifas de transporte hidroviário para o Marajó

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O reajuste da tarifa está em vigor desde 09 de março, para o transporte hidroviário por ferry-boat na linha Icoaraci-Camará e nas travessias por balsa entre Salvaterra e Soure, e Salvaterra e Cachoeira do Arari

Está em vigor, desde o último dia 9 de março, o reajuste de 20,75% nas tarifas do transporte hidroviário por ferry-boat (linha Icoaraci-Camará) e de travessias por balsa entre Salvaterra e Soure, e Salvaterra e Cachoeira do Arari, no Marajó. O aumento estava previsto em resolução do Conselho Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Conerc) desde 2017, mas havia sido suspenso por força de uma liminar concedida pela comarca de Cachoeira do Arari, em dezembro do ano passado.

No final de fevereiro, em nova decisão no curso do processo, o desembargador Luiz Gonzaga Neto derrubou a liminar em favor da empresa que opera as linhas, a Henvil Transportes, autorizando, portanto, o acréscimo.

O diretor geral da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arcon), Eurípedes Reis, esclarece que o órgão acompanha e fiscaliza a prestação dos serviços, mas que não tem ingerência sobre a concessão de aumentos nas tarifas. “A Arcon não autoriza o reajuste, quem faz isso é o Conerc, que dá o parecer final da questão, atendendo ou não”, ressaltou.

Em trecho da justificativa do magistrado, ele alega que a empresa operadora das linhas “sofreu impactos financeiros significativos em decorrência de novos mecanismos de venda e comodidades eletrônicas oferecidas aos usuários, bem ainda em face da majoração significativa do custo dos combustíveis e da mão de obra empregada na execução dos serviços, o que implicou em aumento exponencial dos seus custos e quebra da base econômica que norteou celebração do contrato administrativo”.

A decisão do desembargador Luiz Gonzaga Neto vale até que se julgue o mérito da questão ou saia nova decisão reformatória. Abaixo, os valores atualizados para os principais tipos de automóveis (as tabelas também podem ser acessadas na edição do Diário Oficial do Estado do dia 09 de março de 2017):

Tabela de tarifas da linha Icoaraci-Camará:

Automóvel grande – R$ 195,47

Automóvel médio – R$ 170,67

Automóvel pequeno – R$ 145,87

Utilitário grande – R$ 250,90

Utilitário médio – R$ 204,22

Utilitário pequeno – R$ 166,29

Ônibus rodoviário – R$ 468,24

Ônibus urbano – R$ 509,09

Microônibus – R$ 282,99

Motocicleta – R$ 52,51

Tabela de tarifas da travessia Salvaterra-Soure:

Automóvel grande – R$ 26,65

Automóvel médio – R$ 23,27

Automóvel pequeno – R$ 19,89

Utilitário grande – R$ 34,21

Utilitário médio – R$ 27,85

Utilitário pequeno – R$ 22,67

Ônibus rodoviário – R$ 63,85

Ônibus urbano – R$ 69,42

Microônibus – R$ 38,59

Motocicleta – R$ 7,16

Tabela de tarifas da travessia Salvaterra-Cachoeira do Arari:

Automóvel grande – R$ 8,17

Automóvel médio – R$ 7,14

Automóvel pequeno – R$ 6,10

Utilitário grande – R$ 10,49

Utilitário médio – R$ 8,54

Utilitário pequeno – R$ 6,95

Ônibus rodoviário – R$ 19,58

Ônibus urbano – R$ 21,29

Microônibus – R$ 11,83

Motocicleta – R$ 2,20

Por Elck Oliveira/ Agência Pará

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MARAJÓ

Extrativistas do Marajó vão receber recursos do Pronaf Floresta

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A linha de crédito deve beneficiar famílias de Breves, Curralinho e São Sebastião da Boa vista

Famílias que trabalham na extração do açaí no Marajó vão receber recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), na modalidade Floresta. Cada família receberá R$ 60 mil para o manejo do açaí e compra do sistema de placa solar que vai garantir energia para conservação do fruto.
Esse foi o resultado da reunião da secretária executiva do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (Ceders), Martha Pina, com o representante do Banco da Amazônia, Iran Mendes, nesta quarta-feira (27), na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap). O banco terá três meses para analisar a situação de inadimplência e capacidade de pagamento de 50 famílias de comunidades extrativistas dos municípios de Breves, Curralinho e São Sebastião da Boa Vista, no Marajó.
Essas primeiras famílias foram selecionadas pela Câmara Técnica de Crédito Rural, após inclusão no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e serem dispensadas da licença ambiental pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Os aprovados serão assistidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), por meio de convênio com as prefeituras municipais.
O Pronaf Floresta é uma linha de crédito destinada ao produtor familiar para investir em sistemas agroflorestais, exploração extrativista ecologicamente sustentável, manejo florestal, recomposição de áreas de preservação permanente e reserva legal. O prazo para pagamento é de até 12 anos, com carência de oito anos e juros de 2,5% ao ano. O recurso de R$ 60 mil vai permitir a compra do equipamento básico para conservar o açaí, incluindo batedeira, freezer, placas solares e baterias.
Na próxima reunião da Câmara Técnica de Crédito Rural, dia 15 de março, serão selecionadas mais famílias de extrativistas do Marajó para novos financiamentos pelo Pronaf Floresta. A ação da Sedap é para facilitar o trabalho dos extrativistas, qualificar o produto e aumentar a renda dos produtores marajoaras.

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