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Marinha nega que imagem identificada pela Ufal no RN seja mancha de óleo

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foto: governo do Alagoas )/Agência Estado

Estudo da Ufal indicava que vazamento poderia não ter sido provocado pelo navio grego investigado

A Marinha divulgou neste domingo (10/11) nota na qual contesta a versão de que o material encontrado em São Miguel do Gostoso (RN) seja mancha de óleo e esteja associado ao vazamento que atinge o Nordeste. 

“As análises efetuadas, por meio de imagens de satélites e geointeligência, classificaram essa ocorrência como falso positivo”, afirmou a Marinha. “A região mencionada apresenta um sistema de correntes marítimas constantes no sentido oeste-noroeste, o que não possibilitaria a chegada da mancha de óleo ao litoral leste nordestino.”

A Marinha disse ainda que as investigações prosseguem, com “apoio de instituições nacionais e estrangeiras”.

Especialistas detectaram uma imagem no litoral do Nordeste dois dias antes da passagem do navio grego Bouboulina, apontado pela Polícia Federal como o principal suspeito pelo vazamento do óleo na costa da região.

A imagem, encontrada pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), identifica uma mancha de 86 quilômetros de extensão e um quilômetro de largura, a aproximadamente 40 quilômetros do município de São Miguel do Gostoso. A mancha varia de 40 a 1.200 metros de profundidade, dependendo do trecho. A mesma imagem registra também a presença de um navio, que não seria nenhum dos cinco petroleiros gregos.

Veja a íntegra da nota da Marinha:

Em relação ao estudo que correlaciona uma imagem satelital, identificada 40 km ao norte de São Miguel do Gostoso-RN, em 24 de julho, com uma mancha de óleo que poderia ser a origem do crime ambiental que atingiu o litoral nordeste, a Marinha do Brasil informa:

1- As análises efetuadas, por meio de imagens de satélites e geointeligência, classificaram essa ocorrência como falso positivo.

2- A região mencionada apresenta um sistema de correntes marítimas constantes no sentido oeste-noroeste, o que não possibilitaria a chegada da mancha de óleo ao litoral leste nordestino.

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Aliados de Bolsonaro vão recorrer a movimentos e a evangélicos para criar sigla

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Fonte/Foto: UOL
Organizadores da Aliança correrão para conseguir 500 mil assinaturas a tempo de disputar eleições de 2020

Na corrida para criar um novo partido a tempo de disputar a eleição municipal de 2020, os aliados do presidente Jair Bolsonaro pretendem usar a estrutura de movimentos alinhados ao Planalto e investir em grupos conservadores, como os evangélicos.

A Aliança pelo Brasil tem menos de cinco meses para ser constituída e conseguir lançar candidatos em outubro do ano que vem. 

Um fracasso significará frustrar o projeto eleitoral de diversos políticos ainda abrigados no PSL, mas que dificilmente obterão do atual presidente da legenda, Luciano Bivar, o direito de se candidatar.

Em média, partidos têm levado mais tempo do que o que resta até o início de abril para serem criados. Um dos mais céleres, o PSD, demorou seis meses entre seu anúncio, em março de 2011, e a criação, em setembro do mesmo ano.

São necessárias 491.967 assinaturas em ao menos 9 estados, todas validadas pela Justiça Eleitoral, para a legenda ser criada.

Embora a área técnica do Tribunal Superior Eleitoral tenha dado parecer permitindo que haja assinaturas eletrônicas, elas devem ser validadas por meio de certificação digital, uma espécie de criptografia que apenas 2,58% dos eleitores possuem.

Segundo pessoas que acompanham o processo de criação da sigla, os advogados de Bolsonaro pretendem apresentar ao TSE outras modalidades, mais simples, de coleta de apoios por meio digital. 

Uma delas seria usar a biometria do título de eleitor eletrônico para validar as assinaturas. Outra seria criar um sistema de conferência por um aplicativo com reconhecimento facial e digital.

“Se essa possibilidade digital for aceita, em uma semana a gente consegue as assinaturas”, diz o deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS), um dos que devem migrar para a nova legenda. 

Com a incerteza sobre a coleta digital de assinaturas, os entusiastas da nova legenda não pretendem abrir mão do tradicional método de abordar a população com formulário e caneta.

Com cerca de 2.200 membros em diversos estados, o Movimento Conservador promete se engajar no esforço de reunir os apoios assim que houver um sinal verde da cúpula da nova legenda. Uma reunião em Brasília para dar início formal ao processo de criação da Aliança está marcada a princípio para 21 de novembro.

“Vamos colocar um Exército à disposição do Jair”, diz Edson Salomão, presidente da entidade. Segundo ele, seu grupo tem condições de garantir cerca de 200 mil assinaturas. 

“Vamos priorizar locais onde temos bastante atuação, como universidades, Câmaras Municipais e igrejas evangélicas”, afirma Salomão. O movimento também pensa em fazer um ato de apoio a Bolsonaro na avenida Paulista para coletar assinaturas.

Partido com uma das maiores bancadas da Câmara, o PSL vive um racha: de um lado, o presidente Jair Bolsonaro e aliados; de outro, parlamentares alinhados com o fundador e presidente da legenda, Luciano Bivar. Veja quem apoia quem nessa briga.

Outros movimentos alinhados ao presidente pretendem ajudar na mobilização, como o Nas Ruas. 

“Vamos usar a nossa rede de seguidores para divulgar a coleta de assinaturas”, disse Marcos Bellizia, um dos coordenadores do grupo. “Acreditamos que o partido Aliança, nascendo do zero e com com governança, é o caminho correto a seguir”, afirmou.

Já o Avança Brasil, também seguidor fiel do presidente, se mostra predisposto a entrar na empreitada, mas quer primeiro esperar ter detalhes do novo partido.

 “Precisamos ver o estatuto para fechar o apoio. Caso esteja alinhado aos nossos princípios, há grande chance de apoiarmos”, diz o presidente do grupo, Nilton Caccaos. 

Um empecilho a mais é o fato de que as assinaturas para a criação da nova legenda terem de ser, obrigatoriamente, de eleitores não filiados a partidos políticos.

Isso exclui, portanto, atuais integrantes do PSL que no racha da legenda se mantêm fiéis a Bolsonaro e poderiam apoiar a nova sigla.

Para tentar minimizar o problema, alguns partidários do presidente deram início, em redes sociais, a uma campanha estimulando as pessoas a pedir desfiliação da legenda à Justiça Eleitoral para que possam então assinar o apoio à Aliança.

Um dos que participam dessa campanha é o deputado Bibo Nunes, que passou a veicular um formulário padrão de desfiliação. “O pessoal com quem eu tenho conversado não sabe que precisa se desfiliar, e como fazer isso. Tem que esclarecer”, afirma.

Outro parlamentar prestes a migrar do PSL para a nova legenda é o deputado estadual paulista Frederico D’Avila, segundo quem haverá tempo hábil para o surgimento da Aliança antes da campanha do ano que vem.

“O PSD foi formado em seis meses e não tinha as mídias digitais que existem hoje. Foi tudo no papel e na caneta”, afirma. Mesmo se o TSE não aceitar a coleta eletrônica de apoios, diz ele, as redes sociais ajudam na mobilização de redes para obter as assinaturas e organizar o esforço.

EXIGÊNCIAS PARA CRIAR PARTIDOS

– Assinatura de 0,5% dos votos válidos para a eleição para a Câmara dos Deputados na eleição anterior

– Assinaturas distribuídas em ao menos 9 estados

– Em cada um destes estados, o equivalente a no mínimo 0,1% dos votos na eleição anterior

– Validação das assinaturas por cartórios eleitorais

– Processo completado no máximo dois anos depois de iniciado

– Para disputar a eleição de 2020, criação do partido com 6 meses de antecedência

ASSINATURA DIGITAL

– Permitida, desde que feita com certificação digital

– Número de pessoas físicas com certificação digital: 3,78 milhões (2,58% do eleitorado)

– Duração do certificado: de 1 a 5 anos

– Preço: de R$ 50 a R$ 70 por ano

– Entidades certificadoras: 17

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Oferta de emprego que veta ‘negras e gordas’ vira caso de polícia em Belo Horizonte

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Cuidadora de idosos Eliangela Carlos Lopes viu anúncio em grupo de WhatsApp, ficou revoltada, procurou a PM para registrar um boletim de ocorrência: ‘Fiquei em estado de choque’.
Fernanda disse que recebeu mensagem da empresa Home Angels e repassou para lista de transmissão — Foto: Fernanda Spadinger/Arquivo pessoal
Fernanda disse que recebeu mensagem da empresa Home Angels e repassou para lista de transmissão — Foto: Fernanda Spadinger/Arquivo pessoal

A cuidadora de idosos Eliangela Carlos Lopes, de 41 anos, que mora em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, procurou a Polícia Militar para registrar um boletim de ocorrência no início deste mês após receber uma mensagem oferecendo emprego e vetando negras e gordas no processo de seleção.

“Únicas exigências: Não podem ser negras, gordas e precisam de pelo menos 3 meses de experiência”, dizia o texto.

A oferta de emprego era da Home Angels BH Centro-Sul, que trabalha com serviço de cuidadoras, e foi enviada à empresa de treinamento Leveza do Afeto, que a repassou por meio de uma linha de transmissão do WhatsApp.

Em nota, a Home Angels Centro-Sul informou que “inexiste qualquer requisito para contratação de seus funcionários e/ou prestadores de serviços, salvo a avaliação quanto a aptidão técnica”. Já a Franqueadora Home Angels, de São Paulo, disse que repudia veementemente o que ocorreu e destacou a igualdade de tratamento entre as pessoas (leia as íntegras das notas das empresas no final desta reportagem).

“A minha intenção foi empregar. Eu copiei e colei para atender a demanda”, disse ao G1, nesta quarta-feira (13), a responsável pela Leveza do Afeto, Fernanda Spadinger.

Já Eliangela, se revoltou ao ler o texto. “Eu não preencheria a vaga por causa do meu tom de pele. Eu fiquei estarrecida, em estado de choque, com o meu coração dilacerado. Eu sou negra, de cabelo ruim, moradora de Ribeirão das Neves e estou com 41 anos. Que chance eu teria?”, questionou.

Ela disse que não precisava da vaga porque está empregada há dois anos no bairro Aparecida, na Região Noroeste da capital mineira, mas se colocou no lugar de colegas desempregados.

A cuidadora de idosos Eliangela Carlos Lopes — Foto: Eliangela Carlos Lopes/Arquivo pessoal

A cuidadora de idosos Eliangela Carlos Lopes — Foto: Eliangela Carlos Lopes/Arquivo pessoal

Eliangela contou, ainda, que mandou uma mensagem para Fernanda Spadinger dizendo que a mensagem era racista. Fernanda se desculpou e enviou outro post corrigindo.

“Eu repudio qualquer tipo de preconceito. Não é uma postura minha e nem da minha empresa. Eu deveria ter filtrado ou dito que eu não trabalho com esse tipo de empresa, mas na pressa eu envie para a lista de transmissão das cuidadoras criadas por mim”, se defendeu Fernanda.

Fernanda Spadinger disse que disparou mensagem para lista de transmissão   — Foto: Fernanda Spadinger/Arquivo pessoal
Fernanda Spadinger disse que disparou mensagem para lista de transmissão — Foto: Fernanda Spadinger/Arquivo pessoal


A gestora ainda disse que se desculpou com Eliangela e se colocou à disposição para ajudá-la.

Eliangela é cuidadora de idosos há sete anos e afirma que a mensagem mexeu com o emocional dela.

Depois de procurar a Polícia Militar e registrar um boletim de ocorrência, há ainda muito a ser feito por Eliangela. Segundo ela, para dar andamento no processo judicial, vai ter que ir a um cartório para fazer uma escritura que custa em torno de R$ 250.

“Agora imagine as pessoas que estão desempregadas? É por isso que as coisas não vão para frente, as pessoas desistem”, disse Eliangela se referindo ao alto custo do documento.

Veja a íntegra da nota da Home Angels

“Nota de repúdio

Tomamos conhecimento de que um colaborador de uma unidade franqueada HOME ANGELS teria realizado atos discriminatórios em face de negros e obesos em processo seletivo para a contratação de cuidadores plantonistas. O referido ato teria sido realizado através de envio de solicitação de interessados por meio da ferramenta whatsapp, e que teria sido endereçado a uma única pessoa.

Repudiamos veementemente o fato ocorrido. Somos uma empresa com valores sociais e humanos e que tem entre os seus valores o respeito ao próximo e a igualdade de tratamento, independente de sexo, cor, credo, etc.

A HOME ANGELS é uma empresa franqueadora que atua através do sistema de franquias, sendo que a administração das unidades franqueadas ocorre de forma independente e as pessoas jurídicas não se confundem, havendo um instrumento contratual que regula os direitos e obrigações entre as partes.

Tomamos providências imediatas para a apuração dos fatos mencionados com a unidade franqueada, a qual o colaborador está vinculado, com o intuito de que após apurado e ouvidos os envolvidos, sejam aplicadas as medidas cabíveis em relação às obrigações do contrato de franquia.

Franqueadora Home Angels”.

Veja a íntegra da nota da Home Angels – Centro Sul

“A empresa “HOME ANGELS – CENTRO SUL”, por meio de sua Diretoria, vem a público esclarecer e manifestar-se acerca das denúncias publicadas na imprensa, nos seguintes termos:

Primeiramente, a empresa acima citada, atuante no segmento de cuidadores de pessoas em domicílio há mais de 8 anos na capital mineira, esclarece que repudia com veemência todo e qualquer ato de injúria racial ou racismo, em todas as suas formas de manifestação. Da mesma forma, a empresa repudia, com a mesma veemência, todo e qualquer ato discriminatório no tocante ao peso, estatura ou a qualquer outra característica física de seus prestadores de serviços.

Ressaltamos que inexiste qualquer requisito para contratação de seus funcionários e/ou prestadores de serviços, salvo a avaliação quanto a aptidão técnica, qualificação e experiência profissional dos candidatos à vagas porventura existentes.

Informa-se ainda que a empresa não possui qualquer vínculo jurídico com a Psicóloga Sra. Fernanda Spadinger (citada na reportagem), ressaltando que a mesma jamais compôs o quadro de funcionários da empresa, não sendo autorizada a emitir qualquer juízo de valor em nome desta.

Noutro tanto, a empresa informa que está apurando todo e qualquer desvio de conduta profissional de seus funcionários, noticiados na reportagem, adotando-se a cautela exigida, visando repelir com o devido RIGOR, o objeto das denúncias em apuração.

De certo, a empresa “HOME ANGELS – CENTRO SUL” enfatiza que não coaduna com o teor da mensagem citada na reportagem e tomará as medidas cabíveis.

Home Angels”

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Justiça e mérito: negros já são maioria no ensino superior público

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Marco Antonio Araujo, do R7

Esse espaço não foi ocupado de forma simples ou gentil, mas com políticas públicas que proporcionam o acesso e permanências nas salas de aula

É uma obra de décadas e que merece comemoração: a população negra, finalmente, tornou-se maioria no ensino superior público. Os pretos e pardos (55,8% dos brasileiros) pela primeira vez ultrapassaram a metade das matrículas (50,3%) nessas instituições educacionais, em 2018.

Esse espaço não foi ocupado de forma simples, tampouco gentil. Até hoje sofrem preconceito aqueles que se beneficiam das políticas públicas que proporcionaram o acesso e permanência nas salas de aula dessa população historicamente alijada de cidadania.PUBLICIDADE

É uma luta que continua, até que nosso racismo estrutural seja isolado em mentes obtusas e minoritárias. O preconceito em nossa sociedade é violento, brutal e se manifesta nas situações mais cotidianas, bem como em filtros que definem emprego, salário, oportunidades de mobilidade e, no limite, a própria vida.

A pesquisa, do IBGE, mostra que a população negra está melhorando seus índices, apesar de ainda se manter bem atrás dos indicadores quando medidos entre as pessoas brancas. Somos um país desigual e injusto, para todos. Mas no caso dos negros, todos os estigmas do subdesenvolvimento e da concentração de renda se acentuam.

Negros ganham 42,5% menos e ocupam 30% dos cargos de chefia. É só um exemplo, entre inúmeros. Por isso, constatar a consolidação da presença desses brasileiros nas faculdades e universidades públicas é bem mais que um suspiro de esperança. É um marco de justiça.

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