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Mário Couto, com recurso no TSE, senta a pua no TRE-PA

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Carlos Mendes / Ver-o-Fato

O ex-senador Mário Couto (PP), que tenta voltar ao Senado em meio a uma turbulenta batalha judicial na qual acusa a cúpula de seu partido de ter falsificado uma ata pós-convenção para prejudicar a sua candidatura e afastá-lo do pleito, favorecendo os interesses do também candidato Jader Barbalho (MDB), sentou a marreta no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA).

Em postagem do tipo desabafo no Facebook, Couto acusa o TRE de ser um “tribunal que não parece sério” e cita suposta declaração do emedebista Helder Barbalho, candidato ao governo, de que “manda” no TRE. Couto salienta que as palavras de Helder em sua casa “eram verdadeiras”, faz ressalva aos nomes do desembargadores Célia Regina Pinheiro, presidente, e Roberto Moura, integrantes daquela corte eleitoral. “Esta eleição é muito diferente. O povo está clamando por renovação, seriedade e moralidade, mas com este exemplo de corte como podemos acreditar”?, enfatiza.

E mais:  informa ter recorrido ao TSE “depois de ver tanta injustiça dentro de um Tribunal de “Justiça” do Pará”, mas diz ter certeza de que lá (TSE, a “coisa é bem diferente, a verdadeira justiça será feita e, eu eleito pela vontade de Deus e do meu querido povo do Pará lutarei para que a justiça sempre prevaleça”.

O repórter  entrou em contato com a assessoria de Helder Barbalho para que ele se defenda da acusação feita por Mário Couto, mas  não obteve qualquer resposta. Veja, abaixo, a íntegra da postagem de Mário Couto, que até o julgamento do recurso no TSE está com seu registro de candidatura indeferido pelo TRE.

“Li o comentário do deputado Wladimir Costa nas redes sociais, não quero ir tão longe como fez o eminente deputado, no entanto, como parlamentar que fui durante 24 anos de mandato consecutivos, sei bem como funciona o Parlamento Brasileiro, sempre submisso ao executivo, o que me trouxe profunda indignação e decepção, mas não sabia que em alguns tribunais de justiça as coisas eram bem piores, como por exemplo no TRE do Pará.

Em um dia em minha residência, mais precisamente dentro do meu escritório, eu, meu suplente Eslon Martins e minha esposa Solange, ouvíamos em alto e bom som um candidato ao governo do Estado, citado na Operação Lava Jato dizer: No Tribunal Eleitoral do Pará, “eu mando” e, pasmem meus amigos e amigas, presenciei o julgamento do meu processo do tal DRAP pelo TRE-PA e constatei que aquelas palavras ditas pelo rapaz candidato ao governo pelo MDB eram verdadeiras.

Este tribunal não parece sério, mas como toda regra há exceção, quero aqui dedicar meu respeito à Presidente deste tribunal Desembargadora Célia Regina e ao Desembargador Roberto Moura que mesmo indeferindo uma liminar pedida por mim me parece um juiz sério, competente, honesto e justo. Esta eleição é muito diferente das outras, o povo está clamando por seriedade, renovação e moralidade, mas com este exemplo de Côrte como podemos acreditar?

Espero que Deus e o povo do Pará me ajudem para que eu possa voltar novamente ao Senado Federal e lá mudar essas Leis para que outros não sofram com a covardia e a injustiça que eu e minha família estamos sofrendo.
Como dever tenho que denunciar tudo o que estou vivenciando e, irei fazer em nome da Justiça Brasileira e do Pará.

Recorri ao Superior Tribunal Eleitoral – TSE, depois de ver tanta injustiça dentro de um Tribunal de “Justiça” do Pará, tenho certeza que lá (TSE) a coisa é bem diferente, a verdadeira JUSTIÇA será feita e, eu eleito pela vontade de Deus e do meu querido povo do Pará lutarei para que a JUSTIÇA sempre prevaleça, Graças à Deus”.

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