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Mário Couto denuncia ao CNJ, por suspeição, juiz que impugnou sua candidatura ao Senado

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O ex-senador acusa o magistrado de ser parente do deputado Chicão (MDB) e por isso teria  que se julgar suspeito para a tomar a decisão

 

ANTONIO JOSÉ SOARES/A PROVÍNCIA DO PARÁ

O ex-senador Mário Couto (PP), cuja candidatura ao Senado foi impugnada na quarta-feira(22),  à noite,  pelo juiz eleitoral Altemar da Silva Paes, estava em campanha nos municípios do Marajó, Breves, Portel e Melgaço quando soube da decisão do magistrado. Mário Couto retornou imediatamente a Belém . Ele classificou a decisão como uma “brutal perseguição mental para cuidar do assunto, juntamente com o seu advogado Inocêncio Mártires, com quem divida a certeza de que a decisão será derrubada no pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Num vídeo que postou em sua página no Facebook, Mário Couto queixou-se de perseguição mental por parte de seus adversários e agora do juiz. Ele também acusa o magistrado de ser parente do deputado Francisco das Chagas, o Chicão, um dos homens fortes ligados  Helder Barbalho, candidato do MDB ao governo do Pará. Disse que o juiz deveria se julgar suspeito por seus envolvimento familiar com os “meus adversários” e disse que vai mandar para o Conselho Nacional de Justiça a cópia da decisão exarada pelo magistrado. Assim como vai denunciar o candidato Helder Barbalho por ter dito que “manda no Tribunal Regional Eleitoral”. Couto garante que tem testemunhas disso e até um documento assinado por elas comprovando a declaração de Helder Barbalho.

 

“O que estão fazendo comigo é uma perseguição mental, pra eu desistir de minha candidatura, mas eu não vou desistir. Não vou desistir. Sou candidato. E com o seu voto e o apoio daquele de lá – aponta para o alto – ninguém me derruba’.

Mário Couto bradava ao juiz “tenho medo, doutor! Tenho a coragem do paraense, a coragem e o sentimento que sou uma pessoa que vai ajudar a combater  no meu país e no meu Estado a corrupção no Senado Federal”.

O ex-senador aduz que “é isso que causa medo aos meus adversários que me tiraram la da ata ( da convenção do MDB) para eu não ser candidato. Dei a volta por cima e agora volto a conviver com a perseguição mental”. Mário Couto estava na ata lavrada na convenção do MDB, dia 4 passado, como um dos três candidatos da coligação “O Pará daqui pra Frente”, que reúne 16 partidos. Seriam ele, o senador Jader Barbalho, presidente do MDB e o vice-governador Zequinha Marinho (PSC), os nome oficiais a ser enviados ao TRE. No caminho, o de Mario Couto foi riscado. Ele disse, primeiro, que foi porque falou em combater a corrupção. mas no vídeo que acaba de postar admite que a causa foram os resultados das pesquisas.

Antes, porém, trata de desqualificar o juiz: “Dr. Juiz, o senhor que deu parecer contra a minha candidatura, já fez isso antes. É parente  do deputado Chicão do PMDB. Pasmem,  seus amigos  paraenses: o dr. que deu parecer contra mim – mas  que nós vamos derrubar facilmente, porque Deus está conosco, não vão derrubar a minha candidatura; eles não sabem da minha amizade com Cristo! Não vão derrubar” – é parente dos meus adversários!”

‘ Quero dize – prossegue Mário Couto –  que vou encaminhar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – nada contra o TRE, contra os seus pares, douto juiz. Respeito todos os juízes, respeito a Justiça paraense, mas não posso deixar de mandar este documento ao CNJ, dizendo que eu vi,  aqui na minha casa – e  está assinado aqui pelas testemunhas -,  o candidato do MDB ao governo dizer que manda na Justiça, no TRE. Como é que pode, doutor? Meu deus do cé! Onde nós estamos?  Cade a democracia?”

Mário Couto voltou a insistir na sua antiga tese: “Não querem que eu volte para o Senado porque vou denunciar a corrupção, porque  vou combater a corrupção e muitos podem ir pra cadeia. Eles sabem que vou ajudar a limpar esse país”.

Sobre o parentesco do juiz Altemar da Silva Paes,  Mário Couto comentou:  “Doutor, o senhor deveria se julgar suspeito, por ser parente do deputado Chicão e amicíssimo do candidato ao governo do MDB. O Pará todo sabe disso, dr. O sr. não podia fazer isso. Não estou falando dos seus pares. Eu tenho coragem dr. Estou mandando ao CNJ o que ouvi do candidato do MDB dizer aqui na minha casa. E o sr. assina um documento contra mim, sendo parente dos meus adversários, doutor! A sociedade precisa saber disso”.

Mário Couto afirmou que não tem medo de denunciar o juiz. “Não Sou covarde.  No meu dicionário não existe a palavra covarde. Não tenho obsessão por cargo público, mas Va. Excia.  tem que respeitar o direito democrático do cidadão”.

O candidato impugnado também reafirmou qe vai ” ganhar estas eleições com a vontade do povo paraense e a vontade de Cristo porque não tenho maldade na minha vida, porque quero um país limpo, quero um Pará limpo. Meus amigos e minhas amigas,  vamos enfrentar mais problema: as perseguições começam depois que as pesquisas mostram que vamos chegar em primeiro lugar. As pesquisas estão mostrando isso. Eles (os adversários) não admitem. Eles sabem que vou dar trabalho.Não querem que eu chegue lá. Se  eu chegar,  eles sabem o que vou fazer a favor da pátria e do meu estado. Não tenho medo. Sou candidato e vamos ganhar, Vou combater a corrupção custe o que custar’.

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