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Advogado de Mário Couto tenta impugnar chapa Jader Barbalho-Zequinha Marinho ao Senado por irregularidade

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O advogado advogado Inocêncio Mártires Coelho Júnior, representando os interesses do candidato ao Senado pelo Partido Progressista (PP), Mário Couto, tenta impugnar  no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) o registro da chapa formada pelo senador Jader Barbalho (MDB) e pelo vice-governador Zequinha Marinho (PSC), integrantes da coligação de 16 partidos denominada O Pará Daqui Pra Frente, que incluiu na dita chapa o PP.  O pedido é para que o PP seja retirado da aliança para o Senado na coligação que apóia Helder Barbalho.
Segundo  Inocêncio Mártires Coelho Júnior  a “cúpula do PP”, sem submeter o caso à aprovação da executiva estadual do partido, entrou também na coligação para o Senado, apoiando Jader e Marinho, quando a própria convenção do PP já havia optado pelo nome de Couto à candidatura própria.
 A notícia foi dada em primeira mão pelo blog Ver-o-Fato, do jornalistas Carlos Mendes. “Em vista disso, afirma Inocêncio Mártires, a inclusão do PP na ata da coligação O Pará Daqui Pra Frente, para os cargos de senador “é nula de pleno direito, fruto de equívoco ou chapadamente inconstitucional, ou ilegal”.
A ação de Couto não mexe na participação do PP na aliança que apóia o candidato Helder Barbalho para o governo, nem para os cargos de deputado federal e estadual, até porque o próprio partido já havia deliberado nesse sentido em sua convenção. O problema está na vaga ao Senado.
Aliás, Couto, no dia seguinte à convenção da coligação de Helder, saiu atirando  e acusando os Barbalho de traição, alegando ter sido preterido na chapa que definiu os nomes de Jader e Marinho, escreve Carlos Mendes.
O advogado  disse ao blog que no dia 4 de agosto passado, o PP realizou sua convenção partidária, visando à indicação de candidatos para disputar o pleito de 2018. Os convencionais escolheram Couto para disputar o cargo de senador. Para a 1ª suplência dele foi escolhido Eslon Martins, filiado ao PP, e para 2ª suplência, Fabrícia Rocha Lima, do PRTB, selando a aliança entre PP e PRTB. Para a segunda vaga de senador, o PP não apresentou candidato.
Ainda de acordo com Inocêncio Mártires – segundo o blogueiro -,
os convencionais delegaram à comissão executiva do PP para deliberar “sobre aspectos que não haviam abordado na convenção partidária”. A executiva reuniu no dia seguinte – 5 de agosto – e deliberou  firmar coligação para os cargos de governador, senador e para deputados federal e estadual. Nessa segunda deliberação, a executiva estadual preservou as candidaturas de Mário Couto Filho e Eslon Martins, para senador e primeiro suplente.
Numa terceira deliberação, conservou candidatura própria para senador e indicou o 2º suplente, ante a desistência da candidata Fabrícia Rocha, que não se desencompatibilizou a tempo para concorrer ao cargo. Em resumo: a despeito de Mário Couto ter tido seu nome ungido por três oportunidades distintas, a cúpula do PP, “em ambiente extra partidário”, firmou coligação para a 1ª vaga de senador com o candidato do MDB Jáder Barbalho e a 2ª vaga de senador com o candidato do PSC, Zequinha Marinho.
“Tal ato é ilícito, pois a executiva estadual não recebeu poderes para firmar aliança para as duas vagas de senador da República”, sustenta o advogado. E reitera que a ação eleitoral visa excluir o Partido Progressista da “aliança firmada indevidamente pela executiva estadual à revelia de poderes dos convencionais e em prejuízo do demandante (Mário Couto)”.

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