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POLÍTICA

Mário Couto recomenda Márcio Miranda a seus eleitores e ganha solidariedade de Wlad

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O ex-senador Mário Couto (PP), ainda não digeriu – e talvez nunca o faça – o cancelamento da sua candidatura ao Senado, pela coligação formada pelo MDB. Com 18 partidos, para dar sustentação eleitoral a Helder Barbalho, candidato da legenda ao governo do Pará. Couto saiu da convenção do PP em conjunto com o MDB, no sábado passado (4), ciente que iria concorrer ao Senado outra vez, apesar de saber que a aquela coligação estava meio complicada porque além dele e do presidente do MDB, o senador Jader Barbalho, também irá concorrer o ex-vice-governador Zequinha Marinho (PSC), e que, rompido com o governador Simão Jatene (PSDB), correu para os braços de Helder Barbalho. Inclusive o acompanhou em diversas viagens pelo interior do Estado, quando Helder ainda era ministro da Integração de Michel Temer.

Ao sair da convenção, Mário Couto deu uma entrevista ao Canal 7 (TV Liberal) e disse que estava ali para voltar ao Senado a fim de dar continuidade na sua luta contra a corrupção que assola o país. Mas parece que Couto falou genericamente. Só que menos de 24 horas depois, o seu nome foi retirado da Ata que seria enviada ao Tribunal Regional Eleitoral, com pedido de inscrição dos candidatos. Constavam só os nome de Jader Barbalho e Zequina Marinho. Quando soube da manobra, o ex-senador incorporou os caruanas do Marajó, sua terra natal (Salvaterra) e partiu para o confronto verbal, usando munição de alto poder de destruição.

Logo convocou uma coletiva de imprensa e desancou os adversários:

“Foi só eu falar em corrupção que eles me sacaram da chapa”, disse se referindo a Jader e a Helder. “Eles não podem ouvir essa palavra: corrupção. Estão sendo investigados na Lava Jato e vão ser presos ou obrigados a usar tornozeleira eletrônica”. E foi por aí afora.

Deu entrevista para TV e emissoras de rádio, inclusive para a Super Marajora, ao radialista Silvinho Santos, com picos de audiência. Mario Couto ganhou a solidariedade de vários políticos, entre os quais sua própria filha, a deputada Cilene Couto (PSDB), que estava pedido votos para dois concorrentes do pai até aquele momento: o senador Fernando Flexa Ribeiro (PSDB) e o ex-deputado e ex-prefeito de Paragominas. Sidney Rosa (PSB), Agora, vai continuar pedido, mas sem se sentir culpada. Outro que se solidarizou com Mário Couto foi o deputado Wladimir Costa (Solidariedade). “Eu te disse, Mário! Barbalhos não são ficha suja e sim ficha podre, Eu avisei o Mario da extrema covardia que fariam com ele. Ninguém conhece mais os Barbalho do que eu.  Sofri muito ali até 2013, quando tomei a decisão de sair pra ajudar a fundar o Solidariedade…graçaaaass a Deus”. Hoje, Wlad, que é candidato a deputado, fez uma entrevista exclusiva com Couto, “Booooommmbaaaa ! Mario Couto e os bastidors da traição do Século! Ouça logo mais,  às 12 horas”. E enumerou as emissoras que entrariam em cadeia, abrangendo todo o Pará.

Mário Couto disse:

“Meus amigos da Região Metropolitana de Belém (RMB). Inicialmente, quero comunicar a vocês o meu desligamento da minha candidatura e explicar a vocês o que aconteceu. Fui à convenção de meu partido junto com a convenção dos Barbalho (…) e seguiu relatando a sua versão dos fatos, para aduzir: “Não podemos mais colocar governantes, no Brasil e no Pará, que sejam corruptos. Incômodo é falar perto dos Barbalho a palavra corrupção. Você tem que pensar nisso. Foi só eu falar em corrupção que eles me tiraram a vaga (de candidato ao Senado). Mas não vou parar porque tenho obrigação como cidadão de combater a corrupção.  Peço a todos os meus amigos que me sigam. Vamos firmes, com gente honesta. E essa gente se chama Márcio Miranda para governador do Pará”. Mas, por certo outras manifestações virão por aí.

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