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Educação

MEC finaliza proposta de ampliação de escolas cívico-militares no país

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 Mariana Tokarnia /Agência Brasil 

Brasília – O Ministério da Educação (MEC) deve anunciar nos próximos dias as ações para ampliar o número de escolas cívico-militaresno país. Na semana passada, houve uma reunião da equipe responsável. A Agência Brasilapurou que faltam apenas os ajustes finais antes do lançamento da política.

Aumentar o número de escolas cívico-militaresno país é uma das prioridades do MEC, que passou a contar com uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares.

Atualmente, são 120 escolas em 17 estados do país com o modelo, a maior parte em Goiás, com 50 estabelecimentos de ensino, de acordo com levantamento da Polícia Militar do Distrito Federal (DF). Na conta ainda não estão incluídas as escolas do DF.

Em nota, no mês passado, o MEC informou que o modelo se justifica pelos altos índices de criminalidade brasileiros. “O Ministério da Educação buscará uma alternativa para a formação cultural das futuras gerações, pautada no civismo, na hierarquia, no respeito mútuo, sem qualquer tipo de ideologia, tornando-os desta forma cidadãos conhecedores da realidade e críticos de fatos reais.”

De acordo com o ministério, são considerados também o desempenho positivo dessas escolas e os “elevados índices nas avaliações”.

O modelo de escola, segundo o MEC, “contará com a participação de vários segmentos da sociedade. Cada ente envolvido, dentro de sua esfera de competência, terá importância fundamental para a construção de um Brasil melhor. Essas unidades de ensino serão voltadas para as famílias que concordam com essa proposta educacional”. Para ser implementado, o modelo precisa da participação de estados e municípios.

Moral e cívica

Com a ampliação das escolas cívico-militares, voltou ao debate a inclusão da disciplina educação moral e cívica em sala de aula, que é defendida pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez.  No Distrito Federal, nas escolas cívico-militares, haverá aula de ética e cidadania.

Sob o nome educação cívica, moral e física da infância e da juventude, a disciplina tornou-se obrigatória no governo de Getúlio Vargas, em 1940. O objetivo era a formação da consciência patriótica.

A disciplina foi adotada também em 1969. Instituída por decreto, tinha como objetivos a preservação, o fortalecimento e a projeção dos valores espirituais e éticos da nacionalidade;  culto à pátria, aos seus símbolos, tradições, instituições e aos grandes vultos de sua história; o aprimoramento do caráter, com apoio na moral, na dedicação à família e à comunidade, entre outros.

Governo do Distrito Federal implanta projeto de ensino militar para os estudantes do ensino fundamental e médio em quatro escolas públicas do DF. Na foto, o Centro Educacional (CED) 308 do Recanto das Emas.

No país há 120 escolas com gestão compartilhada entre professores e militares

No DF, ano letivo começa com escolas cívico-militares

O ano letivo na rede pública do Distrito Federal (DF) começa hoje (11) com a implementação do modelo cívico-militar em quatro escolas de regiões ao redor do Plano Piloto, área central de Brasília. São elas o Centro Educacional (CED) 308 do Recanto das Emas, CED 7 de Ceilândia, CED 1 da Estrutural e CED 3 de Sobradinho. Os colégios foram escolhidos a partir da análise socioeconômica da região, índices de violência e aproveitamento escolar. O modelo seguido é o adotado em Goiás, que reúne 50 colégios que seguem o sistema.

No país há 120 escolas com gestão compartilhada entre professores e militares. O modelo é defendido pelo governo federal, que pretende incentivar a expansão dessas escolas. A Agência Brasil acompanhou as reuniões que foram feitas nas férias nessas escolas, com mães, pais, responsáveis, professores e estudantes.

O governo do DF (GDF) reconheceu a aprovação das unidades e começa nesta segunda-feira a implementar o modelo. A primeira semana será de adaptação. Os estudantes só usarão as fardas, típicas de escolas militares, no terceiro mês de aula.

A Secretaria de Educação do DF informou que se as práticas funcionarem, apresentando bons resultados, poderão ser estendidas para o restante da rede pública, que atualmente tem 693 escolas. Uma das primeiras práticas replicadas deverá ser um aplicativo para comunicação direta com os pais.

Porém, o modelo de educação cívico-militar divide opiniões. Os favoráveis defendem que o sistema gera índices elevados de aproveitamento escolar e o ensino de disciplina e regras. Os contrários afirmam que não cabe à polícia atuar dentro da escola e que o ideal é intensificar a segurança externa dos colégios.

Decisão

O modelo de gestão compartilhada, na qual os militares cuidam da parte administrativa e os professores da parte pedagógica da escola, foi anunciado em 11 de janeiro pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

Nas férias escolares, houve reuniões nas quatro unidades de ensino escolhidas como piloto. Segundo o governo do DF, para a escolha dos colégios foram considerados a violência na região, o baixo nível socioeconômico e o desempenho em avaliações do Ministério da Educação (MEC).

Outro critério foi a estrutura física da escola, que deveria estar apta a receber as atividades esportivas e musicais no contraturno.

No DF, a meta é implantar mais 36 unidades até o fim do ano. O GDF espera, até o fim do atual mandato, em 2022, chegar a 200 escolas.

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Educação

Bragança ganha nova escola, na comunidade do Acarajozinho

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Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Domingas da Costa Sousa, um sonho antigo da comunidade, que tem cerca de quatro mil habitantes

O governador  do Pará, Helder Barbalho (MBD),  inaugurou, na noite desta sexta-feira (15), na comunidade do Acarajozinho, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Domingas da Costa Sousa. Sonho antigo dos cerca de quatro mil habitantes que vivem na região, localizada em Bragança, no nordeste paraense, a escola funcionava em condições precárias, em um prédio fundado há cerca de 35 anos. A estrutura já não conseguia mais abrigar as diversas atividades do colégio, divididas também pelo espaço de um pequeno centro comunitário. Os investimentos foram de cerca de R$ 5 milhões.

O recurso foi obtido por meio do convênio celebrado entre o Governo do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A escola vai atender cerca de 600 estudantes dos ensinos Fundamental, Médio e a modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Antes, a escola funcionava em condições precárias, em um prédio fundado há cerca de 35 anos

Para tornar realidade a nova escola, a comunidade do Acarajozinho colaborou da maneira como pode. Um morador do local, seu Izolino Silva, doou o terreno para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e teve até professora, a dona Sueli Machado, que fez empréstimo pessoal para regularizar a questão da escritura do imóvel. Foi com tudo ajustado que a escola começou a ser construída, há cerca de dois anos. Agora, pronta, ela conta com seis salas de aula climatizadas; mobiliário novo; laboratório de informática; sala de leitura; copa-cozinha; refeitório; hall; bloco administrativo; banheiros com acessibilidade e quadra poliesportiva coberta. “Isso aqui agora está um sonho pra nós, porque, antes, como a escola era ruim, muitos alunos acabavam tendo que ir pra sede de Bragança estudar”, lembrou o pescador aposentado e morador do local, Antônio Costa.

O diretor da instituição, Felipe Gardunho, informou que a escola antiga contava com 17 turmas e cerca de 500 alunos, dos níveis Fundamental, Médio e EJA. A necessidade de um espaço maior foi o que levou à mobilização da comunidade para a construção do novo prédio, mais adequado aos anseios da população. “Contamos com a ajuda de muita gente, de muitas mãos, para que este sonho se tornasse realidade. A comunidade daqui é muito unida e muito exigente também, o que foi fundamental para que a obra saísse com tanta qualidade como estamos vendo agora”, frisou, acrescentando que o nome da escola foi uma homenagem a uma antiga professora da comunidade, que faleceu antes da obra ficar pronta.

O vice-governador do Estado, Lúcio Vale, que morou em Bragança por alguns anos da sua vida, ressaltou o compromisso do atual governo com a melhoria dos índices de educação, o que perpassa não apenas por obras físicas, mas também pela valorização dos servidores e processo de estímulo aos alunos. “Sabemos que temos à frente um grande desafio, mas, no nosso governo, queremos resgatar o conhecimento e o saber, tirando a educação da situação calamitosa em que a encontramos. Temos, a partir de agora, a meta de entregar, a cada mês, pelo menos três escolas novas ou reformadas à população do Pará, começando aqui, pela região Nordeste do Estado”, anunciou.

Já o governador Helder Barbalho, além de homenagear o seu Izolino e a dona Sueli, pela contribuição fundamental para a construção da escola, também agradeceu aos servidores da educação em Bragança e em todo o Estado pelo trabalho desenvolvido em prol de crianças e jovens. O chefe do Executivo estadual se comprometeu a seguir um novo ciclo de valorização e de investimentos naquela que considera como uma das áreas mais importantes do seu mandato. “A educação é a ferramenta mais eficiente de transformação social, por isso, assumo o compromisso de trabalhar incansavelmente para melhorar a qualidade da educação no Pará”, pontuou.

Atendendo a um pedido da comunidade, o governador disse que vai providenciar o asfaltamento da rua que passa em frente à escola, para que o acesso dos alunos seja melhorado. Também garantiu que irá oferecer merenda de qualidade, no esquema de self-service aos estudantes. “Eu vou cobrar da Secretaria de Educação e não vou aceitar que a merenda seja composta apenas de bolacha com suco, como vinha acontecendo no governo passado”, frisou.

Helder Barbalho também anunciou que vai concluir a estrada que liga Bragança à vila de Ajuruteua, com cerca de 36 quilômetros de extensão, e pelo menos mais duas escolas, uma na comunidade do Treme, e outra na sede de Bragança, a Escola Leandro Lobão, cujas obras já iniciaram. Destacou, ainda, que vai fazer os ajustes necessários no Liceu de Música, inaugurado no final do ano passado, para que logo possa estar aberto à população bragantina, e ajudar a prefeitura a tocar as obras da orla de Ajuruteua, para as quais liberou recursos da ordem de R$ 13 milhões, quando ainda era ministro da Integração Nacional.

A cerimônia de inauguração foi acompanhada também pela secretária de Estado de Educação, Leila Freire; pelos deputados federais Elcione Barbalho e Cristiano Vale; por deputados estaduais; pelo prefeito de Bragança, Raimundo Oliveira; por prefeitos e ex-prefeitos de municípios vizinhos; por vereadores locais e a comunidade em geral.

Por Elck Oliveira

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Educação

Governo do Estado inicia chamada de professores aprovados no concurso da Seduc

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Helder Brbalho atento para a qualidade do ensino em todo o Pará. Nas foto, visita escola em Mocajuba

Na próxima sexta-feira (22), 677 aprovados no concurso C-173, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), serão nomeados. Os outros 1.435 aprovados serão nomeados em 22 de abril. A informação foi divulgada pelo Governador do Estado, Helder Barbalho, em vídeo postado nas redes sociais.

O concurso foi realizado em 2018 e ofertou 2.112 vagas para cargos de nível superior. “Trinta dias depois da nomeação é o prazo da posse, podendo ser estendido por mais 15 dias. Portanto, desejamos sucesso e boas vindas aos novos servidores do Estado e espero que juntos possamos construir um novo tempo para a educação do Pará”, disse o governador.

Os aprovados serão nomeados para as vagas contempladas no concurso, que são: Artes (136 vagas), Biologia (24 vagas), Educação Física (23 vagas), Filosofia (103), Física (39), Geografia (101), História (98), Inglês (193), Matemática (731), Língua Portuguesa (540), Química (35) e Sociologia (89). As áreas mais concorridas foram: Educação Física (518 candidatos por vaga no pólo Belém) e Biologia (354 candidatos por vaga no município de Castanhal).

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Educação

Professores  de Parauapebas paralisam atividades por um dia

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Os professores de Parauapebas, sudeste do Pará, retomaram as suas atividades nesta sexta-feira (15) depois de a prefeitura marcar nova rodada de negociação para o dia 20 deste mês, quando Sintepp deverá insistir pela solução de sérios problemas nas escolas, como violência, falta de ônibus, de merenda e até de gás de cozinha.
 A exemplo do que ocorre em Eldorado de Carajás, não está nada fácil para os educadores de Parauapebas negociarem com a prefeitura. Como consequência, as atividades foram paralisadas nesta quinta-feira, 14, mesmo depois da reunião da categoria com o novo secretário municipal de Educação, Luís Vieira, na manhã de ontem, quando a coordenação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) apresentar algumas propostas, para, por meio do diálogo, buscar evitar a paralisação de hoje.

De acordo com o sindicato, as tentativas de negociação vêm desde o ano passado, mas não avançaram. Segundo o coordenador do Sintepp, Rosemiro Laredo, a situação vivida nas escolas públicas “é de calamidade extrema”, não sendo raros os relatos de invasões aos estabelecimentos de ensino e cenas de vandalismo, inclusive com agressões físicas a alunos e servidores. Nas escolas, afirma o sindicato, os ambientes são insalubres também e se tornaram um problema de saúde pública, uma vez que alunos e funcionários, principalmente professores, estão adoecendo.

De acordo com avaliação feita por professores e estudantes, essa situação é o produto de uma somatória de fatores que contribuem para o “desastre” instalado na educação. O Sintepp enumera os principais problemas:

  1. O governo implementou um projeto de climatização das escolas, mas não se preparou para fazer a substituição dos aparelhos. Hoje, as máquinas estão sucateadas e o governo não consegue resolver o problema. Afirma o sindicato que já há relato de um número considerável de alunos que desmaiaram em sala de aula e foram levados em ambulâncias das escolas para hospitais. E o número de professores com problemas de saúde relacionados ao exercício da profissão é preocupante.
  2. Em vez de construir escolas “e para cumprir acordos políticos”, acusa o sindicato, o governo opta por alugar prédios sem condições de funcionamento e mantém anexos que comprometem o processo de ensino e aprendizagem. Hoje, esses anexos estão sendo fechados por falta de condições e os alunos estão ficando sem aula.
  3. Apesar de ter uma frota considerável de ônibus escolares, o Sintepp está recebendo diariamente a informação de que alunos estão sem aula. As justificativas vão desde a falta de combustível, por falta de pagamento aos fornecedores, até as péssimas condições em que os ônibus se encontram, pois o governo não consegue garantir a manutenção dos veículos.
  4. Material de apoio pedagógico e até mesmo itens básicos, como gás de cozinha, estão faltando nas escolas municipais. Há denúncia ao sindicato de que as merendeiras estão cozinhando em fogão à lenha improvisado na Escola Crescendo na Prática.
  5. Alunos do bairro Novo Brasil estão precisando contornar pela PA-275 porque a ponte que dá acesso à Escola Deyse Lorena está intrafegável.
  6. Professores e alunos da Escola Fernando Pessoa paralisaram as atividades para realizar um ato contra a violência, pois já houve caso de agressão a professor naquela escola, assim como nas escolas Sandra Maria e Elisaldo Ribeiro.
Veja também:  Prefeitura de Jacundá e Sintepp fecham acordo sobre reposição de aulas

Próximos passos

Com a paralisação das atividades nas escolas, o Sintepp realizou manifestação nesta quinta-feira (14), em frente à prefeitura. “Como resultado, tivemos a promessa de uma reunião no dia 20, quarta-feira, com o prefeito Darci e demais secretarias envolvidas”, contou Rosemiro Laredo. A situação é tão séria, firma o coordenador do sindicato, que é preciso o envolvimento de diversos setores do governo para resolver não apenas os assuntos pedagógicos, mas também de infraestrutura física.

Com a promessa da prefeitura de nova reunião, a coordenação sindical informou que os servidores voltarão ao trabalho na manhã desta sexta-feira, 15, porém, caso o impasse continue após nova rodada de negociação uma nova assembleia será feita para que os servidores decidam a possibilidade de deflagrar greve.

Posicionamento do governo

Em nota enviada à Imprensa, o secretário de Educação, Luís Vieira, afirma que o governo municipal tem buscado atender as reivindicações dos educadores de Parauapebas. Inclusive, pontua o titular da Semed, já atendeu e/ou avançou em vários pontos da pauta, como o pagamento da rescisão dos temporários distratados em 2018, garantia de contrato de pelo menos 100 horas para professores em processo de aposentadoria, convocação dos professores classificados no último concurso, definição de data para início das reformas das escolas, revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do Quadro de Magistério do Município (PCCR), entre outras.

“Assumi a Secretaria Municipal de Educação (Semed) dia 4 de fevereiro, recebi a coordenação do sindicato pela primeira vez na última quinta-feira, 7, onde tomei conhecimento da pauta de reivindicações e me comprometi a analisar cada item citado e voltar a reunir com a coordenação, como fiz ontem”, frisou Luís Vieira, reforçando que a gestão municipal “sempre esteve e está aberta” às negociações com o Sintepp, com apresentação de propostas para todas as questões em debate.

A prefeitura, garante o secretário, “vai continuar trabalhando para que a educação de Parauapebas seja de qualidade para todos. E espera poder contar com o bom senso dos educadores e da comunidade com o intuito de garantir que os estudantes não sejam prejudicados”.

Fonte: Blog Zé Dudu

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