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SAÚDE

Médicos brasileiros desenvolvem método pioneiro e curam homem com câncer terminal

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Brasileiro de 62 anos apresenta remissão da doença após ser submetido a tratamento em fase experimental.

Nesta sexta-feira (11/10), o Brasil recebeu uma ótima notícia: Vamberto Luiz de Castro, de 62 anos, que estava em estado grave com linfoma avançado que não respondia a nenhum dos tratamentos convencionais, apresentou uma regressão da doença após ter sido submetido a um procedimento desenvolvido por médicos brasileiros.

O funcionário público aposentado de Minas Gerais é a primeira pessoa na América Latina a receber uma nova terapia celular que vem revolucionando o tratamento do câncer nos Estados Unidos e na Europa. Castro foi submetido em caráter experimental à terapia, no dia 9 de setembro; em menos de 20 dias ele já apresentou uma melhora substancial.

A terapia genética foi inteiramente desenvolvida no Brasil, no Centro de Terapia Celular (CTC-Fapesp-USP) do Hemocentro, ligado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Com isso, o País se torna um dos poucos do mundo a dispor da tecnologia. A expectativa agora é de que o tratamento seja testado ao longo dos próximos seis meses em pelo menos outros dez pacientes e, no futuro, esteja disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Enquanto isso, Castro desfruta da nova vida após s está prevista para este fim de semana. “Os gânglios no pescoço do paciente desapareceram, ele parou de tomar morfina para dor, ganhou três quilos, voltou a andar”, contou o hematologista Renato Cunha, diretor do Centro de Transplante de Medula do Hemocentro de Ribeirão Preto, um dos responsáveis pela experiência. “Temos todos os sinais de que o organismo respondeu; ou seja, conseguimos provar o conceito e mostrar que funciona muito bem.”

SAÚDE

Mudança de ares: redução de poluição atmosférica diminui mortalidade

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orreio Braziliense

Reduções nos níveis de poluição atmosférica têm resultados imediatos na saúde das populações, mostra relatório divulgado por cientistas americanos. Entre os benefícios atingidos em poucos dias está a queda da mortalidade em 16% e de 50% de internações

Diferentes iniciativas de redução dos níveis de poluição do ar resultam, em pouco tempo, em melhoras significativas na saúde e na rotina das populações. Redução do absenteísmo escolar em 40% e dos casos de hospitalização por complicações respiratórias em 50% são alguns dos efeitos quase instantâneos apresentados em um relatório divulgado, nesta sexta-feira (6/12), na American Thoracic Society’s journal, publicação integrante do Annals of the American Thoracic Society.
“Sabíamos que havia benefícios no controle da poluição, mas a magnitude e o tempo relativamente curto para alcançá-los são impressionantes. Nossas descobertas indicam efeitos quase imediatos e substanciais nos resultados de saúde, após redução da exposição à poluição do ar”, destaca, em comunicado, Dean Schraufnagel, pesquisador da Sociedade Torácica Americana e principal autor do relatório.
Um dos casos se deu em Utah, nos Estados Unidos. O fechamento durante 13 meses de uma usina siderúrgica no estado resultou na redução em 50% de hospitalizações por pneumonia, pleurisia, bronquite e asma. O absenteísmo escolar caiu 40% e a mortalidade, 16%. O estudo concentrou-se nas PM10, partículas que têm diâmetro inferior a 10 micrômetros (µm) e, por isso, são facilmente inaláveis, podendo comprometer o funcionamento do aparelho respiratório e do sistema cardiovascular.

Em Atlanta, também nos EUA, o enfoque foi no transporte público. Durante 17 dias dos Jogos Olímpicos de 1996, adotou-se estratégias para reduzir o tráfego e, dessa forma, ajudar os atletas a chegarem às competições a tempo. As medidas também diminuíram consideravelmente a poluição do ar na cidade e, consequentemente, impactaram na rotina e na saúde dos moradores.
Nas quatro semanas seguintes, a ida de crianças a clínicas e hospitais para tratar complicações de amas caiu mais de 40%, e as visitas aos departamentos de emergência, em 11%. As hospitalizações por asma diminuíram 19%. Da mesma forma, quando a China impôs restrições de fábrica e de viagem para as Olimpíadas de Pequim, em 2008, a função pulmonar da população melhorou em dois meses, com menos consultas médicas relacionadas ao problema respiratório e menos mortalidade cardiovascular, segundo o artigo,
Para Dean Schraufnagel, esses exemplos mostram que a poluição do ar é, em grande parte, um risco evitável à saúde, e que o atual cenário de crescimento urbano, expansão da industrialização e aquecimento global aumenta o grau de urgência no controle desse problema. “Felizmente, reduzir a poluição do ar pode resultar em ganhos de saúde imediatos e substanciais. Políticas abrangentes, que afetem um país inteiro, podem reduzir a mortalidade por todas as causas em semanas.  (…) É fundamental que os governos adotem e apliquem as diretrizes para a poluição do ar imediatamente”, defende.

Recado para os líderes da COP25

Com o apoio da jovem ativista Greta Thunberg, milhares de pessoas marcharam, ontem, em Madri para exigir dos líderes da 25ª edição da conferência do clima das Nações Unidas (COP25) que tomem ações urgentes ante a crise climática. A caminhada de 5 quilômetros tinha como o lema “O mundo acordou para a emergência climática”. Começou em frente a conhecida estação de metrô Atocha e percorreu as principais avenidas da cidade.
Cartazes exibidos pelos participantes exibiam frase como “Sem planeta não há futuro” e “Políticos, a Terra morre”. “Não podemos esperar mais” porque “as pessoas estão sofrendo e morrendo pela emergência climática e ecológica”, disse Greta Thunberg, em uma conferência de imprensa antes da mobilização.
Para os organizadores da marcha, a mobilização envia uma mensagem clara aos representantes de quase 200 signatários do Acordo de Paris reunidos, na Espanha, até o próximo dia 13. “Exigimos aos governos participantes que reconheçam que a inação climática atual e insuficiente ambição que refletem os compromissos mais ambiciosos dos países nos levarão a um aquecimento global desastroso para a vida”, disse, à agência France-Presse, Pablo Chamorro, um porta-voz da mobilização.

Segurança

Greta, porém, não completou todo o percurso. Ela precisou abandonar o grupo, por questões de segurança, quando a marcha chegava ao Museu do Prado, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade espanhola. “A polícia diz que não posso continuar assim, sinto isso, há problemas de segurança, há muita gente”, afirmou a ativista sueca, que foi embora em um automóvel elétrico.
A jovem ficou conhecida internacionalmente ao dar início ao movimento “sexta-feira pelo futuro”, quando, durante mais de um ano, fez greve diante de sua escola todas as sextas-feiras para exigir ações contra a mudança climática. O movimento foi repetido em várias cidades do mundo, e ela passou a participar de eventos voltados para as questões climáticas. Greta faz questão de se deslocar de forma que reduza o impacto ao meio ambiente. Para chegar a Madri,  pegou um catamarã no Chile, onde ocorreria a COP25. Ontem, houve uma marcha simultânea na capital chilena em prol do combate ao aquecimento global. 

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SAÚDE

Saúde perderá R$ 500 mi para fundo eleitoral, diz ministro

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Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta Foto: MS/Erasmo Salomão

Durante a 5ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, afirmou que ficou surpreso com a retirada de R$ 500 milhões da pasta para o fundo eleitoral.

– Infelizmente, ontem, nós fomos surpreendidos para a retirada de R$ 500 milhões da saúde, do Orçamento, para poder alocar no fundo eleitoral – declarou Mandetta.

O ministro ainda disse que “com esses R$ 500 milhões, podem ter certeza que a gente poderia fazer muito mais e fazer chegar de uma maneira muito mais intensa para que vocês possam entregar as realizações em 2020”.

Uma comissão do Congresso Nacional aprovou o relatório do Projeto de Lei Orçamentária de 2020 na Comissão Mista de Orçamento. Nele, é previsto um aumento do fundo eleitoral, verba que financiará as campanhas em 2020, de R$ 2 bilhões para R$ 3,8 bilhões. A saúde perderá o equivalente a R$ 500 milhões e áreas como a educação, infraestrutura e saneamento básico também serão atingidas.

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SAÚDE

Senadores repercutem regulamentação da Anvisa sobre maconha medicinal

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência Senado

Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a liberação da venda em farmácias de produtos medicinais à base da Cannabis, nome científico da planta popularmente conhecida como maconha. Pela resolução, a medida busca atender pacientes que podem se beneficiar desse tipo de produto,  que atualmente não é encontrado no mercado nacional.

A norma estabelece que o comércio será feito exclusivamente por farmácias e mediante receita médica de controle especial. Porém, a agência reguladora decidiu arquivar a proposta de regulamentação do cultivo da planta. No Senado, o assunto repercutiu entre os parlamentares, inclusive porque o tema é tratado em um projeto de lei em tramitação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Para a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), usuária do canadibiol para auxiliar no controle de dores e melhoria da qualidade de vida, a regulamentação da Cannabis medicinal é urgente para milhões de brasileiros, pois o custo para importar a substância é muito alto e inviável para a maioria das famílias. 

— Precisamos garantir o acesso a todos que precisam, que sofrem com dor. Segundo a própria Anvisa, são mais de 13 milhões de brasileiros, com diferentes doenças, que poderiam se beneficiar desses medicamentos. Em Israel o uso medicinal da Cannabis foi aprovado em 1999 e a tecnologia israelense de maconha medicinal melhorou significativamente a vida de milhares de pessoas que a usam como um remédio permanente. Estamos mais de duas décadas em atraso. A regulamentação proposta pela Anvisa é um primeiro passo.

A senadora destacou, ainda, que recente pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa DataSenado mostrou que 79% dos brasileiros são a favor que medicamentos feitos a partir da planta da maconha sejam fornecidos gratuitamente pelo SUS. 

Projeto no Senado

O debate sobre o uso da maconha medicinal está no Senado desde 2016, quando a Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos (Reduc) propôs uma sugestão legislativa que estabelecia regras para fiscalização e tributação da maconha medicinal (SUG 6/2016). Em setembro deste ano, a proposta foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e passou a tramitar como projeto de lei na Casa (PL 5.295/2019). Atualmente a matéria aguarda relatório do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Quando a SUG 6/2016 estava na CDH, apesar do voto favorável, o relator na comissão, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), apresentou uma nova redação à proposta, que reduziu o texto de 113 para 6 artigos. 

O texto do PL 5.295/2019, proposto por Alessandro, trata dos produtos, processos e serviços relacionados à maconha medicinal e ao cânhamo industrial. Entre as alterações, está um artigo que submete a produção, a distribuição, o transporte e a comercialização da Cannabis medicinal ao regime de vigilância sanitária. O relator prevê ainda que as normas sobre plantio, cultura e colheita do cânhamo industrial sejam de responsabilidade de uma autoridade agrícola do Estado.

A pesquisa e o desenvolvimento científico e tecnológico sobre medicamentos derivados da Cannabis e sobre a produção do cânhamo industrial também devem ser fomentados pelo poder público, segundo a proposta.

Para Alessandro Vieira, a proposição é muito importante, pois garante o atendimento adequado, com o fornecimento de medicamento para as pessoas que têm necessidades graves. O tema, segundo o senador, será objeto de um debate acalorado. 

— O PL que está tramitando, que corresponde em grande parte à resolução da Anvisa, atende plenamente à necessidade da sociedade, e a gente acredita que ao longo do conhecimento mais aprofundado daquilo que está sendo traçado, ou seja, o fornecimento, a utilização, a liberação de um remédio, mas sem nenhum tipo de confusão como o consumo recreativo de drogas. É um projeto positivo e acredito que a sociedade brasileira pode contar com o trabalho do Parlamento — disse Alessandro. 

Já Styvenson Valentim defende liberação da Cannabis medicinal para o tratamento de doenças, mas é contra o plantio e cultivo sem fiscalização, pois, segundo ele, não há como evitar a propagação da planta, do tráfico ou de um mercado consumidor que não seja para a finalidade medicinal. 

— O meu ponto de vista é positivo em relação ao medicamento feito por uma indústria, de uma forma séria. Não que quem queira plantar não seja sério, mas é um risco para a saúde humana. Um vez que não tem nenhum estudo científico que comprove que aquela quantidade, aquele chá ou aquele óleo, aquela substância vai fazer efeito positivo. Pode ser visto como um medicamento como qualquer outro homeopático, mas que tem efeito devido à substância que, em quantidades maiores ou menores, pode ser agressiva à saúde humana. Medicação se faz na indústria, não em casa, com óleo, com nada disso. Já não existe o medicamento que é caro, que está nos Estados Unidos? Por que não podemos desenvolver o nosso através de pesquisa e fornecer de forma gratuita para as pessoas? Plantar, não! Plantar é um risco, pois a gente não tem o controle de fiscalização — ressalta Styvenson. 

Mara disse acreditar que ainda é possível sensibilizar os parlamentares e aprovar o projeto.

— Afinal, a dor de um paciente brasileiro não é diferente da dor de um paciente de qualquer um dos mais de 40 países que já regulamentaram o uso medicinal da planta. Por isso, não há justificativa para que os pacientes brasileiros não tenham acesso ao que há de mais seguro e eficaz para o tratamento de suas necessidades — defendeu a senadora. 

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