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Economia

Meio milão de  pessoas trabalha na Zona Franca de Manaus

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Correio Braziliense promove seminário intitulado: A importância da Zona Franca de Manaus para o crescimento do país, no dia 11 de abril

A Zona Franca de Manaus (ZFM) e o futuro do centro livre comércio de importação e exportação serão tema de debate promovido pelo Correio Brasiliense no auditório do Tribunal de Contas da União (TCU), na próxima quinta-feira. Formada pelo polo comercial, agropecuário e industrial, possui a indústria como principal fonte econômica. São mais de 600 indústrias instaladas que geram cerca de 500 mil empregos formais e informais. Em 2018, apresentou um faturamento total de mais de R$ 85 bilhões.

O polo industrial da ZFM abrange segmentos como eletroeletrônicos, duas rodas, bens de informática e atividades termoplásticas e químicas. O setor eletroeletrônico é o predominante, responsável por mais de 28%  do lucro do ramo industrial. Em 2018, apenas a produção de televisor com tela LCD representou quase 19% da receita total da indústria da região.

A área industrial é responsável por gerar 500 mil empregos. De acordo com Wilson Périco, presidente do Centro de Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), que compõe as principais indústrias de Manaus, os polos de eletroeletrônica e rodas geram cerca de 90 mil empregos diretos e 400 mil indiretos. Até novembro de 2018, houve uma movimentação de mais de 87 mil trabalhadores nessa área.

Segundo o presidente, a indústria ajuda a evitar o desmatamento da Floresta Amazônica, pois muitos que trabalhariam com a derrubada de árvores, têm emprego nas fábricas. A forma de produção é sem chaminé, o que não resulta em resíduos para natureza. “As indústrias não agridem e a concentração de pessoas alivia a pressão sobre a floresta”, afirmou.

Mercado doméstico

A grande maioria da produção industrial é destinada ao mercado doméstico. Portanto, há grande interesse do governo estadual de ampliar a venda da produção para América Latina, mas a deficiência de infraestrutura no país impede a promoção das importações.  De acordo com o deputado federal do Amazonas, Marcelo Ramos (PR-AM), a região precisa de investimentos em infraestrutura para depender menos de incentivos fiscais. “Não devemos parar as produções que existem, mas construir também o polo da bioindústria e melhorar serviços de comunicação e de infraestrutura, como hidrovias portos e estradas”, explicou.

Para o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), é preciso ter cuidado com um possível fim da Zona Franca de Manaus. Ela precisa ser reformulada ampliando a competitividade, e isso é feito por meio de incentivos do governo federal. Do mesmo modo, o Brasil e o mundo precisam parar de comparar o custo do emprego com o valor do incentivo fiscal, o que leva à conclusão de que não vale a pena manter a ZFM e transfere os habitantes para floresta em busca de outras alternativas. “É preciso conhecer a região. Quando o mundo perceber a importância da Zona Franca de Manaus dará uma atenção diplomática e, talvez, até militar”, concluiu.

* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira

Ficha técnica

Seminário: A importância da Zona Franca de Manaus para o crescimento do país
Data: 11 de abril
Horário: das 9h às 13h30
Local: auditório do Tribunal de Contas da União (Setor de Administração Federal Sul)
Convidados: presidente do TCU, José Mucio Monteiro; ministro do TCU, Bruno Dantas; ministra aposentada do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie e o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), coronel Alfredo Menezes.
Inscrições: gratuitas no site www.correiobraziliense.com.br/seminariozfm

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Economia

Cielo desaba 7% após Rede zerar antecipação no cartão de crédito à vista

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Cielo: decisão da Rede afetou as ações da empresa (Cielo/Divulgação)

São Paulo — As ações da Cielo eram a maior queda do Ibovespa nesta quinta-feira, após a rival Rede, do Itaú Unibanco, zerar taxa de antecipação de recebíveis de lojias no cartão de crédito à vista, acirrando o ambiente de competição no setor de meios de pagamentos no país.

– Os lojistas clientes da Rede também receberão os valores depositados em dois dias.

– Às 10:25, os papéis da Cielo caíam 7 por cento, a 8,26 reais, enquanto o Ibovespa subia 0,5 por cento.

– “A notícia é negativa para todos os adquirentes listados, Cielo, Stone e Pagseguro, em diferentes magnitudes, já que devem reagir ao movimento agressivo da Rede”, destacou a equipe da XP Investimento em relatório a clientes.

– De acordo com cálculos dos analistas, assumindo que as transações à vista representem de 30 a 40 por cento do volume total de crédito, a Cielo poderia ter seu lucro líquido de 2019 reduzido em 10 a 20 por cento. No caso da Stone, eles avaliam que deve ser mais impactada, uma vez que a empresa atua principalmente no mercado de pequenas e médias empresas e possui maior exposição relativa ao pré-pagamento em seus resultados.

– “A iniciativa da Rede, apesar de agressiva, faz parte do processo de corte de preços pelo qual a indústria vem passando nos últimos seis meses. Continuamos cautelosos com a Cielo e os adquirentes puros em geral, uma vez que os grandes bancos têm espaço significativo para abrir mão de receita nesse segmento a fim de reter e atrair clientes PMEs para sua base”, disseram os analistas da XP.

Por: Reuters

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Economia

Petrobras permite alta do Ibovespa, mas Previdência e feriado podem conter avanço

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Foto: Reprodução / Fonte: Estadão Conteúdo

O último dia útil para a B3 sugere ser de alta do seu principal índice à vista, sobretudo pelo noticiário doméstico, ainda que com certa cautela. No entendimento do mercado, o fato de a Petrobras ter definido ontem o reajuste nos preços do diesel – ainda que este tenha ficado aquém do proposto anteriormente – é um ponto positivo, pois sinaliza que a independência da estatal de certa forma está mantida. Além disso, apesar do adiamento da votação da admissibilidade da proposta de reforma da Previdência para terça-feira, a visão é de que o governo conseguirá avançar no assunto.

Conforme um operador, o governo sinaliza que pode ceder um pouco para tentar avançar na reforma. “Está tendo uma movimentação para aliar os partidos. O governo parece que entendeu que sozinho não conseguirá aprovar a reforma. Está se movimentando. Mas temos de acompanhar”, afirma. A dúvida, pondera, é quanto ao que pode ser desidratado do texto original da reforma.

“Permanece a incerteza em torno da reforma da Previdência, pois o governo pode ter que ceder muito para garantir sua aprovação na CCJ”, pondera a MCM Consultores em nota.

Às 10h36, o Ibovespa subia 0,62%, aos 93.859,04 pontos. Ontem, fechou com queda de 1,11%, aos 93.284,75 pontos. O papel ON da Petrobras tinha ganho de 2,84% e o ON, de 2,55%.

Além disso, novos temos de desaceleração global e a semana mais curta devem deixar o investidor mais cauteloso, observa o operador.

Outra questão, diz uma fonte, é sobre a possibilidade de greve dos caminhoneiros, já que o aumento do diesel não foi bem visto por toda a categoria. Mas esse assunto, acrescenta, pode não ter força para afetar os negócios hoje, já que muitos investidores já devem estar pensando na folga de Páscoa, o que tende a deixar o volume de negócios reduzido nesta quinta-feira na B3.

De todo modo, acrescenta o operador, o governo não deve ficar baixando a cabeça toda hora para o setor de transportes do País. “Não tem de ficar aquém de uma categoria. Isso reajustes não é um problema deste governo, vem de outras gestões”, observa.

Ainda quanto à Petrobras, o governo estuda antecipar recursos que serão recebidos com o leilão de excedente da cessão onerosa para Estados e municípios se houver indicação que a reforma da Previdência será aprovada. Em mais um aceno para angariar o apoio de governadores e prefeitos para a reforma, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que uma das linhas que o governo trabalha para ajudar os governos regionais é antecipar esses recursos.

Apesar do noticiário interno considerado favorável à alta do Ibovespa, o exterior está um pouco mais devagar, com os índices futuros de Nova York com altas modestas e, na Europa, da mesma forma. Entretanto, por lá, saíram novos indicadores de atividade reforçando o temor de desaceleração econômica mundial.

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Economia

Usiminas tem lucro líquido de R$ 76 milhões no 1º trimestre

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Foto: Reprodução / Fonte: Estadão Conteúdo

A Usiminas reportou lucro líquido de R$ 76 milhões no do primeiro trimestre do ano, resultado 51,6% inferior ao lucro de R$ 157 milhões informado um ano antes. Nos últimos três meses de 2018, o lucro da companhia havia sido de R$ 401 milhões. No comparativo entre mesmos trimestres, a margem líquida recuou de 4,9% para 2,2%. No quarto trimestre, esse indicador atingiu 11,7%.

O lucro atribuível aos acionistas da Usiminas chegou a R$ 46,8 milhões no primeiro trimestre, 66,6% abaixo do reportado um ano antes e 87% inferior ao do quarto trimestre de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 474 milhões, apontando queda de 24% ante o visto um ano antes e retração de 29% na comparação trimestral. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda ficou em 13,4%, ante 19,2% um ano antes e 10,7% no quarto trimestre de 2018.

No critério ajustado, o Ebitda somou R$ 487,5 milhões, recuo de 24%. Na relação trimestral, a retração foi de 41%. A margem Ebitda, nesse critério, passou de 19,8% para 13,8% no comparativo anual. No quarto trimestre, a margem era de 24,2%.

A receita líquida da siderúrgica mineira totalizou R$ 3,5 bilhões no período analisado, aumento de 9% na relação anual. No comparativo trimestral, a expansão foi de 3,1%. A performance é atribuída principalmente aos maiores preços e volumes de venda de minério de ferro no período.

Entre janeiro e março, a companhia obteve um resultado financeiro negativo de R$ 135,8 milhões, resultado bem próximo do informado um ano antes, de R$ 133,7 milhões negativos. No quarto trimestre, a siderúrgica informou um resultado financeiro positivo de R$ 637,8 milhões.

No informe de resultados, a empresa destaca que além dos efeitos não recorrentes contabilizados no quarto trimestre (créditos Eletrobras e correção sobre ICMS na base de cálculo do PIS/COFINS), a principal variação deve-se ao resultado cambial no período.

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