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Mesmo sendo PP, Couto reafirma que vai combater a corrupção

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Em seu primeiro post no Facebook depois de ter registrado a sua candidatura ao Senado, no dia 15 passado, o ex-senador Mário Couto (Progressistas) reafirmou a sua determinação de se eleger novamente ao Senado Federal para “continuar combatendo a corrupção”. Mesmo pertencente a um dos partidos mais encrencados com a Operação lava Jato, por causa do envolvimento de suas estrelas nacionais em atos de corrupção, Mário Couto promete não dar trégua aos corruptos.

O interessante é que a metralhadora giratória de Couto parece ter endereço certo: a cúpula do MDB paraense, que, segundo ele, tentou impedir que se candidatasse novamente, retirando o seu nome da ata enviada ao TRE com os nomes dos candidatos da coligação  de 18 partidos liderada pelo MDB. Em nenhum momento faz referência aos membros do antigo PP já denunciados pela Lava Jato.

A lista com os nome dos candidatos ao Senado  seguiu para o TRE  apenas com os nomes do senador Jader Barbalho e o do ex-vice-governador, Zequinha Marinha (PSC). Mas se tivesse incluído o nome de Couto, possivelmente este seria impugnado pelo TRE. Couto, então, disse que fora retirado porque dera uma entrevista dizendo que, se eleito, daria combate à corrupção. “Os barbalho (Jader e Helder) não podem ouvir a palavra corrupção porque estão sendo investigado na Lava Jato e serão presos ou vão usar tornozeleira eletrônica”

PEDIDO DE VOTO

Dirigindo-se a seus eleitores e amigos, Couto primeiro falou do seu ressentimento com a manobra que diz ter sofrido, para tirarem seu nome da lista da coligação. “Há alguns dias, meus amigos, lhes falei da minha grande decepção de me terem tirado a vaga para concorrer ao Senado Federal. Culpava eu, inclusive, o meu partido. Sofri. Sofri muito. A injustiça foi muito forte no meu coração. Mas, jamais deixei de ter Cristo no meu coração. Ele é o principal juiz”.

O ex-senador preferiu atribuir à providência divina o registro de sua candidatura pelo TRE, a admitir que ela foi fruto de intensas negociações entre a cúpula do seu partido e o MDB. “Imediatamente, senhoras e senhores, Cristo veio e fez justiça. A justiça aqui da Terra foi feita através do Tribunal Regional Eleitoral  que registrou a minha candidatura, mesmo na tentativa de terem me tirado de concorrer ao Senado”.

CORRUPTOS PRESOS

E acrescentou: “Eu sofri. Confesso que a injustiça doeu forte, porque quero eu continuar lutando por você que precisa de Educação, de Saúde, de Segurança… que precisa ver os corruptos presos”.

“Meu amigo, minha querida amiga: vou precisar novamente de você. Quero ser a sua voz no Congresso, quero trabalhar pelo Pará, pelo Brasi, Quero continuar combatendo a corrupção. O combate à corrupção neste país começou comigo… Você sabe! E quanto já foram presos? Quanto dinheiro seu já trouxemos de volta das mãos dos corruptos?

Vamos limpar este país”.

 

MEMÓRIA

Progressistas na Lava Jato

Até 2017 era PP, Partido Progressista. Por causa do desagaste da Lava Jato, virou Progressistas. É uma das legendas com mais investigados na operação. O senador Ciro Nogueira é presidente do partido desde 2013. Foi denunciado em setembro de 2017, acusado de integrar o chamado quadrilhão do PP. Ele entrou na mira após suspeitas de que ele recebia repasses frequentes de verbas desviadas da Petrobras.

O deputado Eduardo da Fonte, outro alvo da operação desta terça-feira (24), já foi segundo vice-presidente, líder do partido e corregedor da Câmara. Ele também foi denunciado por participar do quadrilhão do PP. Foi ainda investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em outro inquérito da Lava Jato, mas esse caso foi arquivado em abril.
Além de Eduardo da Fonte, outros dez deputados do partido estão na mira da Lava Jato.
Três foram denunciados: Aguinaldo Ribeiro, líder do governo na Câmara; Arthur Lira, líder do partido; e José Otávio Germano, que também está na lista de réus junto com Luiz Fernando Faria e Nelson Meurer, que vai ser o primeiro político julgado no Supremo Tribunal Federal em consequência da Lava Jato.
Na lista de investigados estão cinco deputados: Sandes Júnior, Mário Sílvio Negromonte Júnior, Cacá Leão, Dimas Fabiano e Júlio Lopes.
Outros oito deputados do partido já foram alvo, mas tiveram os inquéritos arquivados ou rejeitados.
Também são investigados, respondem a inquéritos ou já são réus dez ex-deputados do partido.
No Senado, além de Ciro Nogueira, Benedito de Lira, de Alagoas, também foi denunciado. Ivo Cassol é investigado e Gladson Cameli teve o inquérito arquivado.
A única ação contra um partido na Lava Jato foi para o Progressistas, feita pelo Ministério Público Federal do Paraná por improbidade administrativa. O pedido é para que o partido e dez políticos ligados a ele devolvam aos cofres públicos mais de R$ 2,3 bilhões por desvios de dinheiro da Petrobras.
No Congresso, o que chama atenção é como o Progressistas vem crescendo mesmo com tantas denúncias de corrupção. Em 2014 elegeu 38 deputados. Antes da chamada janela partidária, o período permitido para o troca-troca de partidos, já tinha 45. Hoje tem 50 deputados. É a terceira maior bancada da Câmara, ficando atrás apenas do PT e do MDB.
Na Esplanada, o Progressistas comanda três ministérios: Saúde, Cidades e Agricultura, e ainda indicou o atual presidente da Caixa Econômica Federal.

O que dizem os citados

O Progressistas afirmou que não vai se pronunciar. Todos os políticos citados na reportagem negam as acusações. (Jornal Nacional)

Pelo visto, Mário Couto vai ter muito trabalho dentro de casa mesmo.Na foto acima, ele está com um dos seus candidatos a suplente, Elson Martins.(E)

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