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Medicina & Saúde

Ministério estuda mudança na distribuição do Mais Médicos entre municípios

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Ministério da Saúde estuda mudar regras de distribuição dos profissionais do Mais Médicos – Arquivo/Agência Brasil

Débora Brito / Agência Brasil 

Brasília – O Ministério da Saúde estuda alterar as regras de distribuição entre os municípios dos profissionais que atuam no programa Mais Médicos. As mudanças ainda estão em discussão com representantes das secretarias municipais e estaduais de saúde antes de serem publicadas em portaria.

Por meio de nota, o ministério explicou à Agência Brasil que está reavaliando os critérios de distribuição dos profissionais desde agosto, quando lançou edital para municípios ainda não contemplados pelo programa. O ministério recebeu a manifestação de 913 municípios interessados em aderir ao Mais Médicos.

O objetivo na mudança de parâmetros, segundo a pasta, é estabelecer “uma pontuação para distinguir a ordem de prioridade dos municípios a serem atendidos”. Os novos critérios devem considerar o número de habitantes das cidades, de médicos locais, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e indicadores de saúde, como taxas de mortalidade e cobertura vacinal.

O programa tem 18,2 mil vagas, distribuídas em 3,9 mil cidades e 34 distritos indígenas. Segundo o Ministério da Saúde, estão em atividade 16.707 médicos e 1.533 vagas serão repostas nos próximos editais. No entanto, ainda não há data prevista para as novas seleções.

Para o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), a atualização das regras de adesão ao programa é positiva, desde que seja feita depois da reposição dos médicos nas cidades que já integram o programa e estão sem profissionais há muitos meses.

“É uma ideia boa, não é ruim, não vejo problema em aplicar, mas a divergência é na reposição. Enquanto não repor onde não tem [médico], não se pactua expansão. O Conasems não abre mão de discutir primeiro a reposição dos médicos dos municípios que já estão no programa. Não justifica expandir [o número de municípios no programa] sendo que tem várias equipes sem profissional médico”, afirmou à Agência Brasil Mauro Junqueira, presidente do Conasems.

Junqueira disse ainda que na última semana a Comissão Intergestores Tripartite aprovou que os municípios do Mais Médicos possam receber os recursos enquanto aguardam a reposição, pois há a necessidade de manter os outros profissionais que compõem a equipe do programa.

“O município perde duas vezes quando ele fica sem o médico, porque não repôs rapidamente e ainda perde o recurso de transferência voluntária”, acrescentou.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em âmbito estadual, também cobrou do ministério um novo edital para repor as vagas abertas, pois o déficit tem gerado desassistência médica.  “O último edital [de seleção de médicos] que saiu foi no final de 2017 e isso tem levado a muita reclamação por parte dos prefeitos e secretários porque tem aproximadamente 1,5 vaga precisando de médicos”, disse Jurandi Frutuoso, secretário executivo do Conass.

Os gestores locais explicam que há muita mobilidade e rotatividade dos médicos no programa, seja por desistência dos profissionais, mudanças de cidade, término do prazo, entre outros fatores. Eles temem ainda que os novos critérios permitam a realocação de médicos de uma cidade para outra e não a ampliação do número de profissionais.

“Nós só vamos discutir qualquer tipo de assunto relacionado ao Mais Médicos após o preenchimento dessas vagas. A urgência desse momento é preencher as vagas abertas, porque está prejudicando a comunidade, que está desassistida”, completou Jurandi.

O programa Mais Médicos foi criado em 2013 para ampliar a oferta de médicos, incluindo estrangeiros, em locais mais vulneráveis e carentes onde há dificuldade para fixar os profissionais.  Além de médicos, o programa conta com enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais de saúde que atuam na Estratégia Saúde da Família. O atendimento da equipe é feito principalmente nos domicílios.

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Medicina & Saúde

Regional de Marabá realiza campanha de captação de sangue 

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Nesta semana, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, realizará a sua 34ª Campanha de Doação de Sangue. A ação será realizada até sexta-feira (14), no Hemopa Marabá, das 7h às 12h30. Na terça-feira (11), as coletas também acontecerem em um posto volante montado no HRSP, das 8h às 16h30. Nesta edição, a meta é coletar ao menos 120 bolsas de sangue.

Para ser um doador é preciso ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação ocorra, no máximo, até os 60 anos e que os menores de idade tenham autorização dos pais ou responsáveis; estar em boas condições de saúde, bem alimentado e não ter ingerido comida gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação; pesar, pelo menos, 50 kg; ter dormido, no mínimo, seis horas nas últimas 24 horas;  e apresentar documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira de habilitação.

Anualmente, o Hospital Regional de Marabá realiza três campanhas de doação de sangue, a fim de contribuir para repor o estoque de sangue do hemocentro local. A Unidade é uma das que mais demandam o Hemopa Marabá, devido ao atendimento a vítimas de acidentes de trânsito, ao volume de cirurgias de média e alta complexidades realizadas e ao atendimento prestado a recém-nascidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.

Nesta edição, o Hospital conta com a parceria da Planet Comunicação, Shopping Pátio Marabá, Clínica de Visão e Cirurgia de Olhos (CVCO) e Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Pará – Hemopa Marabá.

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Pescado é apreendido em condições precárias no Lago de Tucuruí

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Uma tonelada e meia de pescados foi apreendida neste sábado (8) em mais uma mega operação de fiscalização no município de Tucuruí, sudeste paraense. O pescado era mantido em condições insalubres no porto do km 11 e em estabelecimentos residenciais e comerciais em Tucuruí. Além do pescado, foram apreendidos também cinco pássaros, balanças, basquetas e um freezer. Os peixes apreendidos que estavam em boas condições foram doados a comunidades carentes de Goianésia do Pará, Jacundá e Tucuruí.

A operação foi realizada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio), em parceira com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a Polícia Militar, Eletronorte, Justiça Federal e as secretarias municipais de meio ambiente de Tucuruí, Goianésia do Pará e Jacundá.

Um diferencial desta operação foi a autorização judicial de busca e apreensão conseguida junto à Justiça Federal pelo procurador autárquico do Ideflor-bio, Benilson Costa. “A Procuradoria Autárquica e Fundacional do Estado teve que ajuizar uma medida na Justiça Federal, pois essa era a única forma legal de garantir que as equipes de fiscalização pudessem entrar nos estabelecimentos, onde os pescados eram escondidos e ficavam fora das vistas das frequentes operações na região do Lago de Tucuruí”, conta o procurador.

O que mais chamou a atenção da equipe durante a fiscalização foram as precárias condições de armazenamento dos pescados. Os locais não possuíam estrutura adequada para acondicionar e conservar os peixes de forma higiênica. “Esse é um problema de saúde pública, inclusive, pois a carne dos peixes é altamente perecível e, nesse caso, elas eram destinadas ao consumo”, conta Jossandra Pinheiro, engenheira de pesca do Ideflor-bio.

Além das precárias condições de armazenamento do pescado, a região do Lago de Tucuruí encontra-se no período do Defeso, em que a pesca comercial é proibida por lei durante os meses de novembro e fevereiro. O Defeso visa preservar os peixes durante o seu período de reprodução, a fim de garantir a manutenção do estoque pesqueiro do lago.

Durante o Defeso, as operações de fiscalização no Lago de Tucuruí são realizadas com mais frequência, para coibir a pesca e a comercialização ilegal desses pescados. Entretanto, as últimas fiscalizações haviam sido realizadas principalmente no próprio lago e em feiras públicas. A mega operação deste sábado foi a primeira em que uma Unidade de Conservação estadual do Pará utilizou um mandado de busca e apreensão para garantir o desenvolvimento da fiscalização.

“Esse tipo de ação, com mandado judicial, assim como a presença dos oficiais da Justiça Federal, é muito importante, uma vez que a localidade é alvo constante de fiscalização ambiental, mas muitas vezes sem êxito, porque o pescado está em locais inacessíveis e em que não temos autorização para entrar. Com essa operação, quebramos essa barreira”, destaca Mariana Bogéa, gerente do Mosaico de Unidades de Conservação Lago de Tucuruí.

O Mosaico Lago de Tucuruí é um conjunto de Unidades de Conservação estaduais formado pela Área de Proteção Ambiental Lago de Tucuruí e pelas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Alcobaça e Pucuruí-Ararão. As três UCs compreendem, juntas, cerca de 570 mil hectares, os quais abrangem os municípios de Tucuruí, Breu Branco, Goianésia do Pará, Jacundá, Nova Ipixuna e Itupiranga. A pesca no lago de Tucuruí é uma das principais atividades econômicas da região.

 

 

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“Revolução sexual” contra impotência faz 20 anos em 2018

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Médicos celebram disponibilidade de remédios para tratar disfunção

 

Por Gilberto Costa /Agência Brasil  

Brasília – O ano que se encerra neste mês guarda uma marca histórica, especialmente, para os homens. Em 2018, os comprimidos contra a disfunção erétil completaram 20 anos de venda em farmácias do Brasil e de outros países.

A descoberta, feita ao acaso pela ciência que investigava medicação para pressão alta, permitiu a milhões de homens reativar sua vida sexual. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil consideram que a oferta desses gêneros de medicamentos impactou a sociedade. “Foi uma revolução sexual como a pílula [disponível a partir da década de 1960] causou na mulher”, avalia Carlos da Ros, chefe do Departamento de Sexualidade e Reprodução da Sociedade Brasileira de Urologia.

“Foi uma revolução sim”, concorda o também urologista Osei Akoamo Jr. “Trouxe de volta uma população que podia ter uma atividade sexual rotineira de qualidade”. Em sua opinião, a medicação permitiu a casais que sofriam com o problema a “felicidade do ponto de vista sexual”.

Além de mudar o comportamento, o advento da medicação contra a disfunção erétil estabeleceu para a ciência novos paradigmas, assinala Lucio Flavio Gonzaga Silva, cirurgião-urologista e professor aposentado da Universidade Federal do Ceará. Segundo ele, décadas antes da venda de medicamentos “a disfunção erétil era tratada como problema de fundo psicológico. A ciência não sabia como se processa a via metabólica da ereção”.

Princípio ativo

O urologista Carlos da Ros acompanhou de perto a evolução da pesquisa científica na área e participou de estudos de eficácia e tolerabilidade do fármaco citrato de sildenafila feitos no país e outras partes do mundo ainda em 1996.

O princípio ativo testado resultou dois anos depois no pioneiro Viagra (da empresa norte-americana Pfizer) e hoje, após a quebra de patente em meados dessa década, está disponível em medicamentos fabricados por mais de 20 laboratórios instalados no Brasil, conforme consulta à página de produtos regularizados no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Além do citrato de sildenafila, há no mercado outros medicamentos registrados pela Anvisa com princípios ativos diferentes e a mesma finalidade como os fármacos de tadalafila, vardenafila, e carbonato de lodenafila.

Segundo Carlos da Ros, os homens mudaram de atitude após a venda desses medicamentos. “O tabu era muito forte, uma coisa cultural. Era muito difícil os pacientes chegarem no consultório e dizer ‘estou impotente’. Esse tabu caiu por água baixo. Isso fez com que os homens ficassem mais tranquilos e logo depois do aperto de mão na consulta dissessem: ‘olha meu problema é sexual’”.

“Não tem que ter vergonha em absoluto”, testemunha o funcionário público aposentado Cruz de Almeida, 68 anos, que prefere ser identificado sem o prenome. “A tendência é conversar melhor cada dia. Até recentemente as pessoas costumavam esconder. Escondendo as coisas você não vai ter um tratamento adequado”, opina Almeida que toma 10 miligramas diárias de tadalafil.

O médico Lucio Flavio Gonzaga Silva calcula que por ano um milhão de homens passem a ter que consumir medicamentos contra a disfunção erétil. De acordo com nota do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, o Sindusfarma, entre novembro de 2017 e outubro de 2018, foram vendidos 68,32 milhões de comprimidos contra impotência sexual.

Conforme dados auditados pela consultoria IVQVIA, nesse período as vendas desses medicamentos somaram R$ 560 milhões. O valor equivale a uma participação de 0,91% no mercado total de remédios no país.

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