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EDUCAÇÃO

Ministro da Educação diz que MEC está aberto ao diálogo com reitores

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou hoje (15) no plenário da Câmara dos Deputados, que está disposto a conversar com todos os parlamentares e reitores das universidades. “O que a gente pede: venham ao MEC, mostrem os números. Se a gente não chegar a um acordo, a gente abre as planilhas, vê as contas. A gente vem ao Congresso. A transparência é o principal objetivo dessa gestão”.

O ministro seria ouvido na manhã desta quarta-feira, na Comissão de Educação da Câmara. No entanto, por 307 votos a 82, parlamentares convocaram Weintraub a comparecer à comissão geral, que acontece neste momento no plenário da Casa para justificar o contingenciamento no orçamento das universidades e institutos federais.

Ele abriu as portas do ministério também para a oposição e pediu uma “abordagem racional”. “A gente só pede uma abordagem racional, baseada em números. Pode ser parlamentar da oposição, já recebi vários. Vem com o reitor e a gente vai analisar. Os reitores que têm vindo têm saído muito satisfeitos do MEC”, disse na sessão de hoje, que teve momentos de discussões entre parlamentares da base do governo e da oposição.

“Já recebemos 50 reitores para conversar. O dinheiro é do povo, tem que ser explicado sim. Se a universidade está com dificuldade, eu me disponho a vir aqui”, disse. Ele reafirmou que o governo está apenas “apertando um pouco o cinto” para cumprir a lei do teto dos gastos públicos, aprovada pelo Congresso em 2016, durante o governo Michel Temer. “Não dá para cumprir a lei feita por esta casa se a gente não contingenciar”.

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EDUCAÇÃO

Parceria com Suécia estimula participação de meninas na área de exatas

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Por Kamilla Cerbino – Estagiária da Agência Brasil* Brasília

Com o objetivo principal de despertar em meninas o interesse por ciência, tecnologia, engenharia e matemática, o festival sueco Tekla chega a Brasília. A programação inclui um workshop de robótica e uma tarde de debates sobre o tema. A  iniciativa é fruto de parceria do governo sueco com a governo do Distrito Federal e se insere na Semanas de Inovação Brasil – Suécia.

A oficial de cultura da Embaixada da Suécia no Brasil, Glaucimara Silva, conta que o Tekla foi idealizado por uma cantora pop sueca, Robyn, que é formada no Instituto Real de Tecnologia (KTH), em Estocolmo, na Suécia. “Após perceber que os cursos de tecnologia tinham poucas meninas [Robyn] resolveu criar o Festival Tekla, como uma forma de essas meninas participarem mais.”

Inicialmente, o festival ocorria apenas na Suécia, mas em 2019 passou a ter dimensão internacional e ser realizado em outros países. “Entre esses países estava o Brasil, por sua grande população jovem, com um grande potencial”, conta Glaucimara.

Nesta quarta (18), o Diálogo Tekla debate, na Universidade de Brasília (UnB), maneiras de capacitar meninas e mulheres para ampliar oportunidades nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Stem, da sigla em inglês). O evento é gratuito e aberto ao público em geral.

Dentre as especialistas, estará presente Heidi Harman, fundadora da mais antiga rede de tecnologia feminina na Suécia, o GeekGirl Meetup, uma rede para mulheres em Stem, código, design e startups, que agora tem braços em 17 países. Outra participante é Juliana Estradioto, que recebeu o Prêmio Jovem Cientista 2018 e foi a primeira brasileira a conquistar o primeiro lugar na categoria de Ciências dos Materiais na Intel ISEF (Intel International Science and Engineering Fair), maior feira de ciências

Na terça-feira (17), cerca de 30 alunas do ensino médio e fundamental de sete escolas públicas do Distrito Federal (DF) participaram do workshop de robótica e desenvolveram pequenos robôs com o auxílio e apoio de cientistas suecas. A atividade teve parceria do projeto Meninas na Computação (meninas.comp), idealizado por professoras do Departamento de Ciência da Computação da UnB e que fomenta inclusão de meninas de escolas públicas por meio de projetos que estimulam esse público a ingressar em cursos que tradicionalmente têm um público majoritariamente masculino.

Maria Eduarda Mendes, de 15 anos, conta que sempre teve curiosidade pela área de robótica. “Minha professora me incentivou e como sempre gostei dessa área da computação decidi participar”, contou.

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EDUCAÇÃO

Programas incentivam futuros profissionais a seguir a carreira docente

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Pará

Estudantes engajados na graduação, que se dedicam à monitoria ou iniciação científica, possuem um perfil profissional diferenciado. Por meio desses programas ofertados na Universidade do Estado do Pará (Uepa), os discentes podem desenvolver competência pedagógica e profissional para se destacarem no mercado de trabalho.

Um exemplo disso são os egressos aprovados no concurso público da Prefeitura Municipal de Ananindeua, cujo resultado foi publicado no último semestre. Os ex-discentes da Uepa são formados nos cursos de Licenciatura em Pedagogia, Física, Geografia e História, e foram admitidos no certame para vagas de professores na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e Médio.

Formada em 2018, no curso de Licenciatura em Pedagogia, Ellen Rayane de Sousa Ramos é uma das aprovadas para a vaga de professora do Ensino Fundamental. A admissão ocorreu no primeiro ano após ter concluído o curso superior, quando atuou na monitoria e extensão acadêmica no Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) da Uepa. “Depois de ter sido bolsista do Pibid (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) e, também, monitora dentro da instituição, digo sempre que a monitoria nas disciplinas pedagógicas são um diferencial para a composição curricular como profissional”, comentou a egressa da universidade.

Já Williene de Souza Nobre conseguiu duas vitórias em 2019: se formar em Licenciatura em Pedagogia e passar no concurso. Ela, agora, também é professora do Ensino Fundamental do município de Ananindeua. Após anos de estudo, ela relembra a trajetória acadêmica vinculada a atuações na monitoria e no trabalho voluntário com a Residência Pedagógica.

“Isso me fez, com certeza, uma profissional melhor, pois o estímulo que o trabalho como monitora me deu abriu diversas oportunidades, por meio da conciliação do trabalho na monitoria com outros voluntários, um deles foi na Residência Pedagógica. Tudo isso convergiu e me rendeu um leque de conhecimentos e de vivências que me transformaram na profissional que sou hoje”, afirmou a ex-discente da instituição.

“A monitoria é o exercício da docência e a iniciação científica é o momento de aprendizado da prática de pesquisa, portanto, nós, como professores da Uepa, precisamos incentivar os discentes a transitarem por esses programas institucionais tão importantes para a formação profissional e acadêmica”, explicou a coordenadora da Licenciatura em Pedagogia, professora Ceila Moraes, sobre os egressos aprovados no concurso público da Prefeitura de Ananindeua e o comprometimento durante a trajetória acadêmica.

Incentivo e acompanhamento – O tripé ensino, pesquisa e extensão desenvolvido pela Uepa permite que a formação acadêmica possa ser aperfeiçoada, por meio da convergência entre teoria e prática. A vivência de metodologias laboratoriais é a base para formar profissionais com habilidades interdisciplinares e com engajamento crítico, por meio das práticas de extensão ou monitoria.

“O programa de monitoria da Uepa destina-se a ampliar espaços de aprendizagem e a estimular o interesse pelo magistério superior, aprimorando a qualidade do ensino. Dessa forma, nossos alunos da graduação têm contato direto com o dia a dia do professor ao acompanhá-lo nas disciplinas em todas as etapas como: planejamento, leitura dos textos, execução das aulas, correção das provas, atividades, lançamento das notas e outros”, comentou a titular da Coordenação de Apoio e Orientação Pedagógica (Caop) do CCSE, Damásia Nascimento.

As instituições do saber científico são espaços de formação dos profissionais que irão compor social, econômica e politicamente a sociedade. Daí a importância de acompanhar o aluno, não apenas durante a graduação, mas após esta etapa, em diferentes âmbitos profissionais, como explica a assessora pedagógica da Coad do Centro de Educação da Uepa, Deborah Ferreira.

“Avaliar o percurso dos que ingressam na Uepa é muito importante para a jornada dos discentes dentro da instituição e, também, para que possamos ter menos evasão das graduações e mais conclusões de curso, além de auxiliar esse aluno a encontrar qual a melhor possibilidade de atuação a partir da sua formação”, acredita.

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EDUCAÇÃO

Mais de 1,8 mil brasileiros fazem hoje o Encceja Exterior

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Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Brasília

Mais de 1,8 mil brasileiros que moram fora do país farão hoje (15) o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos residentes no exterior (Encceja Exterior). A prova será realizada em 18 cidades de 12 países: Bruxelas (Bélgica); Barcelona e Madri (Espanha); Boston, Houston, Nova Iorque e Miami (Estados Unidos); Paris (França); Caiena (Guiana Francesa); Amsterdã (Holanda); Roma (Itália); Nagoia, Hamamatsu e Tóquio (Japão); Lisboa (Portugal); Londres (Reino Unido), Genebra (Suíça) e Paramaribo (Suriname).

O Cartão de Confirmação da Inscrição está disponível na Página do Participante na internet. O cartão contém informações pessoais, número de inscrição e o endereço do local do exame, além dos recursos de acessibilidade, quando for o caso. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) recomenda que os inscritos no exame imprimam e levem o cartão para a prova.

O Encceja é um exame para jovens e adultos que não tiveram oportunidade de concluir os estudos na idade apropriada. Os interessados em tentar o certificado do ensino fundamental devem ter, no mínimo, 15 anos de idade completos na data da prova; para obter o certificado do ensino médio, a idade mínima exigida é de 18 anos.

O exame é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma redação. Para a certificação do ensino fundamental, o participante é avaliado em ciências naturais; matemática; língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física e redação; e história e geografia.

Já para o ensino médio, as áreas avaliadas são ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens e códigos e suas tecnologias e redação; e ciências humanas e suas tecnologias.

Certificação

Após a aprovação do candidato, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília e o Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, que firmaram Acordo de Cooperação Técnica junto ao Inep, ficam responsáveis pela emissão dos certificados.

Cabe ao Ministério das Relações Exteriores encaminhar os certificados e as declarações de proficiência às embaixadas e aos consulados de cada país, bem como avisar aos participantes que os documentos encontram disponíveis para retirada nas representações diplomáticas.

Além da modalidade regular e do exame para residentes no exterior, o Inep também aplica o Encceja para Jovens e Adultos brasileiros residentes no exterior que cumprem Pena Privativa de Liberdade (Encceja Exterior PPL). Em 2019, as provas para esse público serão aplicadas somente em Tóquio, no Japão, de 16 a 27 de setembro.

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