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PARÁ

Miss Pará 2019 Wilma Paulino, relata série de assédios da coordenação do concurso.

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Fonte/Foto: RomaNews

A miss Pará 2019, Wilma Paulino, conta em detalhes em seu instagram como rompeu com os coordenadores do concurso, Herculano Silva, Mauro Antônio Ferreira e Kaiann Lobo. Ela relata que no tempo que passou com eles em São Paulo, sofreu assédio, ameaças e pressões psicológicas, vindas principalmente da parte de Herculano Silva, que queria transformá-la em “acompanhante de luxo”.

Por conta disso, Wilma, que também é miss Itaituba, sequer compareceu ao concurso em sua cidade, no último sábado, 9, para transmitir a faixa à sua sucessora. Além de representar Itaituba, Wilma foi eleita miss Pará em fevereiro deste ano, na 62ª edição do concurso, que é a porta para o Miss Brasil.

Em uma série de 99 stories no Instagram, Wilma conta nos mínimos detalhes que junto com uma amiga chamada Amanda, miss Capanema que ficou em terceiro lugar na classificação do miss Pará, ficaram em São Paulo após o miss Brasil, morando com os organizadores do miss Pará, com a promessa de Herculano Silva de transformá-las em modelos.

Wilma e seus pais resolveram dar uma segunda chance a Herculano, já que inicialmente ela relata que já havia uma quebra de contrato no qual os pais de Wilma pagaram R$ 5 mil por uma série de ações que envolvia ensaio fotográfico e trabalhos como modelo em Belém, o que não ocorreu.

Herculano sequer teria pago a inscrição de Wilma ao miss Brasil, o que foi feito, segundo ela, pela Prefeitura de Itaituba. Segundo a miss, o surto de ameaças e pressões por parte de Herculano começou quando ele apresentou as duas jovens a um “senhor influente do mundo da moda”, que teria ficado interessado em Wilma e a convidou para um jantar.

Wilma conta que no dia marcado para o jantar resolveu ir acompanhada de um amigo que seu pai tinha em São Paulo. “Eu não me senti confortável, mas o Herculano falava pra eu ser inteligente e deu até o exemplo de uma amiga dele que foi inteligente e conseguiu tirar proveito, nas palavras dele, desse tipo de situação, e que se eu não fosse ao jantar ele ficaria muito zangado”, relata Wilma em seus vídeos.

“Quando ligue para esse senhor que fez o convite dizendo que estava indo ao jantar com mais alguém, ele disse que se eu estava acompanhada então ele não tinha mais interesse que eu fosse. Ai ficou bem clara a intenção dele”, relata Wilma.

Furioso – Ela conta como Herculano reagiu ao saber que o jantar não aconteceu. “Ele surtou, ficou furioso, me chamou de burra, disse que eu era fracassada e não seria ninguém, que com esse episódio eu fechava minhas portas no mundo da moda e poderia prejudicá-lo também”, relata a jovem nos vídeos.

Ela conta que nos dias seguintes Herculano, que se diz praticantte da  religição Umbanda, começou a ameaçar ela e sua família por meio de uma “entidade”, e que por várias vezes ela teria ficado “assustada” e “apavorada” com as manifestações. Wilma, junto com sua amiga Amanda, praticamente tiveram que fugir da casa em São Paulo. “Quando ele não viu nossas coisas na casa e descobriu que viemos embora, ligou fazendo ameaças para mim, pro meu pai e para a minha mãe, que é uma pessoa super religiosa. Ele a desafiou de que o Deus dela não era maior que o dele, e que nós iríamos sofrer consequências terríveis”, conta Wilma.

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Governo sobrecarrega Alepa com mais 14 projetos

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Os deputados se reunirão ontem (12), a partir das 18 horas, para debater nada menos que 14 projetos enviados à Assembleia Legislativa pelo governador Helder Barbalho. Será em reunião conjunta das comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Fiscalização Financeira e Orçamentária, numa intensa correria dos deputados para avaliar e aprovar um grande volume de matérias importantes para o Estado.

Na extensa pauta, o terceiro pedido de empréstimo do governo, agora de US$ 168,6 milhões – hoje em cerca de R$ 700 milhões -, para contratação de operação de crédito junto ao banco chinês New Development Bank, para investimento em “obras estruturantes” nas regiões do Baixo Amazonas, Carajás, Rio Caeté, Rio Capim, Tocantins e Xingu.

Os outros dois empréstimos aprovados este ano pela Alepa foram de R$ 537,6 milhões e de R$ 78,5 milhões, também para execução de obras. Ainda no pacote de projetos que serão apreciados, cinco estão ligados à Reforma da Previdência no Pará, assunto de audiência pública realizada na manhã de hoje (12) na Assembleia.

Os deputados também irão se debruçar sobre os projetos que instituem a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas e o Código de Ética e Disciplina da Polícia Militar; o que dispõe sobre o estatuto dos policiais; e o projeto que revoga a lei que criou o programa Nota Fiscal Cidadã.

Desde o início da atual legislatura, os projetos do Executivo têm se destacado na Alepa muito mais até que as próprias iniciativas parlamentares e, invariavelmente, chegam com pedido de urgência. Não foi diferente com o pacote enviado à Casa agora na reta final dos trabalhos do Legislativo, que só tem mais dois dias de sessão plenária, na semana que vem, quando deverão ser realizadas sessões extraordinárias para liquidar a votação dos projetos.

É grande a preocupação de alguns deputados até porque a Assembleia tem prazo constitucional para votar e aprovar até semana que vem a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2020, também de iniciativa do Executivo. Sem isso, o parlamento fica impedido de entrar em recesso.

“Carimbador” de projetos

No final da sessão de ontem (11), o deputado Fábio Figueiras (PSB) protestou contra a maneira que o governo vem tratando o Legislativo ao enviar projetos sem dar tempo ao parlamento de analisar e debater melhor as proposições. A continuar dessa forma, disse Figueiras, “é melhor fechar o Legislativo, receber os projetos do Executivo e carimbar tudo”.

Para o líder do PSB, o governo “falta com respeito” ao parlamento. “O Executivo tem que entender que somos um poder autônomo, que não é departamento do Poder Executivo”, reclamou ele.

O deputado Eliel Faustino (DEM) também criticou, como tem feito constantemente, a falta de diálogo do governo com o Legislativo em torno dos projetos enviados à Casa. “Essa pressa na discussão acaba evitando o debate e fazendo com que a gente cometa erros”, apontou o parlamentar.

Ao exemplificar sobre a “pressa” do Executivo, tanto Figueiras quanto Faustino disseram que os deputados não receberam o detalhamento do empréstimo de R$ 700 milhões. Não sabem em os recursos serão aplicados e nem sobre os juros da dívida. “Precisamos ter segurança necessária para analisar e deliberar sobre um projeto dessa envergadura”, enfatizou Eliel Faustino.

Da tribuna, o deputado Thiago Araújo corroborou: “Como vamos votar num projeto de mais de R$ 700 milhões se não temos a menor previsão, no corpo do projeto, dos juros que vamos pagar”. Ao dizer que ficou “assustada” com o volume de projetos do Executivo para serem apreciados, a deputada Marinor Brito (PSol) criticou a tramitação das matérias em apenas duas comissões técnicas permanentes  – CCJ  e CFFO – e cobrou a tramitação normal das propostas.

“O governo precisa desacelerar um pouco para que a gente tenha o mínimo de possibilidade de analisar os projetos”, apelou Marinor.

Governo se defende

Líder do governo na Casa, o deputado Chicão (MDB) reconheceu que é grande o número de projetos, mas discordou que o governo venha atropelando o Legislativo. “Os projetos estão seguindo todos os trâmites normais nesta Casa”, enfatizou ele, que contestou nominalmente Fábio Figueiras. “Dizer que esta Casa virou carimbadora, não posso concordar com isso”, refutou o líder governista. “Não estamos fazenda nada contra a reputação do parlamento”.

Chicão ressaltou ainda que o governador tem se colocado à disposição dos deputados, para o debate e entendimento dos projetos. “Estamos dispostos a conversar. Isso não é problema para o governo”, afirmou ele.

O presidente da Alepa, deputado Daniel Santos (MDB), também fez questão de frisar que a Mesa Diretora da Casa conversou com todos os deputados sobre o melhor dia e horário para a discussão do pacote de projetos enviados.

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Semas vai à Alepa informar andamento do Projeto Serra Leste

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Os moradores de Curionópolis poderão finalmente saber amanhã (12) qual a real situação do pedido de licenciamento ambiental para que a empresa Vale possa expandir de seis milhões para dez milhões de toneladas a exploração de minério de ferro na região, dentro do Projeto Serra Leste. Uma espera de quase três anos que tem atormentado principalmente a população do município, que depende da mineração para o avanço da economia local.

A pedido do deputado Chamonzinho (MDB), o secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Mauro Ó de Almeida, acompanhado por técnicos, é quem deverá prestar os esclarecimentos ao parlamento em reunião marcada para começar as 14 horas na Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, presidida pelo emedebista.

“Solicitamos que seja informada a real situação do projeto, a tramitação, etapas, pendências, providências e as perspectivas de licenciamento do projeto”, diz Chamonzinho, ex-prefeito de Curionópolis, que cedeu à proposta do deputado Eliel Faustino (DEM) para que a reunião fosse realizada amanhã e não hoje, como anteriormente previsto.

A mudança na data deveu-se ao fato de que dia 11 de dezembro é aniversário de Serra Pelada, o que poderia comprometer a participação de representantes da sociedade curionopolense, na reunião, onde a Semas deverá apresentar o cronograma de licenciamento para o projeto.

A demora na liberação da licença para o Serra Leste colocou em rota de colisão os deputados Chamonzinho e Eliel Faustino, que é vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alepa e correligionário do prefeito de Curionópolis, Adonei Aguiar (DEM), que, por sua vez, é adversário político do emedebista. 

Eliel Faustino chegou a realizar audiência pública em novembro passado, para que a Semas desse explicações sobre o projeto, mas a secretaria sequer mandou representante ao parlamento, o que foi considerado pelo líder do DEM “um desrespeito” do governo ao Legislativo.

Desta vez, com a presença da Semas, os deputados esperam que o governo finalmente preste os esclarecimentos sobre o motivo da demora na concessão da licença ambiental diante das afirmativas da Vale de que já apresentou a documentação que faltava para a expansão da exploração do minério de ferro em Curionópolis.

Por Hanny Amoras

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Seis municípios recebem metade da quota-parte do ICMS no Pará

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Foto: Reprodução / Fonte: O Estado Net

A quota-parte de ICMS de Belém no mês passado foi de 43,8 milhões de reais, apenas ligeiramente superior à de Parauapebas, que foi de R$ 40,1 milhões, mas a população de Belém é de 1,5 milhão de habitantes e a de Parauapebas é inferior a 200 mil.

Em terceiro lugar ficou Marabá, com R$ 18 milhões, vindo a seguir Barcarena (R$ 11,7 milhões), Tucuruí (R$ 10,1 milhões) e Ananindeua (R$ 8,6 milhões). A esses seis municípios couberam R$ 131 milhões dos R$ 286 milhões distribuídos pelo Estado.

Por: Lúcio Flávio Pinto

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