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OBITUÁRIO

Morre, aos 90 anos, o cineasta inglês Nicolas Roeg

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David Bowie como o alienígena em 'O Homem Que Caiu na Terra' Foto: Nicholas Roeg

Diretor de ‘O Homem Que Cai na Terra’ e ‘Walkabout’, ele foi também fotógrafo de superproduções como ‘Lawrence da Arábia’

Diretor de 'O Homem Que Cai na Terra' e 'Walkabout', ele foi também fotógrafo de superproduções como 'Lawrence da Arábia' Foto: Petr Novák/Wikipedia

Antonio Gonçalves Filho/ O Estado de S. Paulo

Nicolas Roeg, diretor de O Homem Que Caiu Na Terra, morreu na sexta-feira, 23, em Londres, aos 90 anos, segundo informou seu filho, que tem o mesmo nome do pai. Roeg começou sua carreira como fotógrafo, trabalhando com diretores do nível de Truffaut (Fahrenheit 451) e John Schlesinger (Longe Desse Insensato Mundo). Já em sua estreia como diretor, em 1970, com Performance, Roeg chamou a atenção dos críticos pela narrativa pouco convencional de seu filme, que teve como estrela Mick Jagger. Fiasco de bilheteria, Performance teve o mérito de revelar o cineasta, que realizou um ano depois sua obra-prima, Walkabout, sobre dois irmãos, um garoto e uma adolescente, que são deixados à deriva pelo pai no meio do deserto australiano, sendo encontrados por um aborígene, que se mata ao se apaixonar pela garota.

Roeg encontraria o sucesso comercial com o filme Inverno de Sangue em Veneza (Don’t Look Now, 1973), um thriller assustador sobre premonição e morte na cidade italiana. Três anos depois  ele dirigiu o roqueiro David Bowie num sofisticado exercício de ficção científica, O Homem Que Caiu na Terra (The Man Who Fell to Earth, 1976), em que o cantor interpreta um alienígena.

 O cineasta passou a ser um diretor cultuado e conseguiu, em 1983, que os produtores de Eureka investissem US$ 11 milhões nessa stravaganza que tinha no elenco os superastros da época (Gene Hackman, Rutger Hauer). Sempre em busca de temas insólitos, o diretor  realizou dois anos depois um filme sobre o encontro de dois mitos, a atriz  Marilyn Monroe e o cientista Albert Einstein, em Insignificance (1985). Adaptado da peça teatral de  Terry Johnson, o filme tem ainda dois outros personagens reais, Joe Di Maggio e o senador anticomunista Joseph McCarty, que se reúnem com Marilyn e Einstein num quarto de hotel, em 1954.

Fotógrafo dos próprios filmes (PerformanceWalkabaout), Nicolas Roeg foi um esteta, que definiu a composição clássica de superproduções como Doutor Jivago (ele não foi creditado) e Lawrence da Arábia (diretor da segunda unidade), além da primeira versão de Longe Desse Insensato Mundo, em 1967, mesmo ano em que fotografou outra produção cara, Cassino Royale (primeira versão). Além desses filmes fotografou para o amigo Richard Lester um filme de pouca repercussão, mas sensível e com grandes atores, Petúlia (1968).

Roeg foi casado com a atriz Theresa Russell (que faz a Marilyn de Insignificance).  Seu estilo desconstrutivo influenciou diretores como Christopher Nolan, que reconheceu sua importância quando o diretor realizou Memento. Outros cineastas que seguiram seus passos foram Danny Boyle e François Ozon.

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Morre, aos 67 anos, ex-deputado Haroldo Martins

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Faleceu na tarde desta terça-feira (6), em São Paulo, onde estava internado, o ex-deputado e médico Haroldo Martins (DEM), vítima de adenoma de paratireoide – um tumor que aumenta a concentração de cálcio no sangue e provoca uma série de problemas no organismo, desde a dificuldade de locomoção até a depressão.

Com a morte do parlamentar, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Daniel Santos (sem partido) decretou luto de três dias, cancelando a sessão desta quarta-feira (7) e a sessão itinerante marcada para ser realizada em Breves, no Marajó, na próxima quinta-feira (8), para render as últimas homenagens a Haroldo Martins, cujo corpo será velado no hall do Palácio Cabanagem.

Nascido em Cametá em 20 de maio de 1952, Haroldo foi vereador de Belém por dois mandatos (1993 a 2001), pelo então PMDB, e em seguida foi eleito para a Alepa, onde exerceu cinco mandatos. Durante o mandato do então deputado Mário Couto como presidente da Casa, Haroldo Martins foi o 1º secretário da Mesa Diretora. Ele vinha tentando retornar ao parlamento estadual, mas não conseguiu, ao obter 22.280 votos nas eleições de 2018.

O falecimento do político e médico, com atuação na área de ginecologia e obstetrícia, pegou de surpresa os amigos. O Blog do Zé Dudu conversou com o ex-presidente da Alepa, o também médico Márcio Miranda (DEM), que não conseguiu esconder a emoção pela despedida do amigo e colega de parlamento. “Ele estava bem, levando uma vida normal,” disse o demista.

Com filhos médicos, Haroldo Martins foi levado para São Paulo, para a retirada do tumor, mas entrou em coma após perder os sentidos. “É uma perda não só para a medicina, mas também para a política,” lamentou Márcio Miranda, que destacou a franqueza e a generosidade do colega, assim como a dedicação à medicina, profissão que jamais abandonou mesmo durante os mandatos parlamentares.

“Era até difícil falar com o Haroldo porque ele desligava o celular para atender os pacientes,” lembrou Márcio Miranda. E era na região do Baixo Tocantins onde o médico e político mais trabalhava, com atenção redobrada às pessoas que mais precisavam de cuidado à saúde. “E ele sempre cuidava muito da esposa dele, que passou por três AVCs,” revelou Miranda.

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OBITUÁRIO

Morre o jornalista Paulo Henrique Amorim, aos 77 anos

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Foto: Reprodução / * Com informações da RecordTV

O jornalista Paulo Henrique Amorim morreu de infarto nesta quarta-feira, aos 77 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela RecordTV.

Ele estava na emissora desde 2003, onde apresentava o programa Domingo Espetacular. Porém, o jornalista estava fora do ar desde o mês passado.

Paulo Henrique Amorim esteve em vários veículos de comunicação do país, como Globo, a extinta TV Manchete, Bandeirantes, TV Cultura, revista RealidadeVeja.

O jornalista deixa esposa e uma filha.

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Morre o ex-presidente argentino Fernando de la Rúa

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Fernando de la Rúa em visita ao Brasil, em 2001 Foto: Dida Sampaio / Estadão

O ex-presidente da Argentina Fernando de la Rua, que estava hospitalizado em um centro médico na cidade de Buenos Aires, morreu nesta terça-feira (9), aos 81 anos, em resultado do agravamento de seus problemas de saúde.

O presidente argentino Mauricio Macri lamentou a morte do ex-presidente Fernando de la Rúa, que ocupou o posto de presidente no período de 1999 a 2001.

Disse Macri em um post no Twitter: “Lamento a morte do ex-presidente Fernando de la Rúa. Sua trajetória democrática merece o reconhecimento de todos os argentinos. Nós acompanhamos sua família neste momento.”

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