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SÃO FELIX DO XINGU

MP do Pará investiga ex-governador do Tocantins por sequestro, tortura e mortes

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Fonte: Verofato Foto: Reprodução

O Ministério Público do Pará decidiu abrir uma investigação sobre a suposta participação do ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda (MDB), em casos de execuções, sequestros e torturas. Os crimes teriam ocorrido na Fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu, no sul do Pará, no ano de 2013. O ex-governador está preso em Palmas em função da operação 12º Trabalho, da Polícia Federal.

A defesa de Marcelo Miranda disse que ficou sabendo da medida pela imprensa e que considera a decisão de abrir a investigação estranha e uma forma de sustentar uma acusação falsa. Desde que o político foi preso, os advogados alegam que todas as acusações contra ele são antigas e já foram investigadas e que a detenção de Marcelo Miranda é desnecessária.

Na portaria que abriu o inquérito, o promotor de Justiça Carlos Fernando Cruz da Silva disse que levou em consideração as informações recebidas pela Procuradoria da República do Tocantins de que Marcelo Miranda seria o mandante ou autor intelectual dos crimes. O MP do Pará pediu acesso integral aos termos da colaboração premiada de Alexandre Fleury, onde a acusação foi citada pela primeira vez.

Fleury contou aos investigadores do MPF que, embora a Fazenda Ouro Verde estivesse em seu nome, os donos de fato das terras são os membros da família Miranda.

Na delação, Fleury declarou que teve um desentendimento com os Miranda por causa da posse da fazenda. Por esse motivo, o delator teria pedido a um ex-funcionário que fosse à propriedade ver se Brito Miranda Junior estava no local. Lá, ao lado de alguns funcionários que o acompanhavam, o homem acabou entrando em confronto armado com policiais militares convocados pela família do ex-governador.

Dois homens morreram e um terceiro nunca foi encontrado. Ainda segundo Fleury, outros dois foram capturados e sofreram tortura. Os executores dos crimes seriam os militares, que queriam obter informações.

A informação foi usada pelos procuradores da República no pedido que embasou a prisão preventiva de Marcelo Miranda. Eles alegavam que solto o ex-governador poderia interferir nas investigações. O pedido foi assinado por Paulo Rubens Carvalho Marques, José Ricardo Teixeira Alves, Carolina Augusta da Rocha Rosado, Daniel Luz Martins de Carvalho e Fernando Antônio de Alencar Alves de Oliveira Júnior.

“Relata que, apenas por ocasião da colaboração premiada ter-se-ia constatado a possível participação de Marcelo Miranda, Brito Miranda e Brito Júnior, no assassinato de Warlyson Gomes de Sousa, Nerivan Nava Fontinelli e Igor Lázaro de Sousa. No mesmo contexto fático, por ordem e determinação dos representados, aduz que foram mantidos em cárcere privado e, ato contínuo, torturados, Francisco Neto Pereira da Silva e Luciano Ferreira Lima, com o fim de obter informações. Os eventos delitivos ocorreram nas imediações e na própria Fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu/PA”, diz a decisão do juiz federal João Paulo Abe, da 4ª Vara Federal de Palmas, que homologou a delação de Alexandre Fleury.

A prisão de Marcelo Miranda

O ex-governador completou 58 anos nesta quinta-feira (10) e segue preso em uma sala de Estado Maior no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar em Palmas. Até o momento, três instâncias da Justiça negaram pedidos da defesa do ex-governador para que ele responda em liberdade.

Os investigadores do caso apuram desvios que podem chegar a R$ 300 milhões dos cofres públicos do Tocantins. O irmão de Marcelo, José Edmar Brito Miranda Júnior, também segue preso. Ele está em uma cela para presos com diploma de nível superior na Casa de Prisão Provisória de Palmas. O pai dos dois, José Edmar Brito Miranda, foi solto no dia 27 de setembro após pagar fiança de 200 salários mínimos.

Marcelo Miranda foi governador do Tocantins por três mandatos, sendo que foi cassado antes de completar dois deles. Ele está preso desde o dia 26 de setembro na capital.

Conforme a decisão judicial que autorizou as prisões, Brito Miranda, pai do ex-governador, e Brito Miranda Júnior, irmão, funcionavam como pontos de sustentação para “um esquema orgânico para a prática de atos de corrupção, fraudes em licitações, desvios de recursos, recebimento de vantagens indevidas, falsificação de documentos e lavagem de capitais, cujo desiderato [finalidade] era a acumulação criminosa de riquezas para o núcleo familiar como um todo.”

Os investigadores concluíram que os atos ilícitos eram divididos em sete grandes eixos, envolvendo empresas, fazendas, funcionários públicos e laranjas, “que se relacionavam organicamente entre si para o desenvolvimento exitoso das atividades criminosas, mas que funcionavam como grupo. (Do Ver-o-Fato, com informações do G1 e TV Anhanguera, do Tocantins)

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SÃO FELIX DO XINGU

Novo aeroporto de São Félix vai incentivar turismo da região sudeste

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Fonte/Foto: Agencia Para

Inauguração da nova pista está prevista para o primeiro semestre de 2020

Após a obra, pista terá 2 mil metros de extensão por 30 de larguraFoto: Ascon / Setran

A Setran dá andamento às obras de restauração e ampliação da pista de pouso e decolagem do aeroporto de São Félix do Xingu, localizado na região sudeste paraense. O serviço contribuirá com o crescimento do município, incentivando o turismo de lazer e de negócios da região.

O prazo previsto para a entrega da nova pista é no primeiro semestre de 2020. Atualmente, os serviços no aeródromo são de imprimação, que é uma das etapas de pavimentação asfáltica. A pista tem 1.600 metros de extensão por 33 metros de largura, mas, após as obras, ficará com 2 mil metros de extensão por 30 de largura, com 3 metros utilizados como parte de acostamento, que será de 5 metros e atualmente não existe.

O município de São Felix do Xingu tem uma população de 124 mil habitantes que serão contemplados com os serviços feitos pelo Governo do Pará em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

PA-279 – Paralelo às obras do aeroporto, a Setran também está com serviços de manutenção rotineira, como limpeza, tapa-buracos e recapeamento nos mais de 260 quilômetros da PA-279, que é uma via importante para o escoamento da produção  mineral, madeireira e agroindustrial, envolvendo a pecuária de corte, laticínios, processamento e beneficiamento de grãos, como a soja, o cacau e o arroz, da região sudeste do Estado. A região é também uma das maiores produtoras de gado bovino do Brasil e funciona como ligação entre os municípios de Água Azul do Norte, Ourilândia, Tucumã e São Félix do Xingu.

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