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Corrupção

MPF pede bloqueio de R$ 6 bi do quadrilhão do MDB

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Procuradora geral, Raquel Dodge.: O dano ao patrimônio público é, de no mínimo, os valores distribuídos em razão da corrupção praticada,

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou ao TCU, Tribunal de Contas da União, o bloqueio de R$ 6 bilhões em bens de investigados pela Operação Greenfield no chamado “quadrilhão do MDB”, informou a assessoria do Ministério Público Federal (MPF). Os procuradores da República também querem que a corte de fiscalização bloqueie, além dos bens de pessoas físicas, dinheiro e patrimônio do próprio MDB.

Deflagrada em setembro de 2016, a Operação Greenfield apura irregularidades nos quatro maiores fundos de pensão do país: Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). Balanços apontam um rombo de R$ 50 bilhões, sendo R$ 8 bilhões suspeitos de gestão fraudulenta. A força-tarefa da Greenfield reúne investigações do MPF nas operações Séspis, Cui Bono, Patmos, além da Lava Jato.

O ofício dos procuradores da República foi encaminhado diretamente ao presidente do TCU, ministro Raimundo Carreiro, pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. No documento, o MPF também pede ao tribunal a instauração de processo de fiscalização para apuração dos ilícitos praticados na Caixa e em outros órgãos públicos e fundos de pensão revelados pelas operações Sépsis, Cui Bono e Patmos.

No pedido de bloqueio dos bens dos investigados, a força-tarefa argumentou que a medida é necessária em razão dos “graves ilícitos cometidos que resultaram em recebimento de propinas milionárias”.

Segundo o MPF, há “demonstração cabal” de direcionamento de parte dos recursos a campanhas políticas entre 2010 e 2014, inclusive, de integrantes “de renome nacional” do MDB.

“O dano ao patrimônio público é, de no mínimo, os valores distribuídos em razão da corrupção praticada, visto que são valores despejados e embutidos no preço de contratos, no custo de oportunidade na alocação de recursos públicos (em investimentos e financiamentos, por exemplo), sem contar no dano e desgaste às imagens das instituições públicas, em especial na administração pública indireta, como ocorreu com a Caixa Econômica Federal”, diz trecho do ofício enviado pela procuradora-geral ao TCU, Racquel .Raquel Dodge..

Fonte: G1

Corrupção

Depósitos para ex-motorista de Flávio Bolsonaro eram próximos a dia de pagamento da Alerj

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O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) Foto: Alex Silva/Estadão  

 

Constança Rezende e Fábio Serapião, “O Estado de S.Paulo”

São Paulo – Mais da metade dos depósitos em espécie recebidos por Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, aconteceram no dia do pagamento dos funcionários da Assembleia Legislativa do Rio ou até três dias úteis depois. Uma análise do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou movimentações atípicas em contas de assessores e ex-servidores do legislativo, mostra que 34 das 59 operação financeiras seguiram a mesmo padrão. O restante ocorreu em até uma semana.

 O “Estado” identificou que 15 depósitos em espécie na conta de Queiroz ocorreram nos mesmos dias de pagamento dos servidores da Alerj em 2016. Essas datas variaram a cada mês, por causa da crise do Rio, que levou a atraso nos salários, mas foram mapeadas através do cruzamento do relatório do Coaf com o cronograma de pagamentos da assembleia fluminense. Outros 19 depósitos na conta de Queiroz ocorreram em até três dias úteis após os funcionários receberem seus vencimentos.

Os valores depositados mensalmente também se repetem ou são aproximados. Investigadores analisam se há padrão nas ações, em valores ou periodicidade. O jornal Folha de S. Paulo mostrou nesta terça-feira que logo após receber os valores, Queiroz realizou saques em espécie em quantias aproximadas às que haviam entrado em sua conta.

A coincidência de datas ocorre logo nos primeiros depósitos feitos em 2016. Em 12 de janeiro, dia de pagamento na Alerj, por exemplo, o então assessor recebeu três depósitos em espécie, nos valores de R$ 4.400, R$ 5.566 e R$ R$1.771. Outra sequência é vista em 14 e 15 de abril, dia de pagamento na Alerj. No primeiro dia, Queiroz recebeu um depósito de R$ 7.400. No seguinte, foram feitos outros dois depósitos, de R$ 1.771 e R$ 4.300, na sua conta.

Em maio de 2016, os funcionários da Alerj receberam no dia 11. Nessa data, Queiroz ganhou três depósitos, novamente no valor de R$ 1.771, outro de R$ 3.071 e um último de R$ 1.000. Um dia depois, em 12 de maio, foi feito na conta outro depósito, de R$ 6.300, e no dia 16 caiu o último valor do mês, de R$ 1.160. Os padrões se repetem em junho e em novembro. O relatório, no entanto, não diz quem realizou os depósitos.

No relatório preliminar da operação Furna da Onça, a delegada Xênia Ribeiro Soares chegou a citar a suposta existência de esquema de funcionários fantasmas e auxílio alimentação que seriam repassados pelos servidores dos gabinetes aos deputados. De acordo com a delegada, o procedimento foi mapeado no gabinete do deputado estadual Paulo Melo, preso pela operação, mas já foi “identificada em outros gabinetes e que se afigura como uma prática criminosa disseminada na Alerj”.

“As informações apresentadas são de máxima gravidade e demandam uma enérgica resposta da Justiça”, diz o texto.

Depoimento. O ex-motorista deve depor na semana que vem no Ministério Público do Rio, que investiga o caso. O Estado apurou que as transações entre funcionários do Legislativo estão entre os motivos que levaram os bancos a classificar as movimentações como atípicas e a advertir o Coaf a seu respeito. O relatório indicou que pelo menos nove funcionários e ex-funcionários do gabinete de Flávio fizeram operações (depósitos ou recebimentos) na conta do ex-motorista e ex-segurança do deputado. Entre elas, estão as filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, e a sua mulher, Marcia Oliveira de Aguiar.

O próprio Coaf, em seu relatório anexado à operação Furna da Onça, que investiga corrupção no Legislativo do Rio, classificou o fluxo financeiro como atípico. O dinheiro depositado na conta de Queiroz, às vezes, superava o valor do salário do então assessor. Houve casos nos quais a maior parte do que o funcionário recebeu foi parar na conta do então motorista e segurança de Flávio Bolsonaro.

Em nota, a assessoria do senador eleito ressaltou que não é investigado “no assunto relacionado ao ex-assessor (Fabrício) Queiroz, visto que não praticou qualquer ilícito em sua atividade parlamentar”. O texto afirma ainda que o deputado “segue à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades, se instado for” e “espera ver, dentro dos trâmites legais, a completa resolução do caso pelas autoridades competentes o mais rápido possível, pois é o principal interessado em que tudo se esclareça o quanto antes.”

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Corrupção

PF achou R$ 45 mil em ‘laje abaixo da janela da suíte’ de deputado preso no Rio

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Marcos Abrahão. Foto: Alerj

Relatório da Operação Furna da Onça registrou que agente da Polícia Federal ‘ouviu som característico de queda de objeto volumoso contra o solo nos fundos da casa’ de Marcos Abrahão (Avante)

 

Julia Affonso e Fabio Serapião/ Estadão

Em relatório preliminar da Operação Furna da Onça, a Polícia Federal relatou que R$ 45 mil em espécie foram jogados para o lado de fora da casa do deputado estadual Marcos Abrahão (Avante), preso em 8 de novembro. Ao todo, a PF pegou R$ 52,81 mil em dinheiro vivo na casa do parlamentar suspeito de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No documento, a PF registra a quantia apreendida e aponta não ser ‘comum guardar tão alta quantia fora do sistema bancário’.

“Registre-se que parte desse valor (R$ 45 mil) foi jogada na parte externa da casa, junto ao banheiro da suíte do casal, quando a equipe chegou ao local para efetivar a busca, o que demonstra que os valores não possuem origem lícita”, anotou a delegada da PF Xênia Ribeiro Soares.

O deputado é suspeito de receber um mensalão de R$ 80 mil somado a um ‘prêmio’ de R$ 1,5 milhão. A Furna da Onça mira um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual que teria movimentado R$ 54,5 milhões.

Ao enquadrar o deputado e outros 35 investigados – inclusive 10 parlamentares presos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)-, a delegada apontou para outro relatório da PF que descreveu ‘a forma como tentaram ludibriar a equipe de busca e ocultar os valores em espécie que mantinham na residência’.

Julia Affonso e Fabio Serapião

Em relatório preliminar da Operação Furna da Onça, a Polícia Federal relatou que R$ 45 mil em espécie foram jogados para o lado de fora da casa do deputado estadual Marcos Abrahão (Avante), preso em 8 de novembro. Ao todo, a PF pegou R$ 52,81 mil em dinheiro vivo na casa do parlamentar suspeito de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No documento, a PF registra a quantia apreendida e aponta não ser ‘comum guardar tão alta quantia fora do sistema bancário’.

“Registre-se que parte desse valor (R$ 45 mil) foi jogada na parte externa da casa, junto ao banheiro da suíte do casal, quando a equipe chegou ao local para efetivar a busca, o que demonstra que os valores não possuem origem lícita”, anotou a delegada da PF Xênia Ribeiro Soares.

 O deputado é suspeito de receber um mensalão de R$ 80 mil somado a um ‘prêmio’ de R$ 1,5 milhão. A Furna da Onça mira um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual que teria movimentado R$ 54,5 milhões.

Ao enquadrar o deputado e outros 35 investigados – inclusive 10 parlamentares presos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a delegada apontou para outro relatório da PF que descreveu ‘a forma como tentaram ludibriar a equipe de busca e ocultar os valores em espécie que mantinham na residência’.

“Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e prisão temporária do deputado Marcos Abrahão, realizados na residência do investigado na Bela Vista, Rio Bonito-RJ, as equipes policiais, ao chegarem, fizeram , inicialmente, o controle de perímetro da residência objeto da diligência. Enquanto a equipe chefiada pelo DPF Montenegro estabelecia contato com moradores da residência pelo interfone instalado na porta da entrada principal, a equipe chefiada pelo APF Precioso resguardava uma porta dos fundos com saída para um terreno baldio e mata”, narrou o documento.

A Federal destacou que o deputado ‘demorou mais de 5 minutos para abrir a porta principal e neste interstício temporal’. Segundo o relatório, um agente da PF ‘ouviu som característico de queda de objeto volumoso contra o solo nos fundos da casa’.

“Após a entrada das equipes policiais, da Receita Federal e do procurador na residência, o investigado foi questionado se havia dinheiro em espécie guardado, sendo apresentada a quantia de mais ou menos R$ 5 mil. A busca prosseguiu e na parte externa da casa o APF Nahum e o DPF Montenegro encontraram em uma laje abaixo da janela da suíte do investigado Marcos Abrahão, dois sacos sob a chuva contendo R$ 45 mil”, narrou a PF.

COM A PALAVRA, O DEPUTADO MARCOS ABRAHÃO

A reportagem está tentando localizar a defesa de Marcos Abrahão. O espaço está aberto para manifestação.

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Corrupção

Prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, é preso em desdobramento da Lava-jato

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Rodrigo Neves, prefeito de Niterói

Ele foi detido por volta das 7 horas da manhã em casa. Neves é denunciado por desvio de mais de R$ 10 milhões da verba de transporte do município.

Prefeito de Niterói é preso em operação da Lava Jato no Rio

 

Por Akemi Nitahara / Agência Brasil  

Rio- O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, foi preso na manhã de hoje (10) na Operação Alameda, uma ação de desdobramento da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Civil, através da Delegacia Fazendária (DELFAZ) e Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

O objetivo da operação é cumprir, ao todo, quatro mandados de prisão e 19 de busca e apreensão “contra uma organização criminosa acusada de corrupção ativa e passiva, através do recebimento de propina paga por empresários do transporte público rodoviário para agentes públicos de Niterói”, segundo divulgou a Polícia Civil.

As investigações apontam para desvios superiores a R$ 10 milhões dos cofres públicos para pagamentos ilegais. Também foi preso na operação Domício Mascarenhas de Andrade, ex-secretário municipal de Obras do município. Os quatro presos foram encaminhados para a Cidade da Polícia.

Segundo a Polícia Civil, os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas casas dos acusados, na Prefeitura de Niterói e nas sedes de consórcios e empresas de ônibus. Mais detalhes serão dados em coletiva de imprensa marcada para as 11h30.

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