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POLÍTICA

MST perde para o câncer seu coordenador no Pará

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Uisses Manaças, da Direção Nacional do Movimento dos Sem Terra (MST) e coordenador do movimento no Pará, morreu nesta terça-feira (14) em consequência de  um câncer.  Manaças  estava retomando o tratamento e,  na primeira sessão de quimioterapia, não resistiu e faleceu.

Por causa da sua luta por direitos sociais e pelo direito de morar, Ulisses era uma das lideranças ameaçadas de morte no Pará. Em nota, o MST o classificou como grande guerreiro, militante histórico do movimento.

“Para nós, ele marchou o tempo todo conosco, por seu exemplo de homem que vivia o extraordinário como cotidiano. Sempre firme em suas posições, colocou suas ideias a serviço do povo, a partir das longas caminhadas pelas terras continentais de nossa Amazônia. Ali, na Regional Cabana, à qual se referia como a região do amor, escolheu para amar a terra, e nela plantar sementes”, publicou o MST.

O senador pelo PT e candidato ao governo do Pará, Paulo Rocha, lamentou, pelas redes sociais, o falecumento do companheiro:

“Ulisses Manaças, presente!

Grande pesar. Nos deixou nesta terça-feira, 14 de agosto, véspera do registro da candidatura de Lula, nosso companheiro, militante histórico do MST, Ulisses Manaças. Como publicou a direção nacional do MST: “justamente no dia em que as três colunas Prestes, Ligas Camponesas e Tereza de Benguela se encontraram em Brasília, nosso camarada nos deixou”.

“Poeta e comunicador libertário, não por sua opção, nos deixou no dia em que colorimos a capital do país pela nossa causa”.

Ulisses deu o nome, a juventude, deu a vida à causa, à luta dos trabalhadores por um pedaço de terra para plantar. Viveu pela libertação dos agricultores, por um mundo com justiça, dignidade e felicidade. Valeu companheiro, sua luta não foi em vão, vamos seguir adiante com os seus propósitos”.

Ulisses Manças atuou desde muito cedo nos movimentos de luta pela reforma agrária, onde liderou inúmeras ocupações de terras e manifestações por desapropriações de áreas consideradas improdutivas no estado do Pará.

A morte do líder chocou lideranças dos direitos humanos e religiosas ligadas à Comissão Pastoral da Terra (CPT) e à Comissão de Justiça e Paz da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Professores e parlamentares ligados à luta pela terra também lamentaram a morte de Ulisses. O Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) também publicou uma nota de pesar.

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