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Esportes

Mudança na lei de transferências da Fifa fortalece jogadores

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino Foto: Remo Casilli / Reuters

Os atletas terão maior poder nas negociações e renovações de contrato com os clubes após a nova determinação da Fifa que permite que eles voltem a ser donos de seus direitos econômicos. A avaliação é de especialistas em Direito Desportivo, agentes de futebol e empresários ouvidos pelo Estado. Por outro lado, os especialistas fazem um alerta: com maior poder, os atletas podem acelerar a troca de clubes, buscando uma valorização maior a cada novo contrato.

O raciocínio é simples. A partir do momento que o jogador detém seus direitos, ele passa a ter interesse direto na própria transferência de maneira rentável para si próprio. “A mudança enfraquece a relação contratual entre clube e atleta e cria mais uma razão para incentivar transferências”, opina André Sica, do CSMV Advogados.

Eduardo Carlezzo, outro especialista em Direito Desportivo, prevê “turbulências”. “Os atletas saem fortalecidos, já que terão à sua disposição um novo instrumento de barganha na negociação de seus contratos de trabalho. O sistema atual, que mantém a propriedade de direitos econômicos na esfera dos clubes, é mais estável. Deve haver forte turbulência a partir de 1.º de junho quando clubes e atletas sentarem para negociar seus contratos.”

Para Guilherme Martorelli, advogado do Sindicato dos Atletas de São Paulo, “os atletas têm um ganho exponencial dentro das negociações contratuais, inclusive gerando um efeito educativo de responsabilidade do atleta junto a uma possível e futura negociação”.

As novas regras da Fifa estão no novo Regulamento sobre o Status e as Transferências de Jogadores (RSTP), que entrará em vigor no dia 1.º de junho. A Fifa alternou a definição da figura dos “terceiros”, que era válida desde 2015. Antes, o terceiro era qualquer outra parte que não fosse os dois clubes envolvidos numa transferência. O texto atualizado afirma que “terceiro” é qualquer outra parte que não seja o jogador ou os dois clubes envolvidos na transferência. Com isso, os atletas voltam à mesa de negócios.

“É uma mudança bastante controversa. A Fifa tinha feito um regulamento que não “fechava”, pois dizia que terceiros não poderiam ser detentores de direitos econômicos. Ela considerava como terceiros aqueles que não fossem os clubes envolvidos na negociação. Por conta dessa definição anterior, a Fifa definiu atletas como terceiros. Essa definição ficou fragilizada. O atleta é o maior protagonista e nunca poderia ser considerado como terceiro”, afirma André Sica.

Na opinião do empresário Eduardo Uram, a Fifa apenas consertou um erro, pois os atletas são protagonistas numa negociação e não poderiam ser caracterizados como terceiros.

fortalecimento dos atletas não significa ônus para os clubes, que também ganham novos argumentos. Em uma negociação, o clube sem os recursos financeiros pedidos pelo atleta pode tentar convencê-los oferecendo uma parcela dos direitos econômicos. A expectativa é que consigam segurar os jogadores por mais tempo.

“Os clubes sul-americanos voltam a dispor de ferramenta essencial para convencer os atletas a renovarem seus contratos e a se manterem por maior período no continente”, avalia Cristiano Caús, do escritório CCLA Advogados.

O agente Nick Arcuri, que trabalha com mais de 50 atletas, entre eles, o santista Rodrygo e o são-paulino Tchê Tchê, recomenda equilíbrio. “A cessão dos direitos econômicos para os atletas serve para ser mais uma ferramenta nas negociações contratuais, tanto para o clube como para o atleta. Sendo usada da maneira correta e equilibrada, isso pode ser muito positivo para todos.”

Wagner Ribeiro, primeiro agente a ter direitos econômicos de jogadores no futebol brasileiro, em 1998, relativiza as mudanças e afirma que o mercado vai se acomodar. “O que vai acontecer agora é que os jogadores e suas famílias vão ter direito a esses porcentuais nas negociações para, em seguida, vendê-lo a terceiros, por um contrato de gaveta. Os agentes/investidores poderão comprá-lo de seus jogadores. Para a Fifa, clubes e a CBF, (o direito) permanecerá em nome do atleta”, afirma Ribeiro.

Para Carlezzo, o impacto no Brasil será superior aos demais países. “Foi aqui que esse tipo de transação se desenvolveu e foi copiada internacionalmente, além de ser o país com o maior número de jogadores registrados como profissionais”, afirma Carlezzo.

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Esportes

Remo pede mudança de jogo contra a Tombense para o Baenão

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Roma News Foto: Ney Marcondes

No próximo dia 1º de agosto, o Remo quer enfrentar a Tombense-MG no Baenão e não no Mangueirão – palco onde o confronto foi marcado, inicialmente. Os azulinos, segundo a diretoria de futebol do clube, preferem atuar no Estádio Evandro Almeida até o final da competição – com exceção dos confrontos decisivos em uma eventual classificação à próxima fase.

O problema é que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pode não confirmar a mudança, já que a partida teria que ser deslocada para o dia 3 de agosto, um sábado, havendo necessidade de mudança na logística dos adversários do Leão, como troca de passagens aéreas, etc.

Nesta sexta-feira, 19, o Remo enfrenta o Ypiranga, no Rio Grande do Sul, pela 13ª rodada da competição de clubes. Já no dia 27, um sábado, os azulinos encaram o Atlético Acreano, em Rio Branco.

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Esportes

Barça teria oferecido R$ 422 milhões e jogadores por Neymar

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Neymar não sabe se fica no PSG (Foto: AFP) Foto: LANCE!

A novela envolvendo o futuro de Neymar ganha novos capítulos a cada dia que passa. Desta vez, de acordo com a ‘Sky Sports’, o Barcelona fez sua primeira proposta oficial pelo craque, no valor de 100 milhões de euros (R$422 milhões) e mais dois jogadores, pelo craque brasileiro.

Os dois jogadores em questão seriam de acordo com uma lista enviada pelo Barcelona, na qual o Paris Saint-Germain escolheria dois nomes entre seis, sendo eles Philippe Coutinho, Ousmane Dembele, Ivan Rakitic, Nelson Semedo, e Malcom, sendo o sexto nome ainda não informado.

Ainda segundo a emissora, no entanto, o Paris Saint-Germain está irredutível e quer os mesmos 222 milhões de euros pagos (R$937 milhões) para contratar Neymar em 2017.

A situação de Neymar no Paris Saint-Germain parece estar bem desgastada. O jogador já teria comunicado o seu desejo de deixar o clube, e o diretor de futebol Leonardo, e o treinador da equipe, Thomas Tuchel, também já admitiram que o brasileiro quer sair.

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Esportes

“Não somos imbatíveis”, diz Felipão após eliminação

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Felipão deu méritos ao rival (Foto: Everton Pereira/Ofotografico/Lancepress!) Foto: LANCE!

Em um jogo marcado por novas polêmicas com o VAR para ambos os lados, o Internacional venceu o Palmeiras nos pênaltis, por 5 a 4, depois de de devolver o placar do jogo de ida, de 1 a 0. Após a partida no Beira-Rio, o técnico Luiz Felipe Scolari evitou comentar sobre a arbitragem e reconheceu a superioridade do adversário dentro de campo.

“O Internacional jogou melhor, teve mais qualidade. A minha equipe teve menos qualidade que. Vamos conversar e ver os erros que aconteceram, para não cometer em outros jogos. Os jogadores participaram de todos os jogos com toda a vontade que têm, às vezes, uma ou outra equipe é superior a nossa. Nós não somos imbatíveis. Ninguém morreu. Não tem nada. Perdemos uma competição. Outros perdem, outros ganham, alguém vai ganhar. Não tem que crucificar A ou B, temos que jogar futebol com a mesma qualidade que nós temos”, disse Felipão.

Os espaços no meio-campo palmeirense foi o principal motivo apontado pelo técnico para um maior volume de jogo da equipe gaúcha, que teve maior posse de bola e finalizou mais.

“Além da vontade e da qualidade do time do Internacional, nós não encurtamos no meio. O setor de meio estava dando muitas condições para que o Internacional pudesse tocar. No segundo tempo, mudou um pouco, ficou meio parelho. Só fomos equilibrar no segundo tempo, com a entrada do Moisés. Tinha que segurar o Inter bem antes, eles estavam comandando muitas ações. Não conseguimos fazer uma marcação para apertar e não ganhamos uma dividida no primeiro tempo. Esses detalhes fizeram com que o eles crescessem na partida. No segundo tempo equilibrou, foi para os pênaltis e pronto”, analisou.

O Palmeiras volta a campo, no sábado, às 19h. O time de Scolari visita o Ceará, no Castelão, em Fortaleza, pela 11ª rodada do torneio.

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