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Município de Breves, no Marajó, comemora 168 anos

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A cidade de Breves,  no sudoeste do Marajó, está comemorando nesta sexta-feira (30), 168 anos de criação. Com população estimada é de mais de 99.080 mil habitantes (IBGE 2016), densidade demográfica de 10.37 hab/Km², é o município mais populoso do Marajó e também o que conta com  mais serviços e oportunidades de investimentos podendo se desenvolver  economicamente bem mais rápido do que a maioria dos municípios da mesma região. Apesar da crise que se abate sobre o país, Breves está tentando se recuperar da débâcle provocada pelos rigores das lei ambientais.

A economia do local é baseada no extrativismo, destacando-se açaí, palmito, carvão e madeira; na agricultura, destacando-se arroz, milho, mandioca, laranja, banana e limão; e na pecuária, destaca-se gado, búfalo e suínos.

Na região são realizadas tradicionalmente festividades como o Forrozão Marajoara e o Festival Brevense de Folclore, onde são apresentados os inúmeros grupos folclóricos do município, com as danças xote, mazurca, carimbó e retumbão; e agora foi incluída no calendário cultural do município a Feira do Livro Brevense, que este ano homenageou nosso editor responsável, Antônio José Teixeira Soares.No ano anterior, estréia do evento, a homenagem foi ao cronista já falecido Paulo Renato Bandeira Ferreira.

Origem

Os primeiros habitantes da região foram os índios da tribo dos Bocas. Em 19 de novembro de 1738, o capitão geral do Pará, João de Abreu Castelo Branco, concedeu aos irmãos portugueses Manuel Fernandes Breves e Ângelo Fernandes Breves uma sesmaria, localizada às proximidades do rio Parauhaú. Com a instalação de um engenho, o lugar passou a ser chamado de Engenho dos Breves, em homenagem aos seus fundadores. Em 25 de outubro de 1851 foi criado o município de Breves, atualmente, constituído pela sede e distritos de Antônio Lemos, Curumu e São Miguel dos Macacos.

O município de Breves faz limites com , Afuá e Anajás (ao norte);  Melgaço (ao sul);  Anajás, Curralinho e São Sebastião da Boa Vista(a leste);  Melgaço e Gurupá (a oeste)

O acesso a Breves a partir de Belém: de barco (viagem com duração de 12 horas, partindo dos portos São Domingos, Bom Jesus,  Oliveira Nobre, Custódio, Tamandaré, Comercial, Mundurucus e Ankel), ou de catamarã (sindo do porto Bom Jesus, com duração de seis horas) ou avião (saindo do aeroporto Júlio César com duração de cerca de 30 a 45 minutos). Atualmente, só avião fretado porque não mais linha regular.

Foto do poeta Ubiraci da Conceição mostra como a chuva pode ser intensa em Breves

CURIOSIDADES CLIMÁTICAS

O clima de Breves é equatorial, com  temperatura média em torno de 36°C. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1971 a 1990 e a partir de 1995, a menor temperatura registrada em Breves foi de 15 °C em 13 de dezembro de 1973 e 5 de janeiro de 1976, e a maior atingiu 38 °C em 13 de novembro de 1975. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 127,8 milímetros (mm) em 5 de abril de 1974. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 111,6 mm em 17 de janeiro de 1979, 106,6 mm em 10 de janeiro de 1980 e 101 mm em 3 de abril de 2007. Março de 1988, com 614,9 mm, foi o mês de maior precipitação.

IDH-M

O Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Breves é baixo ( 0, 503). Essa  é uma medida comparativa usada para classificar os países (estados ou municípios)  pelo seu grau de “desenvolvimento humano” e para ajudar a classificar os países como desenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto), em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB (PPC) per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos em nível nacional. Cada ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. O IDH também é usado por organizações locais ou empresas para medir o desenvolvimento de entidades subnacionais como estados, cidades, aldeias, etc.

O índice foi desenvolvido em 1990 pelos economistas Amartya Sen e Mahbub ul Haq, e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no seu relatório anual.

PIB

Quanto ao PIB, Breves apresenta R$ 613.983,17 mil (IBGE 2014).

O produto interno bruto (PIB) representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um período determinado. O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de quantificar a atividade econômica de uma região.

A imagem pode conter: atividades ao ar livre

Ecologia

O município de Breves possui flora característica da Amazônia, com predominância de florestal tropical. A fauna é marcada pela presença de inúmeras espécies ameaçadas de extinção, como por exemplo: onça-pintada, onça-parda, jaguatirica, preguiça, ariranha; e muitos outros animais de importância na alimentação das populações locais, como: jacarés, paca, cutia, tatu, capivara, anta, macacos etc.

A Reserva Extrativista Mapuá é uma unidade de conservação federal criada por decreto presidencial em 20 de maio de 2005 numa área de 94.463 hectares nas margens do rios Mapuá e Aramã, na porção leste do município de Breves. Ela foi criada com objetivo de garantir meios de vida e a cultura de populações extrativistas tradicionais, assegurando a sustentabilidade dos recursos naturais. Tal reserva vem impactando de forma significativa na preservação da natureza bem como na manutenção do primitivo modo de vida dos ribeirinhos às margens das ribeiras brevenses.

A imagem pode conter: 7 pessoas, pessoas sorrindo

CULTURA

Utilizada originalmente para a realização de eventos culturais, a Casa da Cultura é um espaço equipado com capacidade para até 120 pessoas, mas está sem utilização nos últimos tempo e não há planos para o seu  aproveitamento. A Divisão de Cultura é um espaço para realização de oficinas de teatro, dança e artesanato, com capacidade para 230 pessoas.

Culinária: os principais pratos típicos são produzidos a partir do camarão, boi, búfalo, peixes, caças e açaí.

Artesanato: entre os materiais produzidos podemos destacar: peneiras, cestas, paneiros, tipiti, matapi, alguidar, panelas de barro, vassouras e outros, produzidos a partir da utilização de cipós, talas de palmeiras, madeira, barro e palha.

Folclore: realiza-se anualmente o Forrozão Marajoara e o Festival Brevense de Folclore, onde são apresentados os inúmeros grupos folclóricos do município, com destaque para: Grupo Folclórico Nheengaíbas, Roceiros da Castanheira, Geração Junina, Roceiros do Marajó, Roceiros da Cidade Nova, Mata Velho, Nova Geração Moderna Papy Legal, Sensação Junina do Aeroporto, Boi- Bumba, Pai do Campo, Revelação Junina da Mainardi Guará . Danças apresentadas: Xote, mazurca, carimbó e retumbão.

 

Calendário de Eventos Culturais

  • 12 a 20 de Janeiro – Festividade de São Sebastião
  • Junho – Forrozão Marajoara
  • 26 de Julho – Festividade de Nossa Senhora de Sant’Ana
  • 19 a 22 de Agosto – Festividade Brevense de Folclore
  • 26 e 27 de Novembro – Feira do Livro Brevense
  • 30 de Novembro – Aniversário do Município.

  SAÚDE

Breves conta com o Hospital Municipal de Breves que  passa por reformas e vai servir apenas para internação; e atendimento médico e ambulatorial privados.

A partir de 25 de setembro 2010 passou a funcionar também o Hospital Regional do Marajó que  atende a maioria dos habitantes do arquipélago do Marajó  (Breves, Portel, Bagre, Melgaço, Curralinho etc…) É um hospital público cujo Gestor é o Governo do Estado do Pará. A unidade de Saúde é gerenciada por uma Organização Social, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano, entidade legalmente Habilitada no âmbito do Estado do Pará para atuar na área da saúde. O Hospital Conta com 67 leitos, entre os quais tem UTI adulta, Neonatal e Pediátrica; dispõe de um diversificado parque diagnóstico, composto de Tomografia, Ultrassonografia,Ecografia com doppler, Raios x convencional e em arco, Mamógrafo, Holter, Laboratório Clínico, Agência Transfusional, Endoscopia, Fisioterapia entre outros.

Todos os atendimentos são referenciados pela Central de Regulação de Leitos coordenada pela SESPA.

TURISMO

O turismo ainda é uma atividade pouco desenvolvida em Breves, apesar do seu enorme potencial. Há vários hotéis e mutas atrações a saber:

  • Rio Parauhaú: extenso e navegável em todo o seu percurso.Escala quase obrigatória para as embarcações que navegam pelo rio Amazonas.
  • Rio Pracaxi: no estreito de Breves, destaca-se como rio de grande profundidade. A 30 minutos de voadeira (lancha motorizada) da sede do município.
  • Estreito de Breves: formado por um conjunto de pequenos rios e ilhas, segundo a tradição popular, os navegadores, ao entrarem no estreito, na região de confluência das águas do Amazonas com o rio Pará, devem atirar às águas uma oferenda para as Divindades do fundo do rios para que estas permitam uma viagem segura.
  • Igarapé Grande’: destaca-se por sua coloração escura e transparente pela vegetação de suas margens representadas por plantas aquáticas e palmeiras.
  • Rio Mapuá: localizado a 12 horas de barco a partir da cidade, constitui-se em rio estreito cercado por matas virgens com águas escuras e frias que levam até a comunidade de Cumaru, vila onde se pode visitar o Casarão – construção grande (de dois andares) em madeira acapu, datada de 1945 – construção remanescente do período áureo da borracha em função da demanda do produto pelos aliados durante a 2ª Grande Guerra. Possui uma escola de nível básico, um pequeno comércio, energia a motor diesel, uma pequena igreja(capelinha) e recepção de televisão via antena parabólica. Possui um orelhão, que no momento não funciona por falta de manutenção da empresa concessionária.
  • Igreja Matriz de Sant’Ana: localizada na av. Presidente Getúlio Vargas, com início de suas obras datado de 1861.
  • Prédio da BISA (Breves Industrial S.A.): construído em 1925, é representante de um período áureo, da cidade, quando Breves ficou conhecida como “Celeiro Mundial da Madeira”. Hoje, o complexo da BISA, deu lugar a outras construções e somente pode ser visualizado em antigas fotografias. Atualmente, a madeira já é considerada como mais um ciclo econômico que passou, sendo que as consequências com o fim recente do ciclo ainda estão latentes na sociedade brevense, visto que hoje vem atravessando uma severa crise econômica com dramática repercussão social, resultando assim em um atual estado natural de calamidade pública oficialmente não declarado.
  • Corcovado’: antiga fábrica beneficiadora de borracha, cuja produção atingiu o apogeu durante o período da 2º Guerra Mundial. Ao redor da fábrica desenvolveu-se a Vila de Corcovado onde hoje ainda vivem em humildes casebres os descendentes dos operários que lá trabalharam.
  • Trapiche Municipal: construção em madeira de grande importância histórica para a cidade pois constituiu-se por muitas décadas como principal porto fluvial de embarque e desembarque de passageiros na cidade. A arquitetura segue um padrão bastante eclético e harmonioso.
  • Há balneários muito concorridos:rio Arapijó, rio Mamanjò e outros de águas escuras e frias.

ECONOMIA

Baseada no extrativismo, destacando-se açaí, palmito, carvão e madeira(esta última em franca decadência pelas novas políticas ambientais adotadas pelo país). Na agricultura, destaca-se arroz, milho, mandioca, laranja, banana e limão. Na pecuária, destaca-se gado, búfalo e suínos.

A capital do município possui agências bancárias do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Estado do Pará – Banpará e Banco Bradesco S/A Possui ainda correspondentes bancários como Banco Postal (Banco do Brasil) e Banco Popular do Brasil(Banco do Brasil).

 

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