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No Pará, horário eleitoral no rádio e na TV começa morno

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O primeiro dia de campanha dos candidatos a governador, senador, deputado federal e estadual, pelo rádio e pela televisão, no horário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA) não deu para empolgar os ouvintes e telespectadores, seja pela insalubridade das mensagens, seja pela falta de tempo para a maioria dos candidatos na eleição proporcional pode se manifestar e se apresentar ao público. Já os candidatos majoritários tiveram melhor desempenho, assim mesmo sem o poder de criar expectativa em relação aos próximos programas.

Dentre os candidatos a governador, Márcio Miranda bateu na tecla de que é candidato ficha limpa e não está sendo investigado pela Lava Jato, numa referência sutil ao seu principal adversário, o ex-ministro da Integração, Helder Barbalho (MDB), que está sendo investigado nessa operação, comandada pelo juiz Sérgio Moro, de Curitiba.

Márcio Miranda: R$ 100 milhões para geração de emprego

Márcio Miranda lançou mão de uma musiquinha chata para contar a sua saga de retirante do norte de Minas, em 1972, na carroceria de um pequeno caminhão, Ele e seus quatro irmãos, ditados nu colchão e assim vai. Se apresenta como paraense de coração, médico, militar e presidente da Assembleia por três sem nunca ter meu nome envolvido em escândalos, nem ter sido citado na Lava Jato. “Estou preparado para ser governador. Vamos fazer o maior programa social que o Pará já viu, serão R$ 100 milhões por ano para gerar emprego e renda. Outra prioridade, a segurança. Faremos a ocupação ostensiva de fronteiras de cidade. Vamos proteger a nossa população com mãos firmes. Sou médico do interior. Sei o que é precisar de atendimento de saúde e não ter. Por isso vamos implantar os ambulatórios de especialidades. Serão consultas, exames e cirurgias no mesmo lugar. Minha vida foi cuidar de gente humilde é isso que vou fazer no governo”.

Helder Barbalho: sem ódio e sem medo

Já o candidato do MDB. Helder Barbalho, optou por apresentar uma carta do povo, que seria entregue de casa em casa por um carteiro oficial. O próprio Helder ler uns trechos e outros trechos são lidos por simpatizantes ou contatados pela produção da campanha para o papel de destinatário da carta do candidato. No programa do meio dia, Helder soltou uma montagem de entrevistas suas, em que fala do seu pendor pela política, sua formação em colégio militar e sua passagem pela Câmara de Ananindeua, Assembleia Legislativa, prefeitura de Ananindeua, ministérios e seus projeto para tornar o Pará um estado bom para sua população. Fala de insegurança etc. Na “carta” aos paraenses, ele assim se expressa:

“Meu amigo. Minha amiga.
É com o coração que lhe escrevo esse texto, que é, também, a confirmação de um compromisso. Desde muito cedo caminho por nossas estradas, navego por nossos rios, cruzo nossas cidades. E me inquieta ver que o Pará, esse lugar tão lindo, tão rico, com um povo tão trabalhador, se tornou, para muitos, a morada de sofrimento e privação. Há ausência onde deveria haver presença.
Meu coração me diz, no entanto, que é chegada a hora de olhar pra frente e de falar de um Pará possível.
Assumo o compromisso de construir, ao seu lado, um Pará que desperte orgulho em todos nós. Onde todos possam ter emprego, segurança, saúde e educação.
Meu compromisso é trabalhar, independente das diferenças partidárias, para que esse sonho, de um Pará de oportunidades e desenvolvimento, se realize em breve.
E a chance está em nossas mãos. Em nossos corações não há lugar para rancor. Nem ódio. Nem medo.
Juntos, vamos fazer a mudança que o Pará precisa. Daqui pra frente!”

Paulo Rocha:  acabar com briga de famílias pelo poder

O candidato do PT, Paulo Rocha, abriu o seu programa lembrando a sua infância no interior do Pará, enaltecendo a família e bradando pela paz em todas as atividades, inclusive no conturbado campo, onde os conflitos são tão agudos quanto os das cidades. E disse, numa alusão à família do candidato Helder Barbalho, que está na hora de se acabar com briga de famílias pelo poder. Paulo Rocha é senador e ainda tem quatro anos de mandato.

Fernando Carneiro, candidato do Psol, mal teve tempo para se apresentar e falar de algumas atividades políticas suas e dizer que é ficha limpa. O candidato do PSTU, Cleber Rabelo não teve sorte melhor.

Entre os candidatos ao Senado, os que mais se destacaram foram Flexa Ribeiro (PSDDB), que se apresentou como o “Senador do Açaí”, numa alusão ao Projeto de Lei do Senado n° 26, de 2018, de sua autoria, que concede a Belém o título de Capital acional do Açaí. Outro projeto de sua autoria, de 2014, designa o açaí como fruta nacional. A matéria foi aprovada no Senado e remetida à Câmara em 2014. O projeto tem por objetivo evitar o uso da marca “açaí” por empresas estrangeiras e garantir o domínio brasileiro sobre o fruto da região amazônica.

O candidato do PT, Zé Geraldo, contou a sua vinda para o Pará, o encontro com Paulo Rocha e o começo da ação política, organizando o povo. Assim, obteve dois mandatos de deputado estadual e quatro de federal.

Outro bom destaque foi o senador Jader Barbalho, que fez um resumo da sua vida pública, incluindo a presidência do próprio Senado, que teve que renunciar, depois que encarou o temível baiano Antônio Carlos Magalhães, o Toninho Malvadeza.  Sidney Rosa (PSB) falou da usa passagem pela prefeitura de Paragominas e as mudanças socioambientais que ajudou a fazer, tornando Paragominas um “município verde” depois de ter ficado famoso como “Cubatão do Norte”, e livre da pecha de município mais violento do Brasil. Muitos até aplicavam-lhe a alcunha pejorativa de “Paragobala”.

Os ausentes

Os candidatos ao Senado, Mário Couto (PP) e Ananivaldo Vale (PR), impugnados pela Justiça Eleitoral, estão recorrendo da decisão de um juiz, mas não participaram do horário eleitoral. O mesmo acontece com Wladmir Costa (Solidariedade), cuja impugnação foio pedida pelo Ministério Público Federal. Mas no pouco tempo do seu partido, deu para ver uma vinheta com o nome do deputado/candidato ao senado e o número 77. O candidato Jarbas Vasconcelos (PV), na foto abaixo,  também não apareceu no horário da noite.

Dos proporcionais, o destaque foi mesmo para a petista Regina Barata, que prometeu instaurar uma CPI para apurar o abuso das empresas de transportes coletivos de Belém para os portadores de deficiências físicas.
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