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No Pará, quase 600 candidatos buscam lugara ao sol

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Em todo o País, 569 candidatos disputam hoje nas urnas, os cargos existentes para comandar a Presidência da República e os governos estaduais. Nos casos em que o candidatos a presidente ou governador não alcançarem 50% mais 1 dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos, haverá segundo turno. Nos Estados onde houver segundo turno, a eleição será realizada no dia 28 deste mês de outubro.

A votação começou  às 8h  o País e será concluída às 17h. A previsão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA), é que a apuração comece imediatamente a conclusão da votação, com estimativa de que às 21h, o resultado seja divulgado.

 

Como votar

Nesta eleição, os eleitores precisam votar em seis candidatos: deputado federal, deputado estadual, senador1, senador2, governador e presidente.

Para o Senado Federal serão eleitos, em cada Estado, os dois candidatos a senador que receberem mais votos, também considerados apenas os votos válidos.

No Pará, serão eleitos na eleição deste domingo, 7: dois senadores, 41 deputados estaduais e 17 deputados federais.

A exemplo de eleições anteriores, no pleito de 2018 os homens dominam a disputa para os cargos majoritários. Ao todo, são 475 candidatos e 94 candidatas. Concorrem à vaga de presidente da República, 11 homens e apenas duas mulheres. Na disputa para comandar os Estados, são 170 candidatos homens e 29 mulheres.

No Pará 5.499.283 eleitores estão aptos a votar nos 144 municípios do Estado. Em 54 destes municípios paraenses, os eleitores votarão por biometria (reconhecimento pela digital), o que corresponde a 3.492.534 eleitores (63,51%) do eleitorado paraense. O restante dos eleitores: 2.006.749 (36,49%), farão reconhecimento atrvés do documento eleitoral, que é o título do eleitor, acompanhado da carteira de identidade.

Pela primeira, 185 eleitores transexuais no Pará poderão votar neste pleito, usando nome social no título de eleitor.

Do total de eleitores do Pará,  2.780.385 milhões são do sexo feminino, representando a maioria (50,6%).

Este ano, 47.002 pessoas declararam algum tipo de deficiência à Justiça Eleitoral, por isso, terão local de votação com acessibilidade. Em Belém são 20.193 eleitores nessa condição.

Cinco candidatos disputam  governador no Pará:

Márcio Miranda (DEM) – Vice José Megale (PSDB)

Helder Barbalho (MDB) – Vice Lúcio Vale (PR)

Paulo Rocha (PT) – Vice Sandra Batista (PCdoB)

Fernando Carneiro (Psol) – Vice Tati Picanço

Cleber Rabelo (PSTU) – Vice Seu Alex (PSTU)

           Segurança reforçada

Mais de dois mil policiais civis, entre delegados, escrivães e investigadores atuam no esquema de segurança em todos os 144 municípios do Pará.

O trabalho começa ontem, 6, com a fiscalização da divulgação ilegal de propaganda eleitoral, e vai se intensificar neste domingo, 7, até o final da apuração dos votos.

A Polícia Civil do Pará ficará responsável pela realização dos Termos Circunstanciados de Ocorrências para quem infringir a Lei Eleitoral, e ainda os flagrantes de Crime Eleitoral onde não existir a presença da Polícia Federal.

Em caso de crimes eleitorais, como boca de urna, reunião de eleitores, compra de votos, distribuição de santinhos e transporte de eleitores, qualquer pessoa pode denunciar para o número da Polícia Civil 181.

Os cidadãos também podem denunciar crimes eleitorais para o Disque Denúncia: 08000916220.  Atendentes voluntários recebem as denúncias e encaminham para o Ministério Público Eleitoral, que faz a apuração de cada caso, e denunciam aquelas situações que configuram crime eleitoral, como: compra de votos pelos candidatos; distribuição de cestas básicas ou outros materiais pelos candidatos; condução dos eleitores para os locais de votação; entre outros crimes.

Situações de menor potencial serão encaminhadas para a Polícia Civil efetuar os TCOs, e as situações mais graves, como o transporte de eleitor, serão encaminhadas para flagrante junto à Polícia Federal.

Perfil dos candidatos

 

  • Helder Barbalho: O MDB anunciou em convenção estadual no dia 4 de agosto o nome do ministro da integração nacional e ex-prefeito de Ananindeua Helder Barbalho como postulante ao governo do Pará pela segunda vez. Helder Zahluth Barbalho nasceu em Belém em 1979 e atualmente é o presidente estadual do MDB. Ele é graduado em Administração e pós-graduado em Gestão Pública, estreou na política em 2000 quando foi eleito vereador de Ananindeua. Em 2002 disputou as eleições para deputado estadual e foi o mais votado do estado naquele ano. No ano de 2004 disputa a prefeitura de Ananindeua e é eleito se tornando o prefeito mais jovem da Região Metropolitana de Belém, foi reeleito em 2008. Em 2014 disputou pela primeira vez a vaga no Palácio dos Despachos, mas foi derrotado no segundo turno por uma diferença pequena, apesar de vencer no primeiro, ficou a uns décimos abaixo da quantidade mínima de 50%. Já foi ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidência da República e Ministro da Pesca e Aquicultura no Governo Dilma e Ministro da Integração Nacional no Governo Temer. Irá trazer como vice na chapa o deputado federal Lúcio Vale, do PR. Conta com o apoio dos seguintes partidos: PRB, PP, PTB, PSL, PODEMOS, PSC, PR, DC, PHS, PMB, PTC, PATRI, PSD, AVANTE e PROS.
  • Márcio Miranda: O DEM resolveu apostar no nome do presidente da Assembléia Legislativa, ex-PM e médico Márcio Miranda na disputa ao governo em convenção realizada em 5 de agosto. Nacido na cidade mineira de Pavão em 19 de agosto de 1957, Márcio Desidério Teixeira Miranda veio para o Pará ainda menino, acompanhando os pais, pequenos produtores rurais. Aos 60 anos, em 2015, foi reeleito presidente da ALEPA e, em 2017, foi novamente eleito para presidir a Assembleia Legislativa, ocupando o cargo pela terceira vez consecutiva. Em 2012 concorreu como candidato a prefeitura de Castanhal mas acabou em 2° lugar. Conta com o apoio do governador Simão Jatene e traz como vice o deputado estadual José Megale do PSDB, sendo que pela primeira vez na história do partido tucano desde a sua primeira participação em 1990 nas eleições do estado não irá lançar candidatura própria ao governo. Tem o apoio dos seguintes partidos: PDT, PPS, PRTB, PMN, PSB, PRP, PSDB e Solidariedade.
  • Paulo Rocha: O PT em convenção realizada em 5 de agosto lançou o nome do senador Paulo Rocha ao Governo. Aos 65 anos, o sindicalista nascido no município de Terra Alta, no nordeste paraense, tem formação em artes gráficas pela Escola Salesiana do Trabalho. Eleito senador pelo Pará em 2014, Rocha tem entre as suas prioridades a defesa do desenvolvimento sustentável para a Amazônia. Ele já exerceu cinco mandatos na Câmara dos Deputados e foi líder da bancada do PT. Irá trazer como vice a ex-deputada estadual Sandra Batista do PCdoB tendo este partido como único da coligação de Paulo.
  • Fernando Carneiro: O PSOL anunciou em convenção realizada em 1° de agosto o nome do vereador de Belém Fernando Carneiro ao governo do estado. Fernando Carneiro é militante socialista com trajetória nos movimentos sociais. É historiador, formado pela Universidade de São Paulo (USP), licenciatura Plena pela Faculdade de Educação (USP) e pós-graduação em Políticas Sociais pela Universidade da Amazônia (Unama). Na adolescência, participou do processo de reorganização do movimento estudantil paraense no inicio dos anos 80. Está presente em eleições desde 2010 quando disputou pela primeira vez o governo do estado, em 2012 é eleito vereador de Belém e foi reeleito em 2016. Em 2014 foi candidato a deputado estadual. Traz como vice a historiadora Tati Picanço. Tem o apoio do PCB e do PPL.
  • Cleber Rabelo: O PSTU anunciou em convenção realizada em 3 de agosto o nome do ex-vereador de Belém Cleber Rabelo ao governo do estado sendo essa sua segunda disputa ao cargo. Ele tem 45 anos, é operário há 20 anos, membro da central sindical e popular de lutas e diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. Sua história está diretamente ligada à luta por direitos de entidades de classe que cobram melhores condições de trabalho. Em 2010 foi candidato ao governo pela primeira vez, já em 2012 foi eleito vereador de Belém e se tornou o primeiro membro do PSTU a ocupar um grande cargo numa capital brasileira, em 2014 foi candidato a deputado estadual e em 2016 foi candidato a prefeitura de Belém. Traz como vice o transsexual Seu Alex e não fechou coligação com nenhum partido político.

 

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