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Educação

No ritmo atual, Brasil só deve recuperar em 2028 a renda per capita de 2011

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Foto: Reprodução / Fonte: Correio Braziliense

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2019 na próxima quinta-feira, e as previsões não são boas, tanto para a conjuntura econômica quanto para a renda da população, que está ficando mais pobre, pois, como o desemprego é elevado, não há aumento de salário para a maioria dos trabalhadores. Além disso, é crescente a sinalização de que o PIB deste ano será pior do que o do ano passado, de apenas 1,1%, condenando o brasileiro a ter uma renda per capita baixa. O quadro reflete a desconfiança de empresários e de investidores nos rumos da economia.

Uma estimativa feita pela Tendências Consultoria ilustra bem esse quadro desolador. A entidade está entre as mais otimistas no mercado, porque manteve a previsão de alta de 1,6% do PIB neste ano, bem superior às projeções da maioria dos analistas. De acordo com a Tendências, o PIB per capita deve registrar leve queda neste ano em relação a 2018, passando de US$ 8.960 para US$ 8.897. Além disso, o retorno ao pico do PIB per capita alcançado em 2011, de US$ 13,3 mil, só ocorrerá em 2028. “Isso indica que a renda média do brasileiro encolheu muito nos últimos anos, e o país está levando quase duas décadas para voltar ao que era antes da recessão”, explicou a economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências.

O PIB per capita é o total da riqueza gerado pelo país dividido para cada brasileiro. O levantamento da Tendências considerou um crescimento médio da população perto de 1% ao ano e um câmbio de R$ 4. Em artigo recente, o economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, ao analisar a evolução do PIB per capita levantou a questão de que o país já está vivendo um período de depressão, porque a população empobreceu e não há perspectivas de crescimento econômico robusto sem as reformas estruturais de que o país precisa. Segundo ele, serão necessários 233 anos para essa renda dobrar e a economia e a população estão sem horizontes.

Para Alessandra, o cenário é preocupante. “O país está crescendo muito pouco, e, como a população aumenta, o padrão do PIB per capita vai demorar mais de 10 anos para recuperar o tempo perdido. Isso pode ser classificado como depressão, porque não vemos o PIB per capita reagindo. Agora, quando olho para o PIB, não consigo qualificar esse mesmo quadro depressivo”, completa. Silvia Matos, pesquisadora sênior da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), também não qualifica o cenário como depressivo, mas reconhece a importância de Pastore levantar essa discussão. “O PIB não consegue crescer porque não estão sendo adotadas medidas que poderiam mudar o rumo, que é em direção a uma nova recessão, se não houver avanços nas reformas”, alertou.

Um estudo recente do Ibre revelou que os mais pobres estão sendo impactados pela crise, pois a desigualdade no mercado de trabalho aumentou pelo 17º trimestre consecutivo e alcançou o maior nível em pelo menos sete anos. O índice de Gini, que mede essa discrepância de renda, alcançou 0,627, o maior patamar da série histórica iniciada em 2012. Quanto mais perto de 1, maior é a desigualdade.

Recessão técnica

É crescente o número de analistas que preveem quedas entre 0,1% e 0,45% do PIB no primeiro trimestre. As projeções de expansão em 2019, que começaram o ano em 2,53%, depois de 13 quedas consecutivas, estão em 1,23%. Fontes do governo contam que as simulações do PIB rodam a uma taxa de 0,9% para este ano. “Alguns especialistas já estão prevendo PIB abaixo de 1%, algo entre 0,7% e 0,9%”, destacou Newton Rosa, economista-chefe da Sul América Investimentos, que prevê expansão neste ano de 1%, “com viés de baixa”. “Para o PIB crescer nesse ritmo seria preciso uma forte recuperação no segundo semestre, algo cada vez menos provável por conta das incertezas na área política”, afirmou.

Como o PIB de 2018 cresceu apenas 0,1% no último trimestre, especialistas não descartam a possibilidade de a revisão do IBGE vir com essa taxa negativa. Logo, se as previsões atuais se confirmarem, o país estará em recessão técnica, caracterizada pela queda do PIB em dois trimestres consecutivos. “Essa possibilidade não pode ser descartada”, destacou Rosa.

Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, está entre os mais pessimistas, pois espera queda de 0,45% e considera que, no segundo trimestre, há “chances reais” de a o PIB encolher de 0,1% a 0,2%, o que caracterizaria uma recessão técnica neste semestre ou recessão propriamente dita se o quarto trimestre de 2018 for negativo.

Alta de 0,6% no campo

O setor agropecuário brasileiro deve avançar 0,6% em 2019, representando melhora de 0,4% do previsto em fevereiro deste ano. O crescimento deve-se, principalmente, ao desempenho do setor da pecuária, com previsão de incremento de 3%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o instituto, a alta é reflexo do aumento de exportações na categoria. Na agricultura, as lavouras devem representar 0,1% do crescimento do PIB agropecuário. Para os pesquisadores, o pequeno crescimento é explicado pela queda da produção de soja que, segundo o Levantamento Sistemático de Agricultura do IBGE, deve encolher 4,4% no ano, devido  a problemas climáticos na região Centro-Sul do país.

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Educação

Lista de espera do ProUni já está disponível para consultas

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

A partir de hoje (18), a lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) estará disponível para consulta pelas instituições de ensino superior privadas participantes do programa.

Todos os candidatos que estão na lista deverão ir às instituições  apresentar a documentação de comprovação das informações prestadas na inscrição.

A lista de espera do Prouni estará à disposição das instituições com a classificação dos estudantes por curso e turno, segundo as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018.

O prazo para que os candidatos que integram a lista compareçam às faculdades onde concorrem a uma vaga começa amanhã (19) e vai 22 de julho. A lista com a documentação necessária está disponível na página do ProUni.

A lista de espera será, então, usada pelas próprias instituições para preencher as bolsas de estudos que não foram ocupadas nas duas chamadas regulares do programa.

ProUni

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

O ProUni é voltado para candidatos que não tenham diploma de curso superior e que participaram do Enem 2018.

Os estudantes devem ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais. É preciso ainda ter obtido nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem.

Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

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Educação

MEC quer criar fundo para financiar universidades federais

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) quer criar um fundo de natureza privada, cujas cotas serão negociadas na Bolsa de Valores, para financiar as universidades e institutos federais. Esse fundo contará, inicialmente, com R$ 102,6 bilhões. A maior parte desses recursos, R$ 50 bilhões, virá do patrimônio da União. A intenção é que esse esses recursos financiem pesquisa, inovação, empreendedorismo e internacionalização das instituições de ensino.

Ouça na Rádio Nacional:

O fundo é a principal estratégia do programa Future-se, apresentado hoje (17) pelo MEC. O fundo será composto ainda por R$ 33 bilhões de fundos constitucionais, por R$ 17,7 bilhões provenientes de recursos angariados com leis de incentivos fiscais e depósitos à vista, por R$ 1,2 bilhão de recursos da cultura e por R$ 700 milhões provenientes da utilização econômica do espaço público e fundos patrimoniais.

Os recursos serão voltados para a instalação de centros de pesquisa e inovação, bem como parques tecnológicos; assegurar ambiente de negócios; criação de startups, ou seja, de empresas com base tecnológica; aproximar as instituições das empresas; estimular intercâmbio de estudantes e professores, com foco na pesquisa aplicada; firmar parcerias com instituições privadas para promover publicações de periódicos fora do país; entre outras ações.

A intenção que essas ações gerem também recursos que serão remetidos ao fundo e também às instituições e aos próprios pesquisadores. A adesão das universidades e institutos será voluntária. O MEC não detalhou os critérios de distribuição de recusos entre as instiuições.

“A gente quer premiar as boas práticas, a gente não acredita no assistencialismo, quer premiar a cultura do esforço, quer premiar o bom desempenho, por isso estamos lançando esse programa. A gente quer permitir que se formem cada vez mais talentos e quer reter esses talentos”, disse o secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa.

Como funciona o fundo

O fundo será composto principalmente pelo patrimônio da União, como terrenos que foram, segundo Barbosa, cedidos pelo Ministério da Economia para esse fim. Por isso, os recursos serão integralizado com fundos de investimento imobiliário.

“Isso que hoje é despesa vai virar receita para o fundo do Future-se”, destacou Barbosa. “O que a gente ganha a partir do momento que transforma esse terreno em cotas [é] que o setor empresarial constrói um shopping, isso vira sociedade de propósito específico, vira um shopping. Um terreno construído vai ser valorizado, então as cotas [se] valorizam. O dinheiro aumenta, e a própria rentabilidade das salas comerciais vai agregar valor a esse programa. Volta tudo para o Future-se”, explicou.

Esse fundo de rendimento multimercado poderá também receber investimentos, segundo o secretário, de interessados, por exemplo em realizar pesquisas na Amazônia. “Esse fundo vai ter política de investimento, vai ter regulamento, vai estar disposto sobre os riscos, tudo será transparente”, diz.

Organizações sociais

De acordo com o MEC, a operacionalização do Future-se ocorrerá por meio de contratos de gestão firmados pela União e pela instituição de ensino com organizações sociais (OSs). As OSs são entidades de caráter privado que recebem o status “social” ao comprovar eficácia e fins sociais, entre outros requisitos.

Os contratos de gestão poderão ser celebrados com organizações sociais já qualificadas pelo MEC. Além disso, as fundações de apoio poderão ser qualificadas como organizações sociais.

A organização social contratada, segundo a pasta, poderá manter escritórios, representações, dependências e filiais em outras unidades da Federação. A instituição de ensino pode viabilizar a instalação física em suas dependências.

Sem mensalidade

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, garantiu que a proposta não inclui a cobrança de mensalidade nas graduações das instituições públicas. “[As instituições] continuarão públicas e os estudantes NÃO pagarão pela graduação”, disse em publicação no Twitter.

A proposta será disponibilizada nesta quarta-feira para consulta pública. A sociedade poderá colaborar com sugestões até o dia 7 de agosto. O MEC irá, então, submeter ao Congresso Nacional um projeto de lei para viabilizar as mudanças. As universidades seguirão, segundo a pasta, contando com o orçamento público.

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Educação

Cursinho Pré-Vestibular Municipal de Belém mantém atividades no mês de julho

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Belém

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está se aproximando e, faltando um pouco mais de 100 dias para as importantes provas, que serão realizadas nos dias 3 e 10 de novembro, os alunos do cursinho Pré-Vestibular Municipal de Belém (PVMB) seguem firmes com os estudos nas salas de aula, durante o mês de julho.

A busca em garantir uma vaga nas universidades públicas é concorrida, e nem o mês das férias escolares tem tirado o foco dos alunos, como é o caso de Mayres Gama, de 18 anos, que sonha em cursar Educação Física. “Os professores mantiveram o mesmo padrão de aula neste mês de férias. Seguimos revisando assuntos importantes, resolvendo questões e notamos o quanto eles são dedicados. Para mim, é muito importante, pois este ano será a primeira vez que irei fazer o Enem”, contou Mayres.

Kamila Murakami, de 22 anos, já prestou vestibular, e sabe bem qual o sentimento de ouvir o nome dos aprovados nas rádios de Belém. Porém, por conta de problemas de saúde, precisou se desligar da universidade, mas este ano, ela voltou a estudar e corre atrás de uma vaga para dar continuidade ao sonho de se formar em Jornalismo.

“Eu morava em Santa Luzia do Pará, quando passei em jornalismo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni). Infelizmente, acabei perdendo a minha bolsa, mas não desanimei. Atualmente, eu estou aqui no cursinho e venho me preparando para voltar à realidade de universitária. Nem o mês de julho e nem as olheiras têm tirado as minhas forças”, brincou Kamila.

Atividades – De acordo com Henderson Ramos, coordenador do cursinho Pré-Vestibular Municipal de Belém, o tempo de preparo para o exame parece ser grande, mas os alunos não devem se enganar, pois são milhares de pessoas concorrendo às vagas nas universidades públicas. “Durante o mês de julho, nossas atividades não são interrompidas. As aulas seguem até o dia 18 deste mês, mas o prédio da escola continuará aberto para que os alunos venham estudar, contando com o auxílio dos professores e da biblioteca”, informou.

“Nós temos o objetivo de terminar o programa de estudos até a primeira semana de setembro, para prepararmos uma nova programação para o exame. Por isso as aulas não param nem no mês das férias. Precisamos deixar nossos alunos preparados e sabemos que a disputa pelas vagas não é fácil”, completou Henderson.

Agência Belém – Você ficou com alguma dúvida ou tem sugestões para enviar à Agência Belém? Entre em contato conosco pelo nosso canal de divulgação das principais ações do município pelo número (91) 98027-0629. Aguardamos sua mensagem.

Texto: Renan Lobato

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