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Nos 403 anos de Belém, Governo do Pará valoriza orgulho cabano

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O maior movimento popular do Pará, a Cabanagem, é tema de uma programação alusiva ao aniversário de Belém, comemorado neste sábado (12). O objetivo da programação Belém Cabana, realizada pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), é promover, na data que marca os 403 anos da capital, a valorização da memória e da história do povo paraense.

A Cabanagem, ocorrida entre 1835 e 1840, completa 184 anos em 2019. Como forma de homenagear o movimento, o governador Helder Barbalho inaugurou no último dia 7 uma iluminação especial no Memorial da Cabanagem, localizado no Entroncamento. Também serão realizadas diversas programações nos espaços culturais gerenciados pela Secult na capital até o próximo domingo (13), sempre com entrada franca.

“Esse é um novo momento, de portas abertas, de coração e ouvidos abertos, porque quando o fluxo de informações gira intenso, quando essa boa vontade demonstrada em cada ação, em cada agenda cultural, em cada processo de fala institucional acontece, a população começa a estabelecer um novo elo de confiança com o Governo, e a gente precisa que as pessoas confiem na intenção verdadeira desse Governo: de fazer do Pará um imenso território de paz”, pontuou a secretária de Estado de Cultura, Úrsula Vidal.

Helder Barbalho, disse que a programação é uma forma de valorizar a memória do povo paraense e também de mostrar o comprometimento do atual governo com a capital do estado. “Lembrar o monumento da cabanagem; convocar a Força Nacional como parte das ações na área de segurança pública; dar celeridade a análise do Mangueirão para que o Parazão 2019 seja realizado sem contratempos foram algumas das coisas que conseguimos realizar, até o momento pela cidade e neste sábado (12), vamos entregar 60 viaturas que atenderão Belém e a área metropolitana. Essas são ações que desenvolvemos, até agora, como o governo presente vamos fazer muito mais por Belém”, disse.

História ao ar livre

Como parte das atividades alusivas ao aniversário da cidade, o diretor do Sistema Integrado de Museus, Armando Sobral, convidou o historiador Michel Pinho para levar a população de Belém para um passeio pela cultura e história de Belém.

“Há quase 20 anos organizo um passeio histórico pelas ruas da Cidade Velha para contar um pouco da história da cidade à população. Pela primeira vez, por um convite do diretor do SIM, ela vai sair do Forte do Castelo, para contar a historia de Belém desde o local no qual ela realmente começa. Considero isso um presente pra nossa capital”, comemora o historiador Michel Pinho.

Para Michel, o Movimento Cabano é uma espécie de auto-resgate do paraense. “A Cabanagem fez com que a população paraense como um todo, o índio, o negro, o homem do campo, esse homem que faz a agricultura e vivia no interior, viesse pra Belém ocupar seu espaço de poder. Eles se denominavam ‘patriotas’ e acho isso muito bonito. Eles lutavam pela pátria deles, que era o Pará, a pátria da Cabanagem. E quando a gente consegue entender esse processo, a gente consegue formar a identidade do paraense”, analisa.

Essa essência do “povo cabano” é refletida no feirante Sebastião Teles. Há 32 anos, ele tira o sustento de seus três filhos de uma barraca de ervas na Feira do Ver o Peso. “Meu pai veio de São Sebastião da Boa Vista, região das ilhas, para ter uma barraca em Belém, e hoje me considero um guerreiro por ter vencido nessa profissão seguindo o exemplo dele”, destacou o feirante.

O passeio sairá na manhã deste sábado, às 8h, do Forte do Castelo, e irá até o Mercedário da Universidade Federal do Pará (UFPA), palco de uma das maiores batalhas da Cabanagem.

Programação “Belém Cabana” – entrada franca em todas as atrações.

Teatro Gasômetro – neste sábado, a programação começa às 9h30 no Parque da Residência, com apresentação de cortejo afro, Cordão de Pássaro Colibri, Escola de Samba Império Pedreirense, Companhia de Teatro Madalenas e In Bust Teatro com Bonecos.

Às 10h40, na área externa, o grupo Madalenas entra em cena com o espetáculo “La Fábula”, um mergulho no universo mágico dos contos da literatura universal, encenados com a linguagem do teatro de rua. Já às 11h40, uma narrativa que se passa em uma fazenda no Marajó ganha vida com a companhia In Bust Teatro com Bonecos, em “O Conto Que Eu Vim Contar”.

Museu do Estado do Pará (MEP) – Além da exposição “Saramago”, que permanece até 17 de fevereiro, a partir das 9h haverá uma “Imersão Cabana”, com visita educativa ao acervo e projeção do curta “Cabanagem”, cedido pela Funtelpa, no salão transversal.

A partir de 19h, na área externa, será exibido vídeo mapping temático com os VJs Lobo e Luan, além da intervenção cênica “A(Mor)daça”, de Lo Ojuara, baseada em pesquisas sobre a escravidão e a resistência negra durante esse período histórico. Também haverá a apresentação da performance narrativa “Começa Muito Antes de Começar – Uma Voz sobre a Cabanagem”, encenada pela atriz Ester Sá.

Cortejo e batuque – Músicos, dançarinos, artistas circenses e brincantes dão vida ao Batalhão da Estrela, que fará um cortejo saindo do Museu do Estado do Pará (MEP) em direção ao palco na Casa das Onze Janelas. A comunidade foi criada há mais de 20 anos e se consolida a partir dos processos de formação de brincantes do Instituto Arraial do Pavulagem. No Píer das Onze Janelas, a programação continua ao som dos batuques Vozes de Fulô e Cobra Venenosa.

Nos dias 12 e 13, Museu do Círio, Museu do Presépio, Museu de Arte Sacra e MEP funcionarão em horário especial, de 9h às 17h.

Syanne Neno/Ag. Pará

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Governo quer explorar Base de Alcântara comercialmente, diz Pontes

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Instalações do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

Akemi Nitahara /Agência Brasil  

Rio de Janeiro – O acordo assinado esta semana com os Estados Unidos para Salvaguardas Tecnológicas (AST)é um passo importante para que o Brasil transforme a base de lançamento aeroespacial de Alcântara, no Maranhão, em um centro comercial, o que “vai ser muito bom para o Estado e para a região”, disse hoje (22), o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes.

Segundo o ministro, o objetivo é fazer de Alcântara o que foi feito no Centro Espacial John F. Kennedy, no Cabo Canaveral, Ilha Merritt, nos Estados Unidos. De acordo com Pontes, a exploração comercial da base de lançamento conseguiu retomar a economia local, após as dificuldades enfrentadas com o fim do programa do ônibus espacial da Nasa.

“Ali fazia o recolhimento, manutenção e decolagem do ônibus espacial. Quando acabou aquilo, perdeu um monte de emprego lá dentro, perdeu o shopping, as cidades afundaram, quase que virou uma cidade fantasma. Quando virou um centro comercial, aquilo reergueu. O pessoal está com uma qualidade de vida excelente, tem muita riqueza no entorno”.

 O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, apresenta o novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), João Luiz Filgueiras de Azevedo.

Ministro Marcos Pontes: informações que estão sendo divulgadas sobre o acordo de salvaguarda estão incorretas – Arquivo/Agência Brasil

O ministro adiantou que o governo está preparando um plano para incentivar a formação de profissionais e a geração de empregos em Alcântara. A intenção é preparar profissionais “para trabalhar no centro e nas empresas que vão trabalhar no centro, ajudar no crescimento de empresas, startups locais, que podem trabalhar com o centro também. Isso tudo aumenta a riqueza local, a qualidade de vida local, e assim por diante, é a única maneira de fazer isso funcionar bem”.

Um relatório técnico sobre o uso comercial de Alcântara foi publicado no ano passado, produzido pelo Programa Espacial Brasileiro e pela Agência Espacial Brasileira. Na conclusão, o texto aponta a janela de oportunidades que pode ser aproveitada com a infraestrutura já instalada no Centro Espacial, mas destaca que a operação comercial deve ocorrer por um curto período de tempo, tendo em vista que a concorrência está crescendo com a instalação de “novos spaceports em diversas localidades do globo”. O texto destaca também a necessidade de se definir a modelagem institucional para a gestão e as questões jurídicas envolvidas.

Acordo de salvaguarda

Pontes disse que as informações que estão sendo divulgadas sobre o acordo de salvaguarda estão incorretas. Segundo o ministro, não será permitido que os Estados Unidos lancem foguetes do Brasil, muito menos mísseis. “Não é permitido, pelo acordo ou qualquer definição daqui, lançar qualquer tipo de míssil, isso não existe. Ali o uso é civil, pacífico”.

“Não é ‘o Brasil está autorizando os Estados Unidos a lançar foguete aqui’. Não tem nada disso. É ‘os Estados Unidos estão autorizando o Brasil a lançar foguetes ou satélites de qualquer empresa e qualquer país que tenham componentes americanos’. Em troca, a gente garante que vai preservar essa tecnologia, para não deixar roubar”, afirmou o ministro, adiantando que o Brasil deve firmar acordos semelhantes com o Japão e Israel, entre outros países.

Na próxima semana, o ministro participa de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para dar mais detalhes sobre o acordo, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.

Coppe

O ministro Marcos Pontes ministrou a aula inaugural no Coppe-UFRJ e conheceu alguns projetos desenvolvidos pelo instituto, como o trem de levitação magnética Maglev-Cobra, desenvolvido pelo Laboratório de Aplicações de Supercondutores; o ônibus híbrido elétrico-hidrogênio; a parceria com a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern); o Laboratório Oceânico, que tem o maior tanque para pesquisa oceânica do mundo; e a tecnologia de dessalinização por membranas, desenvolvida pelo Laboratório de Processos de Separação com Membranas e Polímeros.

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Morre dona Natalina, tia de Carlos Santos, aos 100 anos

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Faleceu nesta terça-feira, aos 100 anos, a senhora Natalina Santos, tia e praticamente mãe de criação do empresário, cantos e comunicador Carlos Santos,    Diretor-Presidente de A Província do  Pará. Em nota,  divulgada pelas redes sociais e pelo Grupo Marajoara de Comunicação, de  sua propriedade,  Carlos Santos fez o comunicado do óbito de sua tia e convidou  parentes   e amigos para o velório e  o sepultamento de sua querida tia

  NOTA DE  FALECIMENTO

 

Com imenso pesar,  comunicamos o falecimento de minha amada É com imenso pesar que comunicamos o falecimento de minha amada Tia Natalina Santos, aos 100 anos de idade. Foi ela quem me acolheu,  na sua residência em Belém,  quando vim de Salvaterra.  Como ela sempre dizia. cem anos bem vividos e bem trabalhados. Seu legado fica registrado “assiduidade e pontualidade, são fatores de disciplina”. Seu falecimento ocorreu nesta terça-feira(19). O velório está sendo realizado nos Capuchinhos, Guamá,  e o enterro será nesta quarta-feira (20),  às 15:30h, no cemitério Santa Izabel. Convidamos e agradecemos a todos,  parentes e amigos, a comparecer a este ato de piedade Cristã.
Deus conforte os corações de todos nós,  familiares e amigos.

Fraternalmente,

Carlos Santos e família.

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Corpo do ex-prefeito Fernando Coutinho Jorge é velado em Belém. Enterro será às 15h

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O caixão com o corpo de Coutinho Jorge foi coberto com as bandeiras do Pará, do Município de Belém e do colégio Paes de Carvalho, onde ele estudou.

Familiares, parentes e amigos do ex-prefeito de Belém, Fernando Coutinho Jorge, participaram no final da tarde desta segunda-feira (18) do velório do ex-prefeito de Belém, Coutinho Jorge,, que faleceu no domingo (17), em Brasília (DF), vítima do Mal de Alzheimer. Ele tinha 79 anos e deixou viúva Rosemary Felipe Jorge e quatro filhos.

O corpo foi trasladado de Brasília e chegou em Belém por volta da 14h30 desta segunda. O velório está sendo realizado em uma das capelas mortuárias do cemitério Recanto da Saúde, no bairro do Umarizal. O sepultamento será esta terça-feira (19), às 15 horas, no cemitério homônimo à capela, localizado na rodovia BR 316.

Em pesar pela morte de Coutinho Jorge, a Prefeitura de Belém decretou três de dias de luto oficial na capital.

Para Rodolfo Felipe Jorge (foto acima), o terceiro dos quatro filhos do Coutinho Jorge, mais que a saudade de pai, fica o exemplo do grande homem que ele foi. “Vamos sentir a falta do orientador e amigo, mas o que fica também são o legado e referência dele na vida pública, que ficarão na história. Mesmo tendo ficado pouco tempo no cargo de prefeito, acredito que meu pai deixou uma marca e um legado para o município de Belém”, disse Rodolfo.

Trajetória – Fernando Coutinho Jorge foi o primeiro prefeito de Belém eleito democraticamente após o golpe de 1964, com mandato entre os anos de 1986 e 1988, em uma fase de transição na política paraense. Também foi deputado federal, senador, conselheiro presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PA) e o primeiro ministro do Meio Ambiente do Brasil, no governo de Itamar Franco.

No mandato como prefeito, deu início ao projeto da Guarda Municipal de Belém e criou o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. Implantou a Coordenadoria de Arquitetura e Urbanismo, responsável por estudos que promoveram a reforma do Código de Edificações (Lei nº 7.400/1988).

Criou o Museu da Cidade de Belém, que reuniu numa só instituição a Pinacoteca Municipal e toda a memória histórico-cultural do município. Constituiu a Companhia de Turismo de Belém (Belemtur) e conseguiu o tombamento do Centro Histórico de Belém.

Criou o Fundo Municipal de Apoio aos Audiovisuais, que envolvia Embrafilme, Secretaria de Educação (Semec), Associação Brasileira de Documentaristas – Seção Pará, Associação Paraense de Críticos Cinematográficos (APCC) e o curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Além de político, foi professor da Faculdade de Economia da UFPA e integrou o grupo de profissionais do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), coordenando vários cursos de pós-graduação. Também foi secretário de Estado nos governos de Aloysio Chaves, Alacid Nunes e Jader Barbalho.

O ex-deputado Gerson Peres (foto acima) foi dos primeiros a chegar ao velório de Coutinho Jorge. Ele falou da grande admiração que tinha pelo amigo. “A referência dele será sempre o grande conhecimento na área econômica, tanto que chegou à presidência do Tribunal de Contas do Estado. Fomos amigos e a impressão sempre foi de um homem honrado, de grande responsabilidade, com uma inteligência ampla e diversificada. Foi um homem público exemplar”, destacou.

Segurança – O cortejo do corpo, entre o aeroporto de Val de Cães e a capela mortuária, foi acompanhado por agentes em duas viaturas e batedores em motocicletas da Guarda Municipal de Belém (GMB). O trânsito foi ordenado por agentes da Superintendência de Mobilidade Urbana de Belém (SeMOB), que permaneceram às proximidades da capela para dar segurança a todos os presentes.

O caixão com o corpo de Coutinho Jorge foi coberto com as bandeiras do Pará, do Município de Belém e do colégio Paes de Carvalho, onde ele estudou.

Dedé Mesquita

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